Bilheteria cresce e filmes brasileiros batem recorde de lançamentos em 2016

A ANCINE – Agência Nacional do Cinema publicou nesta segunda-feira, 30 de janeiro, no Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual – OCA, o Informe Preliminar de Acompanhamento de Mercado, contendo os números do segmento de exibição em 2016. O ano foi bom para o mercado, com crescimento no total de bilhetes vendidos, e especialmente marcante para o cinema brasileiro.

A quantidade de filmes lançados, 143 filmes com 97 obras de ficção, é uma marca recorde para toda a história do cinema brasileiro.  Já o total de ingressos vendidos, que atingiu a marca de 30,4 milhões, é o melhor resultado desde 1984. A participação de público dos filmes nacionais chegou a 16,5%, contra 13% no ano anterior.

O principal destaque do ano é o crescimento do mercado de cinema no Brasil, que mostra forte resiliência frente a crise econômica. Os 184,3 milhões de bilhetes vendidos em 52 semanas cinematográficas representam crescimento real pelo oitavo ano consecutivo com taxas muito expressivas nos dois últimos anos de recessão. As receitas de bilheteria superaram R$ 2,6 bilhões em 2016.

Entre principais fatores desse crescimento, estão a expansão e modernização do parque exibidor brasileiro. O ano encerrou com 3.168 salas em funcionamento, mantendo expansão acima da média dos últimos 5 anos. Novas cidades foram incorporadas ao serviço de cinema. 2016 foi também o primeiro ano de operação do parque exibidor quase integralmente digitalizado, o que ajudou a elevar a bilheteria e a participação dos pequenos cinemas.

Números do cinema brasileiro em 2016:

  • Os 143 longas-metragens brasileiros lançados no ano passado foram produzidos por 134 empresas produtoras de todas as regiões do País.
  • Os filmes de ficção são maioria entre os lançamentos  – 97 ficções; 45 documentários e 1 animação.
  • Entre os filmes brasileiros, 23 tiveram mais de 100 mil espectadores, 13 mais de 500 mil e 7 venderam mais de 1 milhão de bilhetes.
  • Mesmo tendo estreado no final de dezembro, a comédia “Minha Mãe É uma Peça 2” alcançou a segunda posição no ranking dos filmes brasileiros mais vistos em 2016. Em apenas duas semanas, o filme foi o 13º com maior público do ano, com 4 milhões de ingressos vendidos. O filme segue em cartaz, já tendo superado os 8 milhões de bilhetes vendidos.
  • A diversidade de gêneros marcou o ranking dos 20 longas nacionais mais vistos no ano. Os filmes para o público infanto-juvenil, “Carrossel 2 – O Sumiço de Maria Joaquina” e “É Fada!”, ficaram na terceira e quarta posições, com 2,5 milhões e 1,7 milhões de espectadores, respectivamente. Merecem destaque também o premiado drama “Aquarius”, com 354 mil espectadores; a ação “Reza a Lenda”, com 377 mil, e as cinebiografias “Elis”, com 536 mil espectadores; “Mais Forte que o Mundo – A História de José Aldo”, com 565 mil, e “Nise – O Coração da Loucura”, com 153 mil espectadores.
  • O número de filmes nacionais dirigidos exclusivamente por mulheres também alcançou um novo recorde: 29 obras, o que representa 20,3% das obras brasileiras lançadas. Esse percentual é 5,6% maior se comparado ao ano de 2015, quando foi de 14,7%, e o segundo maior da série histórica, iniciada em 2009.
  • Com relação à distribuição dos filmes brasileiros, as distribuidoras nacionais acumularam 96,4% dos bilhetes vendidos.

Novas salas de cinema no País:

  • A região Nordeste, com 10%, e Centro-Oeste, com 7%, apresentaram as maiores taxas de crescimento no número de salas. O Nordeste, especialmente, mantém forte expansão de mais de 4 dezenas de salas anuais há quatro anos consecutivos.
  • 2016 foi um ano de aumento da interiorização dos cinemas: cerca de 80% das salas incorporadas ao circuito foram abertas no interior.
  • 21 novos municípios receberam seu primeiro cinema.
  • A digitalização atinge praticamente todo o parque exibidor brasileiro.

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