Diário de Tiradentes: Paradinha

A Casa de Cecília

Desde a adoção dos formatos digitais há uma constante em festivais de cinema: a reclamação da qualidade da projeção. Aqui em Tiradentes, o amigo Cid Nader tinha me falado que as imagens estavam lavadas. Ao ver os logos dos patrocinadores na tela, fui obrigado a concordar.

Algumas vezes eu acho que as reclamações dos realizadores é uma mistura de nervosismo em apresentar seus filmes, preciosismo e o mais puro mimimi. Ontem a Mostra Tiradentes deu um exemplo de quando os cineastas estão cobertos de razão: os dois longas em competição tiveram suas projeções interrompidas abruptamente, com o aparecimento do desktop na tela.

Isso é desafio para qualquer imersão! Em ritmo de Carnaval, o projecionista resolveu impor a famosa paradinha da bateria da escola de samba. Na avenida funciona. No escurinho, nem um pouco.

Na segunda sessão competitiva, do longa A Casa de Cecília, familiares da cineasta estavam na plateia bem pertinho de mim. Além da empolgação habitual, havia uma novidade: priminhos da diretora, muito mais jovens do que a classificação indicativa de 14 anos do longa. Os pequenos se comportaram bem, mas participaram de uma cena memorável. Enquanto acontecia algo mais ousado na tela, as duas mulheres que os acompanhavam tampavam seus olhos, com direito a protestos de um deles.

Como de costume, após a sessão teve show. A banda Aguardela é pra lá de competente em seu estilo musical, mas não sei o quanto combina para o ambiente em questão. Nas noites anteriores, tivemos ritmos mais animados, ontem rolou um clima de fim de festa trademark no começo da festa.

Corre à boca pequena que hoje vai ter comemoração “na ganha”, para fazer jus à fama da Mostra. Estamos de olho!

Abraços interrompidos,
Edu

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