Com o sucesso das grandes franquias cinematográficas, todos os estúdios de cinema correram para montar os seus próprios universos. A Disney com os heróis da Marvel, a Warner com os heróis de DC e com os monstros gigantes da Legendary, a Sony com “Homem-Aranha”, a Fox e os mutantes de “X-Men” etc. Faltava um grande universo compartilhado para a Universal Pictures, o que a fez resgatar personagens clássicos antiquíssimos, escalando atores de primeiro escalão e os reunindo, quase à força, nessa tarefa ambígua que pode resultar em mais uma grande cinessérie de êxito ou em um enorme elefante branco recheado de estrelas. Se o que vier a seguir for algo na linha deste “A Múmia”, que é o primeiro título do tal “Universo Sombrio“, podemos nos preparar para um sofrível e lento desfile paquidérmico.

É sempre bom ver Tom Cruise (“No Limite do Amanhã”) correndo e fazendo suas acrobacias sem dublês, certo? Assim como também é um prazer vê-lo interpretando com o coração quando é necessário, tornando inesquecíveis e emocionantes seus trabalhos em “Magnólia” e em “Nascido em Quatro de Julho”. Porém, dá pra afirmar com convicção que o papel de “canalha sedutor espertalhão e piadista” pode não ser bem a praia de nosso herói hollywoodiano. E não é! Totalmente fora de sua zona de conforto, Cruise interpreta – muito mal, por mais que isso me doa ao dizer! – um militar que usurpa antiguidades no Iraque juntamente com seu colega/alívio cômico Chris Vail (Jake Johnson, de “Jurassic World”). Depois de roubar um mapa da arqueóloga Jenny Halsey (Annabelle Wallis, de “Rei Arthur: A Lenda da Espada”), eles partem na caça ao tesouro e deparam-se com uma tumba antiga que contém o sarcófago da antiga princesa egípcia Ahmanet (Sofia Boutella, de “Star Trek: Sem Fronteiras”). Ao tentar levar a esquife para Londres, o avião em que eles viajam sofre um “acidente” e a múmia da princesa resolve apavorar a vida de todos.

O roteiro, escrito por vários nomes, sendo que um deles o próprio diretor Alex Kurtzman (diretor de “Bem Vindo à Vida” e roteirista de “Missão: Impossível 3”) resulta em uma bagunça tremenda. A introdução, com a história da princesa, já nasce incoerente a partir do momento em que nunca fica claro o motivo para que ela precise apelar à uma divindade maléfica, no intuito de tornar-se rainha. Assim como também é discrepante a personalidade mutante do personagem de Cruise na trama. Ele tanto pode ser um cafajeste a ponto de dormir com uma garota e roubá-la na manhã seguinte, como pode ser um grande herói e salvar esta mesma garota, colocando a vida dela à frente da sua. Como essas alterações não são nada sutis ou orgânicas, torna-se difícil acreditar nas motivações e nas resoluções do protagonista. Outro problema grave é a introdução forçada do “Universo Sombrio” no segundo ato do longa. Soa como se o filme fosse pausado e de repente uma outra história começasse a ser contada. A partir do personagem de Russel Crowe, o Dr. Henry Jekyll, fazendo essa ponte muito mal, somos apresentados abruptamente ao novo, e aparentemente sem sentido, mundo dos monstros da Universal. Não que a integração de um filme a um universo seja necessariamente uma coisa ruim, o problema aqui é isso ser feito de maneira tão forçada e anti-climática, a ponto desse trecho, caso retirado, não fazer falta alguma à trama.

Se Cruise não acha seu tom, o resto do elenco padece de deficiências ainda maiores. Crowe resulta patético em sua versão de “Médico e Monstro”, assim como Annabelle Wallis, entrega uma “mocinha” bem à moda antiga: bonita, permanentemente bem maquiada e sempre disposta a ser salva por algum homem de plantão. O design da Múmia em si é tão parecido com sua encarnação passada, a Anck Su Namun (Patricia Velasquez) do filme de 1999, que até parece ter sido readaptado de lá. Aparenta ser um mix entre as múmias do passado e desse reboot, aproveitando a semelhança entre atrizes para o visual e o modus operandi do monstro Imhotep (Arnold Vosloo), que suga a vida de suas vítimas e se refaz fisicamente aos poucos.

Dono de algumas boas cenas de ação – como a do avião em gravidade zero -, recheado de sustos previsíveis e expressões de espanto pra lá de bizarras de Tom Cruise, assim como a inesperada falta de timing cômico do astro, o novo “A Múmia” falha demais. Ele não diverte, não assusta, não inicia bem um novo arco de filmes e, para piorar, não supera em qualidade nenhuma das diversas adaptações anteriores dessa mesma história. Cabe à Universal entender o que errou e melhorar (muito) em seus próximos filmes baseados nos monstros clássicos, ou corre-se o risco de esta ser uma franquia que já nasce literalmente mumificada.

O próximo filme de Christopher Nolan (“Interestelar”), “Dunkirk” estreia no próximo mês. Até o momento algumas poucas imagens, comentários e trailers foram disponibilizados. Nolan já comentou que o filme vai usar o cenário da Segunda Guerra para tratar de temas mais complexos, como a luta pela sobrevivência, e promete ser um dos filmes mais profundos do diretor. E agora, para aumentar a expectativa, foi divulgado um novo pôster do filme.

Confira abaixo:

Em “Dunkirk” percorremos a história baseada fatos reais da evacuação militar britânica da cidade francesa de Dunquerque em 1940, e da Operação Dínamo, que resgatou mais de 300 mil soldados em 800 navios cercados pelo exército alemão. A história será contada a partir de 3 perspectivas diferentes, no ar (através dos aviões), na terra (soldados na praia) e no mar (pela marinha).

No elenco temos a presença de Tom Hardy (“Mad Max: A Estrada da Fúria”), Cillian Murphy (“No Coração do Mar”), Kenneth Branagh (“Operação Sombra – Jack Ryan”), Mark Rylance (“O Bom Gigante Amigo”) e o estreante Harry Styles, ex-integrante da banda One Direction.

“Dunkirk” tem previsão de chegar às telonas dia 27 de julho de 2017.

O próximo filme de Christopher Nolan (“Interestelar”), “Dunkirk” estreia no próximo mês. Até o momento algumas poucas imagens, comentários e trailers foram disponibilizados. Nolan já comentou que o filme vai usar o cenário da Segunda Guerra para tratar de temas mais complexos, como a luta pela sobrevivência, e promete ser um dos filmes mais profundos do diretor. E agora, para aumentar a expectativa, foi divulgado um novo pôster do filme.

Confira abaixo:

Em “Dunkirk” percorremos a história baseada fatos reais da evacuação militar britânica da cidade francesa de Dunquerque em 1940, e da Operação Dínamo, que resgatou mais de 300 mil soldados em 800 navios cercados pelo exército alemão. A história será contada a partir de 3 perspectivas diferentes, no ar (através dos aviões), na terra (soldados na praia) e no mar (pela marinha).

No elenco temos a presença de Tom Hardy (“Mad Max: A Estrada da Fúria”), Cillian Murphy (“No Coração do Mar”), Kenneth Branagh (“Operação Sombra – Jack Ryan”), Mark Rylance (“O Bom Gigante Amigo”) e o estreante Harry Styles, ex-integrante da banda One Direction.

“Dunkirk” tem previsão de chegar às telonas dia 27 de julho de 2017.

A Sony tomou uma medida um tanto quanto questionável, ela vai lançar 24 de seus filmes em uma versão “limpa”. Mas o que isso quer dizer? Ela vai adaptar as obras para que não apareçam cenas de violência, sexo, nudez ou palavrões, nada que seja impróprio para todos os membros da família assistirem juntos.

Essas novas versões “politicamente corretas” não vão substituir a original, mas sim vir como um extra ou bônus em DVD, Blu-Rays e até no iTunes. Segundo o The Guardian, essa é a primeira medida de autocensura que um grande estúdio de Hollywood toma.

Veja um exemplo de como funcionaria a mudança:

Confira abaixo as obras que vão receber uma “limpeza”:

“Como se fosse a primeira vez”

“A Batalha do Ano”

“O Paizão”

“Capitão Philips”

“O Tigre e o Dragão”

“A Mentira”

“Elysium”

“Caça-Fantasmas”

“Caça-Fantasmas 2”

“Goosebumps”

“Gente Grande”

“Gente Grande 2”

“Hancock”

“Inferno”

“O Homem Que Mudou o Jogo”

“Pixels”

“Homem-Aranha”

“Homem-Aranha 2”

“Homem-Aranha 3”

“O Espetacular Homem-Aranha”

“O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro”

“Quase Irmãos”

“Ricky Bobby: A Toda Velocidade”

“O Ataque”

O mais engraçado de tudo isso é que apenas “Elysium” e “Quase Irmãos” possuem classificação indicativa para maiores de 16 anos, as demais tem uma classificação 12 anos ou livre. O que leva a pergunta: mas antes não era permitido para todas as idades? O filme pode acabar perdendo o contexto com isso? A Sony defende que essa versão “limpa” permite expandir a audiência fazendo com que mais pessoas assistam as obras, além de estarem prontas para passarem durante os voos e em exibições abertas ao público.

O ator Seth Rogen (“Vizinhos 2”) que participou de produções da Sony com classificação restrita como “A Entrevista” e “Festa da Salsicha” não gostou nada da ideia, expressando abertamente sua opinião no Twitter:

 “Que m****, não façam isso com nossos filmes. Obrigado”.

 

Qual é a sua opinião sobre o assunto? Essa “censura” é válida para indústria? A Sony tomou caminho certo?

A Sony tomou uma medida um tanto quanto questionável, ela vai lançar 24 de seus filmes em uma versão “limpa”. Mas o que isso quer dizer? Ela vai adaptar as obras para que não apareçam cenas de violência, sexo, nudez ou palavrões, nada que seja impróprio para todos os membros da família assistirem juntos.

Essas novas versões “politicamente corretas” não vão substituir a original, mas sim vir como um extra ou bônus em DVD, Blu-Rays e até no iTunes. Segundo o The Guardian, essa é a primeira medida de autocensura que um grande estúdio de Hollywood toma.

Veja um exemplo de como funcionaria a mudança:

Confira abaixo as obras que vão receber uma “limpeza”:

“Como se fosse a primeira vez”

“A Batalha do Ano”

“O Paizão”

“Capitão Philips”

“O Tigre e o Dragão”

“A Mentira”

“Elysium”

“Caça-Fantasmas”

“Caça-Fantasmas 2”

“Goosebumps”

“Gente Grande”

“Gente Grande 2”

“Hancock”

“Inferno”

“O Homem Que Mudou o Jogo”

“Pixels”

“Homem-Aranha”

“Homem-Aranha 2”

“Homem-Aranha 3”

“O Espetacular Homem-Aranha”

“O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro”

“Quase Irmãos”

“Ricky Bobby: A Toda Velocidade”

“O Ataque”

O mais engraçado de tudo isso é que apenas “Elysium” e “Quase Irmãos” possuem classificação indicativa para maiores de 16 anos, as demais tem uma classificação 12 anos ou livre. O que leva a pergunta: mas antes não era permitido para todas as idades? O filme pode acabar perdendo o contexto com isso? A Sony defende que essa versão “limpa” permite expandir a audiência fazendo com que mais pessoas assistam as obras, além de estarem prontas para passarem durante os voos e em exibições abertas ao público.

O ator Seth Rogen (“Vizinhos 2”) que participou de produções da Sony com classificação restrita como “A Entrevista” e “Festa da Salsicha” não gostou nada da ideia, expressando abertamente sua opinião no Twitter:

 “Que m****, não façam isso com nossos filmes. Obrigado”.

 

Qual é a sua opinião sobre o assunto? Essa “censura” é válida para indústria? A Sony tomou caminho certo?