A atriz Tilda Swinton (“Suspiria”) poderá ser uma das estrelas do próximo projeto do cultuado diretor Wes Anderson, repetindo a recorrente parceria da dupla após Swinton dar voz a um dos personagens de “Ilha dos Cachorros”, último filme do diretor, e participar tanto de “Moonrise Kingdom” quanto de “O Grande Hotel Budapeste”, também dele. Quem noticia é o Collider, que ressalta não se tratar ainda de uma informação oficial, visto que ela foi trazida por um informante e ainda carece de um anúncio oficial por parte do estúdio ou de algum dos envolvidos na produção.

Segundo o site, outros nomes de peso também são especulados para se juntarem ao filme. São eles o ator Brad Pitt (“Máquina de Guerra“) e as atrizes Lea Seydoux (“007 Contra Spectre“) e Natalie Portman (“Aniquilação“), apesar de negociações não terem sido confirmadas até o momento.

O filme deve ser um musical que se passará na França dos anos 1950, pós-Segunda Guerra Mundial. O compositor Mark Mothersbaugh (“Thor: Ragnarok“) será o responsável pela trilha sonora, repetindo uma parceria de longa data com o diretor. Apesar da ausência de informações oficiais, a expectativa é de que a produção do longa, ainda sem título, tenha início na França em fevereiro de 2019 e que sua estreia aconteça apenas em 2021.

Qualquer nova obra dos irmãos Ethan e Joel Coen (“Ave, César!”) deixa os fãs de cinema em polvorosa. Afinal, foram muitos trabalhos excelentes na carreira dos dois, que sempre souberam explorar a humanidade em situações inusitadas e perigosas. Tendo esse gosto, não é de surpreender que eles já usaram a temática do faroeste antes, tempos difíceis onde as pessoas tinham que saber se defender, já que o perigo podia vir de qualquer lugar. Depois de dois ótimos filmes sobre este período (e alguns outros com semelhanças peculiares), seu terceiro projeto chega pela Netflix na forma de seis histórias unidas em um único só longa, “The Ballad of Buster Scruggs”.

A única coisa em comum entre os seis contos é que se passam no Velho Oeste e envolvem a violência com a qual se convivia na época. Há contos cômicos e outros mais nefastos, mas todos têm atores muito imersos, diálogos incríveis e fotografia de cair o queixo.

A primeira história é a que leva o nome do longa e seu protagonista é o próprio Buster Scruggs (Tim Blake Nelson, de “Colossal”, solto e se divertindo horrores). Aqui vemos no que é praticamente um musical (!) uma alegoria às lendas de gatilho rápido da época, dando glamour às figuras míticas ao mesmo tempo que ilustra que as próprias inspiram outras a tomarem seus lugares. Scruggs é um personagem delicioso de acompanhar, que entra em cena cantando em seu cavalo ao passar por um vale e usa o eco do mesmo para fazer backing vocal de sua própria música. Se já não bastasse sua cantoria e vestimenta para destacá-lo, ele quebra a quarta parede e usa seu carisma para conquistar o espectador de vez, que fica apenas no desejo de que a história dele fossa um longa-metragem.

O segundo conto é chamado “Perto de Algodones”, e também tem uma pegada cômica de um fora-da-lei (James Franco, de “O Artista do Desastre”) que quer assaltar um banco. Franco cai bem no papel que pede tons irônicos diante do absurdo sistema judiciário da época, mas impagável mesmo está Stephen Root (“Alma da Festa”) como o caixa do tal banco. Figura excêntrica e engraçada, é mais um ótimo personagem criado pelos Coen.

O tom muda drasticamente no terceiro conto chamado “Vale Refeição”. Aqui temos um artista (Harry Melling, o Dudley da cinessérie “Harry Potter”) e seu empresário (Liam Neeson, de “O Passageiro”) viajando de cidade em cidade para ter seu ganha pão. Melling traz a melancolia na dose certa para alguém que não tem braços ou pernas e precisa fazer a mesma apresentação todos os dias, sem contar sua total dependência do inescrupuloso Neeson. A fotografia, que tem tons quentes nas duas primeiras partes, aqui assume tons azuis, verdes e cinzas. É tudo mais desolado e desesperançoso e a conclusão dói na alma. Entretanto, ao contrário de “Perto de Algodones”, poderia ter deixado alguns minutos no chão da sala de edição.

Chega-se então num conto em que o diretor de fotografia Bruno Delbonnel (“O Destino de uma Nação”) mergulha com vontade na vastidão da natureza do “Cânion do Ouro”, onde a vida do lugar tine com gosto, mas sai de cena rapidamente para a entrada de seu protagonista, Tom Waits (“O Livro de Eli”). Cantor e compositor de renome, ele entra e sai de cena cantando, acentuando a assinatura que traz a uma das melhores anedotas desta obra. Em atuação solo, Waits conta um pouco da história do sonho dourado do garimpo e sua tenacidade e determinação em ir até o fim. A narrativa ainda conta com sutil metáfora ao ilustrar que, nesse mundo hostil, tentar ganhar a vida pode significar cavar a própria cova.

“A Garota Nervosa” é o título do penúltimo conto e ela é interpretada por Zoe Kazan (“Doentes de Amor”). A atriz trabalha muito bem ao ostentar o olhar de perdição de sua personagem ao perder o irmão mais velho, de quem sempre dependeu, num leve espelho do machismo da época. Sem alento, ela encontra um porto seguro em Billy Knapp (Bill Heck, da série “The Alienist”, sereno e transbordando humanidade), guia da caravana em que viajam. Os dois aos poucos se aproximam num texto que aborda muito bem que ainda há genuíno carinho e sensibilidade entre pessoas nesse ambiente incerto e periculoso do Velho Oeste.

A história remanescente tem o nome de “Os Restos Mortais” onde um grupo de cinco pessoas viajando numa carruagem trocam ideias (e farpas) sobre suas crenças e meios de vida. O sol que vai lentamente se pondo até que a atmosfera sombria e sinistra de uma noite quase igual a de um filme de terror vai tomando conta e espelhando o destino de todos. Narrativa interessante, mas a verdade é que este é o conto mais fraco de todos. A Balada merecia terminar com uma nota melhor.

Ao longo dos seis contos, os Coen permeiam aspectos da humanidade naquele ambiente difícil, servindo não só como estudos da psiquê humana, como também ilustrando diversos elementos marcantes da época. Há viagens de caravana, ataques de índios, roubos a banco, artistas viajantes, pistoleiros, duelos, garimpo, caçadores de recompensa… tudo com figurinos e locações brilhantes. Misture isso à fascinante fotografia de Delbonnel, que por vários momentos captura a beleza, imponência e vastidão da geografia americana; são inúmeras as tomadas que justificariam lindos quadros, mas que também reforçam a ideia de isolamento e perigo dos que lá habitam.

Terceiro filme dos irmãos Coen com temática de fato ambientada no faroeste, “A Balada de Buster Scruggs” ilustra bem uma época que fascina, assusta e, hoje em dia, rende obras memoráveis, como as notas desta Balada.

Supremacia branca, neonazismo e a Ku Klux Klan são ideologias abomináveis e devem ser combativas. De tempos em tempos, esse discurso, que aparenta ser infindável, retorna aos poucos, sendo necessário deixar claro que não existe questionamento, tolerância ou liberdade de expressão quando se trata de temáticas como essas. Estamos vivendo um momento assim e é por isso que uma obra direta e sem rodeios como “Infiltrado na Klan” se faz tão necessária.

Como seria possível imaginar algo como um policial negro – o primeiro de sua cidade – se infiltrando na KKK? Pois a história de Ron Stallworth (John David Washington, da série “Ballers”) é tão verdadeira quanto inacreditável. E Spike Lee (Ela Quer Tudo”, “Malcom X) não se exime de deixar bem claro que Ron é o herói, e a KKK, representada principalmente pelo nome de David Duke (Topher Grace, “Máquina de Guerra”), é a vilã, como de fato deve ser. Ainda assim, o cineasta capricha em harmonizar os extremos, para não tornar a narrativa tão maniqueísta. Ron participa (infiltrado) de reuniões de manifestantes black power, mas deixa claro não concordar com tudo que é dito. Já Duke tem uma personalidade serena, distante de todo o ódio e preconceito que carrega consigo e dissemina em sua organização. De fato, à exceção das sequências finais, nunca sentimos uma atmosfera densa demais, mesmo com todo o peso dos assuntos tratados no longa.

É evidente que Ron não poderia estar presente nos encontros da KKK. Para contornar isso, seu parceiro Flip Zimmerman (Adam Driver, Star Wars: Os Últimos Jedi), um judeu “não praticante” branco, aceita a missão de ser a presença física da dupla, enquanto o policial negro seria a voz que se comunica com os membros do Klan por telefone. Driver consegue trazer nuances formidáveis ao personagem. É impressionante visualizar como uma pessoa que até então possuía o privilégio de poder estar alheia às lutas sociais (o famoso “não é comigo”) se vê em um processo de desconstrução, ao afirmar que agora o assunto não sai mais de sua cabeça. Para isto, Flip sofreu uma exposição pesada ao ódio e ao preconceito, mantendo o sangue frio de policial, mas demonstrando sua crescente insegurança e medo quando os momentos de perigo ficam para trás.

À medida que a investigação se aprofunda, vamos sendo apresentados a dois pontos de vista: o da assembleia local da KKK, mais explorado e responsável por mostrar o quanto os cidadãos ditos “de bem” ali presentes possuem tanta indignação e desprezo pelos seus semelhantes – considerados por eles diferentes e inferiores; e o do grupo de estudantes negros, um pouco menos aproveitado e traduzido basicamente na relação desenvolvida entre a líder estudantil Patrice (Laura Harrier, “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”) e Ron. As grandes proezas desse núcleo acabam se resumindo em representar excepcionalmente bem o ambiente de convívio comum aos negros da época – sobretudo no aspecto visual -, e tocar os corações dos espectadores com as falas das lideranças black power. E Lee conseguiu equilibrar perfeitamente o tom desses discursos. No início, o público é incentivado a buscar a tão sonhada revolução e libertação (o que rendeu tomadas espetaculares, focadas nas expressões atentas de quem presenciava a pregação do orador). Já em outra ocasião, o clima é bem mais acalentado e lamentoso, quando um ancião, ainda da época onde o 2º Klan atuava, conta a história brutal do linchamento e posterior condenação de um negro em um ambiente repleto de brancos.

Somado a tudo isso, o grande pretexto do longa é mostrar que uma narrativa construída desde a Guerra Civil Americana – uma espécie de patriotismo desvairado e supostamente garantidor do direito à autolegislação dos estados – sempre atrai muitos adeptos, mesmo preterindo (ou até mesmo negando) a existência de questões como o holocausto ou a escravidão, tanto na parte econômica quanto no quesito ideológico. E mais triste é perceber que sempre mais e mais pessoas irão aceitar esses discursos, que não passam de uma forma velada e “pelas beiradas” de elevar uma ideia terrível. Haja visto, por exemplo, na cena onde é discutida a ascensão de David Duke na esfera política, almejando até mesmo o cargo de presidente. Quando Ron afirma ingênua e categoricamente que a América nunca elegeria alguém como Duke, um ser dotado de uma certeza inerente de que o branco é superior ao negro, ele não poderia estar mais equivocado.

As pessoas estão novamente perdendo a vergonha de andar por aí ostentando símbolos e representações de um passado tão sombrio que, embora não possa ser esquecido, jamais deveria voltar a ser praticado. “Infiltrado na Klan” é uma obra importantíssima no momento atual, onde toda e qualquer ideia de superioridade de raças deve ser imediatamente refutada. Retratar uma história ocorrida há tanto tempo, mas mais presente do que nunca em todo o mundo, é a prova viva de que a História nunca deve ser apagada, para que grandes erros não voltem a se repetir.

O filme “Fighting with My Family”, inspirado na vida da lutadora profissional da WWE Paige, ganhou um trailer que mostra a jovem Paige (Florence Pugh, de “Legítimo Rei”) e seu irmão Zack (Jack Lowden, de “Dunkirk”) entrando para a WWE e conhecendo Dwayne “The Rock” Johnson (“Arranha-Céu: Coragem sem Limite”). Assista acima (sem legendas):

Baseado em uma história real, “Fighting with My Family” segue o gângster reformado Ricky, sua esposa Julia e seus filhos Paige e Zak, que fazem a vida lutando juntos em pequenos pontos de encontro. Quando Paige e Zak ganham a oportunidade de um teste para a WWE, a família agarra a chance única de transformar os seus sonhos mais loucos em um futuro deslumbrante. Contudo, os dois irmãos descobrem rápido que para se tornarem astros, tanto o seu talento quanto o seu relacionamento serão postos à prova.

Além de Pugh, Lowden e Johnson, o filme ainda conta com Lena Headey (da série “Game of Thrones”), Nick Frost (da série “Into the Badlands”) e Vince Vaughn (“Até o Último Homem”). O roteiro e a direção ficam a cargo de Stephen Merchant (“Caindo no Mundo”).

“Fighting with My Family” estreia nos cinemas americanos em 22 de fevereiro de 2019. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

O colunista do The New York Daily News, Mike Lupica, divulgou nesta sexta-feira (16), por meio de sua conta no Twitter, o falecimento do roteirista William Goldman, aos 87 anos. As causas do falecimento não foram divulgadas. Ele venceu o Oscar duas vezes, sendo a primeira em 1970, na categoria Melhor Roteiro Adaptado por “Butch Cassidy and The Sundance Kid“, e a segunda em 1977 por “Todos Os Homens do Presidente“, também na categoria de Melhor Roteiro Adaptado. Veja a postagem de Lupica abaixo:

“O grande William Goldman, meu querido amigo há 40 anos, faleceu esta manhã, aos 87 anos. Tudo o que ele fez na mesma carreira foi escrever ‘A Princesa Prometida’, ‘Butch Cassidy and The Sundance Kid’ e ‘Todos os Homens do Presidente’. E essa é uma pequena lista.”

William Goldman nasceu em 12 de agosto de de 1931, e foi um escritor, dramaturgo e roteirista norte-americano. Goldman também foi responsável por roteiros de outros filmes de sucesso, como “As Esposas de Stepford” (1975) e “Louca Obsessão“, que deu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante a Kathy Bates (da série “American Horror Story“) em 1991.