A ANCINE divulgou nesta sexta-feira, 11 de setembro, a lista de filmes selecionados pela curadora Shari Frilot, do Festival de Cinema de Sundance, para a 12ª edição do Programa Encontros com o Cinema Brasileiro. Ela vai assistir às produções entre os dias 16 e 19 de setembro, na capital federal, durante o 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Por meio dos teasers e das informações fornecidas pelos produtores nas inscrições do programa, Shari Frilot selecionou os seguintes títulos:

“O Amor dos Outros”, de Deo (+1! Filmes)
“Em Três Atos”, de Lucia Murat (Taiga Filmes)
“Estive em Lisboa e Lembrei de Você”, de José Barahona (Refinaria Produções)
“Os Incontestáveis”, de Alexandre Serafini (Ladart Produções)
“La Vingança”, de Fernando Fraiha (Querosene Filmes)
“Malícia”, de Jimi Figueiredo (Cinema Cinema Produções)
“Redemoinho”, de José Luiz Villamarin (Bananeira Filmes)
“Reza a Lenda”, de Homero Olivetto (Ouro 21 Produção de Filmes)
“A Roda da Vida”, de William Alves e Zé Felipe (Karibu Cinema)
“Travessia”, de João Gabriel (Zona de Produção)
“Tropykaos”, de Daniel Lisboa (Cavalo do Cão Produção de Filmes)
“Vermelho Russo”, de Charly Braun (Waking Up Films e Muiraquitã Filmes)

Quatro entre os longas selecionados são realizados por produtoras associadas ao Programa Cinema do Brasil, parceiro institucional dos Encontros. Os responsáveis pelos filmes inscritos que não tenham sido selecionados para as sessões podem enviar suas obras em DVD para que sejam entregues à curadora pela equipe do programa.

Esta será a terceira participação da curadora Shari Frilot nos Encontros com o Cinema Brasileiro. A próxima edição do Festival de Cinema de Sundance acontece entre os dias 21 e 31 de janeiro de 2016, em Utah, nos Estados Unidos.

Mobilidade urbana é um dos assuntos mais debatidos na atualidade nas grandes cidades. Esse é o tema da primeira edição do “Concurso de Curta-Metragem Mobilidade Urbana”, promovido pelo Portal Tela BR em parceria com o Instituto CCR. O concurso recebe inscrições gratuitas até o dia 20 de outubro e vai eleger os três melhores curtas-metragens que abordem o assunto. Os escolhidos serão premiados com um Mac Book Pro Apple e uma Câmera Canon EOS 7D (1º lugar), uma Câmera Canon EOS 7D (2º lugar) e um iPhone 5 Apple 8G (3º lugar).

Os interessados em participar devem inscrever um curta-metragem inédito com o tema “mobilidade urbana”, com duração entre um e três minutos, nos gêneros ficção, documentário ou animação.

Além de preencher a ficha de inscrição, disponível no Portal Tela BR http://www.telabr.com.br/concursos, e ler o regulamento, o interessado deverá enviar o curta por email ou pelos correios até a data limite.

Os curtas-metragens vencedores serão escolhidos por um júri composto por um representante do Instituto CCR, um profissional de renome da área do audiovisual e um representante da Buriti Filmes. A publicação dos resultados no Portal Tela BR e a entrega dos prêmios aos três vencedores serão feitas em novembro.

O curta vencedor ainda terá a oportunidade de ser exibido pela CCR em eventos e festivais ligados à empresa.

O filme Que Horas Ela Volta?, da diretora Anna Muylaert, será o representante brasileiro no Oscar 2016. O longa foi escolhido pela Comissão Especial de Seleção do Ministério da Cultura (MinC) para concorrer a uma vaga na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira.

Além do filme selecionado, concorreram à indicação os seguintes longas: A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante; Alguém Qualquer, de Tristan Aronovich; Campo de Jogo, de Eryc Rocha; Casa Grande, de Fellipe Barbosa; Entrando numa Roubada, de André Moraes; Estranhos, de Paulo Alcântara; e Estrada 47, de Vicente Ferraz.

O filme indicado passará agora pela avaliação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que selecionará nove produções estrangeiras, considerando os pré-indicados. Desse grupo, saem os cinco finalistas. O vencedor é anunciado no dia da festa do Oscar em Hollywood, nos Estados Unidos.

Que Horas Ela Volta? foi lançado no dia 27 de agosto e ganhou prêmios nos festivais de Sundance e Berlim. Além disso, teve os direitos de distribuição vendidos para mais de 20 países. O elenco traz os atores Regina Casé, Michel Joelsas, Camila Márdila, Karine Teles e Lourenço Mutarelli.

Compuseram a comissão da seleção o cenógrafo e produtor Marcos Flaksman; o crítico de Cinema Rodrigo Fonseca; o diretor Daniel Rodrigues da Silva Ribeiro; o chefe da Assessoria Internacional da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Eduardo Novelli Valente; o chefe do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores, George Torquato Firmeza; e a sócia-membro da Academia Brasileira de Cinema Silvia Rebello.

Partindo da mais essencial de todas as perguntas, “qual o sentido da vida?”, Homem Comum, dirigido e roteirizado por Carlos Nader, traça uma relação inesperada entre a vida de um desconhecido cidadão paranaense e a obra-prima de Carl Dreyer, A Palavra, considerado um dos 25 melhores filmes de todos os tempos.

Pode haver algo em comum entre os últimos 20 anos da vida supostamente real de um caminhoneiro brasileiro e as duas horas supostamente ficcionais de um filme dinamarquês dos anos 50?

Distribuído pela Vitrine Filmes, o documentário, premiado no Festival É Tudo Verdade de 2014 como Melhor Documentário Brasileiro de Longa-metragem, chega aos cinemas no dia 10 de setembro.

 

Se o cinema de Cao Guimarães segue regras próprias, valoriza a imagem como discurso, seu primeiro livro “Cao” (Cosac Naify) prossegue seu olhar para o domínio da imagem sobre a palavra também no papel. Em uma revisão iconográfica de seus 30 anos de carreira, Cao repassa alguns de seus filmes através de seu arquivo fotográfico e fotogramas de suas obras, gerando ao próprio livro uma leitura silenciosa do seu trabalho audiovisual. Sem o brilho da tela de cinema da projeção e das fotos digitais, as imagens reproduzidas em papel possibilita uma textura menos polida, com densidades de tons que transforma as imagens simples em complexidades de uma cena fílmica. As fotos saíram de seus filmes, “Da Janela do meu Quarto”, “Andarilho”, “Otto”, entre outros, e da série fotográfica “Gambiarra”.

Esta ideia de fundir cinema e fotografia é mais que uma leitura dos seus filmes, podemos considerar mais uma obra de Cao para se juntar a outras que se encontram em importantes museus, como Fondation Cartier (Paris), Tate Modern (Londres), Guggenheim (Nova York), MAM, de São Paulo, e Instituto Cultural Inhotim, em Minas Gerais. O livro é narrado em tom confessional pelo próprio Cao, e entremeados de revelações do crítico Moacir dos Anjos, responsável por explicar algumas imagens quase inexplicáveis deste livro.