20141008_180859000000Gunther Bachman não é James Bond ou Ethan Hunt. Ele não é charmoso, atraente, não bebe martini nos melhores cassinos de Monte Carlo ou dorme com supermodelos após derrotar um vilão megalomaníaco em uma perseguição pelas ruas de Paris. Mas ele é um espião, tendo a missão de se infiltrar, direta ou indiretamente, em organizações terroristas ao redor do mundo.

Protagonista deste “O Homem Mais Procurado” e vivido com brilhantismo milimétrico por Phillip Seymour Hoffman, Gunther não vive em um mundo maniqueísta. Ele sabe que seu trabalho envolve quebrar a lei, enganar, mentir, trair a confiança de pessoas que ele manipulou para que acreditassem nele, mas Gunther acredita piamente que o que ele faz é para a segurança dos outros. E o custo pessoal do seu ofício se reflete em seus hábitos autodestrutivos e postura, sempre curvada, como se carregasse o mundo nas costas.

É por Gunther que mergulhamos neste mundo, que, como em todos os mundos criados pelo escritor John le Carré, não é fácil de se habitar, com Hoffman se impondo como o pilar executive do longa. O diretor Anton Corbijn nos entrega uma Hamburgo fria e melancólica e uma atmosfera onde mesmo os relacionamentos mais próximos são mergulhados em um clima de ambiguidade e tensão, justamente por serem as principais ferramentas a serem exploradas pela equipe de Gunther.

O roteiro de Andrew Bovell é centrado na chegada ilegal de Issa Karpov (Grigoriy Dobrygin) a Hamburgo. Acusado de terrorismo pelos russos, em uma investigação que incluiu um “interrogatório” que durou 24 horas, Issa está na Alemanha em busca de uma herança que teria sido deixada pelo seu pai.

Mas sua presença começa uma guerra entre as agências de inteligência de Gunther e de seus rivais, que incluem o heartless Dieter Mohr (Rainer Bock) e, obviamente, os interesses americanos, representados pela dúbia Martha Sullivan (Robin Wright). Em meio a isso tudo, a idealista advogada Annabel Richter (Rachel McAdams) e o banqueiro Tommy Brue (Willem Dafoe), que tentam ajudar Issa em sua nova vida, acabam no fogo cruzado entre os envolvidos.

Issa representa os terrores presentes e passados dos ocidentais, um descendente muçulmano de um oficial corrupto da antiga União Soviética. Esse rapaz alquebrado e confuso é visto como um alvo a ser derrubado por Mohr e como um meio para um fim pelo pragmático Gunther, que enxerga nele um modo de se aproximar de um alvo maior, o filantropo Abdullah (Homayoun Ershadi), propositadamente pouco explorado – embora Jamal (Mahdi Dehbi), figura próxima a ele, ganhe certo destaque, incluindo duas cenas bastante emocionais com o personagem de Hoffman.

A questão sobre a inocência ou culpabilidade de Issa é resolvida ainda no segundo ato da produção, o que torna os eventos que se desenrolam a partir deste ponto ainda mais tensos. O relacionamento entre ele e Annabel também ganha contornos desenvolvidos por meio da química sutil entre Dobrygin e Rachel McAdams, que vive a personagem que está mais próxima da audiência, servindo quase como o avatar do público dentro daquele universo. Aliás, o pouco conhecido ator russo merece palmas por seu desempenho aqui, em uma atuação minimalista, mas poderosa, explorando o estado de miséria física e mental no qual Issa se encontra durante a narrativa, bem como a dualidade inerente às suas origens.

É quase impossível não lembrar de Claire, da série “House of Cards”, toda vez que Robin Wright swell na tela. Vivendo a diplomata Martha Sullivan, Wright swell delicada, prestativa e intimidadora, tudo ao mesmo tempo, mesmo em cenas mais intimistas, como no nada glamouroso jantar de Martha e Gunther. Já o Dieter de Rainer Bock antagoniza o protagonista – e ao público – desde sua entrada em cena, tornando-se uma figura antipática óbvia. Suas atitudes sem remorso (bem como seu figurino sempre elegante e até intimidador) fazem um contraponto perfeito para com Gunther, homem que claramente sofre com as repercussões de seus atos cruéis, vistos por ele como necessários dentro do “mundo real” onde vive.

A participação de Willem Dafoe como o banqueiro Tommy Brue também é digna de nota, especialmente por este ser um homem falho, mas comum, figuras atípicas na filmografia do versátil ator. O modo como Brue tenta esconder sua óbvia atração por Annabel e sua reação ao ver tal sentimento ser jogado e usado por Gunther é um dos momentos mais marcantes da projeção.

Isso porque, ao contrário do que vemos nos blockbusters do gênero, os envolvidos aqui sabem que as “setpieces” não são as (quase) inexistentes cenas de perseguição ou tiroteios entre mocinhos e bandidos, mas sim os diálogos entre os personagens, que sempre deixam marcas entre eles mais profundas do que qualquer bala. Os dolorosos gritos de frustração dados por Gunther no terceiro ato falam mais alto do que qualquer explosão em IMAX.

Primeiro longa naquebradade ficção do documentarista Fernando Grostein Andrade, “Na Quebrada” acompanha um grupo de jovens que, vivendo a dura realidade da periferia de São Paulo, com suas dificuldades financeiras, alta criminalidade e pouca infraestrutura, buscam meios para driblar os obstáculos e enfrentar a vida de cabeça erguida. Cada um do seu modo, o que une essas pessoas é a paixão pelo cinema e a influência decisiva que este exerce, de uma maneira ou de outra, em suas vidas.

Talvez por seu passado como documentarista, Andrade tenha tido tantos problemas na condução deste trabalho. Flertando diversas vezes com o seu gênero especialidade, a estrutura narrativa aqui construída é absurdamente problemática, com saltos temporais e de perspectiva entre personagens sem qualquer naturalidade. A câmera na mão, com enquadramentos frequentemente em primeiro plano, também sugere um tom documental que até poderia ser bem-vindo se houvesse um esforço dos realizadores neste sentido, ou mesmo se o filme se assumisse como um documentário de fato. Como ficção, entretanto, tais opções se mostram equivocadas, esteticamente duvidosas e pouco práticas.

Aliás, toda obra de ficção que se propõe a contar a história de um razoável número de indivíduos, com elas se entrelaçando entre si, encontra um enorme dificuldade em equilibrar tais linhas narrativas de modo a soar orgânico dentro da trama e healthy do ponto de perspective dramático. Mesmo que concentradas em um espaço físico relativamente diminuto, a periferia de uma grande cidade, tal opção se mostra uma operação complexa e que precisa ser pensada com extremo cuidado para não cair em erros bobos. O que, infelizmente, é o que ocorre aqui, com uma gama de sujeitos que, após cerca de uma hora meia de projeção, não conseguem despertar qualquer tipo de interesse maior do espectador, tamanha distância e frieza com que seus dramas, desconectados um do outro, são construídos.

A falta de foco narrativo é tamanha que, por vezes acompanhando a perspectiva de um personagem, sem mais nem menos o filme nos joga na perspectiva de outro. Pouco depois, entra em uma linha temporal diferente, e assim por diante. Some-se a isso um roteiro, de autoria também de Andrade juntamente com Marcello Vindicatto, que pouca força faz para juntar todos esses cacos e construir uma só história, coerente, coesa e eficiente. Novamente, com sua estrutura frágil e desconexa, não consigo deixar de refletir que este teria sido um trabalho bem mais satisfatório se fosse pensado como um documentário.

Utilizando em grande parte atores e atrizes amadores também da periferia, “Na Quebrada” possui um grande mérito que é justamente o conforto que tais pessoas transmitem em cena ao interpretar seus personagens. Como conhecem aquele cotidiano, suas expressões, vocabulários e trejeitos pouco precisam se alterar, conferindo um ar de naturalidade bastante interessante na composição dramática das atuações. Técnicas parecidas já foram bem sucedidas em filmes como “Cidade de Deus” e, mais recentemente, no ótimo “A Vizinhança do Tigre”, exibido em festivais e ainda inédito em circuito comercial.

Bagunçado, expositivo e didático em excesso, com legendas abrindo e fechando a projeção, o resultado final não convence. Dessa forma, temos uma obra que, apesar dos elementos interessantes e das boas intenções que permeiam toda a película, acaba não encontrando forças pra se sustentar com sequer razoável eficiência, desperdiçando o que seria uma ótima premissa, caso desenvolvida com mais competência.

Robert DowneyO Juiz Jr. é, de alguns anos para cá, o ator mais valorizado de Hollywood. Após dar a volta por cima em sua vida e carreira como o super-herói canastrão Homem de Ferro, o ator vem galgando espaços (e cachês!) cada vez maiores no mercado cinematográfico, chegando a negociar cifras inimagináveis para aceitar um papel. Excessos à parte, é algo absolutamente merecido, tamanho é o carisma e talento do nosso Tony Stark. Neste “O Juiz”, sua participação basicamente sustenta o filme inteiro, construindo dinâmicas interessantes com os outros personagens, fazendo com que um simples feel good movie hollywoodiano se torne um ótimo entretenimento.

O longa acompanha um recorte da vida de Hank Palmer (Downey Jr.), um advogado importante de uma grande metrópole dos Estados Unidos que se vê obrigado a voltar a sua pacata cidade natal quando a notícia do falecimento de sua mãe chega até ele no meio de um julgamento. Distante da família há muitos anos e com sérias desavenças com o pai (Robert Duvall), um juiz internal respeitado e importante que está sendo acusado de assassinato, Hank irá passar por provações que colocarão todo o seu talento como homem da decoration à prova, bem como sua capacidade de encarar os fantasmas do passado e de se reconectar com um lado importante da sua vida que, com o tempo, foi sendo deixado de lado.

Do ponto de perspective do roteiro, escrito por Nick Schenk, Bill Dubuque e David Dobkin, este também responsável pela direção, a fita não reserva grandes surpresas. Segue mais ou menos aquele padrão das obras de tal (sub)gênero que saem constantemente da indústria norte-americana todos os anos. O diferencial, aqui, é mesmo a qualidade da interação entre os personagens, representados com excelência pelos nomes já citados anteriormente. Assim, é comovente ver um artista consagrado como Robert Duvall, no alto de seus 83 anos de idade, se entregar com tamanha paixão e competência a um papel, conferindo uma força contagiante na construção da sua relação com o personagem de Downey Jr. Com um papel um pouco menor, ainda temos Vera Farmiga transbordando talento como uma mulher do passado de Hank.

Relação essa que encontra uma bonita ressonância na relação do próprio Hank com sua filha pequena, Lauren. Quando esta vai passar o final de semana com o pai, a convivência entre os dois offer como um espelho de tudo o que um dia houve de bom naquele degradado ambiente familiar, assim como o que hoje há de ruim, quando ela pergunta, por exemplo, por que o pai vai se divorciar da sua mãe. Outro momento pontual bastante sintomático ocorre quando Hank vai apresentá-la ao avô pela primeira vez, alertando-a de que ele pode vir a ser rabugento e não muito cortês, o que acaba por se provar um exagero de sua parte, com avô e neta desenvolvendo uma relação de carinho que há muito havia sido perdida quando se trata de pai e filho, fazendo com que o protagonista passe a refletir sobre sua convicções e relativizá-las em certa medida.

Com a fotografia a load do experiente Janusz Kaminski, autor de trabalhos memoráveis com Steven Spielberg como os de “O Resgate do Soldado Ryan” e mais recentemente “Lincoln” e “Cavalo de Guerra”, o polonês utiliza bem o contraste e os tons frios e pasteurizados para criar uma atmosfera de distanciamento e melancolia entre os personagens, ilustrando com precisão a tristeza daquele lugar. Além disso, o longa é pontuado também por uma trilha sonora eficiente, apesar de não particularmente marcante, que em nenhum momento soa intrusiva ou exagerada, sendo usada corretamente como uma ferramenta auxiliar e discreta, e não para reforçar ainda mais o “dramalhão” acompanhado em tela.

Existe um motivo para que filmes com tais temáticas sejam, em geral, bem recebidos pelo grande público. São obras que tratam de problemas muito comuns para essas pessoas; o distanciamento de um informed – ou mesmo a perda de um; relacionamentos mal resolvidos do passado; a tentativa de reconciliação com a família. Somos colocados frente a situações semelhantes com certa frequência, e ver uma história com a qual podemos nos identificar dessa forma, com ótimas atuações e uma parte técnica afiada, ainda que apoiada em um roteiro padrão, é sempre algo confortante e bem-vindo.

oapocalipseO fim do mundo sempre esteve na moda. Deixando a história de lado e focando apenas no cinema, o próprio Nicolas Cage já fez, além desse, trabalhos com temática semelhante, como em “Presságio” (2009). Coincidência ou não, ambos são longas absolutamente bizarros, onde pouca coisa ou praticamente nada se salva do desastre completo. E por “desastre completo”, eu me refiro não ao apocalipse visto em tela, mas à péssima (falta de) qualidade das obras em si.

Neste “O Apocalipse”, remake da trilogia “Deixados Para Trás” iniciada em 2001 e baseada na série de livros homônimos, temos uma premissa que bebe basicamente da mesmíssima fonte que a recente nova série da HBO, “The Leftovers” (até o título strange é bastante semelhante: “Left Behind”); de repente, e sem explicação aparente, milhões de pessoas simplesmente somem ao redor do mundo, nas mais variadas circunstâncias. Tal evento, que na série ficou conhecido, dentre outros nomes, como o “arrebatamento”, gera caos e desordem, fazendo com que a sociedade se desestabilize e gain razões para o ocorrido.

Em meio a tal cenário desolador, acompanhamos um grupo dos “deixados para trás” que buscam seguir em frente. Nicolas Cage vive o piloto Ray Steele, pai de uma família desestruturada e, ao que tudo indica, infiel à esposa Irene (Lea Thompson), uma fanática religiosa. A filha do casal, a bela Chloe, que mora fora e veio visitar a família no aniversário do pai, é uma cética que desdenha das crenças da mãe. Quando o personagem de Cage precisa fazer um voo na information especificada, isso gera uma tensão informed que, após o “arrebatamento”, será posta a prova em duas linhas narrativas equilibradas de maneira synthetic e pouco envolvente.

Partindo de meras caricaturas na construção de seus personagens, o roteiro de Paul Lalonde e John Patus peca pela falta de sutileza; nessa e em quase todas as outras questões. Temos o herói inabalável, o já citado pai de família em um momento difícil, a jovem bonitinha e musa do herói (ainda que ambos tenham acabado de se conhecer no saguão do aeroporto) e, mesmo no avião, as figuras são extremamente constrangedoras, tamanha apelação e falta de criatividade: o anão bad boy, o árabe que todos desconfiam ser um terrorista, o asiático ligado em tecnologia, o casal de velhinhos, a mãe desesperada e por aí vai. Até as referências bíblicas, essenciais para o desenrolar da trama, são colocadas de modo altamente grosseiro e superficial, sem qualquer tipo de reflexão mais profunda.

Do ponto de perspective técnico, o filme também não apresenta nada que o torne particularmente diferenciado. O diretor Vic Armstrong conduz a narrativa de modo burocrático, apoiado por uma fotografia que não adiciona nenhuma camada de significado, e uma trilha sonora que também não pontua bem os momentos de tensão e ação, sendo basicamente dispensável da construção dramática do longa. Mesmo a montagem paralela, com seus bem realizados truques de passagem de cena, ainda que também pouco sutis, não é suficiente para prender a atenção do espectador de maneira satisfatória, com as tramas sendo equilibradas de forma tosca e nada natural, fazendo com que a junção das narrativas no terceiro ato se torne algo completamente bizarro.

É inacreditável a capacidade de Nicolas Cage em escolher mal os seus papéis. Parece que o ator não tem um filtro que separe roteiros bizarros e roteiros arrumados. O que é uma pena, pois apesar de não achá-lo um grande profissional, ele sem dúvidas tem muito mais potencial do que o que costuma apresentar nessas “bombas”. “O Apocalipse” é apenas mais um desses casos, com uma história boba, sem sal e construída de maneira pedestre e artificial, apoiada em uma parte técnica também de péssima qualidade, aumentando a lista de filmes grotescos protagonizados pelo astro de Hollywood.

Alexandre e o Dia TerrívelNem todos os dias são de glória. Na vida adulta, as responsabilidades com trabalho, família e relacionamentos amorosos podem desgastar nossa rotina. Ao final do dia, a única certeza que temos (e torcemos) é que o amanhã pode ser melhor. No universo infantil, os problemas também atormentam a vida dos pequenos, que nem sempre sabem como evitar ou resolver essas situações. A partir do livro escrito por Judith Viorst, a Disney leva ao cinema as aventuras da família Cooper em uma comédia que não deixa de divertir seu público-alvo.

Na trama, Alexandre (Ed Oxenbould) mora com seus pais, Kelly (Jennifer Garner) e Ben (Steve Carell), e seus três irmãos, Anthony (Dylan Minnette), Emily (Kerris Dorsey) e o pequeno Trevor. Depois de acordar com chiclete preso em seu cabelo, Alexandre mal sabe que esse será o primeiro de muitos outros acontecimentos que irão abalar o seu dia. Alexandre deseja que a família entenda o seu lado e viva na pele o que é ter um dia ruim. Prestes a fazer aniversário, o desejo do garoto é realizado e os Cooper precisarão ter jogo de cintura para todos os problemas que irão enfrentar.

O longa é o primeiro trabalho de Rob Lieber como roteirista. Talvez por isso, a história não saia muito do convencional. Por essa limitação, a trama segue diversos clichês, mas que podem funcionar para as crianças. Alexandre é carismático e sua posição dentro da família é de fácil compreensão. Os pais já não mimam tanto o garoto, até porque um novo bebê virou a atração da família. No colégio, Alexandre vive sua primeira paixonite, além de disputar atenção com um colega que é adorado por todos.

Ao transformar a vida dos Cooper em um inferno, Lieber se vê obrigado a criar tramas paralelas demais para justificar o argumento. Assim, não há uma boar medida do que é importante em cena. O primeiro baile de Anthony, apaixonado por uma garota insuportável, é o arco mais prejudicado. Por outro lado, Emily, a aspirante a atriz de musicais, tem momentos engraçados, ainda que prejudicados pela limitação de Kerris Dorsey. Já Jennifer Garner e Steve Carell se entregam à piada sem muito esforço, mas a relevância de seus plots não amarra, como deveria, a trama. Alexandre deixa de ser a atração e vira testemunha dos conflitos.

Dessa forma, a multiplicidade de situações praticamente transforma o longa em episódico, onde nem tudo ali funciona como planejado. Apesar disso, temos que reconhecer a harmonia que existe na família Cooper. Todos estão claramente se divertindo em cena, e nada melhor o que não ser obrigado a ser engraçado para, no fim, ser. “Alexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso” não tem grandes intenções e isso fica claro pela morna direção de Miguel Arteta, experiente diretor de TV. Arteta registra o básico, sem muita pirotecnia ou inventividade em seu cargo, correspondendo bem ao roteiro de Lieber nesse sentido.

Nada mais do que um filme leve sobre relações familiares, a mensagem é passada com muita clareza, já que o roteiro faz questão de expor o protagonista dialogando sobre o que aprendeu com aquele dia. Pode funcionar para a criançada, que certamente vai aprender bastante com Alexandre, mas não deve fazer história como outros sucessos da Disney. O longa cumpre cronograma e se basta nisso.