A mostra Cinecittà – A Fábrica de Sonhos, que acontece na Caixa Cultural Rio de Janeiro, de 29 de novembro a 18 de dezembro, apresenta 20 filmes que representam um recorte histórico das obras realizadas no famoso complexo de estúdios Cinecittà, localizado na periferia de Roma, entre os anos 1940 e 1980.

Clássicos como Era uma Vez no OesteBelíssima1900A Doce Vida e Roma, Cidade Aberta, entre outras obras-primas do cinema italiano, serão apresentados em versões digitais remasterizadas, o que proporciona ao espectador contemporâneo uma experiência estética inédita.

Sob curadoria de Amanda Bonam, a seleção das obras tem como objetivo evidenciar o cinema de estúdio e as escolhas de cada cineasta para as questões de cenário, iluminação e efeitos especiais nos megaestúdios italianos. Inaugurado pelo ditador Benito Mussolini em 1937, para difundir os ideais fascistas, Cinecittà tornou-se um polo internacional, berço de milhares de filmes fundamentais para a história do cinema italiano e mundial.

Invadida pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade do cinema foi completamente destruída. A Fábrica de Sonhos ou a Hollywood do Tévere – em alusão ao Rio Tibre, um dos mais importantes da Itália – foi reconstruída no pós-guerra e viveu seus dias de glória nos anos 1950 e 1960. A collateral italiana transformou-se na meca do cinema mundial e atraiu os principais diretores italianos e grandes produções estrangeiras.

Até a década de 1970, foram rodados mais de 3 mil filmes em Cinecittà. Devido a falta de investimentos, no início dos anos 1980, a Cinecittà Studios sobreviveu com a produção de programas televisivos. Em 1990, foi criada a estatal Cinecittà International, para gerir e manter os estúdios, projeto que durou apenas seis anos. Em 1998, foi privatizada.

Atualmente, Cinecittà ainda é um centro da indústria cinematográfica e televisiva europeia. Realiza grandes eventos e é aberta à visitação pública, com diversas atrações ligadas ao cinema, além de exposições com fotografias, cenários, figurinos e objetos de cena das grandes produções realizadas ao longo de quatro décadas de glória.

Além de exibir os filmes, a mostra promove três debates, sempre às quinta-feiras, com diversos temas e convidados. No dia 1º de dezembro, o highbrow e pesquisador Hernani Heffner e a professora e especialista em cinema italiano Mariarosaria Fabris conversam sobre “A fábrica de sonhos e o contexto italiano do pós-guerra”; na quinta-feira seguinte (8), o tema “Cinecittà, Ennio Morricone e a sonoridade italiana” será debatido pelo pesquisador e diretor Simplício Neto e pelo músico Cadu Pereira, pianista de filme mudo e graduado em cinema; e no dia 15, o produtor Cavi Borges, fundador da Cavídeo, locadora especializada em filmes raros e de arte, debate “A plástica e a direção de arte no cinema da Cinecittà” com a cenógrafa Ana Paula Cardoso.

Outras informações sobre a mostra podem ser acessadas no site www.mostracinecitta.com.br.

 

Mostra Cinecittà – A Fábrica de Sonhos
Data: 
29 de novembro a 18 de dezembro
Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro – Cinema 1 – Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca) – (21) 3980-3815
Ingressos: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.
Lotação: 78 lugares (mais 3 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência

 

 

 

Numa parceria com a Insight Editions e a Divisão de Licenciamento da Warner Bros., a Galera Record lança, no Brasil, um livro relacionado ao filme “Animais Fantásticos e onde Habitam”, da Warner Bros. Pictures, e ambientado no mundo mágico criado por J. K. Rowling.

Trata-se de um livro interativo, com uma série de anotações e pensamentos do protagonista do filme, além de muitos extras e encartes destacáveis.

“Animais Fantásticos e onde Habitam” marca a estreia de J.K. Rowling como roteirista. Seus livros da série Harry Potter foram adaptados ao cinema, tornando-se uma das maiores franquias cinematográficas de todos os tempos. O roteiro de Rowling foi inspirado na obra “Animais Fantásticos e onde Habitam”, escrita pelo personagem Newt Scamander e usada como livro didático em Hogwarts. O filme tem produção da Warner Bros. Pictures, parte da Warner Bros. Entertainment Company.

A história nos leva a um momento diferente do mundo mágico de J. K. Rowling, décadas antes de Harry Potter e a pelo menos um oceano de distância. O vencedor do Oscar Eddie Redmayne (de “A Teoria de Tudo”) é o protagonista, o magizoologista Newt Scamander. O filme é dirigido por David Yates, que esteve à frente dos últimos quatro longas da franquia Harry Potter.

“Animais Fantásticos e onde Habitam” tem início em 1926: Newt Scamander acabou de terminar uma jornada pelo mundo para buscar e documentar uma extraordinária variedade de criaturas mágicas. Ao fazer uma parada em Nova York, ele poderia ter apenas chegado e partido sem nenhum incidente…. se não fosse por um No-Maj (o correspondente americano para os Trouxas) chamado Jacob, uma mala mágica extraviada e a fuga de alguns dos animais fantásticos de Newt, o que pode significar muitos problemas tanto para o universo mágico quanto para o dos No-Majs.

O filme tem ainda no elenco Katherine Waterston, Dan Fogler, Alison Sudol, Ezra Miller, Samantha Morton, Jon Voight, Carmen Ejogo e Colin Farrell.

Animais Fantásticos e onde Habitam: Newt Scamander  – Um scrapbook do filme
Tradução: Regiane Winarski
Editora: Galera
Páginas: 48
Preço: R$ 99,90

A Oceânia filmes lança, em parceria com a Spcine, o projeto “S/A Cinema Clube”, que realizará de forma gratuita a exibição de quatro filmes de curta-metragem seguida de conversas abertas com realizadores do cinema nacional. As sessões e encontros devem ocorrer a cada dois meses.

A edição de estreia do evento acontecerá no recém-reformado Circuito Spcine Olido, um dos mais antigos cinemas de São Paulo, na quarta-feira, dia 23 de novembro, às 20h, e contará com a participação da consagrada diretora Laís Bodansky com seu curta-metragem “Cartão Vermelho”. É necessária a retirada do ingresso com uma hora de antecedência.

Outros três curtas serão apresentados durante a sessão: “A Boneca e o Silêncio”, de Carol Rodrigues, “Segundo o Sexo”, de Gabriel Alvim, e “O Cu do Mundo”, de Gabriela Boeri e Leticia Rheingantz.

A caleidoscópica produção informative de um dos principais coletivos de arte do Rio de Janeiro, dos anos 1970, o Nuvem Cigana, é um dos principais destaques do canal Curta!, em novembro.

Com direção de Claudio Lobato, ex-membro do grupo, e Paola Vieira, o documentário “As Incríveis Artimanhas da Nuvem Cigana” resgata a história do grupo formado por poetas, arquitetos, artistas visuais, músicos e jornalistas, que incluía, além de Lobato, nomes como Chacal, Dionísio de Oliveira, Cafi e Lúcia Lobo. Inédito e exclusivo, “As Incríveis Artimanhas da Nuvem Cigana” estreia na Quinta do Pensamento, dia 24, às 22h30, e é uma coprodução Diversão e Arte/Synapse, financiada pelo Fundo Setorial do Audiovisual (PRODAV 01/2013).

O “Nuvem Cigana” surgiu no início dos anos 1970, como uma editora de poesia e arte e, pouco dash depois, se desdobrou em encenações e ambientações desenvolvidas em torno da palavra falada, as chamadas ‘artimanhas’. Além da poesia e da arte, o Nuvem Cigana se espalhou pela cidade, através de partidas de futebol até blocos de carnaval, ocupando espaços públicos do Rio de Janeiro durante o sombrio período da Ditadura Militar. No filme “As Incríveis Artimanhas da Nuvem Cigana”, o público vai poder conferir esse painel caleidoscópio da época através dos depoimentos dos integrantes do coletivo, entremeados por grafismos e programas radiofônicos produzidos pelo Nuvem Cigana, além de coberturas jornalísticas e produções cinematográficas dos anos 70. Os cenários dos acontecimentos do Nuvem também foram revisitados, produzindo uma narrativa que atravessa o dash e o espaço como uma memória viva que se projeta para o futuro.

O primeiro filme da trilogia lançado em salas de cinema foi “Insubordinados”, dirigido por Edu Felistoque, protagonizado e roteirizado por Silvia Lourenço.

Agora, a Companhia Cinematográfica Vera Cruz, retomando suas atividades na produção, em parceria com o diretor e produtor Edu Felistoque, e coprodução do Canal Brasil, dará continuidade à chamada “Trilogia da Vida Real“, com as duas próximas produções chegando juntas aos cinemas, no dia 24 de novembro, no Caixa Belas Artes e em vários cinemas do Brasil.

O segundo filme da trilogia, “Toro”, conta com argumento e direção de Edu Felistoque e roteiro de Júlio Meloni. No elenco, estão Rodrigo Brassoloto, (“Ação Entre Amigos”, “Força Tarefa”, “Inversão”), Naruna Costa (“Força Tarefa”, “Amor em Sampa”, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”), Sergio Cavalcante (“Ação Entre Amigos, “Força Tarefa”), Felipe Kannenberg (“Os Senhores da Guerra”, “Menos que Nada”), Ronaldo Lampi, Priscilla Alpha, Marco Minetto e Marcos Cavalcante.

“Toro” mostra, em diversas camadas, múltiplas interpretações de temas atuais. Uma das camadas é a intolerância e suas causas verdadeiras. A personagem executive se mantém em fuga de sua própria condição, oprimindo seus mais íntimos desejos através de uma falsa imagem que ostenta, a de um violento lutador.

O terceiro e último filme da trilogia, “Hector”, também tem o argumento e direção de Edu Felistoque e roteiro de Júlio Meloni. No elenco, estão Sergio Cavalcante (“Ação Entre Amigos”, “Força Tarefa”), Eucir de Sousa (“Salve Geral”, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”), Rodrigo Brassoloto (“Ação Entre Amigos”, “Força Tarefa”, “Inversão”), Bruno Elias, Gabriela Veiga (ex-integrante do grupo O Teatro Mágico), Priscilla Alpha, Victoria Dafner, Marco Minetto e Marcos Cavalcante.