A Agência Nacional do Cinema – ANCINE divulgou o resultado final do Prêmio Adicional de Renda – PAR 2014. A premiação deste ano, totalmente destinada à modalidade Exibição, distribuirá um total de R$ 3 milhões entre 66 complexos de 53 empresas em nove Estados e no Distrito Federal, beneficiando um total de 87 salas de cinema. Os recursos deverão ser utilizados pelas empresas contempladas em projetos de digitalização da projeção cinematográfica ou em reformas das salas com vistas a possibilitar maior acessibilidade a pessoas com deficiência. Com a ação, direcionada aos pequenos exibidores brasileiros, a ANCINE espera dar mais um impulso no processo de digitalização do parque exibidor do país.

O prêmio recebeu inscrições de empresas exibidoras com complexos de até duas salas de cinema e pertencentes a grupos econômicos com um máximo de 20 salas, que cumpriram as exigências da cota de tela em 2013. A iniciativa visa a atender aos pequenos exibidores, que encontram maior dificuldade para conseguir financiamento e realizar a modernização dos seus sistemas de projeção e sonorização para a tecnologia digital.

A pontuação dos complexos, que determinou o valor da premiação destinado a cada empresa, foi calculada de acordo com o número de dias de exibição de longas-metragens brasileiros entre os dias 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2013. A quantidade de títulos diferentes exibidos no período também foi valorizada.

O Prêmio Adicional de Renda 2014 será concedido às empresas exibidoras por meio da celebração de um Termo de Concessão de Apoio Financeiro. A partir da assinatura do termo, as empresas contempladas deverão apresentar as propostas de destinação dos recursos em um prazo máximo de 60 dias. Os valores serão liberados após a aprovação das propostas.

“(o vento lá fora)” é um retrato do poeta Fernando Pessoa criado a partir da leitura de seus poemas pela professora Cleonice Berardinelli, 98 anos, imortal da Academia Brasileira de Letras, reconhecida como a maior especialista em Pessoa no Brasil, e pela cantora Maria Bethânia, que ao longo de quase 50 anos de carreira popularizou a obra do poeta em shows e discos.

Apresentada ao público uma única vez, na FLIP 2013, a leitura foi filmada no estúdio da Biscoito Fino durante dois dias pelo diretor Marcio Debellian. No primeiro, as duas gravaram um CD com a leitura completa. No segundo, realizaram a leitura para uma pequena plateia de convidados.

O roteiro do filme se constitui pela costura dos poemas com conversas sobre a obra do Pessoa, ressaltando aspectos da personalidade de seus heterônimos Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. O clima de intimidade e o humor na interação entre Cleonice e Bethânia ajudam a pontuar o ritmo e a fluidez do roteiro, que também se apropriou de trechos da carta na qual o próprio Pessoa explica a gênese de seus heterônimos ao poeta português Adolfo Casais Monteiro.

O documentário, dirigido por Marcio Debellian, foi filmado em preto e branco e tem duração de 64 minutos, com trilha musical que traz Nelson Freire (executando Liszt e Schumann), composições de Egberto Gismonti executadas em flauta e violino, e uma pequena participação da própria Maria Bethânia ao piano.

Trata-se de um filme de duas amantes de Pessoa, que entusiasma pelo encantamento com que declamam, conversam e revelam a sua “intimidade” com o autor.

O documentário foi lançado no Festival do Rio, está em cartaz no circuito no Rio de Janeiro desde 5 de novembro, e estreia no Caixa Belas Artes em São Paulo, no dia 4 de dezembro. Além disso, “(o vento lá fora)” será lançado em CD e DVD pelo selo Quitanda da Biscoito Fino no início de dezembro.

Livro fundamental para quem se dedica ao estudo e à crítica do cinema, pois investigando a atividade cinematográfica à luz das conquistas da linguística e da semiologia, permite compreender a especificidade dos signos cinematográficos no universo da comunicação.

Trata-se de um estudo rigoroso – filosófico e científico ao mesmo tempo – que procura, por meio da análise semiológica, alcançar o sentido e a forma particular da relação entre cinema e realidade.

Sobre o autor: Christian Metz é autor também de Linguagem e Cinema (1980), também editado pela Editora Perspectiva.

A Significação no Cinema
Autor: Christian Metz
Tradução: Jean-Claude Bernardet
Editora: Perspectiva
Páginas: 296
Preço: R$ 45,00

Durante uma tarde no Brooklyn, o traficante de drogas Kenan Khoury recebe o telefonema de um desconhecido. Sua bela e jovem esposa foi sequestrada, e o resgate é de 1 milhão de dólares, o que rapidamente é negociado com os sequestradores. Horas depois, ele começa a vagar pelas ruas da região com seu irmão Peter, seguindo as instruções dadas pelos sequestradores e recebidas através de telefones públicos. Depois de deixar o dinheiro no local combinado, Kenan enfim recebe Francine de volta… Em pedaços.

Assombrado pelo crime monstruoso, ele decide procurar um detetive particular e, por acaso, Peter conhece o ex-policial Matt Scudder, com quem frequenta reuniões dos Alcoólicos. Matt, apesar de não ter nenhum apreço especial por traficantes, sabe que, para pessoas como Kenan, buscar ajuda policial não é uma opção. Então, mesmo que relutante, aceita o caso apesar das poucas pistas que possui.

Conforme o trabalho avança, Matt nota uma tenebrosa semelhança entre o sequestro e o assassinato de Francine com outros casos ocorridos em Nova York. Os sádicos e impiedosos algozes parecem estar agindo há anos e, para o assombro do detetive, se aprimorando. Assim, a investigação de Matt se torna uma corrida contra o tempo enquanto reúne as poucas informações que consegue para evitar que uma nova vítima seja feita.

Com estreia marcada para 4 de dezembro no Brasil, Caçada Mortal foi adaptado para os cinemas pelas mãos do diretor Scott Frank. Estrelado por Liam Neeson, o filme é um thriller contundente, repleto de mistério e violência. O livro homônimo, que deu origem à produção, escrito pelo autor best-seller do New York Times Lawrence Block, narra o envolvimento do detetive particular Matt Scudder com o assassinato brutal da jovem esposa de um traficante de drogas. O investigador é contratado para apurar as motivações do crime e localizar os responsáveis, mesmo sem ter nenhum apreço especial por traficantes. Conforme avança, ele descobre uma tenebrosa semelhança com outros casos ocorridos em Nova York. Assim, a investigação de Matt se torna uma corrida contra o tempo enquanto reúne as poucas informações que consegue para evitar uma nova vítima.

Sobre o autor: Lawrence Block nasceu nos Estados Unidos e morou durante décadas em Nova York, cenário da maioria das tramas de seus livros. Block foi nomeado Grande Mestre pela Mystery Writers of America e recebeu o Gumshoe Award pelo conjunto da obra.

Caçada Mortal
Autor: Lawrence Block
Tradução: Gustavo Mesquita
Editora: Record
Páginas: 368
Preço: R$ 40,00

“O Crime da Cabra”, longa-metragem dirigido por Ariane Porto e Teresa Aguiar, está sendo filmado na região de Campinas, em Souzas, Joaquim Egidio, Bairro Carlos Gomes, Solar das Andorinhas e em Capivari, numa parceria da Tao Produções e UNICAMP.

Ambientado no universo caipira de uma fictícia cidade do interior de São Paulo, o longa utiliza recursos do circo-teatro e faz uma homenagem ao ator e cineasta Amácio Mazzaropi (1912-1981), o maior caipira da história do cinema.

No filme, uma pequena cidade do interior vê seu cotidiano abalado por causa de um crime inusitado: uma cabra comeu o dinheiro da sua própria venda. Tem início uma disputa entre dois antigos amigos para saber de quem é a cabra. Um vendeu e não recebeu o dinheiro. O outro pagou e não levou. Por conta desta e de outras aventuras, a cabra torna-se o centro das atenções e transforma a vida da cidade, às voltas com uma polêmica sem fim.

Com roteiro escrito por Ariane Porto, Ricardo Grynszpan e Renata Pallottini e fotografia de Carlos Ebert, o filme tem no elenco Lima Duarte, Arlete Salles, Laura Cardoso, entre outros.

As filmagens estão programadas até o próximo dia 3 de dezembro.