A comédia misturada com o gênero policial costuma gerar filmes divertidos. O primeiro que vem à cabeça é o clássico “Corra que a Polícia Vem Aí!”, mas muitos entram nessa combinação, como por exemplo “Anjos da Lei“, a franquia “Bad Boys” e até “As Branquelas“, com todo o seu potencial de Sessão da Tarde. Outras obras juntaram a comédia-policial com o romance, como “Uma Noite Fora de Série” e, mais recentemente, “Mistério no Mediterrâneo”, que conseguiram encaixar bem os três gêneros. “Um Crime Para Dois”, a nova comédia-romântica-policial adquirida pela Netflix, busca esse mesmo caminho.

A obra dirigida por Michael Showalter (“Doentes de Amor”) conta a história de Jibran (interpretado por Kumail Nanjiani) e Leilani (vivida por Issa Rae). A história que começa como uma clássica comédia-romântica muda poucos minutos depois, quando, quatro anos após a cena anterior, o casal está brigando em casa, já à beira de uma separação. Os dois estão em momentos diferentes da vida, o que acaba gerando discussões atrás de discussões. Em meio a uma DR no carro, Jibran atropela um homem andando de bicicleta, que surge do nada na frente do veículo, mas ele logo se levanta e foge, mesmo sangrando.

Segundos depois, surge um suposto policial, que entra no veículo do casal e assume a direção, dizendo que o atropelado era um bandido procurado. Começa assim uma perseguição até ele ser atropelado e morto. O homem desce do veículo e verifica o corpo, mas foge ao ouvir o barulho de uma sirene de polícia. Ficam então atônitos Jibran e Leilani, denunciados por um casal testemunha como os culpados pelo assassinato. Como se defender quando a verdade parece loucura? Fugindo, é claro. Assim, eles tentam encontrar o verdadeiro criminoso para provar a sua inocência.

A graça do filme está com os protagonistas Kumail Nanjiani e Issa Rae, que capturam o espectador com muita naturalidade desde o primeiro instante. Com um timing muito bom para a comédia e sintonia entre os protagonistas, o roteiro de Aaron Abrams e Brendan Gall (ambos de “The Go-Getters”) também propõe os clichês dos filmes de mistério, incluindo investigadores, capangas, novas pistas e seitas estranhas. A história é previsível, mas para uma comédia descompromissada, é divertida.

Os roteiristas adicionam intimidade ao casal por meio de argumentos triviais em meio às discussões, que dão dinamismo às cenas. É engraçado acompanhar Jibran e Leilani tentando se livrar da polícia enquanto descobrem novas perspectivas sobre seus próprios sentimentos. As falas rápidas, com um atropelando o outro, é ao mesmo tempo um dos pontos positivos e negativos do filme: no terceiro ato, a fórmula passa a ficar cansativa. As poucas cenas de ação têm uma coreografia ruim, mas não chegam a tirar o foco. A montagem também ajuda a trazer um ritmo intenso para a obra, com cortes rápidos e com uma trilha sonora que ajuda a situar cada cena com comédia ou mistério.

“Um Crime Para Dois” não foge do básico, mas consegue entregar bons momentos graças à química e o talento dos seus protagonistas.

Finalmente aconteceu! Depois do movimento gigantesco conhecido como #ReleaseTheSnyderCut, o corte de “Liga da Justiça” com a visão original de Zack Snyder vai ser lançado no HBO Max. E aí, o que veremos no SnyderCut? Especulamos no vídeo do canal. Assista acima!

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Jordan Peele é uma das maiores revelações do cinema dos últimos anos. Ele começou a carreira fazendo humor no Youtube, mas foi no terror/comédia/suspense que a carreira deu um grande salto. O primeiro filme que ele dirigiu e roteirizou foi em 2017 com o maravilhoso “Corra!” (Get Out), longa que mostra várias críticas sociais e raciais através de uma história de um jovem fotógrafo que descobre um segredo sombrio quando conhece os pais aparentemente amigáveis da sua namorada. Com esse filme ele balançou Hollywood, entrou nas graças da crítica, ganhou prêmios (inclusive um Oscar de roteiro original) e grande notoriedade.

Já em 2019, novamente dirigindo e roteirizando, Peele lançou o excepcional “Nós” (Us). O filme mostra uma família que vai passar um fim de semana na praia. Eles começam a aproveitar o ensolarado local, mas a chegada de um grupo misterioso muda tudo e a família se torna refém de seres com aparências iguais às suas. Quais as discussões que o filme traz? Quais metáforas o diretor quis trazer?

ATENÇÃO: Esse programa tem SPOILERS dos filmes.

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|| PARTICIPANTES
Jurandir FilhoRogério Montanare, Gnu, Load Comics e Katiucha Barcelos

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[VÍDEO] Final alternativo de Corra!
[VÍDEO] Jordan Peele ganhando o Oscar

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Edição: Joel Suke
Revisão: Jurandir Filho

Pandemia, crise política, dólar custando seis reais, quarentena… como diria o boneco de neve Olaf, só coisa boa. Porém, se para você desgraça pouca é bobagem, nós do Cinema com Rapadura separamos oito filmes disponíveis na plataforma de streaming do Telecine para explodir sua cabeça e deixar você refletindo por dias sobre o que acabou de ver. Fique tranquilo, evitaremos grandes spoilers das tramas para não estragar sua experiência, caso não os tenha assistido (sortudo!). Veja as indicações abaixo pra ficar em casa com o Telecine!

Ex_Machina: Instinto Artificial

Caleb é um mero programador de uma empresa, que um dia é sorteado para passar alguns dias com com a robô Ava, para que avaliasse as atitudes da máquina. Durante o processo, ele também convive com o excêntrico Nathan, criador de Ava e dono da casa, na qual estão isolados do mundo.

Um perfeito exemplar de ficção científica que não foi tão valorizado quanto deveria. A direção de Alex Garland, e as excelentes atuações de Domhnall Gleeson, Alicia Vikander e Oscar Isaac, são a cereja do bolo de um roteiro sem defeitos – merecidamente vencedor do Oscar. Durante o longa, você ficará levemente claustrofóbico e incomodado com o que está vendo. E, ao final, continuará sentado por vários minutos até conseguir absorver tudo, enquanto se questiona até onde vai a humanidade das máquinas e a desumanidade dos humanos.

Os Suspeitos

Quando sua filha desaparece repentinamente, Keller Dover recorre ao detetive Loki. Após algumas investigações, este prende o problemático garoto Alex. Porém, o suspeito logo é solto por falta de provas. Desesperado com a lerdeza das investigações, Keller tem certeza de que Alex é o culpado, e resolve fazer justiça ele próprio.

Com direção de Denis Villeneuve (de “A Chegada”“Sicario”), um dos mais brilhantes diretores da última década, e estrelado pelos sempre competentes Hugh Jackman e Jake Gylleenhal,  “Os Suspeitos” é um agonizante suspense. Durante seu desenvolvimento, você ficará dividido entre apoiar as atitudes questionáveis de um pai desesperado e a suspeita repleta de pré-conceitos. Claro, tudo isso sem esquecer do grande mistério do paradeiro da garota.

Irreversível

Os amigos Marcus (Vincent Cassel) e Pierre (Albert Dupontel) partem em busca de vingança por um crime cometido contra Alex (Monica Bellucci), atual namorada de Marcus e ex de Pierre.

Esse filme não está aqui por nenhuma reviravolta genial do roteiro, com seu destaque sendo mesmo a narrativa reversa, mostrada de trás pra frente. Ao longo da trama, o sentimento predominante é o da desolação, enquanto entendemos como aqueles personagens do início chegaram naquela decadência e não podemos fazer nada para modificar seus destinos. Mas é na pesadíssima cena do estupro que o diretor Gaspar Noé não poupa nenhum espectador. Por isso, fica o aviso: esse filme pode ser um gatilho para sobreviventes de abusos e violências sexuais.

O Ilusionista

O ilusionista Eisenheim (Edward Norton) impressiona um grande público na Viena do século XIX, onde reencontra uma duquesa (Jessica Biel), noiva do príncipe herdeiro. Eisenheim tenta reviver esse grande romance, no entanto, o príncipe contrata um policial (Paul Giamatti) para expor a verdade sobre o ilusionista.

Talvez a trama seja um pouco clichê, ao abordar o “mágico com truques que parecem magia”, porém o longa se destaca pelas suas atuações e constantes reviravolta do roteiro. Ao final, nos questionamos se não seríamos tão inocentes quanto aquela população do século dezenove.

Matrix

Em um futuro próximo, Thomas Anderson (Keanu Reeves) é atormentado por estranhos pesadelos. À medida que o sonho se repete, com encontros com os misteriosos Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), Anderson começa a ter dúvidas sobre a realidade.

Ok, talvez a trama deste clássico não seja exatamente uma surpresa para ninguém. Entretanto, fica impossível terminar o filme e não olhar em volta questionando a própria realidade e se vivemos em uma máquina. Inclusive, alguns cientistas defendem que realmente existe uma chance de isso estar acontecendo. Durmam com essa.

Psicose

Após dar um golpe no local onde trabalha, a secretária Marion Crane foge da cidade com o dinheiro. Debaixo de uma forte tempestade, ela se hospeda em um decadente hotel na estrada, o Bates Motel. Sem fazer ideia do risco que corre, Marion precisa lidar com Norman, o misterioso dono do local.

Talvez a mais icônica obra do mestre do suspense Alfred Hitchcock, esse filme sempre é lembrado pela ousada cena do chuveiro. No entanto, as reviravoltas de roteiro – logo aos vinte minutos e nos instantes finais – tornam o longa um clássico, e com motivos. Não bastasse isso, ainda rolam alguns questionamentos bastante interessantes sobre as obsessões e relações humanas.

O Planeta dos Macacos

O astronauta George Taylor vai parar por acidente num planeta habitado por macacos. Os símios dominam o lugar, escravizando os seres humanos, inclusive George e os tripulantes da nave. Agora George precisa lutar contra a dominação e ajudar os escravos.

Sim, teve o remake/reboot do Tim Burton. Sim, teve a excelente trilogia prequel. Contudo, aqui falaremos da obra original, aquela de 1968 e que foi feita inteira com efeitos práticos (!!). Clássico da ficção científica, o longa subverte a relação homem-animal e gera interessantes questionamentos. Apesar disso, ele está nessa lista pelo plot-twist em suas cenas finais.

Nós

Adelaide (Lupita Nyong’o) e Gabe (Winston Duke) decidem levar a família para passar um fim de semana na praia e descansar em uma casa de veraneio. Eles viajam com os filhos e começam a aproveitar o ensolarado local, mas a chegada de um grupo misterioso muda tudo e a família se torna refém de seus próprios duplos.

Após surgir para o mundo com o magnífico “Corra!” – que também poderia muito bem estar nessa lista – o diretor Jordan Peele criou mais um perfeito exemplar que mistura suspense e terror. Repleto de metáforas e críticas sociais, o longa é consegue ser perturbador e assustador, ao mesmo tempo em que mantem sua atenção e curiosidade. Ao final, cabe a cada um absorver e interpretar todas as mensagens passadas por Peele.

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Foi divulgado um novo trailer de “Tenet”, novo filme de Christopher Nolan. Assista acima.

O filme estava previsto para chegar aos cinemas em 17 de julho nos Estados Unidos, mas a data não foi mencionada ao final do trailer. Em alguns materiais promocionais a data se mantém, enquanto em outros apenas os dizeres “breve nos cinemas”. Então, não há confirmação sobre a data de lançamento.

Na trama, John David Washington é o novo Protagonista. Armado apenas com uma palavra – Tenet – e lutando pela sobrevivência do mundo inteiro, o Protagonista entra em um jornada através de um mundo de espionagem internacional em uma missão que se desenrolará em algo além do tempo real.

O elenco conta ainda com Robert Pattinson, Elizabeth Debicki, Aaron Taylor-Johnson, Kenneth Branagh, Michael Caine, Dimple Kapadia e Clémence Poésy. Nolan é responsável pela direção e roteiro do filme, além de dividir a produção com Emma Thomas (“Dunkirk”).

Ludwig Göranssson, vencedor do Oscar de Melhor Trilha Sonora por “Pantera Negra”, será o compositor do longa, marcando a primeira vez em mais de 10 anos que Hans Zimmer, da trilogia Batman, “A Origem”“Interesterlar”, e “Dunkirk”, não trabalhará com Nolan.