Janela Internacional de Cinema anuncia os premiados da sua 10ª edição

A décima edição do Janela Internacional de Cinema do Recife abrigou uma intensa programação com sessões de mais de cem curtas e longas, lançamento de livros, mostra L.A. Rebellion, Aula de Cinema Janela-Petrobras e reuniões do Janela Crítica. A cerimônia de premiação aconteceu no último domingo (12/11), na Casa Cultural Villa Ritinha, no bairro da Soledade (Centro do Recife).

Na competição de longas, o prêmio principal foi para “Jovem Mulher” (França/Bélgica, 2017), longa de estreia da jovem diretora francesa Léonor Serraille. Com roteiro assinado também por Serraille, o filme ganhou este ano o prêmio Camera d’Or na Mostra Un Certain Regard do 50º Festival de Cannes. “Pelo conjunto de qualidades de direção, roteiro e atuações; pela economia precisa das imagens com que é contada a jornada de uma mulher que, ao descobrir-se estrangeira em seu próprio país, passa a fortalecer-se com suas perdas e o desapego até encontrar sua autonomia”, justifica o júri, formado pelo crítico e pesquisador Carlos Alberto Mattos, pela diretora Gabriela Amaral Almeida e pela realizadora e professora alemã, radicada na Argentina, Nele Wohlatz.

O longa “Que o Verão Nunca Mais Volte” (Alemanha/Geórgia), de Alexandre Koberidze, levou na categoria de melhor montagem pelo júri oficial do Janela. O filme do diretor georgiano também foi o grande escolhido pelo Prêmio Júri Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), troféu em sua primeira edição no Janela. O corpo de jurados da Abraccine no festival é formado pela professora e pesquisadora da UFPE Ângela Prysthon, pelo jornalista Breno Pessoa, o crítico do site Adoro Cinema Bruno Carmelo, a pesquisadora e crítica Carol Almeida e do crítico e curador Pedro Azevedo.

Ainda entre os longas, “As Boas Maneiras” (Brasil/França), de Juliana Rojas e Marco Dutra, foi laureado na categoria de melhor imagem e recebe o Prêmio Mistika de 20 mil reais. O melhor som ficou com “A Fábrica de Nada” (Portugal), de Pedro Pinho.

Para o júri especial Janela Crítica, composto por dez jovens críticos, ”Era uma Vez Brasília” (DF), de Adirley Queirós, também foi eleito o melhor longa do festival. O curta “La Bouche” (França), de Camilo Restrepo, saiu com a premiação de melhor curta internacional pelo júri do Janela Crítica.

Instituído pelo Janela em 2014, em homenagem ao amigo e crítico baiano João Sampaio, falecido em 2014, o Prêmio João Sampaio para Filmes Finíssimos que Celebram a Vida foi concedido nesta edição para o filme “66 kinos” (Alemanha), de Philipp Hartmann.

Formado pelo crítico de cinema, professor e jornalista Heitor Augusto, pelo professora e curadora Mariana Souto e pela realizadora Milena Times, o júri de curtas nacionais elegeu o filme “Deus” (RS/SP), de Vinícius Silva, que recebe DCP da Link Digital e 10 mil em serviços de pós produção da O2.

Também foram concedidos prêmios, ainda de acordo com o júri de curtas nacionais, para “Travessia” (Bahia), de Safira Moreira (melhor imagem), que recebe 10 mil em serviços de pós produção da O2; “Pele Suja, minha Carne” (RJ), de Bruno Ribeiro (melhor montagem), “Nada” (MG), de Gabriel Martins (com dois prêmios, melhor som e menção honrosa do júri), e “Experimentando o Vermelho em Dilúvio” (RJ), de Michelle Mattiuzzi (menção honrosa Pelo fim da Cordialidade). O curta “Experimentando o Vermelho em Dilúvio” foi agraciado, ainda, com o Prêmio Canal Brasil, que recebe 15 mil reais e entra para a grade de programação da emissora.

Na competição internacional de curtas, o júri formado pela diretora Dea Ferraz, pelo realizador e produtor português Miguel Ribeiro (programador do DocLisboa e membro do coletivo artístico Rabbit Hole) e pela diretora e produtora Nathália Tereza premiou o francês “La Bouche”, de Camilo Restrepo, como o melhor do festival. É a segunda vez seguida que Restrepo ganha o prêmio no Janela. Ano passado, ele havia ganhado com “Cilaos” e, em 2015, levou o prêmio de melhor imagem com o curta “La Impresión de una Guerra”.

Escolhido pelo júri da ABD-PE, “Deus” (RS/SP), de Vinícius Silva, foi o curta selecionado, e Menção Honrosa para “Travessia” (BA), de Safira Moreira. O prêmio oferecido pelo Portomídia, que concede 120h de estúdio para finalização de imagem e/ou som ao melhor filme pernambucano do festival, dentro ou fora de competição, foi este ano para a diretora Amanda Beça e o seu curta “”O Olho e o Espírito”.

Veja a lista completa dos premiados do X Janela Internacional de Cinema do Recife:

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS:

Melhor Longa: “Jovem Mulher” (França/Bélgica), de Léonor Serraille
Melhor Montagem: “Que o Verão Nunca Mais Volte” (Alemanha/Geórgia), de Alexandre Koberidze
Melhor Som: “A Fábrica de Nada” (Portugal), de Pedro Pinho
Melhor Imagem: “As Boas Maneiras” (Brasil/França), de Juliana Rojas e Marco Dutra
Menção Especial: “Baronesa’ (Brasil), de Juliana Antunes

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA-METRAGEM INTERNACIONAL:

Melhor curta internacional: “La Bouche” (França), de Camilo Restrepo
Melhor Imagem: “Pussy” (Polônia), de Renata Gasiorowska
Melhor Som: “Impossible figures and other stories II” (Polônia), de Marta Pajek
Melhor Montagem: “Borderhole”(México/Estados Unidos/Colômbia), de Amber Bemak e Nadia Granados 

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA-METRAGEM NACIONAL:

Melhor curta nacional: “Deus” (RS/SP), de Vinícius Silva
Melhor imagem: “Travessia” (BA), de Safira Moreira
Melhor montagem: “Pele Suja, minha Carne” (RJ), de Bruno Ribeiro
Melhor Som: “Nada” (MG), de Gabriel Martins
Menção Honrosa/Especial do Júri: “Nada” (MG), de Gabriel Martins
Menção Honrosa (Pelo fim da Cordialidade): “Experimentando o Vermelho em Dilúvio” (RJ), de Michelle Mattiuzzi

PRÊMIO JANELA CRÍTICA:

Melhor curta nacional: “Travessia” (BA), de Safira Moreira
Melhor curta internacional:  “La Bouche” (França), de Camilo Restrepo
Melhor Longa: “Era uma Vez Brasília” (DF), de Adirley Queirós
Menção Honrosa:  “Pele Suja, minha Carne” (RJ), de Bruno Ribeiro

PRÊMIO ABD (Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas de Pernambuco – ABD/PE):

“Deus” (RS/SP), de Vinícius Silva
Menção Honrosa: “Travessia” (BA), de Safira Moreira

PRÊMIO OFERECIDO PELO PORTOMÍDIA (120h de estúdio para finalização de imagem e/ou som concedido para o melhor filme pernambucano do festival):

“O Olho e o Espírito” (PE), de Amanda Beça

PRÊMIO CANAL BRASIL:

“Experimentando o Vermelho em Dilúvio” (RJ), de Michelle Mattiuzzi

PRÊMIO FEPEC (Federação Pernambucana de Cineclubes):

Melhor Filme para Reflexão: “Deus” (RS/SP), de Vinícius Silva
Menção Honrosa: “Experimentando o vermelho em dilúvio” (RJ), de Michelle Mattiuzzi

PRÊMIO JÚRI ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema):

“Que o Verão Nunca Mais Volte” (Alemanha/Geórgia), de Alexandre Koberidze

PRÊMIO JOÃO SAMPAIO PARA FILMES FINÍSSIMOS QUE CELEBRAM A VIDA:

“66 Cinemas” (Alemanha), de Philipp Hartmann

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *