As indicações ao Oscar 2017 coroaram a temporada impecável de premiações que “La La Land: Cantando Estações” fez até agora. Não bastasse ter sido o recordista de Globos de Ouro da história, o filme conseguiu 14 indicações ao prêmio da Academia e igualou o feito que apenas “Titanic” e “A Malvada” alcançaram até hoje. E é claro que o diretor do longa, Damien Chazelle (“Whiplash: Em Busca da Perfeição“) não poderia estar mais feliz.

Por outro lado, Chazelle ainda está processando tudo o que aconteceu nos últimos meses. Em entrevista à Variety, o diretor disse estar “sem palavras” e fazendo muito esforço para não soar como um “gago maníaco”.

Quando alguém menciona estes filmes (“Titanic” e “A Malvada”), a minha cabeça gira mais do que já está girando“, disse o diretor, ao falar do recorde de indicações. “Eu vi em primeira mão o trabalho e a criatividade e as noites sem dormir que o nosso elenco e equipe trouxeram para este filme. Estou cheio de gratidão“.

Aproveite para ver o trailer da obra:

Ao que parece, a dedicação valeu a pena. Agora, “La La Land: Cantando Estações” mira um novo recorde. Se ganhar mais do que 11 Oscars, vai ultrapassar “Titanic”, “Ben-Hur” e “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” como os maiores vencedores da história da premiação.

Será que o musical vai chegar tão longe?

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[SPOILER]

No começo da sétima temporada, Abraham Ford e Glenn Rhee foram brutalmente assassinados por Negan. Apesar do grande apelo com os fãs, os astros Michael Cudlitz e Steven Yeun encerraram seus contratos com a série e partiram para novos trabalhos.

Mas segundo o The Spoiling Dead, eles podem retornar. O site afirma que Abraham Ford aparecerá novamente no episódio final da temporada, provavelmente em um flashback ou alucinação envolvendo a Sasha (Sonequa Martin-Green).

E por falar em Sasha, a atriz Sonequa Martin-Green foi escalada para um dos principais papéis em ‘Star Trek: Discovery‘ e pode estar deixando ‘The Walking Dead‘, o que explicaria a aparição do seu amado morto.

 

 

O nono episódio será exibido no dia 12 de Fevereiro de 2017.

“Os próximos episódios de The Walking Dead são os melhores que já li”, diz produtor 

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Terminam as filmagens da 7ª temporada de ‘The Walking Dead’ 

Produtor confirma planos para ‘The Walking Dead – O Filme’ 

‘The Walking Dead’: [SPOILER] pode estar deixando a série!

Precisamos falar sobre a polêmica da VIOLÊNCIA em ‘The Walking Dead’ 

Baseada na história em quadrinhos escrita por Robert Kirkman, ‘The Walking Dead‘ se transformou através de suas temporadas no maior sucesso mundial quando se trata de séries. A história, situada logo após um apocalipse zumbi, gira em torno de um grupo de sobreviventes liderados pelo policial Rick Grimes (Andrew Lincoln), que vai em busca de um lugar seguro para viver. Neste cenário, os conflitos pessoais dos sobreviventes representam um perigo tão maior do que o que os rodeia, que alguns estão dispostos a fazer o que for necessário para sobreviver.

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As filmagens de ‘Vingadores: Guerra Infinita‘ já começaram, e hoje o ator Sean Gunn – que interpretou o personagem Kraglin em ‘Guardiões da Galáxia‘ – publicou uma foto com uma touca e uma caneca com o novo logo dos ‘Vingadores‘.

Na legenda, o ator falou que estava começando um trabalho secreto, e que não poderia falar nada a respeito. Com isso, presumi-se que o ator deve estar gravando uma pequena participação no filme.

Veja a foto:

Starting work on a new project. It’s secret, though. I can’t say what it is. #amidoingthisright

Uma foto publicada por Sean Gunn (@thejudgegunn) em Jan 24, 2017 às 1:01 PST

Benedict Cumberbatch será temporariamente substituído em ‘Vingadores – Guerra Infinita’

O terceiro filme da franquia ‘Os Vingadores‘ custará US$ 486 milhões – Saiba mais

Mesmo para um blockbuster deste tamanho, é um custo caríssimo. Para comparação, ‘Vingadores: Era de Ultron‘ custou US$ 250 milhões.

O elenco conta com Tom Holland (Homem-Aranha), Josh Brolin (Thanos), Robert Downey Jr. (Homem de Ferro), Mark Ruffalo (Hulk), Chris Hemsworth (Thor), Chris Pratt (Starlord), Sebastian Stan (Soldado Invernal), Scarlett Johansson (Viúva Negra), Benedict Cumberbatch (Doutor Estranho), Brie Larson (Capitã Marvel), Zoe Saldana (Gamora), Karen Gillan (Nebula), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), Chris Evans (Capitão América), Elizabeth Olsen (Feiticeira Escarlate), Bradley Cooper (Rocket), Vin Diesel (Groot), Paul Rudd (Homem-Formiga), Paul Bettany (Visão), Benedict Wong (Wong), Dave Bautista (Drax), Chadwick Boseman (Pantera Negra) e Samuel L. Jackson (Nick Fury).

Jeremy Renner odiou sua participação em ‘Os Vingadores’ 

Guerra Infinita‘ será lançado nos cinemas dia 4 de maio de 2018, com ‘Vingadores 4‘ chegando aos cinemas um ano depois, em 3 de Maio de 2019. A direção será de Joe e Anthony Russo.

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Em sua homenagem aos musicais, Damien Chazelle resgata a pureza do público ao ver… um musical!  Ou não era esse o estado de espírito do público na era de ouro de Hollywood? Se Hollywood era a indústria dos sonhos, nenhum gênero do período traduziu isso melhor do que os musicais. Nada poderia ser mais escapista do que Gene Kelly dançando na chuva – com tudo que esse escapismo tinha de bom e de ruim. E, para sonhar é preciso de uma dose inocência, ou não?!

Fato, que o mundo e o cinema mudaram. A relação do público com a tela grande deixou de ter aquele romantismo do período clássico. Não que os blockbusters atuais não sejam uma fuga da realidade ou não representem (ou imponham, dependendo de quem vê) ideais. Mudou foi que o público ganhou consciência de que tudo é um filme e, nesses primeiros anos de século XXI, nos tornamos mais cínicos. Hoje, o público quer que o superherói, uma criatura com super poderes!, seja realista…

Num ambiente assim, musicais que carregam uma dose (e só uma dose) de inocência, como La La Land – Cantando As Estações (La La Land), conseguirem cair no gosto de público é admirável. Chazelle recriou não só o estilo dos velhos musicais, mas a relação que o público tinha. A história simples de amor entre a garçonete aspirante à atriz e o pianista que sonha em abrir um bar de jazz atinge o emocional da plateia. E isto graças ao talento dos atores e à carpintaria com a qual o diretor desenha seu universo.

La La Land é um filme essencialmente sensorial. A história é quase uma desculpa para reconstruir a magia dos musicais. E Chazelle consegue reutilizar a linguagem do gênero na medida certa do gosto do público.

Não vá aguardando algo como Moulin Rouge! ou Chicago. La La Land abraça o simples e o natural. Exceto por dois momentos, os números musicais transcorrem em ambientes realistas ou mesmo em locações. Um dos primeiros números musicais entre Sebastian (Ryan Gosling) e Mia (Emma Stone) ocorre em uma estrada. Esse realismo contrasta com o clima romântico e onírico que Los Angeles ganha.  A cidade aparece como um lugar tão plácido, que um espectador desavisado pode se decepcionar com as diferenças entre a LA do filme e a LA original.

Um elemento forte nos musicais clássicos era a cor, muito porque o colorido era uma novidade nos cinemas. Na releitura de Chazelle, as cores explodem no figurino e no cenário; nada tão espalhafatoso que desagrade ao gosto do público atual, mas fortes suficientes para evocarem os velhos musicais.

Nenhum trabalho de cores – e de ambientação – é completo sem a fotografia. O diretor de fotografia Linus Sandgren foi o maior responsável pelo clima onírico da obra. Seja uma breve panorâmica em um píer, seja um close em Mia e Sebastian sentados ao piano, a fotografia de Sandgren transmite a carga emocional exata de cada cena, casando muito bem com as músicas.

Há outros elementos mais óbvios que evocam os velhos musicais. Nada disso, porém, seria suficiente sem Ryan Gosling e Emma Stone. Eles podem não ser os melhores dançarinos nem grandes cantores (nem o filme exige números de dança elaborados), mas ambos transmitem as emoções que cada instante pede, gerando no público uma cumplicidade essencial para reavivar a pureza dos velhos musicais.

Chazelle não quer reinventar o gênero. Assim como Sebastian com o jazz, ele quer reviver aquela magia, ainda quem tenha que fazer concessões (lê-se, modernizar o gênero). E no roteiro ele faz uma das atualizações mais curiosas. Cuidado que lá vem spoilers!

Por ser um filme de sensações, se o público for apenas focando no desenrolar do enredo, poderá se perguntar o que crítica e público viram nele para elogiarem tanto. La La Land fala de perseguir sonhos e de pessoas que conseguem realizá-los. Sim, a película é sobre aquele 0,5% da população mundial. Em boa parte, o filme vende a ideia de que você pode alcançar seus sonhos.

Isto incomodou parte da crítica, e provavelmente espectadores mais rabugentos. Acontece que o filme não é 100% cor de rosa. Sim, Sebastian abre seu bar e Mia virar atriz de sucesso, mas o preço é a separação. Em La La Land, o sucesso no jogo cobrou como pedágio o amor. Passados 5 anos da separação, Mia e Sebastian se encontram. Depois desse reencontro, acompanhamos uma sequência que representa o sonho dos dois, uma realidade alternativa na qual amor e sucesso andam juntos. Esta sequência é um estereótipo dos antigos musicais: cenários fantasiosos, cores explodindo na tela, cantoria incessante e final 100%.

Ao confrontar a história real de Mia e Sebastian e o que eles poderiam ter vivido, Chazelle reconhece os limites no resgate dos musicais clássicos e se filia aos musicais agridoces. O público não tem a inocência e pureza de antes. Finais felizes só são possíveis parcialmente.

E, aí, o que achou do filme? Também saiu cantando da sala de sessão? Ou acho um filme bobinho e superestimado? Vamos, comente, compartilhe e curta nossas redes sociais:

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Aos 5 anos, Saroo Brierley vivia no pequeno povoado de Ganesh Talai, na Índia. Brierley ainda não era seu sobrenome, e ele dividia uma casa de apenas um cômodo com a mãe e os três irmãos. Um dia, ao sair com o irmão, de 14 anos, Saroo se perdeu. Acabou entrando num trem por engano, atravessou o país e foi parar em Calcutá, uma das maiores cidades da Índia. Depois de sobreviver sozinho nas ruas, foi levado para uma agência e adotado por um casal australiano. Apenas 26 anos depois, já adulto, é que ele conseguiu reencontrar sua cidade e sua família perdida.

É o próprio Saroo quem narra sua história em “Uma Longa Jornada para Casa”, que chega às livrarias pela Record. O relato também deu origem a “Lion – Uma Jornada para Casa”, filme que estreia nos cinemas brasileiros em 16 de fevereiro e está indicado ao Oscar nas categorias Melhor filme, ator coadjuvante (Dev Patel), atriz coadjuvante (Nicole Kidman), roteiro adaptado, direção de arte e trilha sonora original.

No livro, Saroo evoca suas lembranças da infância na Índia. Conta que os cinco dormiam em lençóis sobre o chão formado por lama, esterco de vaca e palha. Às vezes, não tinham comida em casa e era preciso pedir aos vizinhos. Os irmãos mais velhos passavam o dia nas ruas, tentando arranjar dinheiro e alimento. E foi numa dessas incursões que o menino se perdeu. O autor lembra ainda dos dias que passou sozinho pelas ruas de Calcutá, das dificuldades e das pessoas que o ajudaram; fala sobre a família e a vida na Austrália; do tempo que passou tentando descobrir suas origens; e, enfim, da viagem de reencontro.

Por causa da pouca idade, Saroo não sabia nem o nome do local onde morava, nem mesmo seu próprio sobrenome. Foi apenas 26 anos depois de sua adoção, com a ajuda do Google Earth, que ele conseguiu buscar sua velha casa. E a jornada para rever e se reintegrar com sua família biológica foi ainda mais intensa do que ele imaginava. O livro traz também um encarte com fotos do autor ao lado de suas duas famílias e ao longo de sua viagem de redescoberta pela Índia.

Dirigido por Garth Davis (da série “Top of the Lake”), o filme “Lion – Uma Jornada para Casa” já havia sido indicado a quatro Globos de Ouro. O longa é protagonizado por Dev Patel, de “Quem Quer Ser um Milionário?”, e tem ainda Nicole Kidman e Rooney Mara no elenco.

Sobre o autor: Saroo Brierley nasceu em Khandwa, na Índia, e hoje vive em Hobart, na Tasmânia, onde gerencia com o pai a empresa da família, a Brierley Marine. A história de sua vida já foi publicada em diversos países.

Uma Longa Jornada para Casa
Autor: Saroo Brierley
Tradução: Evandro Ferreira
Editora: Record
Páginas: 224
Preço: R$ 34,90