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Uma babá chega ao lar da família Banks, em Londres, para ajudar os pais na criação dos filhos levados. Ela chega até a casa da família não pelos classificados, mas enviada pelo vento do oeste. Ela não é Supernanny! Ela é um clássico inquestionável: Mary Poppins!

“Mary Poppins” é o primeiro exemplar de uma série de oito livros infanto-juvenis assinados pela escritora australiana P.L. Travers (foto à direita). O material, publicado originalmente em 1934, serviu mais tarde para basear o roteiro do musical, que estreou nos cinemas em 1964.

Mary Poppins author PL TraversA trajetória que levou o livro a se tornar o sexto musical americano de todos os tempos, segundo o American Film Institute, aparece em “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” (foto abaixo), filme com Tom Hanks (“Capitão Phillips”) e Emma Thompson (“Valente”), que está em cartaz nos cinemas brasileiros.

Walt levou quase três décadas para convencer a autora de que faria um bom trabalho adaptando seus livros. Travers não gostava de Los Angeles, onde o filme foi gravado, não ia muito com a cara de Walt, mesmo depois de assinar o contrato não gostou do roteiro e, já que estamos falando de música, não aprovou muito o trabalho dos irmãos Sherman.

Robert e Richard Sherman são compositores americanos especialistas em musicais. Em seus currículos, além de “Mary Poppins” eles também levam crédito pelos números em “O Calhambeque Mágico”, “Mogli – O Menino Lobo”, “A Menina e o Porquinho” e “Aristogatas”. Até hoje, eles são os compositores que mais escreveram para esse gênero de filme.

Richard, único dos irmãos ainda vivo, diz se lembrar quando Walt Disney entregou a eles o livro.

“Nós estávamos muito empolgados, encantados mesmo com a personagem, mas apavorados com o fato de que ele [o livro] não tinha uma trama específica”, lembra.

SavingMrBanks

Juntos, os irmãos trabalharam quase dois anos e meio escrevendo números para o musical na tentativa de estruturar um arco narrativo para a história, baseada no trabalho de Travers.

O segredo para o sucesso pode estar nos conselhos do pai, Al Sherman, nome por trás da trilha sonora de “A Vida é uma Canção”.

“Ele nos disse: ‘Mantenham a trilha simples, cantável e sincera. Mas acima de tudo ela tem que ser original’.”

No final, das cinco estatuetas do Oscar que “Mary Poppins” levou para casa, dois deles (Melhor Canção Original e Melhor Trilha Sonora) foram para os irmãos Sherman.

A Soundtrack separou três faixas icônicas do musical “Mary Poppins” que vão te fazer cantarolar o dia inteiro:

Chim Chim Cher-ee 

Spoon Full of Sugar 

Supercalifragilisticexpialidocious  

Imagina a situação: você está lá com os seus amigos conversando naquela aula chata de matemática sobre seriados e a pauta chegou em “Game of Thrones”. Os papos vão desde as especulações sobre o futuro dos personagens, as grandes cenas, mortes e etc. O seu professor, indignado com a bagunça que vocês tão causando lá no fundão, percebe sobre o que estão falando, diz:

“Eu já li todos os livros. Se vocês fizerem barulho demais, vou escrever os nomes dos mortos no quadro. Tem bastante para o ano inteiro e eu posso até descrever como eles morrem.”

Isso aconteceu na França. Um professor de matemática bolou uma forma tão cruel quanto as histórias de George R.R. Martin para controlar seus alunos: quando a classe começa a ficar barulhenta demais, ele escreve no quadro uma morte de “Game of Thrones”.

Quando alguns dos alunos do fundo da sala começaram a rir, sem levar a ameaça a sério, ele respondeu:

“Já que vocês não acreditam em mim, vou revelar todos os mortos da 3ª temporada, para quem ainda não viu”.

“Cerca de 20 pessoas suspiraram de desgosto e eu posso garantir que houve um silêncio religioso na sala pelo resto da lição”, escreveu um dos alunos.

Esse aluno, inclusive, num fórum online, disse:

“Meu professor de matemática é um gênio”.

A pergunta que faço para você é a seguinte: o que você faria se isso acontecesse na sua sala de aula? Tentaria revidar estragando algo que o professor gosta? Vale lembrar que hoje os professores estão cada vez mais novos e adeptos as novas tecnologias e, consequentemente, a cultura pop. É fácil encontrar professor fã de Breaking Bad, True Detective, Vikings e etc.

E que a guerra comece!

Eu fiquei muito feliz quando vi o sucesso de Frozen nos cinemas e fora dele, afinal eu gostei muito de assistir nos cinemas e acompanhar esse fenômeno. Hoje, ela é a animação da Disney de maior arrecadação, trono que “O Rei Leão” ostentou por exatos 20 ANOS. É, desde o seu lançamento, o filme estava no topo da Disney em arrecadação (quase US$ 1 bilhão). A música “Let it Go” caiu na graça do mundo, temos várias versões espalhadas por aí. A grande diferença com “O Rei Leão” é que várias canções entraram no imaginário popular. Aliás, TODAS: Ciclo Sem Fim, O Que Eu Quero Mais É Ser Rei, Se Preparem, Hakuna Matata, The Lion Sleeps Tonight (que não é original pro filme, mas ficou muito popular pra uma geração por causa dele) e Nesta Noite o Amor Chegou. A combinação Hans Zimmer e Elton John foi mágica.

A gente vai fazer um RapaduraCast especial pro filme em junho desse ano ainda, assim como fizemos para os 20 anos de Jurassic Park.

É um filme muito especial pra mim e até compartilhei algumas coisas/curiosidades no Twitter sobre o filme:

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Sabe aquela teoria de que todos os filmes de Quentin Tarantino se passam no mesmo universo? Agora essa brincadeira chegou no mundo dos seriados. Surgiu uma teoria, com fortes evidencias, que colocam Breaking Bad e The Walking Dead no mesmo universo. Alguns dizem que podem ser apenas Easter Eggs, mas as provas e algumas indicações colocam Walter White, Jesse Pinkman e Rick Grimes no mesmo mundo. Ambos seriados são da AMC e grandes fenômenos da indústria. Uma é premiadíssima (BB) e o outro é a maior série multimidia da história (HQs, livros, games) – além de ser líder de audiência na atualidade.

As especulações começaram no segundo episódio da segunda temporada de The Walking Dead. Daryl conta que seu irmão era um traficante de drogas antes do apocalipse zumbi. Daí vemos ele tirando um saco plástico do Merle para acabar com a febre de T-Dog. Podemos ver claramente a metanfetamina azul no fundo do saco:

Depois disso, os fãs passaram a procurar indícios em outros episódios. No segundo episódio da primeira temporada, Glenn aparece dirigindo um Dodge Challenger. Ele é um pouco familiar pros fãs de Breaking Bad, correto?

“Ah, mais isso é só uma coincidência”. Não, não é! Tem uma cena no episódio 7 da 4ª temporada Breaking Bad, onde Walt fala o nome do Glenn:

Na quarta temporada de TWD, que acabou de acabar, Daryl, no episódio 12, conta a Beth sobre o fornecedor de Merle. Ele soa exatamente como Jesse Pinkman:

O College Humor até fez um vídeo brincando com essa teoria:

Por esta tese, o apocalipse começou na costa oeste no Novo México. Teria a infecção começado com o sistema de distribuição do Los Pollos Hermanos? Teria a droga do Heisenberg, apelidada de “Blue Sky”, alguma relação com a epidemia? Essa brincadeira pode acabar ganhando força na série derivada de The Walking Dead (que foi anunciada recentemente), já que não terá nenhuma ligação com a HQ.

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Quem está na ansiedade para assistir o novo filme da linda Angelina Jolie? O longa “Malévola” estreia dia 30 de maio e vem gerando muita expectativa. Ver essa personagem da Disney tão forte e cheia de maldade ganhar seu filme próprio nos faz pensar sobre o poder das mulheres no cinema. Mais precisamente, das vilãs. Criaturas cheias de segredos, ora caracterizadas como bruxas feiosas e corcundas, ora sedutoras e persuasivas. Mas o mais importante: sempre bem vestidas! Há quem diga que o mal se veste melhor e é exatamente esse o tema da coluna desse mês! Veja alguns dos melhores figurinos de vilãs incríveis:

Michelle Pfeiffer, em “Batman, o Retorno” (1992):

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Não dá para negar que, quando se pensa na Mulher-Gato, vem na cabeça a imagem daquela loira extremamente sexy, com batom vermelho e um macacão de borracha preto, com costuras brancas. Dez em dez fantasias dessa personagem da DC Comics são inspiradas no figurino de Michelle Pfeiffer, que interpretou uma das vilãs mais sensuais da história do cinema. O responsável pela roupa icônica é, em primeiro lugar, o diretor do filme, Tim Burton, que desenhou uma ideia do que ele queria. Depois, Mary Vog deu vida aos pensamentos de Burton.

A designer estreou nos cinemas em 1991 e trabalhou em filmes como “M.I.B – Homens de Preto 2” e “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”. Sobre seu trabalho em “Batman, O Retorno”: “Desenhamos, eu e Bob Ringwood, o figurino a partir do que o diretor Tim Burton trouxe para nós. Mas o sucesso aconteceu por causa da Michelle, que se moveu tão graciosamente que deu à peça a ideia de um vidro preto”, explicou Mary.

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Meryl Streep, em “O Diabo Veste Prada” (2006):

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Muitas mulheres suspiraram nos cinemas ao assistir esse filme, baseado no livro de Lauren Weisberger. Meryl Streep encarnou Miranda Priestly, a editora-chefe de uma revista chamada Runway. Streep teve 40 looks criados para sua personagem, todos recheados de ousadia e informação de moda, com casacos de pele, vestidos bordados, joias grandes e vistosas, óculos escuros dourados, etc. Tudo garimpado de grandes marcas como Prada, Chanel, Christian Lacroix, Hermès, Louboutin, Gucci, Valentino, etc, arrecadando cerca de USS 1 milhão em roupas e acessórios. A responsável pelos suspiros e desejos de consumo? Patricia Field. Stylist e empresária de moda, ela já é figurinha carimbada no mundo fashion. Ficou conhecida por seu estilo ousado e interessante e por seu trabalho exemplar na série “Sex and the City”.

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Charlize Theron, em “Branca de Neve e o Caçador”  (2012):

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Certamente um dos figurinos mais belos e interessantes do nosso hall da maldade. A atriz Charlize Theron deu vida à rainha Ravenna, nesse longa releitura de um clássico conhecido por todos, e suas roupas eram um banquete de luxúria e ostentação. Todas as peças tinham um ar de alta costura, mas os materiais e shapes nos remetiam à Idade Média. Foram usados couro drapeado, escamas, paetês de couro, cristais e crina de cavalo, tudo feito à mão. Além dos elementos estranhos como carcaças de besouros!

Quem assina essa maravilha é Colleen Atwood, que já ganhou três estatuetas do Oscar nesta categoria por “Alice no País das Maravilhas”, “Nine” e “Chicago” e já foi nomeada 27 vezes. “Os figurinos ficam cada vez mais espectrais e com nuances de insetos conforme o filme progride. Há muitos elementos da morte em seus trajes, por isso usamos várias penas, caveiras, ossos pequenos”, comentou Colleen.

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Eva Green, em “300 – A Ascensão do Império” (2013):

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Quem curte moda e cinema não pode deixar de ver o trabalho incrível que a britânica Alexandra Byrne fez com a personagem de Eva Green, a cruel comandante da marinha persa, Artemísia. Vestidos e combinações de peças trabalhadas com couro e metais caracterizavam a força e brutalidade da personagem. Até mesmo o cabelo foi usado como matéria-prima! Um vestido em particular, com detalhes que imitavam a espinha dorsal de uma criatura como um dinossauro, chamou a atenção. Alexandra tem experiência em filmes de época e fantasia. Foi nomeada quatro vezes ao Oscar, ganhando por “Elizabeth: A Era de Ouro”.

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