Temos um filme interessante”, foi o meu pensamento quando, pouco antes de sair para o cinema, li a premissa deste “Dominação” (“Incarnate”, 2016), novo trabalho do diretor Brad Peyton (“Terremoto: A Falha de San Andreas”). Uma premissa que aproveita conceitos da ficção científica para entrar de cabeça (sem trocadilhos com a trama) na angústia psicológica (reitero a ausência de trocadilho) de um bom terror? No mínimo, diferente, não? Até é, mas isso fica só no campo da proposta, uma vez que logo nos primeiros minutos de projeção é bastante perceptível que esta será mais uma daquelas obras do gênero absolutamente sem personalidade, que se apoia em clichês e mais clichês para fazer algum tipo de sentido.

No longa, Seth Ember (Aaron Eckhart, “Obrigado Por Fumar”) – ou melhor, Dr. Seth Ember – é uma espécie de “exorcista” que foge aos padrões convencionais e, com a capacidade de entrar na mente dos possuídos, os exorciza de dentro pra fora, expulsando os demônios por meio do despertar da consciência da vítima e de alguns outros métodos aleatórios e mal explicados, que não obedecem a nenhuma regra mais lógica. Enfrentando fantasmas de seu passado, ele é chamado por uma representante da Igreja para resolver o caso de um menino (David Mazouz, da série “Touch”) tomado por um demônio poderoso que pode ter ligação com sua história pessoal, e que nem o Vaticano conseguiu exorcizar.

Como em todo filme superficial do gênero, a criança também tem um “background” dramático – no melhor estilo “dad issues” –, servindo única e exclusivamente para dar uma sustentação maior à trama e evidenciando a fragilidade do texto de Ronnie Christensen (“Maré Negra”). Trocando em miúdos, um exorcista obcecado metido a cientista vai buscar resolver o caso até então insolúvel de um garoto atormentado pela ausência de uma figura paterna, tudo isso em meio a um universo cujas regras parecem não obedecer a qualquer tipo de lógica.

Vejam bem, em tese, não existe nenhum problema em dar um passado a seus personagens para que a história ganhe em dramaticidade. O problema se apresenta quando esse histórico se mostra não apenas bobo e sem criatividade, como também algo que parece querer sobrepujar a premissa inicial tão interessante da obra. De fato, em dado momento do enredo, parece sim que estamos acompanhando apenas um embate entre um adulto perturbado e uma criança traumatizada por ter os pais separados, e não de um exorcista contra um demônio superpoderoso. A partir do instante em que a trama é excessivamente pessoal, o filme perde força em sua proposta como terror e, paradoxalmente, se torna genérico e distante.

Digo isso para não entrar na enxurrada de outros clichês presentes na narrativa, a saber: o susto pelo susto alcançado somente com o aumento súbito do som e uma aparição repentina em tela, uma fotografia recheada de sombras, penumbras e tons excessivamente escuros até quando as cenas não pedem por uma abordagem estética nessa direção (cadê a aura cinza, melancólica, sombria?), diálogos mal escritos e que poderiam ser “idealizados” em qualquer guardanapo de bar (“Que os jogos comecem”? Sério?), além dos já citados personagens unidimensionais e sem nenhuma profundidade, ao contrário do que o roteiro tenta aparentar. Os pontos de virada são todos absolutamente previsíveis, inclusive o desfecho, algo que certamente os realizadores devem ter imaginado como uma “virada” fabulosa na história e uma tomada final fantástica, mas que já estava entregue desde pelo menos a metade dos 90 minutos de projeção.

Nem mesmo os bons atores e atrizes envolvidos, tais como David Mazouz (que vive o Bruce Wayne jovem na série “Gotham“), Carice von Houten (a Melisandre de “Game Of Thrones“, que aqui interpreta a mãe do possuído, Lindsey) Karolina Wydra (da série “True Blood”), Matt Nable (o Ra’s al Ghul de “Arrow”) e o próprio Aaron Eckhart, conseguem extrair algo minimamente satisfatório do script que possuem em mãos. Em determinadas cenas, é visível o esforço dos artistas, especialmente de Eckhart e Carice, em entregar uma interpretação maior e mais intensa do que o texto lhes possibilita. Assim, Seth Ember aparece constantemente com uma aparência suja, se debatendo enquanto enfrenta entidades malignas, ao passo que a personagem da atriz holandesa com frequência é enquadrada chorando desesperada por seu filho e fazendo caras e bocas, composições que soam vazias dada a fragilidade de tudo que as envolve.

Dominação” se apresenta como um filme cuja ideia aparenta muito superior à sua execução, desde as primeiras concepções do roteiro como história a ser contada, até a versão final em tela.

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Uma integrante da equipe de gravação do “Liga da Justiça”, chamada Sherice Griffiths, publicou em seu Instagram a foto de um presente dado por Henry Cavill, que interpreta o personagem Superman nos atuais filmes da DC Comics. Na postagem, ela agradece ao carinho do ator.

Pequeno presente para a equipe na publicação de hoje. Obrigada, Henry 😉, escreveu @sherice.g.

O presente inclui uma foto da suposta equipe junto com o símbolo da Liga da Justiça em um saco de veludo preto, com os dizeres:

Foi grande a batalha para as filmagens deste filme, mas eu não consigo imaginar pessoas melhores para lutarem ao meu lado. Obrigado a todos pelo trabalho árduo, resistência e grande humor. Até a próxima, foi um grande prazer.“, o texto teria sido preparado por Cavill.

Nice little crew gift in the post today. Thank you Henry 🙂 #jl #justiceleague #thankyou #henrycavill #bts #crew @henrycavill

Uma foto publicada por sherice griffiths (@sherice.g) em Jan 6, 2017 às 4:07 PST

Liga da Justiça” chega aos cinemas em 16 de novembro deste ano.

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O novo filme de Michael Fassbender (“Assassin’s Creed”), “Trespass Against Us” ganhou um trailer internacional. Assista: 

O filme conta a história de Chad Cutler (Fassbender) integrante de uma família de criminosos. Seu pai (Gleeson) é o responsável por liderar um clá de criminosos, que existe há gerações. Filho e futuro herdeiro dessa facção, Chad está cansado de levar uma vida fora da lei e entra em conflito com sua família, principalmente com o patriarca.

O drama é dirigido por Adam Smith ( da série “Doctor Who”) e escrito por Alastair Siddons (“In The Dark Half”). O longa ainda traz no elenco Brendan Gleeson (“No Coração do Mar”), Lyndsey Marshal (“As Horas”) e Sean Harris (“Missão Impossível: Nação Secreta”).

“Trespass Against Us” estreia no dia 3 de março de 2017 no Reino Unido, ainda sem previsão de estreia em outros países.

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A animação ‘LEGO Batman – O Filme‘ ganhou um novo comercial bem divertido e com uma grande revelação…

… o Cavaleiro das Trevas não gosta de abraços.

Assista:

A estreia da animação está marcada para 9 de fevereiro.

Com o mesmo espírito irreverente e divertido que fez de ‘Uma Aventura LEGO‘ um fenômeno global, o auto-proclamado líder daquele grupo – LEGO Batman – estrela sua própria aventura na tela grande. Mas há grandes mudanças sendo tramadas em Gotham, e se ele pretende salvar a cidade dos planos do Coringa, Batman terá que abandonar a fachada de justiceiro solitário, aprender a trabalhar em equipe e, quem sabe, até aprender a relaxar um pouco.

Will Arnett volta a dublar o Batman, Michael Cera (‘Superbad – É Hoje’) dubla Robin e Zach Galifianakis (‘Se Beber, Não Case!’) empresta a voz para o vilão Coringa. Ralph Fiennes (‘Harry Potter e o Enigma do Príncipe’) será o mordomo Alfred.

A cantora Mariah Carey vai dublar a prefeita de Gotham na animação.

Seth Grahame-Smith (‘Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros’) escreve o filme LEGO focado no Batman.

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A Fox liberou o teaser para o segundo episódio da quarta temporada ‘Sleepy Hollow‘, série que toma como base o icônico conto do Cavaleiro Sem Cabeça.

Assista, com as imagens:










Baseado no conto de 1820, de Washington Irving, que por sua vez inspirou o filme ‘A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça’, a série acompanha Ichabod Crane na Nova York contemporânea. Ele forma parceira com a xerife Abbie Archer (Nicole Beharie) para resolver os mistérios da cidade, que está no meio de uma batalha entre o bem o mal, e deter o Cavaleiro sem Cabeça, determinado a iniciar o apocalipse.

Alex Kurtzman e Roberto Orci, roteiristas de ‘Star Trek’ e ‘Transformers’, atuam como produtores executivos ao lado do cineasta Len Wiseman (franquia ‘Anjos da Noite’).

Sleepy Hollow‘ também é exibida no Brasil pelo canal Fox.

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