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Embora o visual característico do terror seja o vermelho sangue, o gênero conquistou as passarelas em 2013 de forma diferente. Estampas inspiradas em “O Iluminado”, “Psicose” e “Os Pássaros” ganharam formas em vestidos e casacos e algumas marcas fizeram referências às vítimas de assassinos e monstros.

bela-lugosi-draculaA verdade é que a moda é o aspecto mais importante de um filme de terror e chega a ser surpreendente que um não tenha influenciado o outro com mais frequência. O figurino é essencial para amplificar o poder de susto de monstros, fantasmas e assassinos, assim como ajuda a reforçar a vulnerabilidade de adolescentes e adultos que fogem dessas criaturas.

No ano passado, a revista Fashion Magazine publicou um artigo exaltando os grandes ícones do cinema de terror e analisando o motivo dessas novas influências sobre a moda. Segundo o texto, a elegância e a importância de roupas e acessórios na caracterização de personagens são capazes de inspirar artistas fora desse mercado. E o interesse vem crescendo.

Duas marcas que chamaram a atenção por seus looks inspirados em clássicos foram a The Blonds e Bottega Veneta.

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Afinal, os filmes de terror nunca saem de moda.

Frozen – Uma Aventura Congelante” se tornou um dos filmes mais queridos da história da Disney e em pouquíssimo tempo. É a animação da Disney Animation que mais arrecadou em bilheteria no mundo (mais de US$ 1 bilhão), ultrapassando “O Rei Leão” (US$ 987 milhões). Curioso é que desde as aventuras de Simba, Timão e Pumba, que não víamos as pessoas tão empolgadas com uma música vindo de uma animação da Disney. “Frozen” trouxe a canção “Let it Go” e esta se tornou quase que um marco para o estúdio. Ganhou o Oscar de Melhor Canção, chegou o número 1 do TOP100 da Billboard (derrubando Beyonce, Lorde e Katy Perry), a trilha sonora do filme é uma das mais vendidas da história e mobilizou pessoas ao redor mundo. Cantores e cantoras independentes decidiram fazer as suas versões para a música.

Primeiro! O seguimento do filme é este, cantado por Idina Menzel:

Segundo! A música mais pop e que toca nos créditos é a da Demi Lovato:

Aliás, Demi cantou a música ao vivo na Disney:

A Disney percebeu o sucesso que não só a música original estava fazendo pelo mundo, como as versões dubladas de cada país. Deu tão certo, que lançaram um vídeo que reúne trechos da música em 25 idiomas diferentes. Olha só que espetáculo esse resultado:

Mulher cantando a música é ok. Mas um homem cantando é um pouco diferente. E ele não só mandou bem, como adaptou a canção (trocando “girl” por “boy”). Um show do Caleb Hyles! Veja:

Olha só uma outra versão com homem (Omar Cabán) cantando:

E se personagens da Disney e Pixar cantassem a música?

Que tal Let it Go com uma pegada O Rei Leão?

Mãe e filha cantam juntas:

Jimmy Fallon, Idina Menzel e The Roots cantaram também:

Uma versão com várias participações no Good Morning America:

Em programas para cantores (como American Idol, The Voice), a música é um fenômeno ao redor do mundo! Você nem entende a língua e acha linda a versão. Olha só um exemplo:

Sou muito fã do Sungha Jung, guitarrista sul-coreano que adora fazer versões de músicas famosas só com o violão. “Frozen” não poderia ficar de fora:

Que tal uma versão com violino? Jun Sung Ahn deu um show:

A versão com a flauta não poderia ficar de fora:

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Pra finalizar, um vídeo de uma das músicas queridinhas e tristes do filme: Do You Want To Build A Snowman? Olha que coisa espetacular:

O Capitão Jack Sparrow é o melhor personagem da franquia Piratas do Caribe. Aliás, digo mais: é o melhor PIRATA que o cinema já viu. Johnny Depp está espetacular no papel. Porém, vem chamando a atenção a aparição do personagem em matérias de TV aqui no Brasil. Obviamente que não é o Depp, mas alguém que interpreta os seus trejeitos perfeitamente. E sempre aparece de forma oportuna.

O nosso nobre Jack Sparrow Brasileiro invadiu link da EPTV, afiliada da Globo de Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais. Primeiro, ele apareceu de forma tímida:

Na segunda aparição, já de forma completa, ele aparenta estar meio perdido no meio da rua. Mas a sua corridinha prova que ele é real:

É, meu amigo, ele está entre nós!
Só faltou a sua famosa frase:

“Agora…tragam-me o horizonte”.

A pergunta é: o que o Cap. estaria buscando em nossas terras?

Celebridades leem o que falam deles no Twitter [VÍDEO]

Qual seria a reação de uma celebridade ao ler xingamentos do Twitter?

Jurandir Filho

O apresentador/ator/comediante Jimmy Kimmel, em seu programa de TV, tem uma série em que ele colocava celebridades para lerem o que o pessoal anda falando sobre eles no Twitter. Benedict Cumberbatch, George Clooney, Bill Murray, Cate Blanchett, Tom Hanks, Matt Damon, Jennifer Garner, Katy Perry, Zooey Deschanel e muitos outros. Olha só abaixo:

Se liga nas outras edições da série:

Hahahahahahaha!

Jurandir Filho é co-fundador do Cinema com Rapadura. Aprendeu que o ciclo sem fim existe ao assistir 17 vezes no cinema O Rei Leão. Amante dos videogames, seriados, animações, tecnologias e cultura pop em geral, praticamente vive entretenimento.

Saiba mais sobre: , , , , , , , , ,

Últimas sobre o assunto.

  • Juras, na moral. copia isso aqui no Brasil, ia ser muito louco rs

    • Será copiado pela TV aberta. Não tenha dúvidas.

    • Gente, aqui no Brasil, TODOS os brasileiros seriam processados por injúria, difamação e sei mais lá o que, do jeito que esse povo daqui é chato! Brilhante, chorei de tanto rir aqui.

      • Isso é uma triste verdade. Uma coisa dessas nunca existiria no Brasil. Lá fora os atores levam tudo no humor, você vê os caras entrando em brincadeiras que aqui iriam ser vistas como depreciativas.

        • Isso sem falar que os HUEHuEBR iriam pegar muito pesado nos tweets, não ia dar pra passar isso no horário nobre

      • quem tem essa mania de processar tudo e todos por qualquer coisinha são os estadunidenses…

    • Daria pra fazer isso, em um canal do youtube. Na TV realmente não daria certo.

  • Genial, chorando de rir aqui com os atores/artistas lendo os twittes… hehehehe

  • Eu adoro o Rapadura Cast e só assisto filme depois de ler os reviews, mas vcs poderiam ter um pouco menos de preguiça e legendar os videos pra galera que não sabe falar inglês neh? Ou Por exemplo, não atrasar o podcast que eu nunca sei quando vai sair. Por isso que vcs não tem tanto pageviews, eu mesma só consigo ver quando tem podcast novo quando atualizo meu feed pelo Itunes, nunca que eu vou ficar visitando o site todo dia pra ver se saiu podcast novo!

    • Vamos legendar por que? Os vídeos nem são de nossa autoria. Legendar e por no Youtube pra um dia eles deletarem a nossa conta? Já que é um programa de TV, que tem direitos autoriais. Não faz o menor sentido.

      A regularidade do RapaduraCast está voltando. E sobre pageviews, estamos muito bem, obrigado. Pode ficar tranquilo e baixando apenas pelo iTunes. _o/

      • Boa JURAS!!! Uma coisa que vocês não tem é preguiça!!

    • E a preguiça em aprender inglês?

      Mas faço coro à Taverna quanto a crítica da falta de regularidade dos casts. O conteúdo de vocês é excelente e desejo meus votos de congratulações à equipe Cinema com Rapadura
      Abração Juras, PH, Sicas e Barretão

    • São vídeos curtos cara, até quem não manja tanto da pra sacar. Meu inglês é bem ruim e saquei tudo.

  • “Hank from Breaking Bad is just a fat Bruce Willis” é o melhor e mais genial comentário! hahaha

  • Olá pessoal, comecei ouvindo vocês pelo iTunes. Estava na verdade procurando algo para ouvir quando fosse viajar. Pois bem, ouvi algo como 10 podcasts de vocês (praticamente seguidos), e agora ouço os antigos todos os dias quando vou jogar algo.

    Entrei no site hoje, resolvi e adorei de fato, os post são super legais e bem feitos.
    Continuem a nadar, jovens peixes

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Janeiro de 2014 terminou com o lançamento de um dos filmes mais aguardados do ano por aqueles apaixonados por literatura. “A Menina que Roubava Livros”, escrito pelo australiano Markus Zusak (autor de “Eu sou o Mensageiro”) é considerado um grande clássico da literatura juvenil dos últimos anos e mescla ficção com um pedaço negro da história do mundo.

Liesel Meminger é uma menina alemã vivendo o auge do período nazista e do domínio de Hitler. Ela é lançada nos braços de uma estranha família sem saber o motivo, enquanto sua mãe biológica desaparece de sua vida e seu irmão mais novo é levado pela Morte, deixando-a completamente sozinha. Pelo menos no começo. Ao mesmo tempo, ela descobre aquilo que a definiria pelo resto de sua vida (ou ao menos a parte dela que conhecemos): seu prazer em roubar livros.

Zusak é extremamente delicado em sua narrativa. Ele conta a história de Liesel por meio das palavras da Morte, personagem que coleta almas ao mesmo tempo que coleta histórias. A história de Liesel é uma daquelas poucas que ela carrega consigo em seu bolso, fascinada pela menina e por aqueles que fizeram parte de um breve momento em sua vida.a_menina_que_roubava_livros

Mesmo que sua profissão indique o contrário, a Morte é extremamente suave em suas palavras. Ela tece a história da Roubadora de Livros de forma terna, quase uma pintura aos nossos olhos, procurando realmente explorar cada centímetro de toda palavra empregada, nos fazendo experimentar cada momento de Liesel de maneira tão vívida. As descrições utilizadas por Zusak e expressas pelos lábios da Morte são simplesmente poesia, trazendo à nossa imaginação o sentimento exato que um objeto, paisagem ou pessoa poderiam realmente nos provocar.

E talvez essa tenha sido a intenção de Zusak, já que a narrativa de “A Menina que Roubava Livros” é tão única e peculiar, diferente mesmo de outras obras suas. Liesel, com certa dificuldade e muita paciência (sua e dos outros), aprende o poder que as palavras podem ter. Ela entende que a influência dominadora de Hitler não proveio de sua brutalidade, esta sendo uma decorrência de seus intuitos. A força adveio de seu discurso manipulador, sua maneira de entrar na mente da população e assim subjuga-la a suas ideias e propósitos. Liesel descobre que as palavras podem construir (ou destruir) o mundo.

Por meio das palavras, ela mantém Max, o judeu do cabelo feito de penas, vivo. Liesel aprende que tem um pai de verdade, o cumpridor de promessas de olhos prateados, e a amá-lo como sua pessoa mais importante. Ela se aproxima cada vez mais de Rudy, seu amigo de cabelos cor de limão. Ela constrói vínculos com os moradores de Molching e da Rua Himmel e abre portas para aqueles que se encontram mais perdidos. Liesel ajuda a manter a calma enquanto todo o mundo desaba ao redor e começa a entender a sua realidade. Liesel descobre quem ela é para si mesma e para os outros. E, por meio das palavras, a Roubadora de Livros sobrevive.

ameninaqueroubavaimage1Da mesma forma como parece dançar com o leitor em sua narrativa, a Morte também é bastante precisa ao informá-lo que eventos trágicos irão tomar parte da vida de Liesel. Como ela mesma explica, ela antecipa alguns momentos com a intenção de amortecer o impacto de tanto sofrimento. Esse artifício de construção narrativa utilizado por Zusak pode prejudicar levemente a obra, no sentido de que não existe aquele fator surpresa em determinados momentos. Fora que já começamos a nos agonizar com algumas reviravoltas do enredo desde cedo. Mas, realmente, o duro golpe da dor é bem menor quando nos atinge.

Não que seja algo que prejudique o desenrolar da trama. “A Menina que Roubava Livros” age sobre nós como um ímã do começo ao fim. Assim como Liesel e a Morte, Zusak sabe muito bem como empregar seus termos e expressões. Ele é um Desbravador de Palavras.