Aguardadas por uns e temidas por outros, as festas de fim de ano das empresas são sempre um acontecimento lembrado durante um bom tempo. Tem aqueles que juram que não vão comparecer e outros que fazem planos para se divertir. Na comédia “Tudo Acaba em Festa”, dirigida por André Pellenz (“Minha Mãe É uma Peça”), que estreia dia 15 de novembro, não é diferente. A organização da confraternização da Embelex fica por conta do funcionário mais irresponsável: Vladmir (Marcos Veras). Sua missão é fazer a melhor festa de todas e melhorar o clima entre os colegas, uma vez que uma pesquisa apontou que eles não estão muito satisfeitos com o ambiente de trabalho.

Funcionário do RH, Vlad é expert em chegar atrasado e adiar tarefas. O trintão, que ainda mora com os pais, é frequentemente comparado ao irmão gêmeo Leon (também interpretado por Marcos Veras), um bem-sucedido funcionário de um banco. Mas ele só começa a se incomodar com imagem de desleixado, quando engata um relacionamento com a nova colega de trabalho Aline (Rosanne Muholland).

Com objetivo de agradar o presidente da empresa Senhor Takahari (Nelson Freitas), a namorada e crescer profissionalmente, Vlad tem a ideia de realizar uma grande festa de fim de ano para melhorar o clima entre os funcionários. O que ele não imaginava é que teria de cortar um dobrado para garantir a adesão de todos. Com a ajuda da estagiária Priscila (Giovanna Lancellotti), sua difícil missão é promover o evento e deixar boas impressões.

No elenco, estão ainda Stepan Nercessian e Victor Leal, além de participações especiais de Diogo Vilela, Malu Valle, Maria Clara Gueiros e Amaury Jr. A produção é da Gullane, em coprodução com Miravista. A distribuição é da Paris/Downtown Filmes.

Após levar mais de 1 milhão e meio de espectadores aos cinemas, em 2017, a comédia Os Parças ganha sequência, que deve chegar às salas de projeção no fim do primeiro semestre de 2019. Se, no primeiro longa, Toin (Tom Cavalcante), Pilôra (Tirullipa), Ray Van (Whindersson Nunes) e Romeu (Bruno de Lucca) tinham que se virar para montar uma festa de casamento, em Os Parças 2, esse quarteto se mete em uma roubada ainda maior. Fugindo de um mafioso, eles se escondem numa colônia de férias falida. Enquanto fazem de tudo para o negócio decolar, para ganhar dinheiro e assim fugir do país, Toin, Pilôra, Ray Van e Romeu são obrigados a cuidar e entreter um bando de adolescentes.

O roteiro de Os Parças 2 foi assinado novamente por Cláudio Torres Gonzaga e a direção coube a Cris D’Amato. O filme teve locações numa fazenda em Itu, interior de São Paulo, e em alguns pontos da capital. No elenco, estão as atrizes Fabiana Karla, Cristina Mutarelli e Mariana Santos, a cantora Simone (que faz dupla com Simaria), o ex-jogador Amaral e o jogador de futsal Falcão.

O longa é uma produção da Formata, com distribuição da Paris Filmes e Downtown Filmes.

Tiveram início as filmagens de “Pedro”, dirigido por Laís Bodanzky, que também assina o roteiro do filme protagonizado por Cauã Reymond. O longa terá cenas rodadas em Arraial do Cabo, Rio de Janeiro e São Paulo, e em Lisboa, Queluz e na Ilha do Faial, em Portugal. O filme é produzido por Biônica Filmes, Buriti Filmes, Sereno Filmes e O Som e a Fúria (Portugal), em coprodução com a Globo Filmes. A Vitrine Filmes assina a distribuição.

Primeiro longa histórico da diretora dos premiados “Bicho de Sete Cabeças” e “Como nossos Pais”, “Pedro” abordará a vida privada de Dom Pedro I. Responsável por escrever, em 1824, a primeira Constituição do Brasil imperial, considerada liberal e progressista para a época, o filme compreende o momento em que o imperador retorna para Portugal, em 1831, fugindo de ser apedrejado pela população brasileira, nove anos depois de proclamar a Independência do país.

O longa mostra uma reflexão do personagem a bordo da nau inglesa Warspite sobre sua vida no Brasil – desde a chegada de Portugal ao lado dos pais, em 1808, até sua abdicação, motivada por desdobramentos do seu exercício do Poder Moderador, pela rixa entre políticos conservadores e liberais, bem como pela rivalidade entre brasileiros e portugueses que estavam radicados no Brasil. O filme retrata o personagem em sua intimidade, tentando compreender a série de acontecimentos e o por quê de tudo dar errado quando parecia que iria dar certo.

O elenco conta ainda com nomes como Vitória Guerra, como Amélia, a artista plástica Rita Wainer – em sua estreia como atriz – no papel de Domitila, Luise Heyer como  Leopoldina, além de Francis Magee (“Game Of Thrones”, “Jimmy’s Hall”, “Rogue One”), Welket Bunguê (“Joaquim”), João Lagarto, Luisa Cruz, Isac Graça, Isabel Zuaa (“As Boas Maneiras”), Celso Frateschi (“3%”), Gustavo Machado, Luisa Gattai, Dirce Thomas, Marcial Mancome e Sergio Laurentino (“Tungstênio”). O diretor de arte inglês Adrian Cooper e o diretor de fotografia espanhol Pedro J. Márquez (“Ex-Pajé”) foram escolhidos para compor a equipe do filme, responsáveis por um minucioso trabalho de reconstrução de época.

“Pedro”, que tem previsão de estreia para 2019, terá a maior parte das cenas rodadas dentro da fragata inglesa Warspite, além de cenas no exterior do Cisne Branco, da Marinha Brasileira, uma réplica das embarcações da época. O interior da fragata será filmado em estúdio, com a construção de sete cenários, alguns com uma traquitana que dará a sensação de balanço do mar.

Bianca Villar, da Biônica Filmes, assina a produção do longa com Cauã Reymond, Fernando Fraiha, Karen Castanho, Laís Bodanzky, Luiz Bolognesi, Luis Urbano e Mario Canivello.

Em 2017, o Brasil bateu o recorde de títulos brasileiros lançados nas salas de cinema – foram 160 longas-metragens, que venderam mais de 17 milhões de ingressos. Na televisão, no mesmo ano, as obras brasileiras ocuparam 17,7% das horas de programação dos canais de TV Paga. E a animação nacional atingiu novo patamar, bateu recorde de lançamentos, e contribuiu para o aumento da visibilidade do Brasil internacionalmente.

Mesmo com uma produção robusta, que dá sinais de crescimento ao longo dos anos, o audiovisual brasileiro ainda é visto com desconfiança pelo público em geral. Para desmistificar essa imagem, romper com o preconceito em relação às obras nacionais, e destacar todo o seu potencial, a ANCINE e a DM9DDB criaram a campanha “Audiovisual brasileiro, mais do que você imagina”, que começou a ser veiculada este mês, em ambiente 100% digital.

A campanha traz cinco filmes destinados às categorias da produção: audiovisual em geral, cinema, séries, games e animação. Nas peças, que serão veiculadas durante 30 dias nas redes sociais da Agência e também nos portais verticais de cinemas, atores encarnam os clichês mais difundidos sobre cada um dos temas. Enquanto esse discurso é apresentado, telas contrapõem esses argumentos com manchetes dos principais jornais do Brasil e do mundo e cenas que demonstram o imenso potencial do audiovisual brasileiro.

Marcela Lordy, que está preparando seu primeiro longa-metragem (“O Livro dos Prazeres”, livre adaptação de “Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres”, de Clarice Lispector), voltou a trabalhar com a atriz Martha Nowill (de “Vernelho Russo” e “Domingo”), protagonista de seu trabalho anterior, “Aluga-se”. A nova parceria se deu em filme que está bombando na internet “Ser o que se É”. Trata-se de sintético curta-metragem, criado a partir de carta viral (“Querida Garota do Maiô Verde”), escrita pela espanhola Jéssica González.

“Ser o que se É” virou, como sua matriz, um fenômeno digital. No mês de outubro (2018), foi exibido em 271 complexos cinematográficos, antes dos longas-metragens que compunham programação normal e, na internet, atingiu quase 5 milhões de views em menos de cinco semanas.

O curta-metragem dura apenas sete minutos e foi realizado pela Maria Farinha Filmes, produtora especializada em projetos de conteúdo social preferencialmente edificante. A principal locação do curta (uma praia de São Sebastião, no litoral paulista) ambienta trama que respeita a essência da carta espanhola que causou furor no espaço digital.

Marcela Lordy lembra que o tema de “Ser o que se É” é “hiper-feminino e contemporâneo”, por tratar da “aceitação do corpo”, tenha ele que medidas tiver. A trama inicia-se com a imagem de uma mulher (Martha Nowill), mãe de duas crianças, sentada numa cadeira de praia, enquanto os filhos brincam na areia. Ao olhar para o lado, ela vê um grupo de jovens (incluindo uma adolescente de corpo escultural) preparando-se para entrar no mar. Mas uma garota tímida (Alana Oliveira), e sem as medidas padrão da colega, se retrai e não tem coragem de tirar a roupa para, de maiô (verde), ir nadar com a turma.

A mulher adulta, que também usa maiô verde, participa de um jogo de espelhos com a jovem. Ela também se sentiu, em outros momentos, em descompasso com os rigorosos padrões de beleza feminina.

O roteiro – detalha Marcela Lordy – “foi escrito em parceria com a argentina Josefina Trotta, recriando com liberdade, a carta de Jéssica González”. Para realizar “Ser o que se É”, a diretora convocou profissionais reconhecidos, como o montador Paulo Sacramento, a fotógrafa Janice D’Avila, a diretora de arte da Fernanda Carlucci e o músico Edson Secco, que assina a trilha sonora original. Quem quiser ver o curta, acesse: https://www.youtube.com/watch?time_continue=1v=-o-UzkM2RDo.