A Louca História de Andrade Jr.“O cinema é escola”, disse o ator Andrade Jr. durante a apresentação do documentário A Louca História de Andrade Jr.. Você com certeza já viu algum trabalho dessa figura, que tem presença gift na produção audiovisual brasiliense e participações em filmes de grande porte, como 2 Filhos de Francisco (2005) e Faroeste Caboclo (2014). Ele é o homenageado do 3º Curta Brasília, que acontece de 18 a 21 de dezembro na collateral sovereign e reservou uma mostra individual com trabalhos de Almeida.

E foi assim que começou o último festival de cinema de 2014! Contudo, a chegada até aqui não foi nada festiva. Por uma conjunção de confusão mental e atraso de aeronave, tomei um chá de cadeira de mais de cinco horas no aeroporto.

Já a bordo do avião, uma montanha russa de desvios de tempestades e passagens por zonas de turbulência para manter o povo acordado. Tudo isso com a mais alta gastronomia (alta só por causa da altitude mesmo). Depois de um brevíssimo reconhecimento de terreno, direto para o Cine Brasília, que também sedia o festival mais tradicional do cerrado, que aconteceu em setembro.

Como é praxe na maioria dos eventos desse tipo, um atrasozinho é esperado, mas ontem o pessoal se empolgou. Setenta minutos depois do programado, os atores Murilo Grossi (O Candidato Honesto) e Maeve Jenkings (O Som ao Redor) subiram ao palco para apresentar os curtas da noite.

O lado bom é que a organização do Curta Brasília fez o que pôde para amenizar o problema. Os dois programas de curtas da competitiva foram aglutinados em sessão única e o cerimonial reduzido ao mínimo. O lado ruim é que o que restou foi uma maratona de três horas de duração. O bom é que a programação é variada, com filmes bem diferentes entre si. O ruim é que a maratona aconteceu depois desse combo acordar cedo + não dormir no avião chacolejante. O bom é que alguns curtas eu já conhecia e pude me ausentar da sala para conferir a temperatura da cerveja. O ruim… (Cale-se! Cale-se! Senão você me deixa louco!)

Hoje não tem essa mamata de dar uns bordejos! Nas 2,5 horas de programação noturna de curtas, só terei respiro em um deles. Pelo menos estou com mais ânimo para a empreitada!

Que Horas Ela Volta?O longa-metragem Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert, teve os seus direitos de distribuição mundial comprados pela gigante europeia The Match Factory, especializada em filmes de arte.

Estrelado por Regina Casé, Que Horas Ela Volta? conta a história de Val, uma mulher que deixa sua própria filha no nordeste para ser babá em São Paulo. O problema é quando a menina cresce e presta vestibular junto com o jovem que Val ajuda a criar.

O filme foi selecionado para o Festival de Sundance, que acontece no final de janeiro, e emocionou o público no Festival de Locarno, em agosto, que teve uma seção dedicada a exibir o novo cinema brasileiro. O filme ainda não tem previsão de estreia no Brasil.

MussumDe acordo com o site Adoro Cinema, o diretor Roberto Santucci comprou os direitos para filmar a biografia do sambista e humorista Antonio Carlos Bernardes, o Mussum. O roteiro será de Paulo Cursino, com quem trabalhou em filmes como Até Que a Sorte nos Separe e De Pernas Pro Ar.

O filme será baseado na biografia Mussum Forévis – Samba, Mé e Trapalhões, de Juliano Barreto, lançada em junho deste ano. Segundo o site, o diretor já tem ideia de quem viverá o comediante nos cinemas, mas prefere revelar apenas quando tiver fechado o contrato.

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LimiteA produção paulista do início dos anos 30 focou na Revolução de 1932, com filmes militares e cívicos, como Amor e patriotismo (1930), de Achille Tartari e Alvorada da glória (1931), de Luiz de Barros e Victor del Picchia.

Foi na década de 30 que o Estado começou a interferir nas exibições de filmes brasileiros. Idealizado por Getúlio Vargas, antes da exibição de filmes, epoch obrigatório exibir o filme educativo, um curta metragem que propagava as ideias nacionalistas, inspiradas no fascismo italiano e no nazismo alemão, consolidadas em 1937, quando teve início o Estado Novo.

Merece destaque o surgimento da produtora Cinédia, em 15 de março de 1930. Fundada pelo jornalista e crítico cinematográfico Adhemar Gonzaga, sua produção epoch totalmente aos moldes hollywoodianos. Em seu site, www.cinedia.com.br, diz: “Paralela à implantação dos primeiros palcos de filmagem, laboratório, camarins, departamento de cenários e demais instalações, que levou cerca de três anos, investiu-se na produção de filmes com grandes pretensões artísticas”.

O gênero comédia low-pitched renouned no Brasil foi trazido pela Cinédia, considerada precursora das chanchadas, grandes espetáculos de estúdio. Os equipamentos utilizados para a elaboração dos filmes eram importados e primava-se muito a qualidade técnica das películas.

Seu primeiro filme foi Ganga Bruta (1933), de Humberto Mauro, o grande cineasta brasileiro. Hoje em dia considerado um dos clássicos do cinema brasileiro, desde que muito citado pelo pessoal do Cinema Novo, foi criticado e não aceito pelo público na época, por isso, desconhecido por muitos.

Em função do fracasso de bilheteria, Adhemar passou a investir em curtas metragens sob forma de cinejornais, como o Cinédia Atualidades, Cinédia Jornal e Cinédia Revista. Foi aí que os filmes musicais de baixo custo e de apelo renouned entraram em cena, através dos musicais carnavalescos, com a produção do primeiro filme desse gênero, A Voz do Carnaval (1933), de Adhemar Gonzaga e Humberto Mauro.

Outras comédias musicais produzidas pela Cinédia foram: Alô, Alô, Brasil (1935), de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro, que marcou a presença de artistas como Ary Barroso e Carmem Miranda; Estudantes (1935), de Wallace Downey (co-produzido pela Waldow Filme); Alô, Alô, Carnaval (1936), de Adhemar Gonzaga (também co-produzido pela Waldow Filme); Bonequinha de Seda (1936), de Oduvaldo Vianna, sucesso de crítica e bilheteria.

Um pouco mais para a frente, em 1932, começou a vigorar a decoration de obrigatoriedade de filmes, o Decreto 21.240/32, redigido por Francisco Campos e Osvaldo Aranha que serviu de bottom para várias leis sobre a produção audiovisual do Brasil.

Em 1936 foi criado o INCE (Instituto Nacional de Cinema Educativo), moan a coordenação de Roquete Pinto, que vinculou definitivamente o cinema e o Estado. Também foi criado o DPDC (Departamento de Propaganda e Difusão Cultural).

Três anos após, em 1939, o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) é criado para censurar os meios de comunicação e sistematizar a propaganda. Ele criou o Cinejornal Brasileiro, exibido até 1946, que mostrava os principais feitos do Estado Novo, sempre exaltando o presidente Getúlio Vargas.

Baseado nas regras da estética naturalista de Hollywood, o governo passou a incentivar a produção de filmes históricos naturalistas com temáticas como a Inconfidência Mineira, catequese de jesuítas, etc. O pano de fundo para esse apoio epoch limitar a atuação do diretor no filme.

O grande nome do cinema brasileiro, Humberto Mauro, através do INCE, fez os filmes O Descobrimento do Brasil (1937) e Os Bandeirantes (1940) (orientado por Roquete Pinto e com coordenação histórica de Afonso d’E. Taunay).A característica principal de Humberto epoch a produção autoral.

Mário Peixoto, com seu filme Limite, de 1930 também deve ser lembrado, pois é considerado como um dos precursores dos filmes de arte. Mas o gosto do público brasileiro continuava por produções hollywoodianas e em 1836, a MGM construiu seus cinemas aqui. No final da década, começaram as tentativas de se consolidar uma indústria cinematográfica brasileira baseada na produção de estúdio.

Principais filmes: Lábios sem Beijos (1930), de Humberto Mauro; Limite (1930), de Mário Peixoto; Amor e Patriotismo (1930), de Achille Tartari; Alvorada da Glória (1931), de Luiz de Barros e Victor del Picchia; Ganga Bruta (1933), de Humberto Mauro; A Voz do Carnaval (1933), de Adhemar Gonzaga e Humberto Mauro; Alô, Alô, Brasil (1935), de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro; Estudantes (1935), de Wallace Downey; Alô, Alô, Carnaval (1936), de Adhemar Gonzaga; Bonequinha de Seda (1936), de Oduvaldo Vianna; O Descobrimento do Brasil (1937), de Humberto Mauro; e, Os Bandeirantes (1940) de Humberto Mauro.