Prêmio Fênix Brasil

O cinema brasileiro, depois de ser ignorado pelo colegiado que elege os finalistas aos Prêmios Platino, mostra sua vitalidade no Prêmio Fênix, também dedicado à produção que fala espanhol e português. Dia 7 de dezembro, na cidade do México, três filmes brasileiros marcarão presença nas mais importantes categorias do Fênix: os pernambucanos “Aquarius”, de Kleber Mendonça, e “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro, disputarão o troféu de melhor ficção e melhor direção. Sonia Braga concorrerá a melhor atriz (“Aquarius”). “Cinema Novo”, de Eryk Rocha, disputará o Fênix de melhor documentário. Os três filmes enfrentarão concorrentes de peso. Na ficção, figuram o vencedor de Veneza 2015, “De Longe te Observo”, do venezuelano Lorenzo Vega, o argentino “O Clã”, impressionante thriller político-policial de Pablo Trapero, a criativa cinebiografia de “Neruda”, do chileno Pablo Larraín, e o belíssimo “A Morte de Luís XIV”, do espanhol Albert Serra. Correndo por fora, como azarão, o mexicano “Te Prometo Anarquia”, de Júlio Condón. Os rivais de “Cinema Novo”, premiado com o “Olho de Ouro” em Cannes, também são potentes. O argentino “327 Cuadernos”, de Andres di Tela, é um fascinante mergulho na obra do escritor Ricardo Piglia. “Tempestad”, de Tatiana Huezo, acredita na força das imagens para criar perturbador retrato da violência no México. “Todo Comenzó por el Fin”, do colombiano Luiz Ospina, é uma imensa (quase 4 horas) revisitação dos loucos anos em que Medelín era a capital do narcotráfico, mas era também o berço de cineastas e escritores rebeldes. E, por fim, “El Viento Sabe que Vuelvo a Casa”, de Torres Leiva, premiado no Olhar de Cinema curitibano, poético registro da viagem de um cineasta ao encontro de ilhéus (muitos de origem indígena) chilenos.

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