Uma das turminhas mais queridas do Brasil passa a integrar a grade da TV Cultura a partir de outubro. A novidade foi anunciada na manhã de terça-feira (19/9), em evento realizado na sede da Fundação Padre Anchieta para imprensa, influenciadores e licenciados. Esta é a primeira vez que os personagens da Turma da Mônica chegam à emissora pública, ampliando as opções de entretenimento na TV aberta para as famílias. A estreia da animação clássica dos quadrinhos, Turma da Mônica, e da série Mônica Toy acontece no próximo dia 9, na Semana das Crianças.

Exibida em blocos de 15 minutos, a série animada Turma da Mônica se baseia nos quadrinhos clássicos criados por Mauricio de Sousa, que participam da infância de diversas gerações. A atração é voltada ao público de seis a oito anos, mesma idade dos personagens retratados em cena. Além dos episódios, a emissora também apresenta especiais e histórias comemorativas, como As Doze Badaladas dos Sinos de NatalBruxarias de AniversárioFeliz Natal para TodosUm Plano para Salvar o Planeta e Véspera de Natal.

Outra novidade é a chegada da Mônica Toy, uma animação em 2D sem falas, em episódios de até 30 segundos, e disponibilizada no canal oficial da Turma da Mônica no YouTube, onde já ultrapassa a marca de 440 milhões de visualizações mensais. A braveza da Mônica, os planos do Cebolinha e as características marcantes dos principais personagens da Turma ganham vida com uma nova linguagem, repleta de liberdade e bom humor. Será a primeira vez que as pílulas voltadas ao público juvenil e adulto serão exibidas na TV aberta.

Um dos mais importantes eventos audiovisuais do país, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro chega, em 2017, à sua 50ª edição e homenageia o cineasta Nelson Pereira dos Santos, diretor de longas como “Vidas Secas” (1963), “O Amuleto de Ogum” (1974) e “Memórias do Cárcere” (1984).

O festival, criado em 1965 e interrompido entre 1972 e 1974, por pressão da Ditadura Militar, já premiou, com o prestigiado Troféu Candango, produções como “Xica da Silva” (1976), “A Hora da Estrela” (1985) e “Baile Perfumado” (1996).

Para celebrar a história do evento e mostrar os acontecimentos que marcam a edição deste ano, a TV Brasil exibe neste sábado, 23 de setembro, às 22h30, o programa “Festival de Brasília – 50 x Cinema”. A atração é apresentada pela jornalista Priscila Rangel e traz depoimentos de cineastas como os irmãos Walter e Vladimir Carvalho, Suzana Amaral, Cacá Diegues e Anna Muylaert, além de atores, como Matheus Nachtergaele e Júlia Lemmertz.

Nos dias anteriores à exibição do especial, a emissora pública antecipa curiosidades sobre o Festival de Brasília com uma série de seis interprogramas que contam um pouco de cada década do evento. As produções de curta duração já estão no ar nos intervalos da programação da TV Brasil.

As peças resgatam os principais momentos do cinema brasileiro, atrelando sempre à própria história do festival. Cada peça é dedicada a uma das décadas do evento e traz um filme ganhador do Troféu Candango daquele período.

O impacto do Regime Militar, o movimento do Cinema Novo, o surgimento e o fim da Embrafilme, a retomada do cinema nacional e o nascimento da Ancine são alguns dos episódios históricos lembrados.

Ao combinar essa perspectiva histórica com uma abordagem factual, o especial “Festival de Brasília – 50 x Cinema” aborda ainda a efervescência desta edição, mostra os filmes que concorrem na Mostra Competitiva e as novidades do evento em 2017.

O Curta Santos – Festival de Cinema de Santos atinge sua 15ª edição em 2017 e tem inscrições abertas para curtas-metragens de todo país e videoclipes da região até 29 de setembro. Elas podem ser feitas por meio do site oficial do festival, www.curtasantos.com.br, onde também é possível ter acesso ao regulamento completo desta edição.

Serão escolhidas 15 obras para a mostra competitiva nacional “Olhar Brasilis” e 15 obras e 10 videoclipes para as mostras regionais “Olhar Caiçara” e “Videoclipe Caiçara”. Os curtas devem ter até 20 minutos de duração e os videoclipes, uma música.

A comissão de seleção das mostras “Olhar Brasilis” e “Videoclipe Caiçara” reunirá profissionais de reconhecida experiência em audiovisual e a direção do festival. Já a escolha dos filmes da mostra “Olhar Caiçara” mantém o formato utilizado pela primeira vez no ano passado: será feita pelos próprios realizadores dos filmes inscritos, em assembleia aberta, marcada para os dias 21 e 22 de outubro no Museu da Imagem e do Som (MISS), em Santos.

As 40 obras selecionadas serão exibidas durante o festival, de 17 a 23 de novembro, em salas de cinema e espaços públicos de Santos. Mostras especiais, oficinas e debates, além das tradicionais noites de abertura e premiação também farão parte da programação, a ser divulgada nas próximas semanas.

De 21 a 24 de setembro, o Itaú Cultural, em São Paulo, apresenta 11 filmes da segunda edição do Move Cine Arte, festival internacional de cinema dedicado à exibição de filmes de arte e sobre arte, que retratam processos de criação artística, biografias de artistas ou obras de linguagens diversas: arquitetura, pintura, escultura, teatro, fotografia, dança, gastronomia, poesia, literatura, música, design, moda, performance, videoarte, entre outras. Algumas sessões no instituto serão seguidas de debate.

O festival tem curadoria do brasileiro Andre Fratti Costa e do italiano Steve Bisson e recebeu inscrições de mais de 250 trabalhos de todas as partes do mundo. Os filmes premiados foram exibidos em Veneza, no dia 10 de junho. Depois de São Paulo, serão exibidos em Paris, em novembro. Ao todo, foram selecionados 28 filmes para o Move Cine Arte, entre curtas, médias e longas-metragens que tratam da contaminação do cinema pelas outras formas de expressão artística. Em São Paulo, o Itaú Cultural exibe 11 deles, e os outros 17 serão apresentados no B_arco Centro Cultural Contemporâneo e no Espaço Marieta.

Entre os destaques da exibição no Itaú Cultural, está o filme nacional A Deusa Branca, de Alceu França – vencedor no júri internacional do Move Cine Arte 2017 como a melhor narrativa investigativa de arte e um dos projetos contemplados pelo Rumos Itaú Cultural 2012/2014. A obra resgata o material filmado durante uma expedição à região amazônica, em 1958, na qual o artista Flávio de Carvalho pretendia realizar um filme que uniria pesquisa etnográfica e drama ficcional de toques surrealistas sobre uma menina branca raptada por índios, mas que foi um enorme fracasso. Destaque também para o média-metragem norte-americano Amarillo Ramp, vencedor na categoria de melhor diálogo entre arte e vídeo, e para o filme argentino El Coral que Trajimos de Brasil, vencedor como melhor filme.

Os filmes apresentados no instituto, na Sala Itaú Cultural, são: Master and Tatyana, A Deusa Branca, Monument, 15 Attemps, Amarillo Ramp, Catawba, Silent Spring, DOVNQSNOAN, El Coral que Trajimos de Brasil, The Karamazoffs (A Walk on the SoHo Years) e Along Chapel Road. A classificação indicativa é de 14 anos.

Três produções contam com debates após a sua exibição. Monument, no dia 22 de setembro (sexta-feira), a partir das 20h, tem a presença do curador brasileiro do festival e do professor Reinaldo Cardenuto, historiador de Cinema e participante do júri do Move Cine Arte. No sábado, 23 de setembro, após a exibição do filme El Coral que Trajimos de Brasil, o debate acontece com o diretor argentino Martin Sierra e com os dois curadores Fratti e Bisson. Eles também realizam a conversa após a sessão do longa Along Chapel Road, no dia 24 de setembro (domingo), finalizando a etapa das exibições dos filmes do Cine Move Arte em São Paulo.

A programação da mostra pode ser conferida no site www.itaucultural.org.br.

 

Move Cine Arte – 2ª edição
Data: 
21 a 24 de setembro
Local: 
Itaú Cultural – Sala Itaú Cultural (224 lugares) – Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô – (11) 2168-1776/1777
Acesso para pessoas com deficiência / Ar condicionado

Pendular, dirigido por Julia Murat, premiado no Festival de Berlim desse ano e selecionado para o Festival de Brasília, chega aos cinemas em circuito comercial nesta quinta-feira, 21 de setembro, com distribuição da Vitrine Filmes.

No filme, um jovem casal se muda para um grande galpão industrial abandonado. Uma fita laranja colada no chão divide o espaço em duas partes iguais: à direita, o ateliê de escultura dele, à esquerda, o estúdio de dança dela. O filme acontece neste ambiente onde arte, performance e intimidade se misturam; e onde os personagens perdem aos poucos a capacidade de distinguir entre seus projetos artísticos, o passado de cada um e sua relação amorosa.

O longa-metragem mistura linguagens do cinema, da escultura e da dança. A primeira inspiração para o filme deu-se a partir da performance Rest Energy, de Marina Abramovic e seu marido Ulay, em 1980. Nesta encenação, ambos seguravam um arco tensionado somente pelo peso de seus corpos, apontando uma flecha para o coração de Abramovic, explorando a confiança e a vulnerabilidade inerentes às relações humanas.