Passar por problemas na infância pode ser muito mais doloroso do que os adultos lembram. O espírito de que a vida é uma aventura e de que o tempo é incerto permeia o imaginário de toda criança. Quando as coisas não vão bem e, por alguma razão, a verdade brutal precisa ser maquiada, nem sempre a imaginação consegue tomar conta, necessitando de suporte do familiar adulto mais próximo. É assim, aprendendo a lidar com a dor e com as limitações (ou não) da imaginação, que este O Parque dos Sonhos é apresentado.

June (Brianna Denski, “Desejo e Esperança”) é uma garota com imaginação ímpar, cuja vida gira ao redor de seu tão querido parque dos sonhos. Tratando-se de uma brincadeira contínua, o tão lúdico instrumento de criatividade transforma a vida da protagonista em uma sucessão de desafios e invencionices. Desta forma, a pequena e serelepe criança serve de modelo e inspiração para as demais crianças de seu bairro, sobretudo Gus (Kenam Thompson, da série “Saturday Night Live”), dedicado e apaixonado por ela.

Com total suporte e apoio de seus pais, June tem sua vida transformada quando sua mãe (Jennifer Garner, “Com Amor, Simon”), descobre-se doente e, não havendo melhora, parte em uma viagem em busca de tratamento alternativo. Acostumada com todos os cuidados dados por sua mãe, June sente o peso de sua partida como um trauma, não conseguindo sequer chegar perto do tão amado parque.

Por sua vez, é o pai de June (Matthew Broderick, “Manchester à Beira-Mar”) que se vê na situação de manter a vida da filha o mais normal possível, mesmo que sinta todo o pesar de não ter sua companheira por perto. Tranquilo, ele não demonstra qualquer fagulha de preocupação com a nova situação, a não ser com a felicidade da própria filha. E, quando esta parte em um acampamento de matemática, é justamente nela o efeito de todo o peso do que está acontecendo que, mais uma vez, é visível ao espectador.

Sim, este é um longa-metragem de animação. A experiência do diretor David Feiss (das séries “Eu Sou o Máximo” e “A Vaca e o Frango”), com relação ao tom de humor adotado em suas obras televisivas, fica visível em certos momentos do filme. Mas, se por um lado este “O Parque dos Sonhos” conta com ótimas lições de aprendizado, como é o caso da maneira com a qual June encontra para lidar com seu jeito hiperativo, além, é claro, da dor sentida pela ausência da mãe, por outro é justamente quando, de fato, o parque homônimo é apresentado que a qualidade do roteiro cai.

Apesar de todas as boas intenções, e de algumas piadas funcionarem (como é quase toda a participação do pai), o roteiro peca ao apresentar o mundo imaginário de June como algo real. Aliás, uma realidade paralela, comandada por alguns animais falantes – os mesmos com os quais a menina brinca em suas aventuras. Enquanto ela desfruta de toda a estrutura de seu parque imaginário, por exemplo, é para Steve (John Oliver, do programa “The Daily Show”) que ela sussurra o nome do novo brinquedo, o que é respondido, no mundo paralelo, a um Steve de verdade criando sua nova invenção para encantar o público.

Contando com uma passagem que remete a “Alice no País das Maravilhas” e “As Crônicas de Nárnia”, é neste encantado mundo que June percebe o quão frágil ela se tornou. Pois, por alguma razão, uma nuvem negra pairar sobre o parque e mudar bruscamente a personalidade de quase todos, transformando uns em mais agressivos e outros em apenas melancólicos, claramente inspirado no que o fabuloso “Onde Vivem os Monstros” apresentou. Eis uma boa metáfora, mas que não é explorada pela gigantesca oportunidade desperdiçada pelo roteiro de Josh Appelbaum (“Missão: Impossível – Protocolo Fantasma”) e André Nemec (“As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras”).

As metáforas estão todas ali: traumas infantis, depressão precoce, transtorno de ansiedade, solidão por ser filha única, doença familiar. Em certos momentos são muito bem retratadas, mas a divisão entre as lições a serem aprendidas e a aventura não ornou muito bem, tanto na escrita quanto na montagem do longa, o que resultou em um filme infantil cansativamente dividido entre dois capítulos.

Enquanto o primeiro ato é o momento em que as grandes questões são apresentadas e criam identificação no espectador, seja ele mais maduro ou não, é a partir do segundo ato que o apático roteiro de “O Parque dos Sonhos” apresenta-se como apenas um capítulo longo de um seriado infantil, que serve apenas para distrair os mais novos e entediar os mais velhos. Desta forma, é triste concluir que uma premissa que se mostrou previamente inocente é, em suma, apenas isso: ingênua.

A revista Empire divulgou uma nova arte de “Vingadores: Ultimato“, que estampará a capa da edição exclusiva para assinantes de sua próxima edição. O trabalho, originalmente concebido pelo artista Vincent McIndoe, apresenta o vilão Thanos contemplando campos verdes em seu autoexílio, após dizimar metade do universo em “Vingadores: Guerra Infinita“. Veja abaixo:

 

A revista também divulgou as duas culpas da edição de abril, uma estampada por Thanos e outra pela equipe de heróis; além de uma capa de uma edição especial que homenageará os seis Vingadores originais. Veja os três abaixo:

A Empire trará uma edição completa com informações inéditas de “Vingadores: Ultimato”, que devem ser divulgadas em breve.

Ainda nesta semana, foi divulgado o segundo trailer da próxima jornada que os Vingadores (desfalcados após os feitos de Thanos) terão de enfrentar. Junto ao trailer, também foi divulgado um pôster oficial trazendo os principais personagens. Para ver ambos, clique aqui.

Após Thanos eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores precisam lidar com a dor da perda de amigos e seus entes queridos. Com Tony Stark (Robert Downey Jr.) vagando perdido no espaço sem água nem comida, Steve Rogers (Chris Evans) e Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) precisam liderar a resistência contra o titã louco.

Espera-se que o elenco principal dos filmes do Universo Cinematográfico da Marvel retornem para este capítulo da saga. “Vingadores: Ultimato” tem direção de Joe e Anthony Russo e roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely, mesma equipe por trás de “Vingadores: Guerra Infinita”.

O filme estreia nos cinemas em 25 de abril de 2019.

De acordo com a Empire, a atriz Millie Bobby Brown (da série “Stranger Things”) foi escalada para estrelar a adaptação cinematográfica de “The Thing About Jellyfish“, conhecido no Brasil como “Suzy e As Águas-Vivas“.

O livro, escrito por Ali Benjamin, conta a história de uma jovem garota chamada Suzy no momento que ela entra na sétima série. Quando sua ex-melhor amiga morre em um acidente de afogamento, Suzy não acredita em sua mãe, que diz que às vezes “essas coisas acontecem“. Ela se convence de que a verdadeira causa da tragédia foi uma rara picada de água-viva. Suzy se refugia em um mundo silencioso de sua imaginação e começa a elaborar um plano para provar sua teoria.

O longa será produzido por Reese Whiterspoon (“Uma Dobra no Tempo”) e Bruna Papandrea (“Belas e Perseguidas”), mas ainda não tem data de estreia definida, assim como restante do elenco e responsável pela direção.

Em uma entrevista recente a Vulture, o produtor Charles Roven (“Liga da Justiça”) afirmou que “Mulher-Maravilha 1984” não deve ser visto como uma sequência. Ele comparou o próximo filme da heroína da DC com outras franquias, como “Indiana Jones” e “007” (via ComingSoon).

Com os próximos filmes do Universo Estendido da DC menos conectados, Roven acrescentou que até a diretora Patty Jenkins (“Mulher-Maravilha”) está falando sobre isso da mesma maneira:

“Ela estava determinada a fazer um filme que trouxesse uma nova versão da Mulher-Maravilha, mas que não fosse uma sequência. E ela com certeza conseguiu esse resultado. É um recorte temporal completamente diferente e você terá uma noção do que Diana/Mulher-Maravilha esteve fazendo nos anos entre os filmes. Mas é uma história completamente diferente que vamos contar. Mesmo que haja muito da mesma carga emocional, do humor e da ação corajosa. Tocará o coração, também.”

Apesar dos poucos detalhes sobre o enredo da sequência divulgados até o momento, sabe-se que o filme acontecerá em 1984, provavelmente retratando conflitos durante a Guerra Fria. Além dos retornos de Gal Gadot (“Liga da Justiça“) e Chris Pine (“Star Trek: Sem Fronteiras“), o elenco da produção também contará com Kristen Wiig (“Pequena Grande Vida“), Pedro Pascal (da série “Narcos”), Ravi Patel (da série “Master of None”), Grabriella Wilde (“Carrie”), Natasha Rothwell (da série “Insecure”) e Kristoffer Polaha (da série “Ballers”).

O escritor Dave Callaham (“Os Mercenários 3”) foi contratado para roteirizar o filme. Patty Jenkins teve seu salário triplicado, tornando-se a diretora mais bem paga de todos os tempos, e retorna para comandar as gravações.

“Mulher-Maravilha 1984″ estreia no dia 5 de junho de 2020.

De acordo com o Deadline, o ator Aamir Khan, tido como um dos maiores astros de cinema da Índia, vai produzir e estrelar a adaptação de Bollywood para “Forrest Gump“.

O anúncio foi feito pelo ator durante uma coletiva de imprensa em Mumbai para cortar o bolo em seu aniversário de 54 anos. O filme de língua hindi será uma adaptação intitulada “Laal Singh Chadda” e será produzido pelo estúdio local da Viacom, Viacom18 Motion Pictures, e Aamir Khan Films.

Khan revelou ainda Advait Chandan, que já trabalhou com o ator em “Secret Superstar” de 2017 , foi indicado para dirigir o filme, que não será um remake direto; o filme de 1994 foca em eventos históricos americanos, enquanto esta versão estará ligada à história indiana.

O filme original de 1994 narra quarenta anos da história dos Estados Unidos, vistos pelos olhos de Forrest Gump (Tom Hanks), um rapaz com QI abaixo da média e boas intenções que, por obra do acaso, consegue participar de momentos cruciais, como a Guerra do Vietnã e Watergate, mas continua pensando no seu amor de infância, Jenny Curran.

Aamir Khan disse que as filmagens da adaptação indiana começariam em outubro deste ano e está de olho em um lançamento em 2020 na Índia.