No dia 20 de março, às 22h, estreia no canal Arte 1 “O Tempo e a Música”, série documental com oito episódios de 30 minutos cada, produzida pela Cine Group. A atração conta com Zuza Homem de Mello como curador e apresentador, dividindo a condução do programa com João Marcello Bôscoli. A ideia de fazer “O Tempo e a Música” surgiu da vontade de Nonô Saad, diretora de distribuição de conteúdo do Grupo Bandeirantes, de resgatar o precioso material musical da emissora. São programas, entrevistas e shows das décadas de 1960 e 1970.

A estreia de “O Tempo e a Música” aborda o samba-canção por meio de um de seus maiores expoentes, o gaúcho Lupicínio Rodrigues. O episódio conta com depoimento de Adriana Calcanhoto, cantora que gravou um disco com composições de Lupicínio Rodrigues. Autor dos clássicos “Se Acaso Você Chegasse” e “Vingança”, o compositor trabalhou em suas letras, muitas vezes, retratando relações amorosas. Histórias curiosas sobre como essas canções foram inspiradas são contadas pelo filho do músico, Lupicínio Rodrigues Filho.

A cada domingo, um episódio inédito será apresentado pelo canal Arte 1. O segundo programa retrata a trajetória artística e o papel de Milton Nascimento e do Clube da Esquina na música brasileira. O próprio artista comenta essa época de sua carreira. Nos demais programas, o samba de Adoniran e Cartola, músicas feitas em resistência à Ditadura Militar, a importância de Elis Regina para a MPB, entre outros temas.

No dia 21 de março, às 21 horas, no canal CINEBRASiLTV, estreia “À Moda da Casa”, série documental em 13 episódios de 30 minutos produzida pela Segunda-Feira Filmes e pela Anima Lucis, com investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual.

“À Moda da Casa” é dirigida por Raquel Valadares e tem apresentação da chef Ciça Roxo. Em cada um de seus 13 episódios, Ciça visita famílias de origem imigrante para conhecer histórias familiares através de receitas tradicionais.

A elaboração de uma receita é justamente o fio condutor de episódios que revelam personagens saborosos e ricas histórias, e que ajudam a contextualizar a diversidade da formação cultural brasileira a partir da culinária familiar. Ao reunir familiares ao redor do fogão e da mesa, a série promove a celebração de suas raízes e de sua identidade.

Em cada episódio, famílias de origem libanesa, galega, angolana, alemã, peruana, suíça, boliviana, indiana, chinesa, portuguesa, polonesa, japonesa e russa abrem suas casas para nos contar suas histórias, seus sonhos e suas conquistas.

Na estreia, a chef Ciça Roxo visita os Eluf, uma família paulista de origem libanesa, que aborda o passado no Líbano, as dificuldades da adaptação ao Brasil, e prepara o Fatté, uma receita tradicional libanesa que dificilmente será encontrada em cardápios de restaurantes árabes.

Carlos Imperial revelou grandes artistas, como Roberto e Erasmo Carlos, Tim Maia e Wilson Simonal. Compôs canções de sucesso, como “A praça”, “Vem quente que eu estou fervendo”, “Mamãe passou açúcar em mim” e “Nem vem que não tem”. Foi apresentador de TV, atuou em cinema e fez sucesso até na política.

Mulherengo ao extremo, malandro e inteligente, Imperial muitas vezes criava factoides para promover seus trabalhos e conquistar espaço na mídia. Empenhou-se em criar uma figura pública de cafajeste. Por muitos anos, ficou conhecido, por exemplo como “homem vaia” nos programas de auditório.

A trajetória do rei da pilantragem, contada no filme “Eu Sou Carlos Imperial” por meio de seu peculiar filtro brincalhão, mulherengo e polêmico, chega aos cinemas em 17 de março. Verdades e mentiras, ficção e realidade, depoimentos documentais e outros encenados ficam embaralhados. No documentário sobre Imperial, assim como em sua vida, a “pilantragem é a apoteose da irresponsabilidade consciente”.

Roberto e Erasmo Carlos, Eduardo Araújo, Paulo Silvino, Tony Tornado e Dudu França são alguns dos artistas que falam sobre o polêmico encrenqueiro no filme. O documentário traz ainda alguns dos maiores sucessos de Imperial, cenas de seus filmes, imagens de seu arquivo pessoal e uma entrevista inédita concedida a Paulo César de Araújo.

Baseado na biografia “Dez, nota dez – Eu Sou Carlos Imperial”, de Denilson Monteiro, o filme foi dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, mesma dupla de “Uma Noite em 67” (2010), filme que foi visto por 80 mil pessoas no cinema e se tornou o documentário brasileiro de maior público no ano de seu lançamento.

O Canal Brasil foi coprodutor do filme, que recebeu patrocínio da RioFilme. A distribuição é da Bretz Filmes.

Leia crítica do filme publicada na Revista de CINEMA.

O canal E! Entertainment Television lança, no dia 17 de março, às 21h, a série “Talentos a Mais”, que estreia com episódio duplo.

Na série, celebridades favoritas são colocadas à prova. Eles podem atuar, cantar, dançar, construir grandes obras de arte, e ter outros talentos que todo mundo já conhece, mas não sabe que estas celebridades podem ter habilidades impressionantes e fazer coisas inimagináveis que ninguém nunca viu e nem mesmo o fã número um deve saber. “Talentos a Mais” revela esses talentos escondidos de um time de estrelas especial, como a cantora Ana Carolina; as atrizes Bianca Rinaldi, Roberta Rodrigues e Thais Muller; os atores Carlos Machado, Bruno Dubeux, Felipe Titto, Iran Malfitano, e Jonathan Haagensen; o cantor Jair Oliveira e o apresentador Rafael Cortez.

Odontologia, pintura, hipismo, medicina, calistenia, fotografia, paraquedismo, moda, música erudita são só algumas das habilidades impressionantes que essas estrelas vão manifestar na série. E, ao final de cada episódio, serão convocados para um desafio.

Filmado no ambiente de preferência dos convidados e ilustrado com imagens de arquivo, “Talentos a Mais” é composto por cinco episódios de 30 minutos, e é uma produção nacional original do E! Entertainment Television.

Pelo quarto ano consecutivo, o público de São Paulo poderá conferir, de 17 a 23 de março, um panorama do cinema brasileiro contemporâneo. Estarão em exibição na Mostra Tiradentes|SP – uma parceria entre a Universo Produção e o Sesc-SP – todos os filmes vencedores da edição mineira de 2016, obras de diretores brasileiros em destaque na cena contemporânea, bem como uma programação dedicada às obras do cineasta Andrea Tonacci. Considerada a maior plataforma de lançamento deste cinema autoral, com 19 edições já realizadas em Minas Gerais, a Mostra Tiradentes chega a São Paulo apresentando 37 filmes – 20 longas, 16 curtas e um média – grande parte deles em suas primeiras exibições na cidade.

A Mostra Tiradentes terá 25 sessões de cinema no CineSesc (Rua Augusta, 2075 – Cerqueira César), além de oficina e um debate conceitual, integrando a programação do evento. A edição paulista retoma o tema eleito para a 19ª edição em Minas, “Espaços em Conflito no cinema brasileiro”, e amplia o debate com novas vozes.

A abertura, no dia 17, às 20h, tem entrada gratuita e os ingressos poderão ser retirados com uma hora de antecedência no CineSesc. As demais sessões terão ingressos a preços populares: R$ 3,50 para associados Sesc (com apresentação da carteirinha plena), R$ 6 (meia-entrada) e R$ 12 (inteira).

Em 2016, a Mostra Tiradentes relembrou os dez anos da primeira exibição do filme “Serras da Desordem”, na cidade histórica mineira. Em uma década, o longa-metragem tornou-se uma das principais referência de mudança de paradigmas no olhar estético e na maneira de se fazer cinema brasileiro independente e de autor. O longa, que ganha agora as telas paulistanas, traz questões relativas aos limites tênues entre documentário e ficção, somadas às discussões sobre o genocídio histórico contra indígenas em território nacional.

A homenagem a Andrea Tonacci, que se estende à capital paulista, é um tributo a este grande inventor do cinema brasileiro, dono de uma obra até hoje menos vista do que deveria e uma das figuras de maior influência para várias gerações. A Mostra Tiradentes | SP celebra a trajetória do cineasta ítalo-brasileiro com a exibição dos filmes “Serras da Desordem”, “Bang Bang” e do média “Já Visto, Jamais Visto”.

A Mostra Aurora é dedicada exclusivamente para a exibição de longas de diretores em início de carreira, independente da idade, mas que tenham até três longas realizados. Composta de sete filmes inéditos que primem pela comunhão entre inquietação formal e condições materiais modestas, independentemente de ter ganho ou não prêmios em editais, eles  concorreram, em janeiro, ao prêmio do Júri da Crítica e chegam agora a São Paulo para sua segunda exibição.

Eleito pelo Júri da Crítica Melhor Filme da Mostra Aurora, “Jovens Infelizes ou um Homem que Grita Não É um Urso que Dança” (SP), de Thiago B. Mendonça, abre o evento no dia 17 de março, às 20h. Os outros seis filmes desta sessão competitiva que se transformou numa vitrine da produção autoral, serão exibidos ao longo da programação: “Animal Político” (PE), de Tião; “Aracati” (RJ), de Aline Portugal e Julia De Simone; “Banco Imobiliário” (SP), de Miguel Antunes Ramos; “Filme de Aborto” (SP), de Lincoln Péricles; “Índios Zoró – Antes, Agora e Depois?” (PE), de Luiz Paulino dos Santos; e“TaegoAwa” (GO), de Marcela Borela e Henrique Borela.

A seleção, a cargo do curador Cléber Eduardo e do curador assistente Francis Vogner dos Reis, busca sempre maneiras de compreender e propor estilos e formas mais arriscadas no cinema brasileiro atual. Quatro estados estão representados na Mostra Aurora deste ano (Pernambuco, Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro).

A Mostra Tiradentes|SP exibe, além de filmes vencedores e destaques da programação da 19ª Mostra Tiradentes, pré-estreias nacionais e internacionais. Na programação, estão “Fome”, de Cristiano Burlan, e “Estamos Vivos”, de Filipe Codeço, inéditos em São Paulo; e “O que Eu Poderia Ser se Eu Fosse”, de Bruno Jorge, em pré-estreia mundial.

A Mostra Espaços em Conflito apresenta filmes centrados em personagens cujos conflitos estão associados ao espaço onde vivem, em sintonia com a proposta conceitual da Mostra Tiradentes. O público terá a oportunidade de conferir nove longas: “Santo Daime – Império da Floresta” (PE), “Invasores” (SP), “Urutau” (RJ), “O que Eu Poderia Ser se Eu Fosse” (SP), “Clarisse ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois” (CE), “Fome” (SP), “Estamos Vivos” (RJ), “A Noite Escura da Alma” (BA) e “Tropykaos” (BA), ganhador de melhor longa eleito pelo Júri Jovem. Também integram a programação da Mostra os curtas“O Castelo” (SP), “Enquadro” (SP), “Parte do Inferno” (SP), “Território” (SP) e “Chutes” (SP).

Todos os curtas da Mostra competitiva Foco de 2016 terão exibição no CineSesc. Ao todo, serão nove títulos. O público poderá conferir o melhor curta da Mostra Foco eleito pelo Júri da Crítica, “Noite Escura de São Nunca”, produção do Rio de Janeiro, que tem direção do carioca Samuel Lobo e o curta que ganhou o Prêmio Aquisição do Canal Brasil “Eclipse Solar” (ES), de Rodrigo de Oliveira.

Dois filmes que conquistaram o público e foram premiados em Tiradentes terão exibição em São Paulo. São os ganhadores de Júri Popular: o curta “Madrepérola” (RS), de Deise Hauenstein, e o longa“Geraldinos” (RJ), de Pedro Asbeg e Renato Martins.

Além da extensa e variada programação de filmes, a Mostra Tiradentes promove momentos de reflexão e troca de experiências. Uma das atividades é a Oficina “Da Ideia à Distribuição: Sob a Perspectiva de um Realizador Independente”, que será ministrada pelo cineasta, diretor de teatro e professor Cristiano Burlan (RS). A oficina acontece de 21 a 23 de março, das 19 às 22 horas.

No dia 22, terça-feira, às 19h30, no hall do CineSesc, será promovido o debate “Espaços em Conflito e o Cinema em São Paulo”, com a participação do curador, professor e crítico de cinema Cleber Eduardo (SP), do cineasta, Miguel Antunes Ramos (SP), do professor Rubens Machado Jr (SP) e do cineasta Thiago B. Mendonça (SP), com mediação do curador e crítico de cinema Francis Vogner dos Reis (SP). A conversa terá como foco nos conflitos, as trajetórias e as propostas estéticas do cinema paulista entre 2000 e 2015, com ênfase nos filmes de anos mais recentes, expandindo e concentrando a temática da 19ª Mostra de Cinema de Tiradentes.