A mostra Palavra em movimento – Filmes e roteiros de Jorge Furtado, que acontece na Caixa Cultural Rio de Janeiro, de 9 a 21 de dezembro, em homenagem aos 30 anos de carreira do cineasta, apresenta obras de toda sua carreira como diretor e roteirista, entre curtas, longas e programas de TV. Além das projeções, a programação da mostra contará com uma masterclass com Jorge Furtado, no dia 20 de dezembro, e debates nos dias 13 e 21 de dezembro. Os encontros serão com entrada franca.

Além de O Homem que Copiava, que foi sucesso de bilheteria com mais de 600 mil espectadores no cinema e lhe trouxe vários prêmios nacionais e internacionais, Jorge Furtado também tem no currículo a recente série Doce de Mãe, exibida pela TV Globo e protagonizada por Fernanda Montenegro, o longa Meu Tio Matou um Cara, roteiros de A Mulher Invisível, Clandestinos, Ó Pai Ó, O Coronel e o Lobisomem, Lisbela e o Prisioneiro, Os Normais, entre outros. O cineasta foi vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim, em 1990, pelo curta-metragem Ilha das Flores.

A mostra também é uma nova chance para assistir ao mais recente trabalho do diretor, seu primeiro longa-metragem documental, O Mercado de Notícias, sobre jornalismo e democracia, que reúne depoimentos de importantes jornalistas brasileiros e esteve em cartaz em 2014.

Um catálogo com informações de todos os filmes e transcrição de uma entrevista com Jorge Furtado foi produzido especialmente para o projeto e será distribuído a quem apresentar duas entradas na bilheteria. A programação completa da mostra está disponível na página www.facebook.com/mostrajorgefurtado.

Leia aqui entrevista exclusiva com Jorge Furtado publicada na Revista de CINEMA.

Mostra Palavra em movimento – Filmes e roteiros de Jorge Furtado
Data: 9 a 21 de dezembro (terça-feira a domingo)
Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro – Cinemas 1 e 2 – Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca) – (21) 3980-3815
Lotação: Cinema 1 – 78 lugares (mais 3 para cadeirantes); Cinema 2 – 80 lugares (mais 3 para cadeirantes)
Ingressos: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes da CAIXA pagam meia.
Bilheteria: terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Acesso para pessoas com deficiência

Ao que tudo indica, 2014 deve ficar bem longe de 2013 em termos de ingressos vendidos e de market share. 2013 foi um bom ano: quase 28 milhões de ingressos vendidos, representando 18,6% do total – um salto em relação a 2011 e 2012. Mas 2014 deve nos levar de volta a esses patamares inferiores, bem abaixo das expectativas. Até o fechamento desta matéria, o cinema brasileiro vendeu por volta de 15 milhões de ingressos, representando 12% do total – com estimativa de aumentar e de se aproximar dos 20 milhões de ingressos com o lançamento de filmes, como as cinebiografias “Tim Maia”, de Mauro Lima, “Irmã Dulce”, de Vicente Amorim, e “Trinta”, de Paulo Machline, o religioso “A Palavra”, de Guilherme de Almeida Prado, e as comédias “Made in China”, de Estevão Ciavatta, “A Última Festa do Ano”, de Fábio Mendonça, e “Os Cara de Pau”, de Felipe Joffily.

As expectativas para 2015 é que o ano se aproxime de 2013 em termos de público e de participação. Como nos últimos anos, a comédia, em geral com apoio da Globo Filmes, deve reinar. São as campeãs de bilheteria em 2014, por exemplo: “Até que a Sorte nos Separe 2”, de Roberto Santucci, fez 4 milhões (sendo 3 em 2014, já que o filme estreou na última semana de 2013); “O Homens São de Marte… E É pra Lá que Eu Vou!”, de Marcus Baldini, fez 1,8 milhão; “S.O.S. Mulheres ao Mar”, de Cris D’Amato, também 1,8 milhão; “Muita Calma Nessa Hora 2”, de Felipe Joffily, fez R$ 1,4 milhão; “Vestido pra Casar”, de Gerson Sanginitto, fez 1,3 milhão; “O Candidato Honesto”, de Roberto Santucci, fez, até o momento, pouco mais de um milhão, alcançado em apenas duas semanas de exibição e com potencial para crescer bastante ainda.

“Irmã Dulce”, de Vicente Amorim, é mais uma aposta em cinebiografias. © Ique Esteves

Star system garante sucesso nas continuidades das comédias 

Ainda que as comédias sejam as únicas em 2014 a ultrapassarem a marca de um milhão de espectadores, talvez haja um desgaste do gênero em relação ao interesse do público. Especialmente, considerando que a única a ultrapassar os 2 milhões seja uma continuação, lançada em 2013. O sucesso fez com que mais comédias buscando grande público fossem feitas, inundando os cinemas com filmes do mesmo estilo. Ao que tudo indica, o star system e a vinculação a franquias (TV, teatro, filme anterior etc.) devem fazer a diferença. Dos seis primeiros, três são protagonizados pelo comediante Leandro Hassum (“Até que a Sorte nos Separe 2”, “Vestido pra Casar” e “O Candidato Honesto”), um vem do teatro (“O Homens São de Marte… E É pra Lá que Eu Vou!”) e outro também é continuação (“Muita Calma Nessa Hora 2”). Outras comédias também figuram entre os mais vistos no ano, mas com resultados mais modestos, como “Confissões de Adolescente – O Filme”, de Daniel Filho e Cris D’Amato, com 815 mil espectadores, “Copa de Elite”, de Vitor Brandt, com 645 mil, e “Julio Sumiu”, de Roberto Berliner, com 180 mil.

“O cinema brasileiro vive do star system. Os grandes comediantes estão conscientes da sua importância para os excelentes resultados dos filmes estrelados por eles. A consequência é uma participação cada vez mais intensa desses comediantes no processo criativo e econômico desses filmes”, afirma Bruno Wainer, da Downtow­n Filmes, responsável por quatro desses longas. Além de Hassum, que deve voltar às telas em 2015, outros nomes se consolidaram nos últimos anos, como Fábio Porchat, Ingrid Guimarães, Bruno Maz­zeo, Paulo Gustavo, entre outros.

“Até que a Sorte nos Separe 2”, de Roberto Santucci, fez 4 milhões de espectadores em 2014

Para 2015, diversas comédias já estão programadas e devem ser lançadas buscando ultrapassar o milhão de espectadores: “Loucas para Casar”, de Roberto Santucci, “De Pernas pro Ar 3”, também de Santucci, “220 Volts”, de André Pellenz, “Divã 2”, de Paulo Fontenelle, “Superpai”, de Pedro Amorim, “Tudo Bem Quando Termina Bem”, de José Eduardo Belmonte, “Ponte Aérea”, de Julia Rezende, “Qualquer Gato Vira-Lata 2”, de Tomás Portella, “Meu Passado me Condena 2”, de Julia Rezende, “Até que a Sorte nos Separe 3”, de Roberto Santucci, “Tô Ryca”, de Pedro Antonio, “Linda de Morrer”, de Cris D’Amato, “Minha Mãe É uma Peça 2”, de André Pellenz, e “O Herdeiro”, de Roberto Santucci. “2015 será marcado pela consolidação das franquias. A tendência é a consolidação das comédias como o gênero numero um na preferência popular”, comenta Wainer. Ao menos cinco continuações devem estrear no ano que vem, fora a adaptação de produtos televisivos, entre outros.

“Enquanto houver dinheiro no bolso da população, a comédia vai imperar. Sempre foi assim, historicamente, no cinema nacional, desde as chanchadas da Atlântida, Mazzaropi, Cinédia e depois na primeira fase das ditas pornochanchadas. A interrupção destes ciclos se deu sempre por motivos alheios aos filmes em si (crise econômica, recrudescimento da censura etc.). As comédias atuais só fazem dar continuidade ao processo histórico”, explica Wainer.

Leandro Hassum em “O Candidato Honesto”, em mais uma parceria com Santucci, em seu terceiro filme lançado em 2014. © Páprica Fotografia

Policial e biografias se destacam enquanto infanto-juvenil e horror continuam em baixa  

Em 2014, alguns outros gêneros deram as caras, com maior ou menor sucesso. O que mais se deu bem foi o policial, com “Alemão”, de José Eduardo Belmonte. O longa fez 955 mil espectadores. Por ser um gênero mais trabalhoso, em geral mais caro, não há nada parecido previsto para ser lançado em breve. Outro que se deu bem foi o drama biográfico de figuras não musicais – que representam os melhores resultados de bilheteria, conseguindo ultrapassar a barreira do um milhão de espectadores. “Getúlio”, de João Jardim, sobre o ex-presidente Getúlio Vargas, conseguiu honrosos 500 mil espectadores. Bem abaixo, “Não Pare na Pista”, de Daniel Augusto, sobre o escritor Paulo Coelho, chegou aos 100 mil. “‘Alemão’ provou que esse gênero é vencedor, só precisamos entregar ao público o que ele espera. O maior exemplo é o ‘Tropa de Elite’. As biografias, o mesmo caso. São dois gêneros consagrados, porém de execução mais elaborada, orçamentos mais altos, então não conseguem ser entregues na velocidade das comédias. Mas estarão cada vez mais presentes nos próximos anos”, comenta Wainer. Em 2015, o ator Wagner Moura deve passar para trás das câmeras com a cinebiografia de Carlos Marighella, e o montador Daniel Rezende deve estrear no longa com “Vida de Palhaço”, sobre a vida de Arlindo Barreto, mais conhecido pelo sua personificação do palhaço Bozo. Bruno Barreto deve rodar ainda “João – O Milagre das Mãos”, sobre o maestro João Carlos Martins.

Novo filme de Julia Rezende, “Ponte Aérea”, é mais um lançamento previsto para 2015. © Páprica Fotografia

Outro gênero que tentou emplacar no circuito brasileiro foi o horror. O filme do gênero que obteve melhor resultado foi “Isolados”, de Tomas Portella, com 81 mil espectadores. Outros, como “Quando Eu Era Vivo”, de Marco Dutra, “Gata Velha Ainda Mia”, de Rafael Primot, e “Mar Negro”, de Rodrigo Aragão, tiveram resultados insipientes, abaixo dos 10 mil espectadores. “O gênero horror é mais complicado. Não temos tradição e o público vê com desconfiança. Mas é um gênero viável economicamente e é uma questão de investir, pois creio que, em algum momento, poderá conquistar a confiança do público”, pontua Bruno Wainer. Para 2015, devem estrear “Terapia do Medo”, de Roberto Moreira, distribuído pela Warner, e os independentes “As Fábulas Negras”, com episódios de Rodrigo Aragão, Petter Baiestorf, Joel Caetano e José Mojica Marins, e “A Sinfonia da Necrópole”, de Juliana Rojas.

O policial “Alemão”, de José Eduardo Belmonte, beirou o milhão de espectadores, mas é um gênero que não terá sequências no ano que vem. © Páprica Fotografia

Também tem buscado seu espaço o infanto-juvenil. Em 2014, “Confissões de Adolescente”, já citado, foi o mais próximo, do juvenil, a alcançar um público respeitável. Outros tentaram, como a coprodução franco-brasileira “Amazônia”, de Thierry Ragobert, com 75 mil espectadores, e a animação “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu, premiada como melhor filme no Festival de Annecy, o maior do mundo para animações, com 30 mil. 2015 tem uma aposta sólida para esse nicho: “Carrossel, o Filme”, sem diretor definido, adaptação da versão brasileira da novela mexicana. Entre as animações, devem chegar “O Clube Secreto dos Monstros”, de Victor-Hugo Borges, e “Teca e Tuti em: uma Noite na Biblioteca”, de Diego Doimo.

Independentes revigoram a qualidade do cinema brasileiro

2014 foi um ótimo ano para alguns independentes. Dois em especial, que compartilham o fato de trabalharem com sensibilidade a questão homossexual. Tanto “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, que fez 200 mil de público, quanto “Praia do Futuro”, de Karim Aïnouz, que teve 130 mil espectadores, estiveram no Festival de Berlim deste ano. O primeiro, na mostra paralela, ganhou vários prêmios, inclusive o Teddy de melhor filme, e depois emplacou a indicação brasileira para o Oscar; o segundo foi exibido na competição principal de Berlim. O filme gay talvez seja um caminho para o cinema independente conseguir chegar ao seu nicho – os únicos a ultrapassarem a barreira dos 100 mil espectadores.

“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, fez 200 mil de público e conquistou uma indicação para disputar uma vaga ao Oscar

O cinema independente brasileiro teve filmes bastante comentados no círculo de festivais e de críticos, vários dos quais chegam ao circuito em 2014. Entre eles, “A História da Eternidade”, de Camilo Cavalcanti, “Casa Grande”, de Felipe Gamarano Barbosa, “Ausência”, de Chico Teixeira, “Obra”, de Gregorio Grasiozi, “Campo de Jogo”, de Eryk Rocha, “A Vida Privada dos Hipopótamos”, de Maíra Bülher e Matias Mariani, “Branco Sai, Preto Fica”, de Adirley Queirós, “Ela Volta na Quinta”, de André Novais Oliveira, “A Vizinhança do Tigre”, de Affonso Uchoa, “Periscópio”, de Kiko Goifman, “Sangue Azul”, de Lírio Ferreira, “Infância”, de Domingos de Oliveira, “A Luneta do Tempo”, de Alceu Valença, “Prometo um Dia Deixar essa Cidade”, de Daniel Aragão, “O Fim e os Meios”, de Murilo Salles, e “Brasil S/A”, de Marcelo Pedroso, entre outros.

“Prometo um Dia Sair dessa Cidade”, de Daniel Aragão, uma promessa do cinema independente

Outros filmes, se não estrearem, devem ao menos começar a fazer o circuito de festivais, como “SP É uma Festa”, de Vera Egito, “Obra-Prima”, de Daniel Filho, “Depois da Chuva”, de Cláudio Marques e Marília Hughes, “Mundo Cão”, de Marcos Jorge, “Mãos de Cavalo”, de Roberto Gervitz, “Big Jato”, de Cláudio Assis, “Valeu Boi!”, de Gabriel Mascaro, “Clarisse ou Alguma Coisa sobre Nós Dois”, de Petrus Cariry, “Dois Casamentos”, de Luiz Rosemberg Filho, “A Estrada do Diabo”, de André Moraes, “A Cidade onde Envelheço”, de Marília Rocha, “Cartografia do Prazer”, de Eduardo Kishimoto, “Califórnia”, de Marina Person, “Voltando para Casa”, de Gustavo Rosa, e “Elon Rabin Não Acredita na Morte”, de Ricardo Alves Jr.

“A História da Eternidade”, de Camilo Cavalcanti, foi o grande destaque do ano, premiados em vários festivais

 

Por Gabriel Carneiro

A neblina passeia entre as montanhas. Um vilarejo se revela em meio ao relevo acidentado. Um boi morto serve de alimento para outros animais. Porcos e cachorros dormem enquanto o riacho segue seu curso até encontrar um menino. Estas cenas introduzem a vida de uma pequena vila isolada no interior de Minas Gerais, onde moram poucas famílias que quase não tem contato com o mundo exterior.

Com ritmo sereno, “Sopro”, primeiro documentário de longa-metragem dirigido por Marcos Pimentel, leva o público a um passeio por imagens da convivência entre o homem e a natureza, algumas vezes conflituosa, outras harmônica, mas sempre evidente. A imensidão das paisagens contrasta com os detalhes da vida do ser humano, numa experiência única para o olhar.

Realizado sem diálogos e sem o uso de entrevistas ou locução, o longa observa o cotidiano deste microcosmo e tem como matéria-prima a essência da condição humana em simbiose com a natureza. Entre junho e 2010 e novembro de 2011, a equipe de filmagem visitou a região diversas vezes para registrar os poucos moradores do local em suas rotinas de silêncio e introspecção.

O filme, que recebeu cinco prêmios e participou de mais de 15 festivais e mostras nacionais e internacionais, tem estreia prevista para 4 de dezembro, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, em São Luis e em Aracaju, com distribuição da Lume Filmes.

Patrick Connolly, vice-presidente de Programação e Serviços Criativos da AMC/Sundance Channel Global, e Cary Fukunaga, diretor e produtor executivo da série True Detective, são os mais recentes participantes confirmados para as Rodadas de Negócios do RioContentMarket 2015.

Atualmente, a AMC possui sete canais: AMC, BBC America, IFC, Sundance TV, WEtv, IFCFilms, AMC Networks International. O executivo vem ao Brasil logo após rumores de que o canal estaria projetando chegar ao Brasil no ano que vem. Um dos principais canais norte-americanos, o AMC é responsável por séries de extremo sucesso no mundo todo como Breaking BadMad Men e The Walking Dead.

Considerado um dos principais nomes em ascensão do mercado audiovisual estadunidense, Cary Fukunaga também estará no evento. O seriado da HBO dirigido e produzido por ele, True Detective, foi contemplado com o Emmy de Direção Excepcional para Série Dramática em 2014. Fukunaga também assina a direção de longas como Jane Eyre (2011, estrelado por Mia Wasikowska e Michael Fassbender) e Sin Nombre (2009), este último detentor de 15 prêmios do circuito norte-americano. Fukinaga é considerado uma das principais revelações do Laboratório de Direção do Sundance Institute.

O RioContentMarket 2015, que vai de 25 a 27 de fevereiro, é o maior evento de produção de conteúdo audiovisual da América Latina. Em suas quatro edições, o RioContentMarket já promoveu mais de 3.300 reuniões em rodadas de negócios, organizadas com mais de 230 players do mercado nacional e internacional. Podem se inscrever para as rodadas qualquer pessoa jurídica previamente inscrita nas categorias verde e prata. As inscrições vão até 15 de dezembro. Cada pessoa jurídica nessas condições pode inscrever até três projetos para até cinco empresas. Para isso, é necessário possuir a titularidade dos projetos inscritos na rodada de negócios e ter todas as autorizações e direitos para desenvolver e produzir os projetos.

Cores, formas, luzes, volumes, sombras, perspectivas, silhuetas… ideias. A arte explode em todas as suas dimensões em A Margem da Linha, documentário em longa-metragem que convida o público para uma empolgante e lúdica viagem cinematográfica pelo universo da Arte Contemporânea.

Com roteiro e direção de Gisella Callas, A Margem da Linha costura com precisão e criatividade depoimentos de artistas plásticos, críticos, curadores e até um Lama Budista, além de profissionais ligados à Matemática, Arquitetura, Museologia e Física Quântica. E extrai de seus depoentes as mais provocativas confissões, descobertas e reflexões, entremeadas por belíssimas imagens de nossa produção artística recente. Com depoimentos de Regina Silveira, José Staniol, Leda Catunda, entre outros, o documentário serve como material de pesquisa e história da nossa Arte Contemporânea.

O filme chega em DVD nas grandes livrarias e lojas de Museus de São Paulo a partir do dia 10 de dezembro.