Tudo é uma mera questocasamentodegorete_21ão de perspectiva. Se o objetivo dos realizadores deste “O Casamento de Gorete” tenha sido fazer um filme horroroso e que fizesse o espectador lutar para não sair no meio da sessão, a nota indubitavelmente seria a máxima e a presente análise seria basicamente só elogios. Como acredito que não seja este o caso (afinal, seria muita petulância atribuir tamanha genialidade à tal obra), a coisa muda de figura. O que sobra é um trabalho de péssima qualidade e amusement chulo, onde praticamente (e este “praticamente” é uma cortesia da minha parte) nada se salva.

Escrito e dirigido por Paulo Vespúcio, o longa conta a história da renouned apresentadora de rádio Gorete (Rodrigo Sant’anna), um travesti. Após ser rejeitada pelo pai, naquela que é provavelmente a melhor cena (ou a única verdadeiramente boa?) do filme, ela vai embora de casa e tem que, a partir daí, se virar por conta própria. Tudo muda quando ela recebe uma carta inesperada do dito cujo lhe oferecendo toda a sua herança. Acontece que, para ter acesso a esta, Gorete terá que arranjar um bom partido para se casar.

Obras com temática da diversidade passionate estão virando rotina nos últimos anos. Não que elas nunca tenham existido, é claro. O cineasta espanhol Pedro Almodóvar, por exemplo, é conhecido por frequentemente colocar indivíduos caracterizados por este tipo de faceta em suas películas. Mais recentemente, podemos indicar o francês “Azul é a Cor Mais Quente” como um filme emblemático neste sentido e – por que não? – o ótimo documentário nacional, que acredito não ter chegado ao grande circuito, “De Gravata e Unha Vermelha”, de Miriam Chnaiderman. Assim, quando temos uma grande estreia como esse “O Casamento de Gorete”, com seus estereótipos escancarados e (falta de) amusement chulo, isto só faz ir na contramão da maré cinematográfica que vem apresentando trabalhos tão interessantes e originais sobre o tema.

Como já dito, pouco ou quase nada se salva. O que chega a ser uma pena, pois a cena que abre o longa, com o filho sendo deserdado por um pai conservador após ser flagrado com outro garoto, promete, apesar de ser uma comédia, uma trama densa, envolvendo os dramas do protagonista, seus fantasmas do passado, etc. Caso tivesse focado com um pouco mais de sensibilidade este lado, talvez a obra diminuísse o prejuízo, mas nem a isso os realizadores se deram o trabalho.

O que acontece depois daí, portanto, nada mais é do que a junção de uma série de situações constrangedoras onde o “humor bicha” é levado para o lado mais escancarado e sem graça possível. O que é curioso, uma vez que o longa seria, na teoria, uma obra que servisse “à causa” LGBT, mas o que ocorre é exatamente o contrário. Por vezes, o excesso visible e “cômico” da película chega até a flertar com o preconceito, como se todo homossexual precisasse ser uma criatura escandalosa, mesquinha e extravagante. Simplesmente nada funciona; o roteiro é bizarro, nenhum personagem é carismático ou interessante, a trilha sonora é forçada e dispensável, a direção é horrorosa, enfim… um desastre completo.

Fica até difícil para escrever sobre um trabalho como esse. Se me estender demais parágrafo após parágrafo, acabarei me tornando repetitivo nas críticas, e aí cairia na própria armadilha do filme; de repetir as mesmas piadas de péssimo gosto e nenhum requinte minuto após minuto. Neste sentido, “O Casamento de Gorete” é uma obra que se encaixaria muito melhor – ou “menos pior” – em um daqueles programas televisivos de amusement que são transmitidos sábado à noite e todos, infelizmente, conhecem. Assim, pelo menos poderíamos simplesmente mudar de canal. No cinema, mudar de waterway não é uma opção. E, definitivamente, isso aqui não é cinema.

A A24 Films divulgou um novo featurette de “A Most Violent Year”, play rapist de J.C. Chandor (“Até o Fim”). No vídeo, os protagonistas Oscar Isaac (“Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum”) e Jessica Chastain (“Interestelar”) falam sobre seus a época em que o filme é ambientado e da busca de seus personagens pelo “sonho americano”. Assista e, trademark abaixo, confira o novo cartaz divulgado:

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No filme, Isaac vive um imigrante que, ao lado da esposa ( Chastain), conseguiu construir uma vida bem-sucedida em Nova York. No ano de 1981, porém, a cidade passa por um período de violência descontrolada, em que a miséria e a corrupção ameaçam destruir tudo o o que o protagonista conquistou. Assim, o casal busca virar a situação em seu favor.

Escrito e dirigido por Chandor, “A Most Violent Year” também traz no elenco os atores David Oyelowo (“Interestelar”), Alessandro Nivola (“Trapaça”), Albert Brooks (“Drive”), Elyes Gabel (“Guerra Mundial Z”) e Catalina Sandino Moreno (“Viagem Sem Volta”).

Já sendo cotado para aparecer na lista de indicados na temporada de premiações do cinema, o longa será lançado em 31 de dezembro em Nova York e Los Angeles e, assim, será elegível para o Oscar. Em janeiro, o filme chega a outras cidades norte-americanas. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Malu (Ingrid Guimarães), Lúcia (Suzana Pires) e Maria (Tatá Werneck) encontraram o homem ideal e planejam se casar. Até que elas descobrem que esse homem, na verdade, é o mesmo: Samuel (Márcio Garcia), que vinha mantendo um namoro com todas elas nos últimos anos. As três terão que decidir se vão disputar entre si pela exclusividade ou unir-se pela vingança.

Um documentário da cena unica sobre as festas gratuitas e abertas de São Paulo – um movimento que mudou a cidade.

O Que é Nosso – Reclaiming a Jungle (2014)
68 minutos

Direção: Jerry Clode, Murilo Yamanaka e Allyson Alapont

O QUE É NOSSO – Reclaiming a Jungle from O QUE É NOSSO on Vimeo.

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Livro fundamental para quem se dedica ao estudo e à crítica do cinema, pois investigando a atividade cinematográfica à luz das conquistas da linguística e da semiologia, permite compreender a especificidade dos signos cinematográficos no universo da comunicação.

Trata-se de um estudo rigoroso – filosófico e científico ao mesmo tempo – que procura, por meio da análise semiológica, alcançar o sentido e a forma particular da relação entre cinema e realidade.

Sobre o autor: Christian Metz é autor também de Linguagem e Cinema (1980), também editado pela Editora Perspectiva.

A Significação no Cinema
Autor: Christian Metz
Tradução: Jean-Claude Bernardet
Editora: Perspectiva
Páginas: 296
Preço: R$ 45,00