Há um mês em cartaz, Mulher-Maravilha ultrapassou os US$ 700 milhões nas bilheterias mundiais –
e tem grandes chances de cruzar a barreira do US$ 1 bilhão.

O filme da Amazona já soma US$ 346,6 milhões nos EUA e US$ 361,8 milhões no resto do mundo, totalizando US$ 708,4 milhões.

Nos EUA, o filme passou as bilheterias de ‘Batman vs Superman: A Origem da Justiça‘ (US$ 330 milhões) e ‘Esquadrão Suicida‘ (US$ 325.10 milhões) e se tornou a maior bilheteria do Universo Compartilhado da DC nos EUA.

No Brasil, o longa já arrecadou mais de R$ 89,6 milhões desde sua estreia e foi visto por mais de 5,6 milhões de pessoas no país. Junto com Estados Unidos (1º) e China (2º), o Brasil ocupa o pódio dos três melhores resultados do filme no mundo.

Fãs de ‘Mulher-Maravilha’ recriam cena da “espada no vestido” 

Crítica | Mulher-Maravilha – A Salvação da DC no Cinema

Novas críticas de ‘Mulher-Maravilha’ são EXTREMAMENTE positivas; Confira!

Assista nossa crítica:

 

 

 

Crítica | Meu Malvado Favorito 3

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Numa iniciativa capitaneada pelo cineasta André Klotzel, com a assinatura de praticamente todas as entidades brasileiras representantes, realizadores e produtores enviaram uma carta (abaixo), intitulada “Pauta dos Produtores do Audiovisual Brasileiro”, buscando nortear as ações que o setor considera fundamentais nas políticas públicas, nesse momento crítico. A carta foi enviada para a ANCINE, MinC e Conselho Superior de Cinema.

Pauta dos Produtores do Audiovisual Brasileiro

A era da digitalização traz grandes oportunidades a todos os setores da economia. Para a atividade audiovisual, é uma nova possibilidade de consolidação de sua presença econômica e maximização de sua influência cultural. Das salas de cinema ao conteúdo sob demanda e jogos eletrônicos, o audiovisual é consumido em veículos e dispositivos diversificados e onipresentes no mundo todo. No Brasil, a atividade já responde economicamente como um segmento equivalente à indústria farmacêutica ou do turismo, e é decisiva enquanto força estratégica de conhecimento e identidade.

No mundo todo, o audiovisual convive em relação de interdependência com o Estado, já que é, essencialmente, um bem da sociedade, o que demanda uma política contínua, que não esteja sujeita a atribulações políticas de ocasião.

Nesse sentido, os representantes do setor vêm manifestar o que consideram ser as pautas necessárias para que a produção e a difusão audiovisual mantenham-se em dia com os avanços tecnológicos, de acordo com os princípios estabelecidos pela Lei do Audiovisual.

É condição fundamental que o Conselho Superior de Cinema e o Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual se mantenham plenamente ativos, deliberando as políticas e o fomento da atividade, com participação e representatividade, conforme a atribuição que lhes foi dada por lei.

A Agência Nacional do Cinema (ANCINE) precisa ter atuação pragmática de seus diretores e corpo funcional, a fim de agilizar sua estrutura e atender com maior eficiência às demandas de regulação, fiscalização e fomento. Instruções normativas ultrapassadas e processos burocráticos, que se sobrepõem, são entraves do dia a dia de todos os segmentos da atividade. Também é necessário discutir o modelo de negócios vigente para valorizar a propriedade intelectual dos ativos criados por empresas produtoras, distribuidoras, fundos e patrocinadores.

O mercado de salas de exibição no Brasil, inteiramente digitalizado nos últimos anos, através de bem-sucedidos programas de isenções e financiamentos, requer modernização em sua regulação e atualização das formas de medição, bem como a revisão do equilíbrio de participação dos diferentes segmentos econômicos nos investimentos e resultados. É urgente adequar as regras à rapidez e fragmentação da nova tecnologia.

Distribuidoras e exibidores independentes deverão ser estimulados para que também se fortaleça a difusão dos filmes médios e pequenos, de gêneros diversos. Os recursos públicos devem servir para que se atenue as consequências predatórias do excesso de concentração que inibe a diversificação econômica e cultural.

É urgente, ainda, a regulação do Vídeo sob Demanda (VOD), segmento de mercado significativo, econômica e culturalmente, em todo o mundo, diante dos hábitos contemporâneos de consumo audiovisual; sob pena do país permanecer com uma legislação defasada e obsoleta. Deverá estabelecer-se uma Condecine (como é prática em vários continentes), um índice de visibilidade e títulos brasileiros, transparência de informação, e separação da oferta de serviço de telecomunicações do serviço de conteúdo. Todas essas propostas visam criar isonomia entre o VOD e os veículos audiovisuais já estabelecidos. Providências semelhantes precisam ser adotadas para os Jogos Eletrônicos, uma das vertentes de maior potencial econômico, segmento ainda inexplorado no setor.

A pauta acima demanda uma série de desdobramentos. Estas são linhas gerais, necessárias para que o Brasil se mantenha atualizado, com um setor dinâmico e participativo, nesta atividade que faz parte dos objetivos de toda nação moderna.

Assinado:

ABRACI – Associação Brasileira de Cineastas
ABRAGAMES – Associação Brasileira de Desenvolvedoras de Jogos Digitais
APACI – Associação Paulista de Cineastas
APTC – Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos do RS
APRO – Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais
BRAVI – Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão
CONNE – Conexão Audiovisual do Centro Oeste, Norte e Nordeste
FUNDACINE – Fundação Cinema RS
SANTACINE – Sindicato da Indústria Audiovisual de Santa Catarina
SIAESP – Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo
SIAVRS – Sindicato do Audiovisual
SICAV – Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual
SINDAV – Sindicato da Industria do Audiovisual de Minas Gerais

O Festival Internacional Pequeno Cineasta (FIPC) prorrogou as inscrições para a sua sétima edição, que será realizada em outubro, no Rio de Janeiro (sessões e locais serão divulgados posteriormente), até o dia 30 de julho. Crianças entre 8 e 17 anos, do Brasil e do mundo, podem se inscrever gratuitamente no site www.pequenocineasta.com.br, no qual também está disponível o regulamento completo.

Criado em 2010, pela atriz e produtora Daniela Gracindo, o FIPC promove um grande debate sobre o universo infantil, discutindo os conceitos educacionais atuais e os valores dentro da diversidade cultural. Em suas seis edições anteriores, o festival exibiu mais de 900 filmes de 28 países, atingindo um público de cerca de sete mil pessoas. Todas as edições contam ainda com oficinas, debates e mesas redondas com a presença de renomados profissionais brasileiros e estrangeiros, possibilitando o intercâmbio de novos saberes e processos de realização.

Para concorrer, os pequenos cineastas têm que ter entre 8 e 17 anos e produzir um curta de 1 a 10 minutos de duração, de qualquer gênero: ficção, documentário, experimental e animação. A temática também é livre. O elenco não precisa ser obrigatoriamente formado por crianças ou jovens, mas as obras devem refletir as opiniões e pensamentos das crianças e jovens envolvidos na sua criação. A categoria na qual o filme concorrerá será definida pela idade do participante mais velho.

Educadores, professores e instrutores podem orientar os jovens em assuntos relacionados a suporte técnico, como edição, operação de equipamentos, produção etc., sem que haja, no entanto, interferência no processo criativo. A seleção levará em conta, nesta ordem, criatividade, uso da linguagem audiovisual na obra apresentada e representatividade local.

O candidato deverá preencher uma ficha de inscrição online e enviar por e-mail o link para download do curta-metragem com fotos de divulgação e do making of em alta resolução. A Comissão Organizadora do Festival poderá negar inscrição de obras que contenham mensagens violadoras dos direitos humanos ou dos valores constitucionais democráticos.

Os curtas em competição serão avaliados por um júri composto por dez crianças e jovens, com idade entre 8 e 17 anos, que já tenham a experiência na realização de obras audiovisuais. O público também elege o seu preferido nas competitivas nacional e internacional. São quatro categorias no total, todas com dois vencedores cada (um selecionado pelo júri oficial e outra pelo júri popular): Competitiva Nacional – categoria filmes feitos por crianças (8 a 12 anos); Competitiva Nacional – categoria filmes feitos por jovens (13 a 17 anos); Competitiva Internacional – categoria filmes feitos por crianças (8 a 12 anos); e Competitiva Internacional – categoria filmes feitos por jovens (13 a 17 anos).

Os prêmios para os vencedores incluem o Troféu Pequeno Cineasta e claquetes profissionais Kodak.

Mulher Maravilha” mal estreou e, segundo o SlashFilm, o longa já superou em bilheteria os outros filmes da DC, principalmente “Batman V. Superman”.

A bilheteria em questão diz respeito a região dos Estados Unidos somente, ou seja, a bilheteria mundial do filme não foi levada em conta (por enquanto). Em apenas 4 semanas, o filme estrelado por Gal Gadot (“Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio”) passou a bilheteria de “Batman v. Superman”, arrecadando cerca de US$ 334,5 milhões, o que é um feito considerável já que o crossover dirigido por Zack Snyder (“Watchmen”) levou 12 semanas para chegar a marca de US$ 330 milhões. Lembrando que isso é só nos Estados Unidos, mas já pode indicar como será o resultado total com a bilheteria internacional.

“Mulher-Maravilha” já havia superado “Esquadrão Suicida” (US$ 325 milhões), mas agora o filme pode estar indo rumo a casa do bilhão dependendo de como for a sua bilheteria fora dos Estados Unidos.

Em “Mulher-Maravilha”, treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

O longa é dirigido por Patty Jenkins (“Monster – Desejo Assassino”) e está em cartaz nos cinemas brasileiros.

O nome não poderia ser mais apropriado: “Homem- Aranha: De Volta ao Lar” é um título que representa a volta do cabeça de teia tanto para a Marvel, quanto para suas origens “quadrinísticas”. Criado por Stan Lee e Steve Ditko na década de 40, como um adolescente comum que é picado por uma aranha radioativa e que recebe poderes carregados de responsabilidades. O cerne do personagem original era a busca pelo equilíbrio em viver a sua – atribulada – vida cotidiana, com seus percalços financeiros, amorosos e estudantis, ao mesmo tempo em que se sentia impelido a ajudar os incautos de sua cidade do coração, Nova York, com seus novos poderes adquiridos. E é explorando, com muita criatividade e bom humor, essas características marcantes do aranha, que a parceria entre a Sony Pictures e a Marvel Studios mostra-se uma bem sucedida e exemplar empreitada.

Peter Parker (Tom Holland, de “Z – A Cidade Perdida”) é um jovem de 15 anos, que já teve a inacreditável experiência de lutar ao lado dos Vingadores em “Capitão América: Guerra Civil”. Ansioso para integrar definitivamente o super grupo, ele é colocado em “modo de espera” por Tony Stark (Robert Downey Jr.) e recebe a missão de – apenas – ajudar a “vizinhança” em pequenas ocasiões e é orientado pelo Homem de Ferro a não se envolver em grandes confusões. Tentando viver uma vida colegial comum, Parker conta com a amizade sincera do c.d.f. Ned Leeds (Jacob Batalon) e a paixão nada escondida por Liz Allan (Laura Harrier), porém sua ânsia por ser um grande e reconhecido super herói é tão grande, que ele acaba desobedecendo as ordens de seu “mentor” e se vê enredado em um caso de contrabando de armas “alienígenas”, capitaneado pelo impiedoso vilão Abutre (Michael Keaton, de “Birdman”).

A aposta do roteiro escrito por – pasmem – cinco roteiristas diferentes, em focar na indefinição de Parker entre sua vida cotidiana e a heroica é o grande acerto do filme. Abusando do bom humor e referências à dezenas de outros filmes e obras da cultura pop, incluindo aí alguns filmes anteriores do “teioso”, como na inacreditável cena da barca, que é uma homenagem clara à cena do trem desgovernado em “Homem Aranha 2”, de Sam Raimi, o longa nunca derrapa em sua proposta e agilidade. Sob a direção leve de Jon Watts (do sinistro “Clown”), o equilíbrio entre a ação e a narrativa mostra-se ideal para realçar os conflitos dos personagens, já que herói e vilão possuem suas cargas de dualidade.

Se tecnicamente o filme é quase impecável, desde a concepção dos incríveis designs dos trajes do Aranha e do Abutre, até à magnitude e abrangência das elaboradas cenas de ação, o que realmente rouba todas as atenções do longa é o ótimo trabalho do elenco. Que me desculpem os atores Tobey Maguire (“Homem-Aranha 1,2 e 3”) e Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha 1 e 2”), mas Tom Holland é o Homem-Aranha definitivo. Com seu semblante de garoto e uma atuação pra lá de fabulosa, é impossível não acreditar em seu Peter Parker indeciso e apaixonado. Ao seu lado, o amigo e alívio cômico Ned, interpretado por Batalon, é impagável e já entra para o hall de melhores personagens de filmes de super heróis. Do lado “adulto”, Marisa Tomei cria uma Tia May modernosa e divertidíssima, Jon Favreau diverte-se muito com a volta de seu Happy e Downey Jr., que não aparece tanto quanto os cartazes e trailers promocionais sugerem, está perfeito – como sempre! – como uma espécie de “mentor” de Parker. Não o que o garoto merece e sim o que ele precisa, como diria o Comissário Gordon em “Batman”.

Como já é praxe nos filmes de super heróis, o calcanhar de aquiles do filme concentra-se no “arqui-inimigo”. Mais especificamente nas motivações dele. O desempenho de Keaton é forte e imperativo e o longa até se esforça para dar uma carga dramática às razões que transformam o empreiteiro Adrian Toomes em Abutre, incluindo um bem vindo e surpreendente plot twist em sua história, mas não é suficiente para expender como o homem comum, sempre preocupado com a família, torna-se um assassino à sangue frio de uma hora para a outra.

“Homem- Aranha: De Volta ao Lar”, mesmo com alguns defeitos, é tudo que um filme de herói precisa ser: ágil, divertido, eficiente, heroico e surpreendente. Com duas cenas pós créditos – a última delas impagável!!! – e ganchos para uma dezena de novos longas, a franquia ganha a sua obra definitiva… por enquanto!