O CEO da Disney, Bob Iger, falou, em recente entrevista ao THR, sobre o futuro da franquia “Star Wars” e comentou também as polêmicas envolvendo os dois últimos filmes da saga, “Han Solo: Uma História Star Wars” e “Star Wars: Os Últimos Jedi”. Ele admitiu que os problemas envolvendo ambos foram erros seus, mas que existem planos estratégicos para os próximos lançamentos da franquia, e deu a entender que o intervalo entre cada um pode ser maior que o adotado atualmente.

Ele citou ainda o “Episódio IX” da saga principal, que será dirigido por J.J. Abrams e também a nova série de filmes dos criadores de “Game of Thrones”, David Benioff e D.B. Weiss:

“Eu tomei essa decisão, e quando eu olho para trás, eu penso no erro que eu cometi, assumo a culpa. Foi um pouco demais, muito rápido. Pode ter certeza que iremos desacelerar. O que não significa que não faremos mais filmes. J.J. [Abrams] está ocupado fazendo o ‘Episódio IX’. Nós temos entidades criativas, como David Benioff e D.B. Weiss [os criadores de ‘Game of Thrones’], que estão desenvolvendo sua própria saga, sobre as quais nós ainda não revelamos detalhes. E estamos chegando ao ponto em que decidiremos o que vai acontecer após [o filme de] J.J.. Mas eu acho que seremos um pouco mais cuidadosos em relação ao volume e ao tempo”.

Existem outros projetos de “Star Wars” em desenvolvimento, como uma série live-action com roteiro e produção de Jon Favreau (“Mogli: O Menino Lobo”) que será lançada com exclusividade na plataforma de streaming da Disney. Favreau disse que ela será situada sete anos após a Batalha de Endor, o grande clímax de “Star Wars: O Retorno de Jedi”. Ademais, uma nova trilogia que irá expandir o universo da franquia e sem relação com a saga da família Skywalker está sendo produzida por Rian Johnson (“Looper: Assassinos do Futuro”), além de um terceiro spin-off focado no caçador de recompensas Boba Fett, com roteiro e direção de James Mangold (“Logan”).

Em maio deste ano, após o fracasso de bilheteria de “Han Solo: Uma História Star Wars”, a Disney já havia demonstrado interesse em dar um espaço maior entre os lançamentos da franquia. O estúdio disse que pretende manter os lançamentos anuais de “Star Wars”, mas reconheceu que lançar dois filmes no mesmo ano prejudicou seu desempenho – o longa arrecadou cerca de US$ 392,9 milhões. A empresa também relaciona ao fracasso da bilheteria os lançamentos de “Deadpool 2” e “Vingadores: Guerra Infinita”, que estrearam bem próximos à estreia do spin-off do contrabandista.

“Star Wars: Os Últimos Jedi” também gerou muita polêmica. O oitavo longa da franquia foi alvo de muitas críticas de pessoas que não concordaram com os caminhos escolhidos pelo diretor Rian Johnson para desenvolver a história. A atriz Kelly Marie Tran sofreu com assédio e racismo em suas redes sociais por conta de seu papel em “Os Últimos Jedi”, chegando a deletar sua conta pessoal no Instagram – ela se pronunciou pela primeira vez sobre o assunto em agosto deste ano ao jornal The New York Times. O diretor J. J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”) também se pronunciou acerca de comentários machistas em relação ao filme de fãs que se sentiram “ameaçados” ao verem mulheres ocupando papéis importantes na saga da Lucasfilm.

Em recente entrevista ao THR, Bob Iger, CEO da Disney, falou sobre os serviços de streaming, e disse que eles são uma ótima forma de fornecer experiências personalizadas para cada cliente, além de aproximá-los da marca.

“É um relacionamento direto com os clientes, e nos permite fornecer experiências personalizadas e uma proximidade direta do cliente com a marca, além de ser uma nova forma de negócio. Daqui a um tempo, provavelmente menos pacotes de canais serão assinados e assistidos, e haverá mais vendas de marcas e programas específicos”, afirmou Iger.

Ele ressaltou que admira o trabalho realizado tanto pela Netflix quanto pela Amazon, mas garantiu que nenhum deles é como a Disney, Marvel, Pixar, “Star Wars”, National Geographic ou “Avatar”. Para Bob, nenhuma das duas plataformas tem o peso dessas marcas e com isso, o Disney Play, que custará menos que a concorrente Netflix, chegará com uma vantagem na perspectiva do conteúdo, pois não focará na quantidade de títulos, mas sim na qualidade.

Em agosto deste ano foi noticiado que a Disney poderia fechar a 20th Century Fox após a fusão, gerando possíveis 2.300 demissões. Iger foi questionado em relação à integração de novos funcionários e comentou que a escolha de quem fica e quem sai será baseada no talento e que ficarão os melhores de cada empresa. Ele disse ainda que está em contato com toda a equipe sênior da Fox e ambos estão buscando o melhor para todos.

Iger se pronunciou também sobre a polêmica envolvendo a demissão do diretor James Gunn da franquia “Guardiões da Galáxia” e de Roseanne Barr, da ABC, e disse que a decisão de demitir Roseanne foi unânime.

“É uma mistura de escolhas que eu fiz e que eu apoiei. No caso de Roseanne, creio que foi uma decisão unânime dos executivos da Disney. Já quanto a Gunn, a decisão foi apresentada a mim e eu a apoiei. Não tive motivos para me arrepender”.

Ele complementou dizendo que não repensou a decisão mesmo com a recepção negativa de boa parte dos fãs dos Guardiões, e também do elenco. Sobre a demissão de John Lasseter, após ser acusado de assédio, Iger disse que preferia não falar sobre o assunto. Lasseter, criador de “Toy Story”, foi afastado e Jennifer Lee (“Frozen”) e Pete Docter (“Divertida Mente”), deverão substituí-lo como chefes criativos da Pixar Animation Studios e da Disney Animation.

O movimento #MeToo também foi pauta da entrevista, e Bob foi questionado sobre como isto afetou a Disney:

“Primeiramente é necessário resolver os problemas específicos, mas acima de tudo, é preciso se certificar de que está sendo aplicado um padrão para todos na empresa. Não pode haver distinção entre cargos, importância para a indústria, o que seja. Em segundo lugar é preciso deixar claro para as pessoas que se elas forem vítimas de qualquer tipo de abuso ou assédio, elas devem sim fazer a denúncia, porque ao não fazê-la, elas estão contribuindo para que o ambiente de trabalho seja inseguro, e isso não é bom”.

Ele reforçou que, embora não quisesse dar nomes, era fundamental que as pessoas que ocupam cargos como o dele na indústria criem ambientes seguros para que as vítimas de abuso e assédio possam se sentir seguras para denunciarem e testemunharem sobre tais atos, e que é fundamental que todos na indústria percebam que é muito importante proteger as pessoas que trabalham em suas equipes.

O #MeToo é um movimento anti-assédio que encoraja as mulheres a irem a púbico para denunciar casos de abuso e assédio sexual e expôs também a cultura de cumplicidade dentro da indústria do entretenimento, do esporte, da política e da mídia em geral. O movimento ganhou força em 2017, quando diversos escândalos envolvendo o produtor Harvey Weinstein veio à tona, após mais de 80 mulheres o acusaram de estupro e outros crimes sexuais.

O ator Chris Hemsworth postou uma foto em seu Twitter ao lado de Tessa Thompson, atriz com quem contracenou em “Thor: Ragnarok” e cuja parceria está sendo retomada para o novo “MIB: Homens de Preto”. Veja abaixo:

O longa irá contar com novos personagens e uma história diferente, sem a presença dos personagens originais da franquia, interpretados por Will Smith e Tommy Lee Jones. Embora nenhuma sinopse tenha sido oficialmente divulgada até o momento, sabe-se que Thompson interpretará uma agente que se juntará à filial londrina dos Homens de Preto, onde será colocada como parceira do agente interpretado por Chris Hemsworth.

A direção está a cargo de F. Gary Gray (“Velozes e Furiosos 8“) e o roteiro é de Lowell Cunningham (“MIB – Homens de Preto 3“) Art Marcum e Matt Holloway (ambos do filme “Transformers: O Último Cavalheiro“).

Emma Thompsom retorna para seu papel apresentando em “Homens de Preto 3“, e o elenco também conta com as adições de Rebecca Ferguson (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”), Liam Neeson (“O Passageiro”), Rafe Spall (“Jurassic World: Reino Ameaçado”) e Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”).

O novo filme, ainda sem título oficial, tem data de estreia prevista para o dia 14 de junho de 2019.

CBS All Access anunciou que o reboot de “The Twilight Zone” (“Além da Imaginação” no Brasil), terá Jordan Peele (diretor de “Corra!”) como anfitrião e narrador. Na série original, Rod Serling era o responsável por introduzir as histórias de cada episódio. Veja o teaser com o anúncio oficial abaixo:

A releitura da série de 1959 espera continuar a ser uma “narrativa socialmente consciente para explorar a condição humana e cultura através dos tempos”.

“Rod Serling foi um firme visionário que não só pôs uma luz em problemas sociais de seu tempo, mas profetizou problemas do nosso [tempo]. Estou honrado de continuar seu legado para uma nova geração como um guardião de ‘The Twilight Zone’”, disse Jordan Peele.

O original “The Twilight Zone”  levou os espectadores a outra dimensão, uma dimensão não só de imagem e som, mas de mente. Foi uma jornada incrível de imaginação, de 1959 a 1964. A mãe das séries sci-fi, o show explorou esperanças, desesperos, orgulhos e preconceitos da humanidade de formas metafóricas que dramas convencionais não poderiam fazer.

Peele também é produtor executivo do projeto. O longa estreia no canal de streaming CBS All Access em 2019, nos Estados Unidos.

A Netflix revelou hoje (20) um novo teaser da terceira temporada de “Demolidor”, confirmando que a série retornará em 19 de outubro. Em versão mais sombria, o herói de Hell’s Kitchen aparece sangrando, de terno e com seus característicos óculos vermelhos. Assista abaixo:

“Podem sufocar o mal, matá-lo de fome, prendê-lo, mas ele achará uma maneira de voltar ainda mais forte. Só há uma forma de eliminar o mal, destruí-lo para sempre: Soltem o Diabo”, diz o herói no vídeo.

Também foi divulgado no perfil oficial da série no Twitter, um novo pôster para a terceira temporada, com os dizeres “Não tema o escuro. Torne-se ele”. Veja:

A trama da terceira temporada de “Demolidor” ainda não foi revelada, mas especulações apontam para uma possível adaptação do arco “A Queda de Murdock“, tida por muitos como a melhor história do personagem nos quadrinhos.

A nova temporada contará com os retornos de Charlie Cox como o personagem título; Deborah Ann Woll (da série “O Justiceiro“) como a jornalista Karen Page, antigo interesse amoroso do herói; Elden Henson (“Jogos Vorazes: A Esperança – O Final“) como o advogado Foggy Nelson, o melhor amigo e antigo sócio de Matt; e Vincent D’Onofrio (“Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros“) como o vilão Wilson Fisk, conhecido como o Rei do Crime. Jay Ali (da série “The Fosters“) completa o elenco da série no papel de Rahul ‘Ray’ Nadeem, um agente do FBI.

A terceira temporada de “Demolidor” tem estreia prevista para 19 de outubro de 2018.