Chega ao mercado, neste mês, o livro Coprodução de Cinema com a França: Mercado e Internacionalização, que trata das relações cinematográficas entre o Brasil e a França, com foco em filmes produzidos pelos dois países, durante 15 anos, entre 1998 e 2014Voltada a profissionais, pesquisadores, estudantes do audiovisual e interessados em cinema, políticas culturais e internacionalização, a obra é fruto de um extenso estudo realizado por Belisa Figueiró, em seu mestrado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Na pesquisa, que deu origem ao livro, a autora utilizou como fonte entrevistas exclusivas com profissionais conceituados do mercado cinematográfico, no Brasil e na França, além de dados de órgãos oficiais ligados ao cinema, como a Ancine e o CNC, bem como depoimentos de gestores públicos dos dois países. Belisa apresenta importantes coproduções franco-brasileiras, entre as quais o sucesso Central do Brasil – do cineasta Walter Salles, que completa 20 anos de lançamento em 2018 –, Abril Despedaçado, Meu Pé de Laranja Lima O Outro Lado da Rua.

Coprodução de Cinema com a França mostra como a cooperação entre produtores de diferentes países pode ser benéfica – financeira e criativamente –, seja nas etapas de financiamento, roteiro, pré-produção, filmagem, montagem e finalização, seja na comercialização. O livro da Editora Senac São Paulo também apresenta assuntos como a viabilidade para a internacionalização das obras, distribuição, recursos, disponibilidade e obstáculos.

Sobre a autora: Belisa Figueiró é jornalista e pesquisadora, mestre em Imagem e Som pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Foi produtora de informação e imagem do Programa Cinema do Brasil/Apex-Brasil. É repórter da Revista de CINEMA. Desde 2007, escreve sobre o mercado e a indústria cinematográfica, tendo colaborado com os jornais Folha de S. Paulo e Los Angeles Times. Seu foco de pesquisa está centrado na economia do audiovisual e na circulação internacional dos filmes.

Coprodução de Cinema com a França: Mercado e Internacionalização
Autora: Belisa Figueiró
Editora: Senac São Paulo
Páginas: 250
Preço: R$ 58,00

Aguardadas por uns e temidas por outros, as festas de fim de ano das empresas são sempre um acontecimento lembrado durante um bom tempo. Tem aqueles que juram que não vão comparecer e outros que fazem planos para se divertir. Na comédia “Tudo Acaba em Festa”, dirigida por André Pellenz (“Minha Mãe É uma Peça”), que estreia dia 15 de novembro, não é diferente. A organização da confraternização da Embelex fica por conta do funcionário mais irresponsável: Vladmir (Marcos Veras). Sua missão é fazer a melhor festa de todas e melhorar o clima entre os colegas, uma vez que uma pesquisa apontou que eles não estão muito satisfeitos com o ambiente de trabalho.

Funcionário do RH, Vlad é expert em chegar atrasado e adiar tarefas. O trintão, que ainda mora com os pais, é frequentemente comparado ao irmão gêmeo Leon (também interpretado por Marcos Veras), um bem-sucedido funcionário de um banco. Mas ele só começa a se incomodar com imagem de desleixado, quando engata um relacionamento com a nova colega de trabalho Aline (Rosanne Muholland).

Com objetivo de agradar o presidente da empresa Senhor Takahari (Nelson Freitas), a namorada e crescer profissionalmente, Vlad tem a ideia de realizar uma grande festa de fim de ano para melhorar o clima entre os funcionários. O que ele não imaginava é que teria de cortar um dobrado para garantir a adesão de todos. Com a ajuda da estagiária Priscila (Giovanna Lancellotti), sua difícil missão é promover o evento e deixar boas impressões.

No elenco, estão ainda Stepan Nercessian e Victor Leal, além de participações especiais de Diogo Vilela, Malu Valle, Maria Clara Gueiros e Amaury Jr. A produção é da Gullane, em coprodução com Miravista. A distribuição é da Paris/Downtown Filmes.

Após levar mais de 1 milhão e meio de espectadores aos cinemas, em 2017, a comédia Os Parças ganha sequência, que deve chegar às salas de projeção no fim do primeiro semestre de 2019. Se, no primeiro longa, Toin (Tom Cavalcante), Pilôra (Tirullipa), Ray Van (Whindersson Nunes) e Romeu (Bruno de Lucca) tinham que se virar para montar uma festa de casamento, em Os Parças 2, esse quarteto se mete em uma roubada ainda maior. Fugindo de um mafioso, eles se escondem numa colônia de férias falida. Enquanto fazem de tudo para o negócio decolar, para ganhar dinheiro e assim fugir do país, Toin, Pilôra, Ray Van e Romeu são obrigados a cuidar e entreter um bando de adolescentes.

O roteiro de Os Parças 2 foi assinado novamente por Cláudio Torres Gonzaga e a direção coube a Cris D’Amato. O filme teve locações numa fazenda em Itu, interior de São Paulo, e em alguns pontos da capital. No elenco, estão as atrizes Fabiana Karla, Cristina Mutarelli e Mariana Santos, a cantora Simone (que faz dupla com Simaria), o ex-jogador Amaral e o jogador de futsal Falcão.

O longa é uma produção da Formata, com distribuição da Paris Filmes e Downtown Filmes.

Tiveram início as filmagens de “Pedro”, dirigido por Laís Bodanzky, que também assina o roteiro do filme protagonizado por Cauã Reymond. O longa terá cenas rodadas em Arraial do Cabo, Rio de Janeiro e São Paulo, e em Lisboa, Queluz e na Ilha do Faial, em Portugal. O filme é produzido por Biônica Filmes, Buriti Filmes, Sereno Filmes e O Som e a Fúria (Portugal), em coprodução com a Globo Filmes. A Vitrine Filmes assina a distribuição.

Primeiro longa histórico da diretora dos premiados “Bicho de Sete Cabeças” e “Como nossos Pais”, “Pedro” abordará a vida privada de Dom Pedro I. Responsável por escrever, em 1824, a primeira Constituição do Brasil imperial, considerada liberal e progressista para a época, o filme compreende o momento em que o imperador retorna para Portugal, em 1831, fugindo de ser apedrejado pela população brasileira, nove anos depois de proclamar a Independência do país.

O longa mostra uma reflexão do personagem a bordo da nau inglesa Warspite sobre sua vida no Brasil – desde a chegada de Portugal ao lado dos pais, em 1808, até sua abdicação, motivada por desdobramentos do seu exercício do Poder Moderador, pela rixa entre políticos conservadores e liberais, bem como pela rivalidade entre brasileiros e portugueses que estavam radicados no Brasil. O filme retrata o personagem em sua intimidade, tentando compreender a série de acontecimentos e o por quê de tudo dar errado quando parecia que iria dar certo.

O elenco conta ainda com nomes como Vitória Guerra, como Amélia, a artista plástica Rita Wainer – em sua estreia como atriz – no papel de Domitila, Luise Heyer como  Leopoldina, além de Francis Magee (“Game Of Thrones”, “Jimmy’s Hall”, “Rogue One”), Welket Bunguê (“Joaquim”), João Lagarto, Luisa Cruz, Isac Graça, Isabel Zuaa (“As Boas Maneiras”), Celso Frateschi (“3%”), Gustavo Machado, Luisa Gattai, Dirce Thomas, Marcial Mancome e Sergio Laurentino (“Tungstênio”). O diretor de arte inglês Adrian Cooper e o diretor de fotografia espanhol Pedro J. Márquez (“Ex-Pajé”) foram escolhidos para compor a equipe do filme, responsáveis por um minucioso trabalho de reconstrução de época.

“Pedro”, que tem previsão de estreia para 2019, terá a maior parte das cenas rodadas dentro da fragata inglesa Warspite, além de cenas no exterior do Cisne Branco, da Marinha Brasileira, uma réplica das embarcações da época. O interior da fragata será filmado em estúdio, com a construção de sete cenários, alguns com uma traquitana que dará a sensação de balanço do mar.

Bianca Villar, da Biônica Filmes, assina a produção do longa com Cauã Reymond, Fernando Fraiha, Karen Castanho, Laís Bodanzky, Luiz Bolognesi, Luis Urbano e Mario Canivello.

Outro nome importante se juntou ao elenco de “Doutor Sono”, a aguardada sequência de “O Iluminado”, adaptada da obra original de Stephen King. Segundo o Bloody Disgusting, o ator mirim Jacob Tremblay (“O Predador”) fará parte do filme, embora detalhes sobre seu papel ainda não tenha sido revelados.

O livro “Doutor Sono” narra a história do filho de Jack Torrance, Danny, agora um homem de 40 anos que trabalha em um hospital em Nova York. Dono de uma raiva e de um vício pelo álcool, ele se vê como um reflexo de seu próprio pai. Contudo, quando encara a sobriedade e decide usar seus verdadeiros dons para ajudar a sociedade, torna-se alvo de um grupo de pessoas sinistras.

Além de Tremblay, o elenco ainda conta com Ewan McGregor (“Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível”), Rebecca Fergusson (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”), Alex Essoe (“Fashionista”), Carl Lumbly (da série “Supergirl”), Bruce Greenwood (“The Post: A Guerra Secreta”) e Zahn McClarnon (da série “Westworld”).

O longa conta com a direção e o roteiro de Mike Flanagan, que reescreveu a adaptação a partir de um roteiro de Akiva Goldsman, sendo que ambos já trabalharam com adaptações de materiais de King. O primeiro ficou à frente de “Jogo Perigoso”, enquanto Goldsman trabalhou na fantasia “A Torre Negra”.

“Doutor Sono” está em pré-produção e é previsto para estrear em 24 de janeiro de 2020 nos cinemas americanos.