Diretor Michael Haneke critica movimento #MeToo

O cineasta austríaco Michael Haneke (“Happy End“) criticou o movimento antiassédio “#MeToo”. Em entrevista ao Austrian Daily Kurier (via Variety), publicado na última sexta-feira (9), o diretor declarou:

“Não quero saber quantas dessas acusações, relacionadas a incidentes ocorridos há 20 ou 30 anos, são declarações que têm pouco a ver com agressões sexuais.”

Haneke ainda acrescentou:

“Este novo puritanismo que odeia o homem advindo do movimento ‘#Metoo’, me preocupa. Onde estamos vivendo? Em uma nova Idade Média? Mais uma vez, isso não tem nada a ver com o fato de que toda agressão sexual e violenta – seja contra mulheres ou homens – [deve-se] condenar e punir. A “caça às bruxas” deve ser deixada na Idade Média. Eu posso imaginar o que você  lerá na internet após essa entrevista: Haneke, o porco machista”

Michael Haneke é mais conhecido pelo filme “Amour”, de 2012, o qual dirigiu e escreveu. A produção venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, além de ter sido indicado a outras quatro categorias. Amour também recebeu a Palma de Ouro em Cannes.

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