Por Pedro Sobreiro

A melhor parte do Super Bowl, para quem não gosta de futebol americano, são os trailers exibidos nos inúmeros intervalos do jogo. Talvez a grande surpresa dessa final, além do resultado em campo, tenha sido a divulgação do empolgante trailer de Han Solo: Uma História Star Wars.

Fora ter dado esperanças de que algo bom pode vir da produção mais controversa da Disney, uma outra mudança bem interessante foi apontada.

Estão vendo a Millennium Falcon do pôster oficial do filme? Ela tem sua dianteira fechada, diferentemente da tão conhecida nave da trilogia clássica.

Acontece que o próprio Han Solo disse – no episódio IV – ter feito algumas modificações na Falcon. Só não sabíamos que isso consistia em cortar um pedaço, que, segundo os projetistas, é um compartimento de mísseis.

E aí, será que veremos Han “mecânico” Solo no filme?

Han Solo: Uma História Star Wars estreia em 24 de Maio de 2018

O astro britânico Matt Smith viverá o psicopata Charles Manson nos cinemas, na produção intitulada ‘Charlie Says’. A confirmação foi feita pelo site The Wrap.

A cinebiografia, que anteriormente se chamava ‘The Family’, é inspirada em dois livros, chamados ‘The Family’ – de Ed Sanders, lançado em 197’ – e ‘The Long Prison Journey of Leslie Van Houten’, da autora Karlene Faith.

De acordo com a publicação, o novo filme não terá seu foco diretamente em Charles Manson, mas sim em três de seus seguidores e o impacto que seus ensinamentos surtiram na vida de cada um deles. Posteriormente todos foram presos por participarem de uma série de assassinatos, como o da atriz Sharon Tate.

Uma ode ao NADA

Tudo neste mundo pode servir como elogio ou como depreciação, dependendo do contexto. Até mesmo o “nada”.  Veja o caso da série Seinfeld (1989-1998), por exemplo, tida como a melhor comédia de todos os tempos por muitos, era vendido como o programa sobre o nada. Bem, na verdade tal adjetivo se dava pelo fato de que não existia um enredo fixo, e em sua narrativa o seriado apresentava as minúcias do dia a dia de quatro amigos solteiros em Nova York. Cada pequeno detalhe do que constitui as 24 horas diárias de qualquer um, e suas convenções sociais, eram alvo de discussões na série – tudo abordado com muito humor, é claro. Então, ao contrário de nada, sabíamos o que estes personagens pensavam sobre tudo.

Seguindo totalmente pelo outro espectro, Cinquenta Tons de Cinza é uma série cinematográfica que chega agora ao seu terceiro exemplar e desfecho – assim esperamos e torcemos. Esse terceiro filme, mais do que os anteriores, se encaixa na definição abordada acima: é um filme sobre o nada – e aqui isso é levado no sentido literal.

Não serei injusto em afirmar que os três filmes podem ser definidos assim, porque não podem. O primeiro era sim sobre alguma coisa. Falava sobre um jovem bilionário tido como um dos melhores partidos do país, quiçá do mundo, que elege sua felizarda companheira, nas formas de uma jornalista frígida e pra lá de insossa, somente para revelar ser um tarado adepto do sadomasoquismo. De fato, temos conflito de sobra aqui, com a colisão destes mundos bem distintos. Nas mãos de um roteirista talentoso e de um cineasta renomado, tal premissa poderia render uma pérola. Mas o que ganhamos foi um thriller erótico de mentirinha.

O segundo filme, Cinquenta Tons Mais Escuros, por mais risível que fosse, ainda subvertia os moldes do primeiro, apresentando novos conflitos após o desfecho do anterior (a mocinha cederá às exigências deste rico machista gostosão? E o que o fez ser assim? Um antigo caso volta à tona, como também sua professora no sadomasô). Afinal, é necessário ao menos se ter uma premissa, para ter um roteiro e um filme.

Bom, e o que sobrou depois que todos os conflitos foram resolvidos nos dois primeiros filmes, os personagens apresentados e suas características definidas? A resposta é: NADA. Não sobra absolutamente nada para impulsionar este filme. Vejamos, temos o casamento dos pombinhos Anastasia Steele (Dakota Johnson) e Christian Grey (Jamie Dornan) – e desde a franquia Crepúsculo um casamento não era tão insignificante para a história do cinema. E tão curto, já que tiram o evento de cena nos primeiros minutos. E a vida de casado dos dois, você pergunta. Bem, é igual ao namoro. Não existe evolução nesta narrativa, ou nos personagens em si. Tudo parece estacionado no status quo. Uma continuação só é justificada se existir uma ideia ou um propósito por trás dela. Aqui, o propósito é apenas arrancar dinheiro dos “fiéis”, sem retornar muito.

Ah, se existe algo que possa ser chamado de conflito é o fato da protagonista querer um bebê, enquanto o charme em pessoa de seu marido negar por não estar pronto para dividi-la com a criança. Ele não é simplesmente um encanto. Como não morrer de amores com este exemplo de ser humano. #sqn

Os primeiros dois terços do filme são pura enrolação e encheção de linguiça. A estrutura funciona mais ou menos assim: uma viagem, belas locações em algum lugar sofisticado, uma discussão adolescente por algum motivo besta, de preferência ciúmes, e uma cena de sexo. É claro que não poderia faltar a justificativa para esta trama existir, afinal este é um drama erótico para as jovens mamães, então a cada três cenas, uma é o coito da dupla. O problema é que estes personagens são tão vazios e sem graça que a tal cena, mesmo exibindo seus belos corpos, termina enfadonha.

Nada faz sentido, e jamais acreditamos que estes adultos, com o equilíbrio emocional de adolescentes de 15 anos (as discussões do casal são sempre neste nível, sem qualquer resquício de problemas reais que adultos teriam), possam ser bem sucedidos profissionalmente. Suas qualidades sociais e interações são pobres, para dizer no mínimo. No meio de tanta “complexidade”, “urgência” e “relevância” deste “maravilhoso” texto sobra espaço para uma cena inteira na qual Anastasia decide cortar o cabelo de Christian, ou uma na qual decidem comer sorvete um no corpo do outro. Sim, eles têm tempo de sobra para preencher aqui, não é como se tivessem algo mais importante para falar ou mostrar.

E se nos dois primeiros atos de Cinquenta Tons de Liberdade a sensação é de pura inércia, em seu terceiro ato o filme sai de vez dos trilhos. Para sacudir um pouco as coisas, o longa decide adicionar algo em sua narrativa que possa minimamente se assemelhar a uma trama, daí ganhamos um suspense de quinta, no qual um criminoso arquiteta um plano que deixaria Darth Vader, Hannibal Lecter e o Coringa orgulhosos. O “vilão” aqui é preso, mas consegue liberdade em fração de minutos após ter tentado matar a protagonista, invadindo sua casa, somente para sequestrar alguém próximo a Anastasia (só faltou mesmo amarrar esta pessoa com cordas e deixa-la numa linha de trem, para termos uma ideia do tamanho clichê deste momento), e forçar outra personagem a ser cúmplice de seus atos. Personagem esta que deveria ser inteligente e bem sucedida em sua carreira, mas que consegue com facilidade se tornar piloto de fuga nas tramoias deste antagonista. Simplesmente ridículo.

Cinquenta Tons de Liberdade é o pior filme desta franquia capenga e um dos piores filmes já feitos nos últimos anos, e talvez na história do cinema. É uma vergonha para qualquer um que goste de cinema verdadeiramente. E serve para mostrar a excelência de romances que possuem argumentos e vontade de abordar insights na psique humana quando o tema é o difícil relacionamento amoroso humano. Filmes como a trilogia do Antes de Richard Linklater (Antes do Amanhecer, Antes do Pôr do Sol e Antes da Meia Noite) e 500 Dias com Ela, de Marc Webb, ganham ainda mais força quando temos por comparação obras deprimentes como este terceiro filme baseado nos “livros” de E.L. James. A direção de James Foley, o roteiro de Niall Leonard e as atuações da dupla protagonista Johnson e Dornan nada podem fazer contra o argumento nulo da autora. O mais baixo denominador comum acaba de atualizar seus níveis.

Por Pedro Sobreiro

Pantera Negra nem estreou ainda, mas já está mobilizando pessoas de maneiras positivas e negativas. O cantor Snoop Dogg doou dinheiro para que as crianças do Harlem Boys Girls Club pudessem assistir ao filme, assim como a vencedora do Oscar, Octavia Spencer, que vai fechar o cinema de uma área pobre do Mississipi para que todas as crianças negras da região possam assistir ao longa e, consequentemente, se verem como heróis. Fora isso, a aventura solo do Rei T’Challa derrubou Batman Vs Superman (2016) e é o agora detentor do recorde de maior bilheteria de pré-venda da história. Por outro lado, alguns desocupados começaram a se mobilizar para fazerem críticas negativas no Rotten Tomatoes só pra “prejudicar” a Disney.

Enfim, o primeiro herói negro a possuir uma HQ própria está ganhando um filme solo, e como as editoras nunca deram prioridade a trazer suas histórias aqui para o Brasil, o CinePop apresenta alguns perfis pra vocês não ficarem perdidos na hora em que o logo vermelho da Marvel subir e o filme começar. Confiram:

T’Challa/ Pantera Negra (Chadwick Boseman)

Apresentado em Capitão América: Guerra Civil (2016), T’Challa retorna ao seu lar para lidar com a responsabilidade de ser um rei digno e ainda tem de viver com a pressão de manter o legado de seu pai, o falecido Rei T’Chaka (John Kani). Quando Wakanda se vê ameaçada por Erik Killmonger (Michael B. Jordan) e o Garra Sônica (Andy Serkis), T’Challa deve honrar a tradição de seu povo e protegê-los usando seu traje de Vibranium e o Espírito da Pantera.

Shuri (Letitia Wright)

Shuri é um prodígio. Irmã mais nova de T’Challa, ela é a cabeça por trás da tecnologia futurista de Wakanda. Com um intelecto equiparável ou até mesmo superior ao de Tony Stark (Robert Downey Jr.), esse pequeno gênio é a maior autoridade quando o assunto é Vibranium. Inclusive foi ela quem aperfeiçoou o traje do Pantera Negra. Apesar de sua relação de competição com o irmão mais velho, boatos dizem que Shuri será responsável por consertar o braço de um velho conhecido do público, o Soldado Invernal (Sebastian Stan), para Guerra Infinita.

Okoye (Danai Gurira)

A Michonne, de The Walking Dead, chega ao Universo Cinematogáfico Marvel com os dois pés na porta ao interpretar a guerreira Okoye. Líder das Dora Milaje, a Guarda Real de Wakanda composta só por mulheres, Okoye é responsável por toda a Inteligência do país. Ela lidera um grupo de mulheres guerreiras, sempre adequando suas habilidades aos cargos designados. Forte, inteligente e determinada, a personagem é sobrecarregada de cenas Badass.

Nakia (Lupita Nyong’o)

Nakia é uma agente secreta de Wakanda especialista em combate corpo a corpo. Nas palavras da própria Lupita, ela é um “cão de guerra”. Com personalidade forte, sempre brigou em defesa daqueles que não podiam se defender. Uma de suas funções é ser os olhos e ouvidos de Wakanda em relação ao mundo. Como a nação é fechada em relação aos outros países, ter um tipo de 007 feminino reportando as atividades e politicagens do globo é algo bem útil.

Zuri (Forest Whitaker)

Grande conselheiro do Rei, Zuri lembra muito o falecido Rei T’Chaka. Quase um líder espiritual, ele é o único guardião da erva em formato de coração, planta nativa de Wakanda capaz de absorver os nutrientes do vibranium e dar super força para quem a ingerir. Apesar de não crer tanto nas lendas e crenças Wakandanas, T’Challa tem em Zuri uma imagem de guia.

Ramonda (Angela Bassett)

Wakanda reconhece as mulheres como membros importantes da sociedade. Não à toa os cargos mais relevantes são ocupados por elas. Dito isso, acho que já dá pra entender o quanto Ramonda significa para eles. Mãe de T’Challa, ela é a pessoa mais influente da nação. Vista como uma espécie de “mãezona”, basicamente tudo que ocorre em Wakanda tem seu dedo no meio. Na trama, ela dará conselhos a seu filho para que ele consiga honrar sua família e garantir a prosperidade do país.

Everett Ross (Martin Freeman)

Como nos foi apresentado em Capitão América: Guerra Civil, Everett Ross é um agente da CIA e membro do departamento Antiterrorismo dos Estados Unidos. Ele une forças a T’Challa quando se vêem caçando uma ameaça em comum: Ulysse Klaue, o Garra Sônica. Vimos uma sequência do filme na CCXP que mostra sua função na trama: o clássico agente secreto que age por debaixo dos panos.

M’Baku (Winston Duke)

M’Baku é um dos vilões mais clássicos da mitologia do Pantera. Conhecido como Homem Gorila, nome que – obviamente – foi renegado na versão dos cinemas, sua função é basicamente desafiar T’Challa pelo trono. Nas telonas, o personagem muda um pouco de personalidade, mas mantém sua função: enfrentar o protagonista pelo título de rei. A diferença aqui é que M’Baku não necessariamente é tratado como vilão, apesar de se unir ao malvadão da trama, mas sim como um líder purista de uma tribo que se recusa a utilizar o vibranium no dia a dia.

Erik Killmonger  (Michael B. Jordan)

Michael B. Jordan é um dos grandes expoentes de sua geração. Pantera Negra, apesar de não ser seu primeiro filme da Marvel (ele foi o Tocha Humana no Quarteto Flopástico de 2015), é sua estreia no Universo Cinematográfico Marvel. E que estreia… de acordo com as críticas, ele é o maior destaque do filme.

Erik recebeu o apelido de “Killmonger” no exército. Após sumir em batalha, o soldado de elite ressurge como grande opositor ao governo de T’Challa. Aliado a Ulysses Klaue, ele quer derrubar a monarquia de seu rival e tomar o país para si. Não sabemos se há alguma motivação além da divergência de ideologias, mas nos quadrinhos, Erik costuma atribuir a morte de seus familiares ao Rei T’Chaka.

Ulysses Klaue/ Garra Sônica (Andy Serkis)

Ulysses foi apresentado em Os Vingadores: A Era de Ultron (2015) como maior traficante de Vibranium do mundo. Para os desmemoriados, é bom lembrar que Ultron, em um ato de loucura, arrancou o antebraço esquerdo de Klaue, que o substituiu por uma prótese. Sob o braço mecânico, há uma arma sônica pronta para atirar. Nos quadrinhos, tudo de ruim já aconteceu a Ulysses, inclusive ter seu corpo transformado em puro som. Não creio que seja o caso aqui, mas isso não significa que ele não será uma pedra no sapato de T’Challa e sua turma.

 

Pantera Negra estreia em 15 de fevereiro de 2018

De acordo com a Entertainment Weekly, a atual 7ª temporada de Once Upon a Time será também a última. A série se encontra em hiato e o retorno dos últimos episódios está marcado para 02 de março nos Estados Unidos, com o finale previsto para maio.

Os cocriadores Edward Kitsi e Adam Horowitz comentaram sobre a decisão de encerrar a série:

“Nós amamos a série e estávamos felizes em continuar, mas coletivamente sentimos que, após sete anos e 156 episódios. Para nós, foi uma jornada incrível. Nunca pensamos que conseguiríamos sete episódios, imagine sete anos. É hora de declarar vitória e ir para casa.

Quando falamos com a emissora, foi uma decisão conjunta. Vamos tentar encerrar o programa de um jeito que deixará os fãs com uma boa sensação do que foi Once, que ficará com eles mesmo após o final”

No Brasil, Once Upon a Time é transmitida pelo canal pago Sony e também tem 6 temporadas disponíveis na Netflix.