O Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais e de Projetos de Obras Audiovisuais Brasileiras em Laboratórios e Workshops Internacionais da ANCINE está ajudando a viabilizar a presença de seis curtas-metragens, quatro longas-metragens, um média-metragem e dois projetos audiovisuais em seis eventos com início nos próximos dias na Argentina, na Suíça, em Portugal, na Alemanha e nos Estados Unidos. O Programa, uma iniciativa da Agência para a promoção do cinema brasileiro no mercado exterior, concede apoios diversos a filmes oficialmente selecionados para 90 festivais internacionais e 31 laboratórios e workshops ao redor do mundo.

De 15 a 25 de abril, acontece em Buenos Aires, na Argentina, o 17º BAFICI – Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente. O longa-metragem “Prometo um Dia Deixar essa Cidade”, de Daniel Aragão, selecionado para a Competição Internacional Oficial, e o média-metragem “Nova Dubai”, de Gustavo Vinagre, para a Competição Vanguarda e Gênero, seguem para o evento com auxílio do Programa de Apoio da ANCINE, que disponibilizou apoio financeiro e providenciou a confecção e o envio das cópias ao festival. Realizado no âmbito do BAFICI, o laboratório Buenos Aires LAB selecionou dois projetos do Brasil este ano. Ambos seguem com apoio da ANCINE para o evento: “Até Onde o Vento Alcança”, de Aline Portugal e Julia de Simone, e “Muito Romântico”, de Gustavo Jahn e Melissa Dullius.

Já para o festival suíço Visions du Réel, que acontece de 17 a 25 de abril, na cidade de Nyon, os três representantes brasileiros no evento receberam o apoio completo do Programa. São eles: “Seca”, de Maria Augusta Ramos, na Competição Internacional de Longas-Metragens; “A Morte Diária”, de Daniel Lentini, selecionado na seção Novo Visual (Regard Neuf); e o curta “Dorsal”, de Carlos Segundo e Cristiano Barbosa, programado para a seção Primeiros Passos (Premier Pas).

Outros dois eventos europeus receberão curtas-metragens brasileiros com apoio da ANCINE. No 12º Indie Lisboa, de 23 de abril a 3 de maio, na capital portuguesa, disputam na Competição Internacional de Curtas-Metragens os filmes “A Invenção da Noite”, de Tomás von der Osten, e “Quinze”, de Maurílio Martins. Já o 61º Festival Internacional de Curtas-Metragens de Oberhausen, que acontece de 30 de abril a 5 de maio, na Alemanha, programou três brasileiros em sua Competição Internacional. Dois deles (“Vistas e Visões”, de André Francioli da Conceição, e “Vertières I, II, III”, de Louise Botkay) chegam ao evento com apoio da Agência. E o terceiro representante é “Corda”, de Pablo Lobato. O Programa da ANCINE contribuiu ainda para viabilizar a presença de “Vestibular”, de Toti Loureiro e Ruy Prado, na Competição Children’s and Youth, voltada a filmes para crianças e jovens.

Finalizando a lista, “Campo de Jogo”, de Eryk Rocha, segue para o 58º Festival Internacional de Cinema de São Francisco, nos Estados Unidos, com envio da cópia e apoio financeiro oferecidos pelo Programa da ANCINE. O longa-metragem disputa o Prêmio Golden Gate.

O Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais e de Projetos de Obras Audiovisuais Brasileiras em Laboratórios e Workshops Internacionais conta com três categorias de auxílio, dependendo da classificação de cada evento: apoio A – concessão de cópia legendada, envio de cópia e apoio financeiro; B – envio de cópia e apoio financeiro; e C – envio de cópia. As regras para a concessão do apoio estão dispostas no regulamento do programa. O programa contempla os filmes oficialmente convidados a participar de um dos 90 festivais internacionais e os projetos audiovisuais convidados para um dos 31 laboratórios ou workshops internacionais incluídos em uma lista aprovada pela Diretoria Colegiada da ANCINE. Mais informações podem ser conseguidas pelo e-mail programa.apoio@ancine.gov.br.

Estão abertas as inscrições para o 8º Los Angeles Brazilian Film Festival – LABRFF 2015, que acontecerá de 13 a 17 de setembro, até 31 de maio, através do site www.labrff.com/submissions. Podem participar da Seleção Oficial filmes produzidos a partir de 2013, e que não tenham estreado nos Estados Unidos. O LABRFF aceita filmes produzidos por brasileiros que residem no exterior, ou filmes que tenham talentos brasileiros atuando na produção. Esses filmes estarão concorrendo a um troféu especial pelo reconhecimento da obra. Ainda poderá haver filmes convidados que participarão apenas das mostras paralelas sem concorrer ao troféu.

O custo para inscrição é de 50 dólares para longas e documentários, e 35 dólares para curtas-metragens.

 

A programação do LABRFF inclui mostras de competição, paralelas e tributo. Doze categorias devem concorrer ao Troféu LABRFF, e os filmes serão avaliados por um júri oficial composto por nomes prestigiados do cinema internacional.

Pelo segundo ano, o LABRFF realizará o Film Market, onde recebe inscrições de projetos para produção de novos filmes e séries. Uma banca composta por profissionais do mercado de Los Angeles irá selecionar 10 projetos que tenham foco no mercado comercial para cinema e TV do Brasil e/ou Estados Unidos. Os projetos serão apresentados pelos produtores a potenciais investidores, e terão a oportunidade de fazer o pitching do seu projeto individualmente.

O custo das inscrições é de 120 dólares e inclui a análise do projeto, assim como a oportunidade de pitching na sala de cinema do Regent Theater, Westwood Village, Los Angeles. Os produtores terão 10 minutos para apresentar o projeto e mais 10 minutos de perguntas e respostas. Caso os convidados queiram mais informações esse tempo será utilizado para estabelecer contatos. Para participar do LABRFF Film Market, basta enviar um email para info@labrff.com e solicitar o formulário de inscrição.

 

A segunda edição do Histórias que Ficam, programa da Fundação CSN para o fomento e difusão do documentário brasileiro, divulgou os projetos vencedores. Bruno Xavier, de Fortaleza, Carolina Benjamin, do Rio de Janeiro, Francisco Guarnieri, de São Paulo, e Priscilla Brasil, de Belém, são os contemplados no exclusivo programa de consultoria com especialistas da área para o desenvolvimento dos seus filmes, além de receberem, cada um, R$ 330 mil.

Levando em conta a qualidade e pertinência dos projetos apresentados, a adequação das linguagens aos temas propostos, o uso criativo dos materiais de arquivo, a clareza e maturidade na apresentação e defesa das ideias, bem como a viabilidade de execução dos projetos dentro das condições e prazos estipulados, a comissão julgadora escolheu os seguintes projetos, de acordo com as regiões: 

SUDESTE

Ofício de Mãe
Diretora: Carolina Benjamin
Rio de Janeiro-RJ 

Ao narrar a saga de Iramaya Benjamin, mãe de dois filhos presos e torturados pela ditadura civil-militar brasileira, Ofício de Mãe discute a problemática da emancipação feminina na década de 1960, a partir de uma abordagem ainda inédita em nossa cinematografia. Entrelaçando três gerações, a de Iramaya, a de dos filhos militantes e a da neta realizadora, por meio de uma estrutura narrativa epistolar e do uso de um rico material de arquivo, a proposta do documentário lança luz sobre a transformação existencial de uma mulher que, na luta pela libertação de seus filhos, deixou o mundo privado em direção à política – sem nunca deixar de se questionar.

Guarnieri
Diretor: Francisco Guarnieri
São Paulo-SP 

Guarnieri poderia ser apenas uma cinebiografia sobre o grande artista brasileiro Gianfrancesco Guarnieri, mas sua proposta extrapola o gênero biográfico para colocar em tensão a relação entre arte e política por meio de três gerações: a de Guarnieri, representante do artista engajado, a de seus filhos, membros de uma geração alienada que cresceu sob a ditadura Brasileira, e a de seu neto Francisco, também diretor do filme, ainda tentando localizar os dilemas e desafios de sua geração. Por meio do uso de um material de arquivo ainda inédito, de conversas com amigos e familiares de Guarnieri e do conflito entre perspectivas, a dimensão pública e política da obra do artista é discutida em face de uma narrativa que incorpora elementos de natureza afetiva e emocional, como a relação entre neto e avô, sem reduzir a política a um discurso da intimidade. 

NORDESTE 

Direitos Humanos para Bandidos
Diretor: Bruno Xavier
Fortaleza-CE 

Partindo dos assustadores índices de mortalidade de jovens pobres e negros nas periferias do Brasil, especialmente nas cidades de Maceió, Fortaleza e João Pessoa (três das mais violentas do mundo), o projeto de documentário procura compreender e problematizar as origens e os efeitos do preconceito racial no país, estabelecendo um paralelo entre as antigas teorias racistas e a violenta realidade atual. Retomando as teorias do bacharel e antropólogo criminal Aluí de Carvalho no final do século XIX, o filme propõe contrapor, por meio de dois narradores, a voz de Aluí de Carvalho com a voz de um diretor-personagem que investiga a imagem do bandido atual, dos arquivos fotográficos de outrora (que classificavam os tipos infratores por suas fisionomias) aos deterministas programas de TV policiais.

NORTE/CENTRO-OESTE

O Céu e a Selva,
Diretora: Priscilla Brasil
Belém-PA 

Ao eleger como protagonistas os aviadores da Amazônia, mensageiros e mediadores entre o mundos da selva e da cidade, dos rios e das nuvens, entre a floresta e a civilização, O Céu e a  Selva volta-se ao mito desses destemidos heróis solitários, contrapondo a aventura da aviação de pequeno porte no norte do país às dificuldades e precariedades dessa realidade, muitas vezes trágica ou fatal, mas sempre sedutora e poética. Como fio condutor do filme, temos as memórias de infância da realizadora Priscilla Regis Brasil e os registros dos voos feitos pelos próprios aviadores desde o início dos anos 90. Munidos de câmeras de vídeo e máquinas fotográficas, os pilotos – assim como os primeiros descobridores – registram as paisagens, o voo, as peripécias vividas dentro do avião, a descoberta de lugares ainda inexplorados (aos quais só eles têm acesso) e, sobretudo, a simplicidade de um cotidiano aparentemente pacato, mas que revela o imaginário da selva desconhecida e o medo que os pilotos têm de serem engolidos por ela. 

Prêmio especial do júri: Em decisão inédita, o programa Histórias que Ficam convidou o projeto “Filmeterapia”, de Felippe Mussel, do Rio de Janeiro, para participar do primeiro laboratório do edital, de desenvolvimento de projeto e produção.

Os vencedores foram definidos após o pitching realizado com os doze projetos finalistas, selecionados entre 273 inscritos. A comissão do pitching foi formada pelo diretor e roteirista Marcelo Gomes, pela diretora, roteirista e consultora Daniela Capelato e pela pesquisadora, crítica e realizadora Ilana Feldman. Pelo regulamento, são destacados ao final da seleção um projeto da região Norte/Centro-Oeste e um da região Nordeste. Os outros dois são de qualquer outra região do país.

Além do valor em dinheiro, há os laboratórios de desenvolvimento de projeto/produção, o de montagem e o de distribuição, e os vencedores contam com consultoria online permanente de Marcelo Gomes e de Daniela Capelato. Entre os consultores, também estão nomes como Miguel Machalski, Carlos Nader e Karen Harley. Finalizados, os filmes participarão da Mostra Itinerante Histórias que Ficam e serão exibidos gratuitamente em mais de vinte cidades de todas as regiões do Brasil, em 2016.

Em 19 de maio, os documentaristas participam de masterclass aberta ao público com o roteirista, consultor e educador franco-argentino Miguel Machalski, sobre o roteiro no cinema documental, e o primeiro laboratório, de 20 a 23 de maio, será de desenvolvimento de projeto e produção, com Marcelo Gomes e Daniela Capelato, além do produtor e diretor Flávio Botelho e do próprio Machalski.

A 16ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica 2015), que será realizado de 23 a 28 de junho, na Cidade de Goiás, recebe até o próximo dia 22 de abril inscrições de filmes. As produções podem ser de qualquer país, documentário, ficção ou série televisiva, e devem ter temática ambiental.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site www.fica.art.br. Os filmes e vídeos podem ser enviados por meio eletrônico ou físico.

Os filmes inscritos passam pelo júri de seleção, composto de cinco profissionais de destacada atuação no meio audiovisual ou ambiental. As produções escolhidas serão exibidas na Mostra Competitiva, concorrendo a uma premiação total de R$ 240 mil.

A lista das obras selecionadas será divulgada no site do festival até o dia 11 de maio.

 

Estão abertas, até o dia 19 de maio, as inscrições para o Edital de Coprodução Brasil-Portugal 2015, realizado pela ANCINE em parceria com o ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual de Portugal, com o objetivo de apoiar a produção de obras cinematográficas em regime de coprodução entre os dois países. O concurso binacional investirá um total de 600 mil dólares em quatro projetos de longas-metragens de ficção, documentário e animação, de produção independente, com filmagens ainda não iniciadas até esta data.

No Brasil, pelo edital lançado pela ANCINE, podem concorrer projetos apresentados por produtoras brasileiras com participação minoritária. Os projetos com participação majoritária brasileira devem ser inscritos pelos parceiros portugueses no edital lançado pelo ICA, em Portugal. Cada um dos quatro projetos selecionados – dois por cada edital – receberá, na moeda de seu país, a quantia equivalente a 150 mil dólares.

Os projetos devem ser encaminhados para o Escritório Central da ANCINE no Rio de Janeiro, em envelope lacrado, por portador ou serviço de encomenda expressa, conforme a orientação contida no edital. O regulamento do edital, bem como o formulário e a documentação necessária para a inscrição podem ser consultados aqui.

A parceria com Portugal é a mais antiga ação da ANCINE para fomentar coproduções internacionais. Esta é a décima edição do edital de apoio a coproduções luso-brasileiras, lançado pela primeira vez em 2005. Dentre as produções selecionadas em edições anteriores do concurso figuram “Tabu”, de Miguel Gomes, vencedor do Prêmio FIPRESCI no Festival de Berlim em 2012; “Estrada 47”, de Vicente Ferraz, consagrado com o troféu de melhor montagem no Festival do Rio 2013; e “O Grande Kilapy”, de Zezé Gamboa, coprodução que juntou talentos de Brasil, Portugal e Angola.

No dia 19 de março, a ANCINE anunciou um pacote de ações de incentivo à realização de coproduções internacionais. Por meio de quatro editais binacionais e de uma nova linha do Programa Brasil de Todas as Telas, a Agência fará investimentos no desenvolvimento e na produção de longas-metragens em parceria com 19 países da América Latina.

As inscrições para o concurso bilateral com a Itália, que disponibiliza um total de 160 mil euros para o apoio ao desenvolvimento de seis projetos de longa-metragem com potencial de coprodução, e as do Edital Brasil-Argentina, que oferecerá o equivalente a 1 milhão de dólares para 4 projetos, já estão abertas. Na próxima semana, a ANCINE publicará o regulamento do concurso em parceria com o Uruguai. Já a Chamada Pública PRODECINE 06 – Coprodução América Latina do Programa Brasil de Todas as Telas, que investirá R$ 5 milhões em projetos de ficção, animação e documentário, deve entrar em operação no mês de maio.