Tudo no Lugar

Aos poucos o Brasil vai conquistando cada vez mais espaço dentro do cinema de gênero. Estamos vivendo uma nova era onde cineastas jovens e ousados resolvem investir num tipo de cinema não tentado antes, mas que acompanha tendências mundiais. O Brasil agora faz filmes para o mundo e exporta talentos como nunca anteriormente. No entanto, um dos gêneros no qual nosso país ainda é muito deficiente é a animação, gênero bem específico, dominado por grandes estúdios de Hollywood, cuja concorrência se torna quase impossível.

Talvez um dos poucos países que faça frente aos colossos do segmento é o Japão, que vê no estilo de animação tradicional, potencializado pelos estúdios Ghibli, concorrente aos implacáveis blockbusters em seu próprio pais e no mundo. Fora isso, são os EUA que ditam regras e tendências, em especial a Disney /Pixar, líder do mercado. Mesmo dentro deste competitivo espaço, outros estúdios começam a levantar-se somente agora para entrar na disputa. Fox, Paramount, Universal, Warner e Sony, todos querem uma fatia e desenvolveram seus braços de animação. No Brasil, Lino beneficia-se justamente da parceria com a Fox para a distribuição nacional.

De fato, desde 2013 nosso país não criava nada do tipo, quando lançou o irregular Minhocas, dirigido por Paolo Conti e Arthur Nunes, realizado com uma mescla de stop-motion e efeitos 3D de computação. Depois disso, vieram Uma História de Amor e Fúria (2013), Até que a Sbórnia nos Separe (2013) e o prestigiado O Menino e o Mundo (2014), todas, no entanto, usando o método tradicional de animação, não menos trabalhoso.

A volta deste tipo de animação é importantíssima para o nosso mercado cinematográfico. Na trama, Lino (voz de Selton Mello) é o maior perdedor que já protagonizou uma animação. O sujeito desmotivado e acomodado chega a ter uma vida tão melancólica que quase vislumbramos um drama em live action. O trabalho que deveria ser um bico passageiro se torna o ganha-pão do sujeito há anos. Lino é animador de festas infantis, cuja fantasia (velha) é um gato roxo. O apartamento imundo e a vida social nula apenas refletem uma existência em branco.

É então que o protagonista decide fazer alguma coisa para mudar de vida, e procura um guru espiritual para acabar com sua má sorte – ele culpa o azar por todos os seus problemas. O tal guia revela-se um aprendiz de mago e através de uma fórmula e um feitiço errado, ao invés de melhorar a sorte do protagonista, o transforma em sua fantasia, um gato gigante. Não bastasse essa experiência surreal, Lino ainda é perseguido pela polícia, já que um colega de infância, agora criminoso, assalta um banco usando sua fantasia. Junte uma antiga colega de infância e paixão platônica, agora policial investigando o caso, um bebê que cai literalmente no colo de Lino e dois outros policiais com neurônios a menos, e está feita uma verdadeira salada de frutas que compõe esta inusitada narrativa.

Lino tem boa intenção, e o coração no lugar. Seu resultado, porém, soa muito ingênuo ainda e longe do teor recomendado para crianças mais velhas, pré-adolescentes, adolescentes e os papais. Não possui em seu roteiro a esperteza a qual esta geração está acostumada, ou diálogos que atinjam outro público senão os bem pequeninos, na faixa de, como citou um amigo, até sete anos de idade. No elenco de dubladores, além de Mello como o protagonista (esse é o ano do ator, em cartaz com Soundtrack e O Filme da Minha Vida), temos Dira Paes no papel de Janine, a policial, e Paolla Oliveira como Patty, a namorada do bandido.

A direção é de Rafael Ribas, que antes havia comandado O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes (2009), versão longa-metragem em animação 3D do clássico desenho nacional criado na década de 1980 – justamente por isso, o diretor trata de fazer diversas inserções do personagem em Lino. A direção de Ribas é dinâmica e o filme mantém o ritmo acelerado, prometendo capturar a atenção de seu público-alvo. O conteúdo, como dito, é leve como uma pluma. No entanto, os envolvidos demonstram tanta vontade que é impossível não se sentir cativado. Assim como Emoji: O Filme, Lino é direcionado apenas para uma fatia do público, mas ao contrário do primeiro, esperamos que tenha uma aceitação maior para que Lino 2 recebe sinal verde.

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Um engenheiro de softwares está dando alguns passos além do ritmo do escritor George R. Martin, através de uma inteligência artificial que estaria escrevendo o final da saga de ‘Game of Thrones‘.

A ideia, desenvolvida pelo americano Zack Thoutt, é firmada nas redes neurais.

Explicando de forma bem simplista, essa ferramenta é capaz de analisar um argumento gigantesco de dados e aprender com eles para desenvolver coisas novas. Uma dessas habilidades – ainda que primitiva e com algumas falhas – seria fazer algo que até então só a raça humana seria capaz: escrever.

Nas palavras de Thoutt, a rede neural funcionaria da seguinte forma:

“Ela compara o material que está criando com os dados originais que foram usados para alimentá-la. Dessa forma, ela se mantém atualizada e consegue imitar os instrumentos que lhe foram entregues, chegando ao seu objetivo”.

Para que o final de GOT fosse escrito, Zack alimentou a rede com as atuais 5.376 páginas já escritas por Martin ao longo de seus cinco livros.

O algoritmo usado para produzir novos conteúdos já teria escrito cinco capítulos, que por sinal confirmam algumas das teorias dos fãs que circulam na internet. Sem absorver os assuntos comentados nas redes sociais ou fóruns de discussão, se baseando única e exclusivamente no material original, a rede neural chegou a algumas conclusões especuladas pelos apaixonados pela série/livros.

Dentre as teorias confirmadas em seus capítulos – mas que não foram autenticadas nem pela série, muito menos por George R. Martin – que ainda não finalizou a obra ‘Winds of Winter‘, estão: O envenenamento de Daenerys por Varys, Jon (ou seria Aegon?) montando um dragão e Jamie matando Cersei. Para chegar a essas conclusões, a única ação de Thoutt foi determinar o número de palavras que um capítulo teria, selecionando apenas uma, que seria a palavra-chave na qual o computador usaria como base para a construção de sua narrativa.

Seguindo a dinâmica de trabalho de Martin, em que cada capítulo possui um personagem de destaque, o programador optou pelo nome de alguma figura de Westeros, permitindo que a rede neural teça sua trama em torno dele.

Indo além das populares teorias que vemos nas redes sociais, o computador ainda criou plot twists novos, que embora não façam sentido na trama, não deixam de ser curiosos. Um deles seria o fato de Sansa na verdade ser uma Baratheon e não Stark.

Segundo Thoutt, essa foi a primeira frase literalmente escrita. A ferramenta ainda desenvolveu um novo personagem, chamado Greenbeard (que seria no português literal, Barbaverde). Ainda mais longe, o robô ampliou o vocabulário de Hodor, que deixando seu nome um pouco de lado, diz:

“Hodor olhou para eles, gritando ‘qual caminho você deveria chegar em casa?’”.

Essa é também uma das “falhas” na escrita da rede neural. A ferramenta, ainda que seja bem avançada, comete furos de narrativa, fazendo com que Ned Stark reapareça, mesmo que ele já tenha morrido.

Segundo o criador da técnica, a incoerência em algumas partes dos capítulos escritos seria a quantidade de palavras, que por maior que seja em ‘As Crônicas de Gelo e Fogo‘ (32 mil, para ser mais preciso), não seria o suficiente para a máquina trabalhar – sendo necessário um número 10 vezes maior. O estilo de escrita de Martin também seria outro fator. Sua narrativa altamente descritiva e repleta de adjetivos acabam confundindo a rede neural.

Aliado a isso, temos uma série de terminologias criadas pelo autor que não existe na língua inglesa (ou qualquer idioma), como Meistre e Sor.

E mesmo que o algoritmo tenha alcançado resultados satisfatórios, seu criador revela que não há nenhuma pretensão em substituir os livros do autor original, com tudo não passando de um experimento:

“Claro que não é perfeito. A história não está sendo construída a longo prazo e a gramática tem falhas. Mas a ferramenta consegue aprender o suficiente da língua inglesa e a forma como George R. Martin escreve”.








Recentemente, a HBO sofreu um ataque hacker que rendeu muita dor de cabeça.

 

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Em entrevista à EW, os astros mirins de ‘It – A Coisa‘ escolheram quais astros devem interpretá-los na Parte 2, que trará os personagens 27 anos mais velhos.

A Parte 2 ainda não tem previsão de lançamento.

‘It – A Coisa’: A Melhor Adaptação de Stephen King já feita? 

Confira:

Finn Wolfhard quer Bill Hader como sua versão adulta

 

Chosen Jacobs quer Chadwick Boseman como sua versão adulta

 

Sophia Lillis quer Jessica Chastain como sua versão adulta

 

Jeremy Ray Taylor quer Chris Pratt como sua versão adulta

 

Jaeden Lieberher quer Christian Bale como sua versão adulta

 

Wyatt Oleff quer Joseph Gordon-Levitt como sua versão adulta

 

No Brasil, o filme estreia dia 7 de setembro.

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O CinePOP divulga, com EXCLUSIVIDADE, o cartaz nacional de A Noiva – filme de terror russo que será lançado nos cinemas brasileiros no dia 21 de dezembro.

Confira, com o trailer:

Na trama, uma jovem mulher viaja com seu futuro marido para a casa da família dele. Logo após chegar, ela percebe que a visita pode ter sido um erro terrível. Rodeada por pessoas estranhas, ela passa a ter visões horríveis à medida que a família do seu futuro esposo a prepara para uma tradicional cerimônia de casamento.

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Para promover o Blu-Ray, que chegará nas lojas americanas em setembro, a Entertainment Weekly liberou um vídeo com os erros de gravação de ‘Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar‘.

Confira:

 

Assista nossa crítica em vídeo:

Leia a crítica em TEXTO:

Crítica | Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar – Insanidade em Doses Controladas  

POLÊMICA! Dublador do Johnny Depp se revolta contra a Disney e não fará ‘Piratas do Caribe 5’ 

‘Piratas do Caribe 5’ deve ser o último filme da franquia 

‘A Vingança de Salazar’: Fãs se revoltam com o título nacional de ‘Piratas do Caribe 5’

“Em nova aventura, o Capitão Jack Sparrow se encontra com os ventos da má sorte soprando com mais força quando um grupo piratas fantasmas são liberados por um velho inimigo: Capitão Salazar (Javier Bardem), que depois de escapar do Triângulo do Diabo está determinado a matar todos os piratas do mar, principalmente Jack Sparrow. Sua única esperança de sobrevivência é a busca pelo lendário Tridente de Poseidon – um artefato poderoso que dá ao seu possuidor o controle dos sete mares.

Para encontrá-lo, ele tem que fazer uma aliança com a brilhante astrônoma Carina Smyth (Kaya Scodelario) e o teimoso marujo Henry (Brenton Thwaites).

 

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