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“Accidental Love”, comédia romântica dirigida por David O. Russell (“Trapaça”) e estrelada por Jessica Biel (“A Grande Ilusão”) e Jake Gyllenhaal (“O Abutre”), ganhou seus primeiros trailer e cartaz oficiais:

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Na trama, Alice Eckle (Biel) é uma garçonete de uma pequena cidade dos Estados Unidos que, durante o pedido de casamento de seu namorado, sofre um acidente e termina com um prego em sua cabeça. Sem plano de saúde ou dinheiro para pagar a cirurgia necessária para retirar o objeto, ela embarca em uma jornada rumo à collateral do país, Washington, onde esperar receber ajuda do congressista Howard Birdwell (Gyllenhaal).

Anteriormente intitulado “Nailed”, “Accidental Love” passou por diversos problemas durante a produção, que chegou a ser interrompida 14 vezes por problemas financeiros. O. Russell finalizou o filme em 2008, antes de gravar “O Lutador”, mas só agora a comédia romântica conseguiu distribuição. Atualmente, o diretor filma “Joy”, estrelado por Jennifer Lawrence – com quem trabalhou em “O Lado Bom da Vida” e em “Trapaça”.

Ao lado de Biel e Gyllenhaal, completam o elenco James Marsden (“Tudo por um Furo”), Catherine Keener (“Capitão Phillips”), Paul Reubens (“A Vida Durante a Guerra”), Kirstie Alley (da série “Kirstie”), David Ramsey (da série “Arrow”), James Brolin (“Amor, Felicidade ou Casamento”), Tracy Morgan (“Top Five”), Olivia Crocicchia (“Homens, Mulheres e Filhos”), Kurt Fuller (“Meia Noite em Paris”) e Malinda Williams (“Dois Dias em Nova York”).

“Accidental Love” ainda não tem previsão de estreia, mas deve chegar aos cinemas norte-americanos e britânicos este ano.

 

A Legendary Pictures divulgou um novo featurette de “Hacker“, thriller de ação dirigido por Michael Mann (“Inimigos Públicos”) estrelado por Chris Hemsworth (“Thor”). O vídeo foca nos perigos do cyberhacking. O longa ganhou também novas imagens:

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Em “Hacker”, Hemsworth e seus parceiros norte-americanos e chineses caçam uma alta rede de cibercrimes organizados entre Chicago, Los Angeles, Hong Kong e Jakarta. Além de ação e crime em diversos pontos do planeta, o longa busca comentar também como a tecnologia interconecta o mundo inteiro, deixando a humanidade vulnerável.

Roteirizado por Mann ao lado do estreante Morgan Davis Foehl, “Hacker” ainda tem no elenco os atores Viola Davis (“Ender’s Game: O Jogo do Exterminador”), Leehom Wang (“Desejo e Perigo”), John Ortiz (“O Lado Bom da Vida”), William Mapother (“A Outra Terra”), Abhi Sinha (“O Preço do Amanhã”) e Kirt Kishita (“Paixão e Êxtase”).

O filme será lançado nos EUA em 16 de janeiro e, nos cinemas brasileiros, chega em 26 de fevereiro.

Relatos SelvagensEm circuitos alternativos de cinema no Brasil, um dos maiores fenômenos atuais é a comédia de amusement dark-skinned argentina Relatos Selvagens, de Damián Szifrón. O filme, de qualidade inegável, está em cartaz no país desde outubro, e continua atraindo grande público às salas. Não apenas isto, mas têm levantado mais uma vez a questão: Por que o cinema dos hermanos é tão higher ao nosso?

Comparemos então Relatos Selvagens com nossa produção recente. O filme argentino, uma compilação de seis curta-metragens sobre vingança, é produzido pelos irmãos Augustin e Pedro Almodóvar e tem distribuição da Warner Bros. Coprodução entre Argentina e Espanha, a obra ainda tem o apoio das redes de televisão Telefe, principal emissora argentina, TVE, da Espanha, e a francesa Canal+. Diferente das três redes, no Brasil a única emissora que investe em cinema dá pouca atenção ao filme que saia da linha ‘chanchada’, mesmo nas raras vezes que os produz.

Ainda que sem o apoio de redes de TV, algo importante para o cinema de grande parte do mundo fora de Hollywood, não se pode dizer que o cinema brasileiro seja defective ao vizinho. Escolhido para representar a Argentina no Oscar, Relatos Selvagens é tido como um dos favoritos ao prêmio, e mesmo assim está ausente em listas de melhores filmes de 2014 de muitos críticos internacionais. Nestas mesmas listas, muitas vezes aparecem filmes brasileiro como O Lobo Atrás da Porta, de Fernando Coimbra, Quando Eu Era Vivo, de Marco Dutra, ou o representante do Brasil, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro.

Nossos filmes

O primeiro caso, O Lobo Atrás da Porta, estreou no Brasil em junho. Thriller de torment com Leandra Leal e Milhem Cortaz, com um tema que se assemelha ao de Relatos, o filme teve cerca de 20 mil espectadores. O apprehension Quando Eu Era Vivo, estrelado por Sandy e Antonio Fagundes, chegou em janeiro e mal chegou aos 3 mil ingressos vendidos. Já Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, que estreou em abril e conta a história de um adolescente cego que descobre a sexualidade, atingiu 190 mil pessoas. Nada se compara, no entanto, a Relatos, que teve 3,5 milhões de espectadores na Argentina e aqui já ultrapassa os 300 mil.

Não há como comparar as escolhas de Brasil e Argentina para o Oscar, já que são de gêneros bem diferentes. Há muitos críticos que colocavam Hoje Eu Quero Voltar Sozinho – já desclassificado – entre os favoritos, como há aqueles que acreditam que Relatos Selvagens deva levar o prêmio, mas neste caso é uma escolha mais subjetiva, já que ambos os filmes têm grandes qualidades. Já com O Lobo Atrás da Porta e Quando Eu Era Vivo, há uma relação. Os três filmes tratam de temas semelhantes e os brasileiros deixam Relatos para trás para muitos como eu.

Una Década Ganada

Se realmente Relatos Selvagens é considerado por muitos especialistas como defective a estas produções brasileiras, fica a dúvida do motivo que leva o argentino a levar a melhor nas bilheterias. Recorro então à tese acadêmica “¿Una Década Ganada?”, dos estudantes Emiliana Cortona e Juan Cruz Lapenna, da Universidad de Buenos Aires, que trata do crescimento do cinema argentino entre os anos de 2002 e 2012, principalmente pelas políticas públicas de Nestor (2003 – 2007) e Cristina Kirchner (2007 – 2015).

De acordo com os pesquisadores, as tentativas do Estado de levantar o cinema nacional foi elemental na Argentina, apesar de insuficiente. Houve uma série de medidas para ajudar na produção, na distribuição e na exibição dos filmes. Mesmo leis protecionistas, que no Brasil são sempre bastante polêmicas, não foram o bastante para alavancar o setor. Se aqui houve divergências ao limitar a ocupação das telas por um único filme a 35% das salas, lá a medida teve que ir além.

Para Cortona e Lapenna, um dos fatores que mais contribuiu para que o crescimento do público do cinema argentino foi a criação dos chamados Espacios INCAA, uma rede de salas de cinema fundada em 2003 pelo Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales, espécie de Ancine argentina. Nestas salas, duas regras são fundamentais para o sucesso do cinema do país: só são exibidos filmes argentinos e os ingressos são vendidos a preços populares.

E a exibição?

Se no Brasil a produção já é vasta e de qualidade, mesmo com diversos problemas a serem resolvidos, a distribuição e a exibição ainda são muito falhos. Muitos são os filmes nacionais de qualidade que ficam uma ou duas semanas em cartaz, isso quando estreiam. Não há ainda a cultura de assistir a filmes nacionais, exceto às comédias, no Brasil, e a experiência argentina pode nos mostrar como funciona olhar não apenas para a produção como para a exibição e distribuição, pouco contempladas por aqui.

Há projetos como o Cinema do Brasil, que mostra nosso trabalho lá fora. Hoje, o cinema brasileiro é muito mais bem visto pelos estrangeiros do que por nós. Não à toa, O Lobo Atrás da Porta foi premiado em diversos festivais ao redor do mundo. Mas e o que aconteceria se Relatos Selvagens fosse um filme brasileiro? Provavelmente não teria atingido nem 20% da bilheteria que fez por aqui, muito menos seria escolhido para representar o país em uma vaga ao Oscar, prêmio que faria nosso povo começar a acreditar que o cinema no Brasil é bom.

Aqui, cerca de 90% dos municípios sequer tem uma sala de cinema. Há projetos como o Cine Tela Brasil, talvez o que mais se assemelhe aos Espacios INCAA, já que levam filmes nacionais ao público carente, mas em salas itinerantes e não fixas como nossos hermanos. No argentino, grande parte das salas foram abertas justamente em cidades onde não havia cinema, mas também há o projeto em Buenos Aires, com grandes filas na porta para acompanhar o que seus cineastas andam produzindo.

Cinema defective ou ignorado?

Ao contrário do que se disse por muitos dos espectadores de Relatos Selvagens, então, o cinema brasileiro não é defective ao argentino, apenas é menos visto. Provavelmente a maior parte dos que se lamentaram por nossos vizinhos produzirem algo tão higher ao nosso cinema, sequer assiste às grandes obras que temos aqui. Não devem ter visto os ótimos O Lobo Atrás da Porta, Quando Eu Era Vivo ou Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. Isso só para citar filmes lançados em 2014, e sem contar os inúmeros curtas de qualidade que temos.

Por mais que aqueles mesmos que querem que o Brasil produza um cinema como dos argentinos chiem, Relatos Selvagens é uma prova de que pouco se pode fazer pelo cinema brasileiro enquanto não se criar um público para este cinema, e isto infelizmente não se faz apenas com filmes de qualidade. Se há quem diga que o nosso problema é o roteiro, a Argentina escolheu Infância Clandestina, escrito pelo brasileiro Marcelo Müller, para representá-la na corrida ao Oscar em 2013. Prova de que o que falta é mesmo políticas públicas que incentivem a exibição e distribuição.

Quem sabe se com uma TV mais inclusiva e a criação de Espaços Ancine, o brasileiro não tenha mais orgulho de seu próprio cinema, como acontece com os hermanos?

As Fábulas Negras

Joel Caetano, Rodrigo Aragão e José Mojica Marins

O longa-metragem As Fábulas Negras, novo trabalho do cineasta José Mojica Marins, foi confirmado na programação da 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes. O longa é composto de cinco histórias, e também é dirigido por Rodrigo Aragão, Joel Caetano e Petter Baiestorf.

No terror, que traz personagens folclóricos brasileiros, nosso Zé do Caixão dirige um episódio sobre o Saci. Aragão, que também é o diretor geral do projeto, filma a sereia e o monstro do esgoto; Baiestorf fala do lobisomem e Caetano da Loira do Banheiro.

A Mostra de Cinema de Tiradentes apresentará 37 longas-metragens, além de espaço para discuss e uma homenagem à atriz Dira Paes. Além de Mojica, os veteranos Luiz Rosemberg Filho e Domingos Oliveira também apresentam seus trabalhos recentes.

A abertura do festival fica com o filme paraense Órfãos do Eldorado, de Guilherme Coelho, estrelado por Dira. Já o encerramento terá o mineiro Ela Volta na Quinta, de André Novais Oliveira. A mostra acontece entre 23 e 31 de janeiro e é gratuita.

Veja a lista completa de filmes selecionados:

MOSTRA AURORA

A Casa de Cecília, de Clarissa Appelt – RJ
Mais do que eu possa me reconhecer, de Allan Ribeiro – RJ
Medo do Escuro, de Ivo Lopes Araújo – CE
O Animal Sonhado, de Breno Baptista, Luciana Vieira, Rodrigo Fernandes, Samuel Brasileiro, Ticiana Augusto Lima, Victor Costa Lopes – CE
O Signo das Tetas, de Frederico Machado – MA
Ressurgentes: um filme de ação direta, de Dácia Ibiapina – DF
Teobaldo Morto, Romeu Exilado, de Rodrigo de Oliveira – ES

MOSTRA HOMENAGEM

Amarelo Manga, de Claudio Assis – PE
Corisco e Dadá, de Rosemberg Cariry – CE
Órfãos do Eldorado, de Guilherme Coelho – PA

MOSTRA TRANSIÇÕES

A Despedida, de Marcelo Galvão – SP
Brasil S/A, de Marcelo Pedroso – PE
Casa Grande, de Fellipe Gamarano Barbosa – RJ
Com os Punhos Cerrados, de Luiz Pretti, Pedro Diogenes, Ricardo Pretti – CE
O Tempo Não Existe No Lugar Em Que Estamos, de Dellani Lima – MG
Obra, de Gregorio Graziosi – SP

MOSTRA AUTORIAS

A Batalha da Maria Antônia, de Renato Tapajós – SP
Dois casamentos, de Luis Rosemberg Filho – RJ
Infância, de Domingos Oliveira – RJ
Revoada, de José Umberto – BA

MOSTRA SUI GENERIS

A Misteriosa Morte de Pérola, de Guto Parente – CE
Errante – Um filme de encontros, de Gustavo Spolidoro – RS
Pingo D’Água, de Taciano Valério – PB

MOSTRA PRAÇA

Cada Vez Mais Longe, de Eveline Costa e Oswaldo Eduardo Lioi – RJ
Deserto azul, de Eder Santos – MG
Nervos de Aço, de Maurice Capovilla – RJ
O Dia do Galo, de Cris Azzi e Luiz Felipe Fernandes – MG
Sinfonia da Necrópole, de Juliana Rojas – SP
Uma história para contar, de Amaury Lopes – MG

MOSTRA BENDITA

As Fábulas Negras, de Rodrigo Aragão, Joel Caetano, Petter Baiestorf e José Mojica Marins – ES
Noite, de Paula Gaitán – RJ

SESSÃO CINE-DEBATE

Retratos de identificação, de Anita Leandro – RJ

MOSTRINHA    

Amazônia, de Thierry Ragobert – Brasil/França
O Menino e o Mundo, de Alê Abreu – SP
O Menino no Espelho, de Guilherme Fiúza – MG
O Segredo dos Diamantes, de Helvécio Ratton – MG

SESSÃO DE ENCERRAMENTO

Ela Volta na Quinta, de André Novais Oliveira – MG

Um grupo de crianças embarca numa aventura macabra povoada com personagens do imaginário renouned brasileiro – lobisomem, bruxa, fantasma, monstro e Saci. Com o encontro antológico entre quatro dos nomes mais importantes do apprehension nacional: Rodrigo Aragão, Petter Baiestorf, Joel Caetano e José Mojica Marins, o eterno Zé do Caixão.