A tentação pelo lado negro da força se mostrou um elemento crucial na trilogia inicial de Luke Skywalker na franquia Star Wars, mas, pelo que vemos, na atual e última trilogia da saga a jedi Rey teve bem menos dificuldade para se manter no caminho do bem. Entretanto, de acordo com uma nova teoria dos fãs, o ‘Episódio IX‘ pode revelar um segredo terrível sobre o passado da heroína: a de que a jovem teria matado os próprios pais quando ainda era criança.

Embora a ideia de que a personagem de Daisy Ridley pudesse ter feito isso possa parecer um pouco absurda, um post de um usuário chamado Fromanuneasysea no site Reddit parece ter ganhado o apoio de muitos fãs. Como prova, o fã utiliza a revelação de Kylo Ren em ‘Os Últimos Jedi’, de que o pai e a mãe de Rey estão ‘mortos em uma cova pobre no deserto de Jakku‘.

O fã conecta esta fala com um flashback de ‘O Despertar da Força‘, no qual vemos os pais de Rey a abandonarem e irem embora voando em um transporte. Assim, o treino jedi da jovem teria usado o poder inerente da Força nela para derrubar o transporte deles, matando-os, assim, por vingança, antes de suprimir a memória traumática na cabeça da jovem.

Seguindo essa linha de especulação, essa reviravolta sombria explicaria por que Kylo sabia sobre o destino dos pais de Rey quando os dois ficaram psicologicamente conectados, enquanto ao mesmo tempo sugeriria um paralelo intrigante entre os dois, uma vez que Kylo também matou os próprios pais.

É uma sugestão interessante, porém, se for confirmada, esta teoria precisaria de algo um pouco mais substancial para embasá-la, principalmente porque em ambos os filmes em que Rey aparece não há nenhum traço de que a heróina teria esse tipo de passado sombrio.

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Dois anos atrás, J. K. Rowling fez a sua estreia como roteirista em Animais Fantásticos e Onde Habitam (2016), dando início a franquia do mundo mágico antes da existência do seu icônico personagem Harry Potter. Se o primeiro filme desta história foi cheio de encantamento bem engendrado com o despertar do lado das trevas, Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald perde a vivacidade do primeiro e cai na armadilha de muitos flashbacks, tornando-se cansativo e confuso.

A narrativa começa com Gellert Grindelwald (Johnny Depp) preso e prestes a ser transportado dos Estado Unidos a Europa com a finalidade de pagar pelos seus crimes. Os primeiros minutos do longa são dedicados a pequena batalha de Grindelwald para livrar-se dos seus guardas e retomar a sua liberdade para continuar o seu plano de aproximar-se de Credence (Ezra Miller).

Após a destruição em Nova York, Newt Scamander (Eddie Redmayne) está proibido de viajar ao exterior e, portanto, continua a cuidar de suas criaturas dentro da sua maleta e, sempre que possível, adiciona novas espécies em seu ecossistema. Seu cuidado pelos seres simples garantem bons momentos do filme, os mais leves e cômicos, que nos lembram de tratar-se de história de magia. Os seus parceiros Pickett e Pelúcio são personagens determinantes em alguns momentos e, especialmente, na parte final.

Aproveitando a boa química do primeiro filme entre o casal Jacob (Dan Fogler) e Queenie (Alison Sudol), a sequência mostra que o ex-soldado/padeiro manteve suas lembranças e os dois seguem apaixonados. Porém, eles possuem um grande entrave para a concretização desse relacionamento: é estritamente proibido o casamento entre bruxo e não-maj.

Esta frustração é o que leva Queenie acreditar no discurso de Grindelwald, assim como todos os seus seguidores. Ele pretende acabar com a divisão de bruxos e trouxas, mas a sua solução, é exterminar os não-mágicos, ou pior, escravizá-los. Apesar dessa ser a preocupação principal, o roteiro dá muitas voltas para apresentar personagens e conectá-los. Ou seja, J. K. Rowling é uma ótima escritora, mas satura o tempo do cinema com muitas explicações.

Para deleite dos fãs de Harry Potter, o filme volta a Escola de Magia de Hogwarts, na época em que Newt e Leta Lestrange (Zoë Kravitz) eram alunos, e mostra como um completou o mundo do outro enquanto ambos não se encaixavam naquele ambiente. Sendo esta uma explicação da obra anterior, em que sugeria um sentimento mais forte de Newt por Leta. Agora em 1927, ela é a noiva do seu irmão Theseus Scamander (Callum Turner), um auror, isto é, um caçador de criminosos.

Desapontado com a decisão do ministério de simplesmente matar Crendence, o domador de animais fantásticos deixa o país clandestinamente e segue ao lado de Jacob em busca de salvar o jovem. Por tabela, ele reencontra Tina (Katherine Waterston) em Paris, que também está atrás do rapaz. Ainda não é neste filme que Newt deixa sua idiossincrasia para viver um romance com a auror. Os atores continuam longe de serem um par carismático em cena, será necessário muito mais desenvolvimento entre os dois para dar liga.

Ao decorrer da história descobrimos porque os bruxos mais poderosos daquela época, Grindelwald e Alvo Dumbledore (Jude Law), não podiam se enfrentar. Este é mais um dos mistérios do filme resolvidos em parte, já que ambos recorrem a terceiros para entrar em confronto. Aliás, o ator Jude Law incorpora perfeitamente os trejeitos do professor mais querido de Hogwarts.

Conduzido por uma abordagem política, é possível fazer uma analogia do filme com os atuais governos autoritários no mundo, para os quais o bem-estar das minorias é ignorado para criar um discurso de soberania, aqui apresentado como o poder dos bruxos sobre os não-maj. Para isso, o próprio vilão apresenta a premonição de uma guerra iminente, caso os bruxos não intervenham.

Como sabemos, a Segunda Guerra Mundial ocorre nos anos seguintes ao da narrativa e, portanto, os acontecimentos dessa tragédia mundial deverão ser retratados nos próximos filmes. Embora Os Crimes de Gridelwald prolonga-se mais do que o necessário, J. K. Rowling tem como missão revelar mais segredos do seu mundo e provocar os eleitores com novos elementos nas linhas narrativas já construídas.

Este é um filme para os conhecedores do mundo de Harry Potter, os que ainda não conhecem se sentirão desorientado, essencialmente em relação às referências. Afinal, a presença de Nicolas Flamel (Brontis Jodorowsky) e a aparição da pedra filosofal são pontos altos apenas para os apreciadores da saga.

Conduzido por David Yates novamente, Animais Fantásticos: os Crimes de Grindelwald foca no grande mistério da procedência de Credence, entretanto, não consegue transmitir essa atmosfera de suspense e torna-se um filme morno focado na apresentação de árvores genealógica, com poucas sequências de magia e ação. Apesar de todos esses poréns, a última cena é uma revelação avassaladora com a finalidade de deixar o público conectando os pontos por alguns minutos.



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