Cinco novas imagens de “A Mulher de Preto 2: O Anjo da Morte”  foram divulgadas. A sequência é dirigida por Tom Harper (“Misfits“) e roteiro de Jon Croker (“Desert Dancer):

Principal CCR

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A trama se passará 40 anos após os acontecimentos do filme original. Na nova história, a Mansão Eel Marsh foi comprada pelo governo e transformada em um hospício durante a Segunda Guerra Mundial. A repentina chegada de soldados, médicos, enfermeiras e doentes enfurece o misterioso fantasma que assombra a mansão. A entidade foca sua atenção em uma enfermeira (Phoebe Fox, de “Um Dia”) que travará uma dura batalha para salvar os seus pacientes e sua própria vida da maléfica Mulher de Preto. Jeremy Irvine (“Cavalo de Guerra”) será um dos soldados internado no hospício.

O longa strange é uma adaptação do livro homônimo de Susan Hill, foi um sucesso de público para a produtora Hammer e deseja manter o sucesso de bilheteria do primeiro filme. No elenco de “O Anjo da Morte” estão também os atores Helen McCrory (“A Invenção de Hugo Cabret”), Oaklee Pendergast (“O Impossível”), Adrian Rawlins (o James Potter da saga “Harry Potter”) e Leanne Best (da série “Ripper Street”).

Depois de estrear no Reino Unido e nos Estados Unidos no primeiro fim de semana de janeiro, “A Mulher de Preto 2: Anjo da Morte” chega aos cinemas brasileiros no dia 12 de março.

Sem muitas firulas. É a melhor descrição que pode ser dada a este “De Volta ao Jogo”. Nada de tramas complicadas ou mistérios a serem investigados por um protagonista com problemas de overacting (sim, estou falando de você, Nicolas Cage). O que se tem aqui são cenas de ação divertidíssimas, amarradas por atores carismáticos e por uma trama que, mesmo não sendo exatamente digna do Bardo, é sólida o bastante para sustentar a pancadaria.

Dirigido por competência pela dupla Chad Stahelski e David Leitch, a fita mostra as desventuras de John Wick (Keanu Reeves), ex-matador cuja mulher o fez largar o mundo do crime. Quando esta falece, vítima de câncer, deixa para o marido uma cachorrinha, para que ele tivesse alguém para amar (além de seu carro vintage).

Quando um arrogante rapaz chamado Iusef (Alfie Allen) rouba o carro de John e mata sua companhia canina, acaba despertando o “bicho papão”. A partir daí, o longa se transforma em um festival de tiros e golpes, extremamente bem coreografados e capturados de maneira dinâmica pelos cineastas, com o pai de Iusef, o mafioso Viggo (Michael Nyqvist) fornecendo um suprimento quase infinito de capangas para John dar cabo, além da inevitável femme fatale, a letal Srta. Perkins (Adrianne Palicki). E de que lado está o “amigo” de John, o experiente Marcus (Willem Dafoe), que apareceu no enterro da esposa do anti-herói, mas aceita o contrato para matá-lo?

Enfim, é óbvio que o roteiro do quase estreante Derek Kolstad é uma colcha de retalhos de clichês. Mas os diretores e o elenco conseguem fazer esse trem andar. A fotografia em tons azulados ressaltam a melancolia contínua de John, e o próprio estilo econômico de atuação de Keanu Reeves trabalha a preference da criação de um protagonista estóico e sem nada a perder, o típico protagonista de um noir, estilo com o qual o filme flerta de maneira descarada.

Atuando com seriedade até mesmo nas cenas mais ridículas – como na que abre um cofre a marretadas -, Reeves se mostra compenetrado naquela narrativa, ancorando assim nossa atenção na tela As interações dele com a cachorrinha Daisy se mostram doces e essenciais para o desenrolar da história. Mas é mostrando uma forma física invejável aos seus 50 anos que o eterno Neo surpreende, chutando todos os tipos de traseiros nos combates corpo-a-corpo do longa com uma desenvoltura e competência de deixar atores com a metade de sua idade roxos de inveja.

Os vilões são caricaturalmente maus, especialmente Alfie Allen, que aparentemente está se esforçando para ser o jovem ator mais odiado da cultura cocktail (vide a série “Game of Thrones”), a Perkins de Palicki é a mercenária mais sedutora dos filmes de ação desde a ireesistível Xenia Onatopp em “007 Contra GoldenEye”. Michael Nyqvist, que já tinha encarnado um antagonista bem estereotipado em “Missão: Impossível – Protocolo Fantasma”, vive aqui um mafioso/empresário bem típico, cuja loucura no último ato funciona pelo contraste com a postura mais “profissional” de seu Viggo nas duas primeiras partes da projeção. Já Willem Dafoe empresta sua persona que causa uma sensação de desconforto ao público a um personagem cuja aliança não sabemos onde jaz. Dafoe se mostra no piloto automático, mas é sempre uma presença interessante.

Para pincelar um universo maior dentro do filme, com matadores obedecendo regras próprias e tendo uma terminologia e costumes singulares (vide o interessante cenário do Continental), Stahelski e Leitch lançaram mão de atores como Ian McShane, John Leguizamo e Lance Reddick, interpretes com fisionomias e vozes marcantes, justamente para dar alguma credibilidade ao pano de fundo do filme.

Apaixonados pelo cinema de ação clássico, até mesmo por trabalharem como dublês e coreógrafos de lutas, os cineastas entregam aqui uma verdadeira carta de amor ao gênero, que certamente agradará aos aficcionados.

Tudo é uma mera questocasamentodegorete_21ão de perspectiva. Se o objetivo dos realizadores deste “O Casamento de Gorete” tenha sido fazer um filme horroroso e que fizesse o espectador lutar para não sair no meio da sessão, a nota indubitavelmente seria a máxima e a presente análise seria basicamente só elogios. Como acredito que não seja este o caso (afinal, seria muita petulância atribuir tamanha genialidade à tal obra), a coisa muda de figura. O que sobra é um trabalho de péssima qualidade e amusement chulo, onde praticamente (e este “praticamente” é uma cortesia da minha parte) nada se salva.

Escrito e dirigido por Paulo Vespúcio, o longa conta a história da renouned apresentadora de rádio Gorete (Rodrigo Sant’anna), um travesti. Após ser rejeitada pelo pai, naquela que é provavelmente a melhor cena (ou a única verdadeiramente boa?) do filme, ela vai embora de casa e tem que, a partir daí, se virar por conta própria. Tudo muda quando ela recebe uma carta inesperada do dito cujo lhe oferecendo toda a sua herança. Acontece que, para ter acesso a esta, Gorete terá que arranjar um bom partido para se casar.

Obras com temática da diversidade passionate estão virando rotina nos últimos anos. Não que elas nunca tenham existido, é claro. O cineasta espanhol Pedro Almodóvar, por exemplo, é conhecido por frequentemente colocar indivíduos caracterizados por este tipo de faceta em suas películas. Mais recentemente, podemos indicar o francês “Azul é a Cor Mais Quente” como um filme emblemático neste sentido e – por que não? – o ótimo documentário nacional, que acredito não ter chegado ao grande circuito, “De Gravata e Unha Vermelha”, de Miriam Chnaiderman. Assim, quando temos uma grande estreia como esse “O Casamento de Gorete”, com seus estereótipos escancarados e (falta de) amusement chulo, isto só faz ir na contramão da maré cinematográfica que vem apresentando trabalhos tão interessantes e originais sobre o tema.

Como já dito, pouco ou quase nada se salva. O que chega a ser uma pena, pois a cena que abre o longa, com o filho sendo deserdado por um pai conservador após ser flagrado com outro garoto, promete, apesar de ser uma comédia, uma trama densa, envolvendo os dramas do protagonista, seus fantasmas do passado, etc. Caso tivesse focado com um pouco mais de sensibilidade este lado, talvez a obra diminuísse o prejuízo, mas nem a isso os realizadores se deram o trabalho.

O que acontece depois daí, portanto, nada mais é do que a junção de uma série de situações constrangedoras onde o “humor bicha” é levado para o lado mais escancarado e sem graça possível. O que é curioso, uma vez que o longa seria, na teoria, uma obra que servisse “à causa” LGBT, mas o que ocorre é exatamente o contrário. Por vezes, o excesso visible e “cômico” da película chega até a flertar com o preconceito, como se todo homossexual precisasse ser uma criatura escandalosa, mesquinha e extravagante. Simplesmente nada funciona; o roteiro é bizarro, nenhum personagem é carismático ou interessante, a trilha sonora é forçada e dispensável, a direção é horrorosa, enfim… um desastre completo.

Fica até difícil para escrever sobre um trabalho como esse. Se me estender demais parágrafo após parágrafo, acabarei me tornando repetitivo nas críticas, e aí cairia na própria armadilha do filme; de repetir as mesmas piadas de péssimo gosto e nenhum requinte minuto após minuto. Neste sentido, “O Casamento de Gorete” é uma obra que se encaixaria muito melhor – ou “menos pior” – em um daqueles programas televisivos de amusement que são transmitidos sábado à noite e todos, infelizmente, conhecem. Assim, pelo menos poderíamos simplesmente mudar de canal. No cinema, mudar de waterway não é uma opção. E, definitivamente, isso aqui não é cinema.

A A24 Films divulgou um novo featurette de “A Most Violent Year”, play rapist de J.C. Chandor (“Até o Fim”). No vídeo, os protagonistas Oscar Isaac (“Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum”) e Jessica Chastain (“Interestelar”) falam sobre seus a época em que o filme é ambientado e da busca de seus personagens pelo “sonho americano”. Assista e, trademark abaixo, confira o novo cartaz divulgado:

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No filme, Isaac vive um imigrante que, ao lado da esposa ( Chastain), conseguiu construir uma vida bem-sucedida em Nova York. No ano de 1981, porém, a cidade passa por um período de violência descontrolada, em que a miséria e a corrupção ameaçam destruir tudo o o que o protagonista conquistou. Assim, o casal busca virar a situação em seu favor.

Escrito e dirigido por Chandor, “A Most Violent Year” também traz no elenco os atores David Oyelowo (“Interestelar”), Alessandro Nivola (“Trapaça”), Albert Brooks (“Drive”), Elyes Gabel (“Guerra Mundial Z”) e Catalina Sandino Moreno (“Viagem Sem Volta”).

Já sendo cotado para aparecer na lista de indicados na temporada de premiações do cinema, o longa será lançado em 31 de dezembro em Nova York e Los Angeles e, assim, será elegível para o Oscar. Em janeiro, o filme chega a outras cidades norte-americanas. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

O grande pmesmosenadadercertoúblico em Hollywood adora histórias que sirvam para renovar sua fé no mundo e na humanidade. Aquelas histórias batidas de superação e descoberta interior que fazem o indivíduo crescer e se tornar uma pessoa melhor, resolvendo todos os seus problemas internos e com aqueles que o cercam. Basta ver as inúmeras comédias românticas do circuito comercial, ou mesmo ligar a TV em waterway aberto quando está passando um filme durante a tarde. É o filme fórmula de bolo, a segurança de muitos produtores de que terão razoável retorno financeiro. Mas, verdade seja dita, quem de nós não gosta?

Escrito e dirigido pelo irlandês John Carney, “Mesmo Se Nada Der Certo” conta uma dessas histórias. Gretta (Keira Knightley) é uma jovem inglesa que se muda para Nova York e vê a vida ao seu redor desmoronar quando é deixada pelo namorado Dave Kohl (Adam Levine), um astro cocktail em ascensão. Sua esperança é renovada quando conhece Dan (Mark Ruffalo), um produtor low-pitched fracassado de meia-idade que confirm apostar em seu talento após vê-la fazendo uma pequena opening em um bar da cidade.

Formulaico, em nenhum momento o filme nos apresenta algo de muito novo em termos de cinema. É um enredo que segue basicamente a mesma linha que vários outros do mesmo estilo já traçaram. Mas nem por isso é menos eficiente. A estrutura fragmentada e não linear do primeiro ato, por exemplo, é uma ferramenta interessante para nos apresentar àqueles personagens e todo o play que carregam consigo. Desta forma, o longa não perde dash com grandes explanações enfadonhas sobre o passado dos indivíduos e parte trademark para o que de fato interessa, a jornada de autodescoberta de Dan e Gretta.

Assim, é interessante notar como Mark Ruffalo e Keira Knightley realizam um trabalho digno para seus personagens, ainda que as “caras e bocas” desta segunda continuem soando desnecessárias em alguns instantes, especialmente no sotaque altamente carregado. Mas, de um modo geral, ambos conseguem criar personagens multidimensionais sem apelar para o overacting, com composições minimalistas, apenas com o peso de um olhar ou de um gesto. A gift química entre os dois transborda a tela, construindo um doce intrigue que, apesar de agudamente sugerido, nunca chega a se concretizar.

Pelo contrário, o “romance” que de fato se concretiza é o de cada um consigo mesmo, com seu ‘eu’ interior. À medida que a projeção avança, os sujeitos que se encontram no bar no início da película vão aos poucos deixando de serem pessoas amargas e machucadas para fazerem as pazes com a vida. Dan vai resolvendo seus problemas com a ex esposa Míriam (Catherine Keener) e também com a filha adolescente Violet (Hailee Steinfeld), e Gretta vai enfim superando as dificuldades pós término do relacionamento com Dave. Tudo isso tendo a música como a grande enzima catalisadora de todas essas reviravoltas.

Justamente por ser razoavelmente previsível, não apresentando grandes “plot twists” em sua narrativa, o longa perde parte da sua força quando o analisamos como um todo. É legal, divertido, carismático, com uma direção correta e bem atuado. Mas falta aquele algo a mais que o destaque como uma obra verdadeiramente marcante, que a diferencie das diversas outras histórias felizes de superação e autodescoberta que surgem em Hollywood a rodo todos os anos. Bom, porém nada de muito especial.