A Paris Filmes acaba de confirmar Petrônio Gontijo no papel principal de ‘Nada a Perder‘. O ator, que vai viver seu primeiro protagonista no cinema, será Edir Macedo no filme dirigido por Alexandre Avancini e produzido pela Paris Entretenimento.

Mineiro, Petrônio já atuou nos filmes ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas‘ e ‘Os Dez Mandamentos‘. Na TV, participou de mais de 25 novelas em diferentes emissoras. Sua estreia, em 1991, foi na TV Globo em ‘Salomé‘ (1991) como o protagonista Duda, par da atriz Patrícia Pillar.

A superprodução, que deve custar em torno de R$ 16 milhões, é baseada nas biografias ‘Edir Macedo: O Bispo e Nada a Perder 1 e 2‘, de Douglas Tavolaro.

Petrônio Gontijo

A história mostrará a jornada do ex-bancário que fundou a igreja e se tornou dono da rede de TV, com uma fortuna estimada em US$ 1,1 bilhão.

Com o sucesso de ‘Os Dez Mandamentos’, nasce a Record Films 

A expectativa da cinebiografia é alcançar 5,1 milhões de espectadores, colocando o longa entre dez mais vistos de toda a história do cinema nacional.

Vale lembrar que a Record convidou o diretor José Padilha (‘Tropa de Elite’, ‘Robocop’) para assumir o filme, que recusou alegando conflitos de agenda.

Crítica de ‘Logan’ – COM SPOILERS:

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Não é segredo que a Warner planeja colocar Godzilla e King Kong em um ringue. O plano não é recente e começou a ser delineado com o “Godzilla” de 2014. Assim, “Kong: A Ilha da Caveira” é a continuação de uma ideia maior. Uma ideia que pode dar certo e que provavelmente vai agradar o público sedento por batalhas entre criaturas como essas. Será o sonho de muitos, com certeza.

O longa acompanha uma expedição, composta por um grupo heterogêneo (militares e cientistas, dentre outros), dedicada a explorar a quase desconhecida Ilha da Caveira. Aparentemente, o objetivo é um mapeamento geológico, mas a missão tem surpresas jamais imaginadas pelo grupo – salvo por seu idealizador, Bill Randa (vivido pelo sempre bom John Goodman, de “Rua Cloverfield, 10“).

O grupo tem personagens cujos perfis são variados, arquetípicos apenas na superfície. Estão lá James Conrad, o heroico galã (Tom Hiddleston, “Os Vingadores“); a bela e indefesa fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson, “O Quarto de Jack“); o Tenente Marlow (John C. Reilly, “Quase Irmãos“), louco que serve como alívio cômico; e o militar que só fala a linguagem da guerra, Coronel Packard (Samuel L. Jackson, “Tarzan”). Os arquétipos são mera aparência: Conrad não serve como conquistador; Weaver não é indefesa; e Marlow tem importantíssima função narrativa. Hiddleston larga o ar de nobreza para interpretar o bravo e inteligente – é justamente a inteligência que o destaca – herói (e não um amontoado de músculos à Stallone), sem abandonar o charme britânico nas insistentes poses. Larson tem participação menor (até pelo elenco numeroso), mas valorosa pela notória coragem. Reilly é ótimo no papel desempenhado, convencendo na compreensível loucura da personagem – a culpa de as piadas, no geral, serem insossas, não é dele. Elogiar a atuação de Samuel L. Jackson é ratificar uma obviedade. Porém, o Coronel Packard é mesmo o militar que só fala a linguagem da guerra.

Esse fator, por outro lado, rende um antagonista (não propriamente vilão) que movimenta bastante a trama e, principalmente, permite alguns questionamentos – tais como: qual o propósito de um exército? O que é uma guerra? Quando uma guerra deve ser encerrada? O que faz do homem um animal diferente dos demais? A racionalidade humana é suficiente para a distinção? Packard constitui o militar obcecado pela guerra, a ponto de buscá-la onde não seria necessário – a frustração pelo fim da Guerra do Vietnã e o sorriso decorrente da nova missão não são à toa. Totalmente diferente do próprio Kong, que se satisfaz com respeito e paz na Ilha (mas que responde à altura caso isso não ocorra). Diferente também de Conrad, mais cauteloso e sensato, evitando enfrentar as criaturas.

O filme é eficaz na exposição do Zeitgeist já no prólogo, mas também nas interações com Marlow (afinal, ele ficou na Ilha por muitos anos). A narrativa, contudo, se torna cada vez mais previsível, ofuscando a inteligência do subtexto – extraída com algum esforço interpretativo. A previsibilidade do plot poderia ser compensada pelas cenas de ação, mas não é bem esse o caso. Sim, as cenas de luta de Kong são ocasionalmente empolgantes e normalmente bem feitas, sem excesso de cortes nem ampliação desmedida da violência. Entretanto, são vários os defeitos técnicos do longa.

O 3D é fajuto: pouca profundidade de campo e uma única cena de 3D ativo. Por sua vez, o exagero do diretor Jordan Vogt-Roberts (“Os Reis do Verão“) em aplicar reiterado slow motion aliado à (boa) trilha sonora torna a fita cansativa em tais momentos, numa hipérbole estilística evidentemente inspirada em Zack Snyder. Para compensar a criticável homenagem ao diretor de “Batman vs. Superman – A Origem da Justiça”, felizmente “Nascido para Matar” e “Apocalypse Now” também são referências, como saudosas – porém distantes – menções. O acerto da direção reside na escolha do cast, com representatividade elogiável: Houston Brooks (Corey Hawkins, da série “24 Horas: O Legado“) é um geólogo negro, importante na película, e respeitado por ser intelectual, mas que sofre um revés justo quando se machuca ao abrir uma lata, rotulando a tarefa como “trabalho de homem” (mas que uma mulher, vivida por Jing Tian – de “A Grande Muralha“, oriental, também pouco presente em Hollywood –, resolve). Contudo, não se pode negar que a repetição de técnicas é enfadonha – além do já mencionado slow motion, por exemplo, contraluz incessante para enfatizar o tamanho e a imponência de Kong.

Os animais são feitos com um design de produção decepcionante e muito aquém do trabalho na versão de Peter Jackson, menos inventiva e mais aceitável. Exceção a Kong, com visual mais selvagem que o de 2005, e à própria Ilha, acertadamente retratada como inóspita, com bastante névoa e uma fotografia amarelada, evocando o tropicalismo do local. Os nativos são um furo do roteiro, pois seu desenvolvimento não é sólido.

Considerando que o roteiro não é completamente descartável, até mesmo por sair da esfera do clássico de 1933, ainda que empobrecido pela narrativa modesta, e tendo em vista a eficácia das cenas de ação, a Warner provavelmente conseguirá concretizar o sonho do embate entre King Kong e Godzilla. Desejar um texto melhor seria sonhar?

Ray Kroc (Michael Keaton, de “Birdman“) é um vendedor que tenta de tudo para colocar seus produtos na praça, desde camas dobráveis a multiprocessadores de milk shakes. Em uma de suas tentativas, começa a negociar com dois irmãos, Mac (John Carroll Lynch, “Jackie“) e Dick (Nick Offerman, da série “Fargo“), os verdadeiros criadores do McDonald’s e de toda a logística da empresa que dura até hoje. Encantado com o achado, Kroc passa a entrar cada vez mais no negócio a ponto de torná-lo mais dele do que dos próprios criadores.

A tradução literal do título americano, “O Fundador“, vende o filme de um jeito e o título brasileiro, “Fome de Poder“, vende o filme de outra. Ambas estão corretíssimas e apresentam o que a trama tem de melhor: a história real desse embrolio que é a criação do McDonald’s. Não convém aqui explicar, mas ver como os irmãos literalmente perderam sua criação para um empreendedor esfomeado por dinheiro (ou poder) é uma premissa excelente para um bom filme, recheada de possibilidades e, mais, que toca muito no dia-a-dia tanto do consumidor quanto do empresário.

Pena que o roteiro não respeita essa forte premissa, escolhendo os pontos mais bobos para demorar, enquanto passa rápido pelos pontos mais interessantes. Ora, por mais que o propósito tenha sido falar sobre Ray Kroc, há ali um case empresarial gigante ao redor da história do protagonista e, mesmo tendo escolhido um foco ainda peca quando resolve supracitar momentos importantes de sua virada de caráter. Ele passa do carismático empreendedor voraz por fazer negócios a uma espécie de larápia de luxo. A transição encaixa-se mal na história e a alternância pessoal de Kroc, como a mudança de esposa por exemplo, fica de lado.

Michael Keaton, mais uma vez vivendo o homem dúbio, apresenta um ótimo trabalho. Em “Birdman”, onde é o protagonista, o ator já havia mostrado um personagem semelhante, igualmente confuso de se interpretar. Entretanto, lá a direção requisitou mais de Keaton, apresentando vários planos-sequência, cenas difíceis e intensas, diferente de “Fome do Poder” cuja simples direção parece desestimular o avanço do próprio ator para com seu personagem no decorrer da narrativa. Keaton tenta, mas as tomadas básicas e pouco inspiradas não o ajuda a subir seu personagem um degrau acima do que fora feito no primeiro ato (seu auge).

O roteiro volta a falhar quando coloca personagens e pouco os aproveita. B.J. Novak (de “The Office“) vive Harry Sonneborn, figura importante na história da virada do McDonald’s para as mãos do protagonista, mas o ator sai tão rápido quanto entra. Cai de paraquedas e sai sem nem deixar a cor do terno. Dick, muito bem vivido por Nick Offerman, fica fora de foco, mesmo tendo demonstrado ser um dos personagens mais intrigantes. Em uma das sequências do filme, de longe a melhor, Dick monta o modelo da cozinha do McDonald’s usando uma escada, uma quadra de tênis, “atores” e muito giz, pena que é um flashback e logo o personagem volta a apenas atender telefonemas do seu sócio e retorna à tona a lenta história da ganância de Kroc que, se tem pelo menos um ponto alto, é quando está no cinema assistindo “Sindicato de Ladrões“. Nesse momento vai bem e deixa-nos pensar um pouco. Quem é Ray Kroc nesse filme, o empresário que compra o pugilista para perder algumas lutas ou o pugilista em si?

A direção já citada de John Lee Hancock não vai mal, mas longe de ser realmente boa, diferente ou que chame atenção. Montagem e fotografia vão no mesmo ritmo, seguem a cartilha e parecem ter entregue o máximo que o texto de Robert D. Siegel propiciara. Incrivelmente, Siegel escreveu o primoroso “O Lutador“, dirigido com competência acima da média por Darren Aronofsky, o que me fez pensar duas coisas: 1) Seria o diretor de “Fome de Poder” dependente de um ótimo roteiro (como em “O Sonho Possível“) para conseguir aparecer? 2) Quanto a direção de Aronofsky salvou o texto inicial de Siegel?

Mesmo sendo efetivo em alguns pontos, incomoda muito o desequilíbrio de “Fome de Poder“. Pode até ser curioso para quem está quem está tocando uma empresa, deixando perguntas valiosas, mas representa muito pouco diante da excelente premissa que o título carrega. Até Keaton parece ir desistindo do papel aos poucos; o terceiro ato é o momento mais fraco de sua, antes deveras inspirada, atuação. Não espero que esse seja o filme definitivo sobre o assunto, que tem muito a render caso queiram revisitá-lo um dia.

A Entertainment Weekly divulgou sua capa com a primeira imagem de “Thor: Ragnarok”, terceiro filme do Deus-Trovão no universo cinematográfico da Marvel. A foto traz Chris Hemsworth (“Caça Fantasmas”) com um visual diferente dos filmes anteriores, Cate Blanchett (“Conspiração e Poder”) como a vilã Hela e Tessa Thompson (“Creed: Nascido Para Lutar”) como Valquíria. Confira abaixo:

A revista também divulgou em seu site as primeiras imagens do filme:

“Thor: Ragnarok” tem a direção de Taika Waititi (“A Incrível Aventura de Rick Baker”) e conta com Chris Hemsworth, Tom Hiddleston (“A Colina Escarlate”), Cate Blanchett, Tessa Thompson (“Creed: Nascido Para Lutar”), Anthony Hopkins (“Má Conduta”), Karl Urban (“Star Trek: Sem Fronteiras”), Mark Ruffalo (“Truque de Mestre: O 2º Ato”) e  Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”) no elenco.

O filme estreia em 2 de novembro de 2017.

Após a estreia de LOGAN, muito se discutiu sobre a violência do filme e essa nova tendência de Hollywood em trazer filmes baseados em HQs com classificação indicativa R (de 16 a 18 anos por aqui). Esse é o nosso primeiro DISCUSSÃO! Discuta a temática com a gente!

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