O sucesso de “Mulher-Maravilha” serviu de alívio para a Warner Bros. Apesar de seus filmes anteriores do universo DC terem atingido uma boa bilheteria, os filmes dividiram opiniões, tanto de público quanto de crítica. Agora, o estúdio parece ter se encontrado, pelo menos com a princesa das Amazonas. Graças a isso a diretora Patty Jenkins (“Monster – Desejo Assassino”) já está envolvida com a sequência, mesmo não estando confirmada como diretora até o momento. O Variety entrevistou os produtores Jon Berg e Geoff Johns, que falaram um pouco sobre como andam as coisas:

“Patty e eu estamos escrevendo o esboço agora. O objetivo é fazer outro grande filme da ‘Mulher-Maravilha’.”

Disse Berg. Já Johns afirmou que:

“Me diverti muito trabalhando com Jenkins no primeiro filme e já temos algumas ideias para a sequência.”

Até o momento a Warner Bros. não anunciou uma data para uma sequência de “Mulher-Maravilha”. Mas já é uma boa notícia saber que existem planos para continuar com a história de Diana.

E você, o que achou do primeiro filme e o que gostaria de ver na sequência? Escreva nos comentários.

Nenhum assunto é ruim se a história é verdadeira, se a prosa é clara e honesta, e se reforça coragem e graça sob pressão“.

A frase de Ernest Hemingway ao Gil Pender de Owen Wilson em “Meia-Noite em Paris” (2011), obra-prima de Woody Allen, é universal e pode ser interpretada para os mais diversos propósitos. Em seu sentido estritamente literal, no entanto, a citação é basicamente perfeita para se entender e contextualizar este “Paris Pode Esperar“, primeiro longa de ficção de Eleanor Coppola, documentarista norte-americana de 81 anos, casada com Francis Ford e mãe da também cineasta Sofia (além de tia de Nicolas Cage, por que não?).

“Paris Pode Esperar” muito provavelmente não será o melhor filme que você verá no ano, mas o sentimento por trás da história despretensiosa que nos é apresentada é verdadeiro, vindo de uma senhora que respira cinema e dedicou sua vida inteira à Sétima Arte. O fato de Coppola ter colocado seu coração cinéfilo de maneira tão honesta e íntima à disposição dos espectadores, per si, já contribui bastante para que nos identifiquemos com seus personagens e o desenrolar da trama, que, embora simples, pode conter os pensamentos e emoções mais profundas de um ser humano. E é isso que Eleanor, responsável tanto pelo roteiro, quanto pela direção, quer compartilhar conosco.

Aqui, Diane Lane (“Sob o Sol de Toscana“) interpreta Anne, uma mulher de meia-idade casada há bastante tempo com um produtor de cinema bem-sucedido, Michael (Alec Baldwin, “Os Infiltrados”). Em viagem à França, ela se vê em uma situação peculiar quando “tem” de ir de Cannes à Paris com o sócio do marido, Jacques (Arnaud Viard, de “Carole Matthieu”), um típico francês pedante e romântico que conhece todos os charmes e encantos do percurso. “Paris Pode Esperar”, um belo roteiro pelo interior da França, casamento em uma fase complicada, boa companhia… não preciso reforçar muito por qual caminho a história seguirá, não é? Como o próprio título do longa sugere, na maior parte das vezes, “a jornada é mais importante que o destino” (pra quem começou o texto citando Hemingway e “Meia-Noite em Paris”, faço um mea culpa por essa).

Embora a literalidade do título seja obviamente condizente com o que acompanhamos em tela, a beleza reside muito mais no que está por trás dele, em suas subcamadas, do que exatamente na descrição do enredo. Podemos interpretar, por exemplo, que o conceito de Paris como o destino final ideal e da viagem/percurso até lá como processo de libertação individual, realizações e paz de espírito são ideias que habitam não só os pensamentos de Coppola, mas da própria personagem de Diane Lane (alter ego da cineasta, provavelmente). Além disso, por já se encontrar em uma fase da vida após a criação da sua filha – recém-saída do high school -, onde tudo a sua volta (casamento, família, amigos, dinheiro etc) parece estável o suficiente para que não lhe dê motivo para reclamar, Anne sê vê em um momento de profundos questionamentos existenciais. “Até que ponto vale ficar ‘amarrada’ com esse cara que se preocupa muito mais com o sucesso profissional do que com sua família, e me privar de aproveitar as diversões e prazeres efêmeros que me são oferecidos?”, parece ser o questionamento central realizado constantemente pela protagonista no decorrer dos cerca de 90 minutos de projeção.

Neste sentido, é interessante notar como a todo instante estamos tendo nossas expectativas colocadas à prova, tanto pelo texto e direção de Coppola, quanto pelas ótimas atuações de Lane e Viard. Somos sempre induzidos a desconfiar da índole e das reais intenções de Jacques, se ele está se afeiçoando de verdade por sua parceira de viagem, ou quer simplesmente se aproveitar da mulher e de sua condição financeira – o que nos leva a um questionamento honesto sobre se há algum ruído na sua relação com seu sócio, Michael. Afinal, ele pede o(s) cartão(ões) de crédito de Anne emprestado(s) algumas vezes para pagar os finos lugares que frequentam entre um condado e outro durante o trajeto, e em determinada cena até parece abandoná-la em um posto de gasolina, apenas para depois reaparecer com o carro entupido de buquês de flores.

A brincadeira de Coppola é extremamente bem-sucedida porque nos coloca na mesma posição da personagem principal ao longo de todo o filme. Assim como ela, ficamos confusos com os propósitos do suposto canastrão, mas ao mesmo tempo encantados com seu charme, o que confere à história um interessante tom extra no tocante ao “romance proibido” do improvável casal. Conduzindo a narrativa de maneira segura e fazendo uso de recursos simples de roteiro, a estreante na direção demonstra toda sua maturidade cinematográfica acumulada ao longo de décadas envolvida (direta ou indiretamente) no ramo.

Poderia encerrar dizendo que este é apenas um delicioso road movie romântico pelo interior da França, mas acredito ser mais do que isso. Se Gil Pender buscava se encontrar artisticamente em meio aos seus sentimentos naturalmente nostálgicos em uma encantadora Paris dos anos 1920, aqui, Anne quer somente experimentar e viver o percurso, pouco importando o destino final.

Que bom termos sido convidados a embarcar juntos com ela nessa viagem.

O conceito de distopias com sociedades totalitárias se aprofundou na literatura no século XX, algo que reverberou nas obras audiovisuais. Dentre elas podemos citar “1984”, “Admirável Mundo Novo”, “Fahrenheit 451”, “V de Vingança” e até mesmo o relativamente recente “Jogos Vorazes”. Jean-Luc Godard brincou com o tema no clássico longa “Alphaville” e George Lucas surgiu para a ficção científica com ele em “THX-1138”. Considerando o ambiente politicamente (e tecnologicamente) carregado de hoje e que é trabalho da boa ficção espelhar nossa realidade, novas investidas no assunto não são surpresa.

Surge então “O Círculo”, livro de 2013 escrito por Dave Eggers que mostra um presente muito parecido com o nosso tornando-se um embrião para uma distopia dessas graças à tecnologias não muito diferentes daquelas hoje disponíveis. Infelizmente sua adaptação homônima para o cinema, escrita pelo próprio Eggers em colaboração com o diretor James Ponsoldt, se mostra uma obra perdida e incoerente, não sabendo exatamente sobre o que está falando.

Na trama, a jovem Mae (Emma Watson, de “As Vantagens de Ser Invisível”) consegue um emprego no Círculo, conglomerado da internet similar ao Google e ao Facebook, que lida com tudo relacionado ao mundo virtual, desde redes sociais à vídeos online. Aos poucos, a moça percebe que os planos do Círculo vão muito além de interligar pessoas ao redor do mundo, em um experimento que ultrapassa as barreiras da ética e da privacidade em escala global.

Ponsoldt vem de trabalhos bem sucedidos como “Smashed – De Volta à Realidade”, “O Espetacular Agora” e “O Fim da Turnê”, longas de baixo orçamento nos quais sua linguagem rápida casou perfeitamente com os carismáticos elencos ali escalados. O cineasta reuniu aqui atores talentosos e que possuem fãs de diversas franquias, mantendo o perfil já estabelecido de seus colaboradores e também chamando a atenção do público jovem para o longa.

O problema é que, nos trabalhos anteriores do diretor/roteirista, havia um foco nos personagens e na trama ali contada, enquanto o que temos nesta versão cinematográfica de “O Círculo” é uma atenção exagerada na confusa e incoerente mensagem que se quer passar, atropelando o desenvolvimento dos personagens e até mesmo a própria lógica da história ali contada.

Quando lidamos com histórias sobre distopias, quase sempre descobrimos aqueles mundos através dos olhos de seus protagonistas e é através deles que encontramos as grandes questões apresentadas naquelas narrativas e aqui não é diferente. No entanto, Mae reage de maneira quase que passiva durante boa parte da produção às ações do Círculo (a obrigatoriedade do uso de redes sociais e os implantes de chips de rastreamento nos ossos de crianças, por exemplo), com o choque inicial que essas “inovações” trazem sendo rapidamente substituídos por mera apatia ou até mesmo aceitação daquilo, sem nenhum pensamento crítico sobre o que lhe é apresentado.

Não há um crescendo sobre as opiniões da protagonista, positivas ou negativas, quanto ao estado de vigilância voluntário que se desenvolve ao seu redor e mesmo quando ocorre uma ruptura para qualquer ponto de vista, esta acontece de maneira forçada. Emma Watson faz o que pode para gerar alguma empatia por sua personagem, mas se torna difícil compreender Mae quando ela muda de opinião sobre os grandes temas do filme quase que do nada.

E o longa é todo sobre ela. Por mais que John Boyega (“Star Wars – O Despertar da Força”), Karen Gillan (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”), Ellar Coltrane (“Boyhood”) e o saudoso Bill Paxton (“Aliens – O Resgate”) dividam a tela com Watson, eles estão lá apenas para servirem à protagonista. Quebrando completamente a regra do “mostre, não diga”, os demais personagens surgem para Mae com conflitos quase aleatórios, sem preparação nenhum para estes ou mesmo qualquer tipo de resolução aceitável.

O Mercer de Ellar Coltrane é o melhor exemplo disso. Em tese, ele seria o contraponto do “mundo virtual” de Mae, o jovem que adora viver aventuras “lá fora”, mas acaba soando sempre como um irritante ermitão pós-adolescente justamente por não haver nenhum desenvolvimento em seu discurso ou no linchamento virtual que ele diz sofrer – que é apenas mencionado, nunca mostrado, o que se torna particularmente problemático no final do segundo ato.

Até mesmo Tom Hanks (“Negócio das Arábias”), que vive uma mistura de Steve Jobs com Mark Zuckerberg e político carismático, passa em brancas nuvens durante toda a projeção e não desperta qualquer reação do público além da curiosidade de ver Tom Hanks fazendo uma versão menos ética dos homens que simbolizam a Apple e o Facebook. Aliás, isso resume o tratamento dado aos atores durante o filme. Eles não estão ali para atuar como seus personagens, tendo em vista que o roteiro praticamente os ignora, mas meramente para atrair o fandom de suas respectivas franquias.

No terço final do longa, este desiste de vez de contar uma história coerente, joga pra escanteio qualquer tipo desenvolvimento de personagem e termina em um “textão” digno de uma crônica de segunda de algum blog hipster excessivamente pretensioso, em um clímax marcado pela absoluta falta de consequências. Parece que houve um ataque de covardia coletiva por parte dos realizadores, que não quiseram entregar um final mais coerente com o que havia sido mostrado até ali e resolveram terminar de qualquer jeito.

“O Círculo” joga fora a oportunidade de usar o cinemão popular para realmente discutir temas relevantes como a falta de privacidade no mundo das redes sociais, a compulsividade do compartilhar ou mesmo as mudanças de comportamento humanas em um ambiente onde sempre há um Grande Irmão nos assistindo. Melhor ficar em casa e assistir um episódio de “Black Mirror” mesmo.

E mais uma vez as especulações foram certeiras em Hollywood. O THR apurou que, depois de ter seu nome citado como principal favoritoRon Howard (“Inferno”) será confirmado como diretor de “Star Wars: Han Solo” (ainda sem título oficial). O diretor substitui a dupla Phil Lord e Christopher Miller (ambos de Uma Aventura LEGO), que foram demitidos da produção na última terça-feira (20).

“Na Lucasfilm, acreditamos que o maior objetivo de cada filme é encantar-se, levando adiante o espírito da saga que George Lucas começou há quarenta anos. Com isso em mente, estamos entusiasmados em anunciar que Ron Howard assumirá a direção do filme ainda sem título de Han Solo. Nós temos um roteiro maravilhoso, um elenco e equipe incríveis e o compromisso absoluto de fazer um ótimo filme”, disse Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm

A executiva do estúdio finalizou revelando que as filmagens serão retomadas no dia 10 de julho.

O principal concorrente de Howard para o cargo era o roteirista do longa, Lawrence Kasdan (“Star Wars: O Despertar da Força”). Mas seu nome acabou sendo descartado porque o Sindicado de Diretores dos EUA não permite que outro membro da equipe assuma a direção do filme, a não ser em breves emergências.

Restando apenas três semanas para o fim das gravações, duas possibilidades são levantadas. Uma delas é que filme pode passar por refilmagens já que, ao demitir dos diretores, o estúdio alegou “diferenças criativas”. Caso isso não ocorra, Howard deve impor sua visão sobre o que já está filmado e na fase de pós-produção.

O elenco conta com Alden Ehrenreich (“Ave, César!”) como o jovem protagonista, além de Woody Harrelson (“Truque de Mestre 2: O Segundo Ato”), Donald Glover (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Emilia Clarke (“Como Eu Era Antes de Você”), Thandie Newton (da série “Westworld”), Michael K. Williams (“Assassin’s Creed”) e Phoebe Waller-Bridge (da série “Fleabag”).

O longa segue com a estreia marcada para 25 de maio de 2018, embora possa ser adiada para dezembro do mesmo ano.

Faltando exatamente um ano para o lançamento, a Universal divulgou em seu perfil no Twitter o primeiro cartaz da sequência de “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros”. A imagem revela o logotipo contendo o título oficial do longa, “Jurassic World: Fallen Kingdom” (“Reino Caído”, em tradução livre). Veja:

“Em um ano, a vida encontra um jeito”.

A história da franquia, adaptada pela primeira vez para os cinemas pelo diretor Steven Spielberg (“ O Bom Gigante Amigo ”) em 1993, foi escrita por Michael Crichton e lançada em 1990, através do livro “O Parque dos Dinossauros”. O último filme, lançado em 2015, foi um sucesso de bilheteria estrondoso, chegando a ultrapassar a marca de $1 bilhão e 600 milhões de arrecadação.

O elenco do novo longa conta com o retorno de Chris Pratt (“Passageiros”), Bryce Dallas Howard (“Histórias Cruzadas”) e B. D. Jones (“O Espaço Entre Nós”), além dos recém-chegados Rafe Spall (“X + Y”), Toby Jones (“Jogos Vorazes”) e Justice Smith (da série “The Get Down”). Jeff Goldblum (“Independence Day: O Ressurgimento”) volta como Ian Malcom, personagem clássico dos primeiros filmes da franquia.

Dirigido por Juan Antonio Bayona (“Sete Minutos Depois da Meia-Noite”), “Jurassic World: Fallen Kingdom” chega aos cinemas em 22 de junho de 2018.