Capitão América 2: O Soldado Invernal” fez uma brincadeira com vários países pelo mundo. Em determinado momento (logo no começo, na verdade), Chris Evans puxa um caderninho de anotações com sugestões de coisas que ele perdeu enquanto hibernava. O bacana é que cada país ganhou uma versão (pelo menos 50% da lista muda de país para país). Na versão americana tem “Steve Jobs (Apple)”, “chegada do homem à lua”, “comida tailandesa”, “Star wars e Star Trek”, “Nirvana” e “Rocky”.

Olha só a brincadeira que a Marvel fez com os vários países, incluindo Brasil:

Brasil

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Coréia do Sul

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EUA

França

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Itália

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Reino Unido

O que você acha que o Capitão não deveria deixar de conhecer no Brasil?

Jack Robinson, um menino de 4 anos de idade com um tumor cerebral inoperável, morreu há alguns dias. Antes de sua morte, Jack teve vários de seus sonhos realizados. Ele foi visitado no hospital por Gary Barlow, um juiz na edição britânica do X Factor e vocalista do grupo pop britânico Take That (grupo que ele adorava). Ele até ganhou um passei no carro de bombeiros como presente de aniversário. Jack também era um grande fã Doctor Who, e recebeu uma mensagem personalizada de Matt Smith, o 11º Doctor. Olha a mensagem abaixo:

Esse foi o momento que ele viu o vídeo:

De todos os seus desejos, o mais marcante foi que ele queria ser enterrado com o temática de Star Wars. Você tem noção do que isso significa? Um garoto de 4 anos sabia que iria morrer logo-logo, aceitou a condição e mesmo assim queria deixar uma grande mensagem para nós. Aí cá estou eu, escrevendo esse texto chorando com a grandeza de espírito desse garoto.

Em Denmead, Hampshire, na Igreja de Todos os Santos, a família e os amigos de Jack se reuniram para transformar esse último desejo em realidade. Seus pais, Terence e Marie Robinson, mobilizaram amigos da família e transportaram seu corpo em um caixão de Star Wars em uma carruagem puxada por cavalos brancos rodeados por stormtroopers. Seu carro estava coberto flores, incluindo uma faixa com os dizeres ‘Jedi‘ e coroas de flores em forma de um sabre de luz, Yoda e R2-D2.

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Dentro da igreja uma banda tocou a música “Binary Sunset”, conhecida como tema de Luke Skywalker, e tinha escrito em uma faixa: “Mestre Jack Robinson se juntou a força em 1º de Abril de 2014”.

A música é essa:

Depois do funeral, o pai de Jack disse:

“Jack era um garoto especial, ele era único e ele conseguiu nos unir. Precisávamos dar um adeus único. A luz do pôr do sol que surgiu era Jack olhando nós. Sempre vou te amar, filho”.

Rest in peace, Jack.

Uma das coisa mais chatas, quando você está esperando muito por um filme ou um episódio de uma série, é receber um spoiler na cara. Quando alguém revela algo, dá vontade de dar um murro na cara do cidadão. O pior é que tem gente que faz isso sem se preocupar. Além de ser uma atitude escrota, isso denota mau caratismo. Com a estreia de grandes filmes e séries badaladas, o que você menos quer é alguém revelando algo sem você ter visto. Um grande blockbuster que você está esperando muito estreou nos EUA? Ou estreou no Brasil e você ainda não viu? Então se prepare para a chuva de spoilers que vão surgir por todos os lados. Vou dar algumas dicas para você tentar evitar receber um spoiler involuntário na cara:

1) Você que usa o Facebook, fique ligado, essa é a principal fonte de spoilers da internet. Uma dica que dou é você simplesmente parar de usar. São apenas alguns dias [considerando que você vai assistir logo]. Sério, você vai aguentar. Evite! Nesses dias a partir da exibição vão ter pelo menos umas 30 montagens com spoilers por minuto. EVITA USAR. Se não conseguir evitar, tente fazer a leitura abstrata. Nunca preste muita atenção nas imagens. Visitar Tumblr ou 9gag? Nem se te pagarem;

2) No Twitter já começa dando unfollow em “engraçadinhos”. Humoristas, pseudo-gozadores e gente que adora soltar ironias online. Se você não conhece bem o cara e não acompanha o seu trabalho, melhor dar unfollow. Depois de assistir, você volta a seguir (se é que existe um motivo para segui-lo);

3) Ainda no Twitter, não clique em hashtags. NÃO CLIQUE! Ignore essas coisas. E mais, nem ouse dar um search no filme/série no Twitter. Se possível, mute as hashtags. Se alguém escrever, por exemplo, sobre “GameOfThrones, mute a tag e o tuite não aparecerá na sua timeline. Tweetdeck e Echofon possuem essas funções;

4) Não faça buscas pelo nome do filme/série no Google ou outros buscadores. Não busque, pois pode acabar dando de cara em posts ou imagens que já revelam de cara algum spoiler;

5) Acesse apenas sites de confiança. Por alguns dias, evite visitar sites/blogs que você nunca ouviu falar ou que você sabe que eles são escrotos em relação ao assunto. Existem muitos sites bizarros que fazem questão de revelar spoiler logo na sua cara. EVITA VISITAR;

6) A partir de agora, não acesse NENHUMA NOTÍCIA sobre o filme/série. Até mesmo de sites confiáveis! As vezes nos comentários algumas pessoas são bem maldosas. Evite assistir aos trailers ou comerciais;

7) Existe um script chamado BLOCK YOUR EX, usado para excluir a sua(eu) ex-namorada(o) da sua vida online. Podemos usar para excluir o nome do filme/série e derivados até você assistir. Pelo menos conseguiremos evitar, logo de cara, um susto;

8) Amigos no SKYPE, GTalk ou Messenger do Facebook. Se você tem um amigo escroto, que adora relevar algo de graça (pra zoar), melhor você dar um block-amigo nele. Depois você desbloqueia;

9) Sabe aquele seu amigo que mora fora do Brasil e vai ver antes de você? É uma boa hora de bloqueá-lo em todas as redes sociais;

10) Não caia no truque da URL ENCURTADA. Muitos gaiatos usam os encurtadores para esconderem links de spoilers. Fique de olho;

Finalizando: Se por acaso você sentir o cheiro de spoiler, sai correndo, fecha a janela, abre o Youtube e digita POKEMON. Assiste alguns episódios para tirar a lembrança da mente.

Finalizando 2: Se você não tomar nenhum desses cuidados, infelizmente spoilers vão estar aí, na sua cara. Se o episódio de sua série favorita é exibido mundialmente e você não toma alguns cuidados para não levar spoilers de graça, infelizmente não tem muito o que fazer.

Finalizando 3: Tenta assistir o quanto antes. Vai chegar um momento que vai ser impossível de você não receber algum spoiler. Aí passam 1/2 semanas e você nem aí? Não tem do que reclamar depois, né?

Eu vou bloquear os comentários para não chegar gente fuleira querendo acabar com a graça do negócio. E por favor, recomende esse artigo no Facebook e Twitter! Depois disso, suma da internet.

OBS: Texto escrito na época do lançamento de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

É sempre assim! Toda vez após a exibição de um episódio de Game of Thrones, o Twitter/Facebook vira uma batalha entre os que assistiram e estão muito empolgados comentando o assunto, contra aqueles que não viram e reclamam de qualquer coisa que é falada, sendo spoiler ou não. Primeiro, vamos aos fatos:

1) Soltar um spoiler gratuitamente é um ato muito egocêntrico;
2) Revelar algo com intuito de zoar seu amigo é PIOR ainda.

Segundo, vamos aos outros fatos:

1) Se você não quer levar spoiler, evite procurar sarna pra se coçar. Clicar em hashtags, abrir os comentários de um post de alguém que está falando sobre a série no Facebook e etc, são atos de pessoas que querem levar spoiler;
2) “Agora deu! Eu tenho que sair da internet?”. Olha, não sou seu pai, mas eu aprendi que se você quer evitar algo, você não vai atrás.;
3) O mais importante de tudo é que o canal HBO se mobilizou para trazer a série no mesmo dia/hora que passa nos EUA. A exibição é simultânea justamente por ser uma série que tem muitas revelações e mortes inesperadas. Quando acontece algo, logo aparece nos Trendings do Twitter. Vira o assunto da vez no Facebook. Então não tem como correr contra a maré. Ou você se mobiliza pra assistir, ou evita ficar online até assistir. É simples assim!
4) Tentar controlar os outros e sua livre expressão só porque VOCÊ ainda não viu a série que é baseada em livros escritos há 15 anos é pedir DEMAIS.

Todo mundo concorda que spoiler é algo escroto. Mas nem tudo é spoiler. Porém, na cabeça dessa galera que patrulha tudo, qualquer coisa vira revelação. Nós vivemos numa realidade onde queremos compartilhar os nossos sentimentos instantaneamente. Game of Thrones deixou de ser apenas uma série para se tornar um evento. Muitos comparam com um evento esportivo. Ninguém fica com raiva quando revelam o resultado de um jogo, mesmo sem você ter visto, correto? Tem gente que acha spoiler escroto só quando é conveniente para ela.

Eu já escrevi sobre como evitar levar spoilers. Tem como se proteger. Fazer #mimimi toda vez após a exibição do episódio não é uma forma bacana de proteção.

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As adaptações de romances de literatura Jovens Adultos ou YA (Young Adults, no original em inglês), está bastante em alta em Hollywood nos últimos anos – em especial a vertente de fantasia distópica, impulsionada pelo sucesso estrondoso de Jogos Vorazes. O mais recente exemplar do gênero, Divergente chega aos cinemas brasileiros em 17 de abril e é baseado no livro homônimo escrito por Veronica Roth.

A história de “Divergente” se passa em uma versão futurista de Chicago onde, após ser devastada por uma guerra, a sociedade se reergueu sobre um sistema de facções que divide as pessoas baseado em traços de personalidade. São elas a Franqueza, a Amizade, a Audácia, a Abnegação e a Erudição – os que valorizam a honestidade, a fraternidade, a coragem, o altruísmo e o conhecimento, respectivamente. Aos 16 anos, cada jovem deve passar por um teste de aptidão e escolher entre continuar com sua família ou deixar sua facção de origem e se transferir para outra.

DivergenteO livro conta a história de Beatrice “Tris” Prior. Nascida na Abnegação, Tris nunca sentiu se encaixar em sua facção. Parte do conflito interno de Tris, que admira os atos de altruísmo que vê diariamente, mas sente-se incapaz de incorporá-los com naturalidade, é respondido logo no início. Após um teste de aptidão bastante incomum, Tris recebe a notícia de que é uma Divergente, ou seja, não se encaixa em apenas uma facção. Com ela, vem o aviso: esse resultado é extremamente perigoso e deve ser mantido em total sigilo a qualquer custo. Na Cerimônia de Escolha, Tris toma a difícil decisão de deixar sua família: a garota se torna uma transferida e vai parar na Audácia, onde precisa concluir o teste de iniciação se não quiser virar uma sem facção e viver na miséria, às margens da sociedade.

“Divergente” tem todos os elementos de uma história adolescente. A busca pela identidade e por seu lugar no mundo está presente o tempo todo no discurso de Tris, que se questiona a cada nova ação. A personagem passa por conflitos e indecisão, questionando seu caráter, suas escolhas, seus sentimentos e a pessoa que está se tornando. É interessante ver o desenrolar dessa luta, que acontece simultaneamente às batalhas físicas da iniciação. Tris deixa o conforto e a organização da Abnegação e os troca pelo caos da Audácia, onde os iniciados são forçados a lutar entre si até perderem a consciência e as atividades principais dos membros envolvem tarefas como saltar para dentro e fora de trens em movimento, pular de prédios e transformar as tarefas mais banais em desafios perigosos.

Não demora muito até a protagonista perceber que a linha tênue que separa bravura e estupidez se perdeu em meio às intrigas da nova liderança em sua facção. Conforme a protagonista vai descobrindo uma conspiração da Erudição para derrubar o governo da Abnegação (que comanda a cidade com base no princípio do altruísmo), a participação da Audácia vai ficando mais clara. O leitor mais atento não demora a perceber o papel crucial dos Divergentes e porquê eles representam tanto perigo – aqueles que não se encaixam em um molde único não podem ser facilmente controlados.

DivergenteA narrativa tem ritmo rápido e  impede que o leitor se canse facilmente; os capítulos são bem divididos e quase nenhum se passa sem desenvolver a trama, que nunca se distancia da personagem principal. Roth constrói coadjuvantes carismáticos que, mesmo não sendo sempre tão multifacetados, ilustram muito bem os pontos de reflexão da narrativa. Enquanto a história se passe em um regime autoritarista, a autora se empenha em mostrar o quão ingênua e simplista é a ideia de uma sociedade polarizada quando o humano é um ser tão ambivalente.

Pouco a pouco, Tris percebe que o senso de comunidade inflado em cada cidadão desde o nascimento – a ordem do sistema é “facção antes do sangue” – é inconsistente. Em uma sociedade em que somente aqueles que se encaixam num grupo específico podem participar como cidadão e o restante é condenado à exclusão para preservar a paz, as inconsistências começam a aparecer no primeiro sinal de conflito. O medo da mudança e do conflito, que se esconde nas camadas sociais mais interiores, parecem estranhos a Tris quando a garota descobre que os muros que envolvem a cidade, construídos para guardar a população de uma ameaça desconhecida, é na verdade trancado por fora – e não por dentro, como seria de se esperar.

Como não poderia faltar, o romance também está presente no livro. Embora tenha alguns momentos água com açúcar, a relação entre Tris e Quatro, seu supervisor de iniciação que também guarda importantes segredos, é bem construída e não cai no clichê de relacionamentos abusivos. Roth consegue construir uma protagonista de personalidade forte, que não é definida pelo homem por quem se apaixona e não deixa seus ideais se confundirem com os dos outros. Tris e Quatro são suas próprias pessoas e não se olham através de um filtro cor-de-rosa, como acontece em muitos romances adolescentes.

Escrito como a primeira parte de uma trilogia, “Divergente” termina de maneira intrigante, deixando várias questões para serem respondidas nos próximos volumes. A continuação “Insurgente”, embora perca um pouco do ritmo de seu antecessor, continua a história de Tris de maneira satisfatória e expande a narrativa, que introduz novos personagens e sai do complexo da Audácia. Outro ponto significativo é a introdução dos sem facção, que ganham grande importância na trama. Quem chegar ao fim do livro será surpreendido com uma revelação arrasadora, que deixa a promessa de uma bela história para o final da trilogia.

DivergenteAo contrário de outros autores do gênero, Roth escreveu “Divergente” enquanto ainda estava na universidade (o livro foi lançado em 2011, quando a autora tinha apenas 22 anos), o que a aproxima mais de seus leitores. Ativa nas redes sociais, ela usa as ferramentas como canal de comunicação direta com seu público e por lá divulgou várias novidades sobre a trilogia. Lançado no fim do ano passado, o romance “Convergente” trouxe o desfecho da saga e um final explosivo, que causou polêmica e dividiu opiniões ao render várias ameaças à autora vindas de fãs extremistas. Embora a trilogia seja essencialmente sobre a heroína Tris, aqui seu ponto de vista é dividido e Roth perde um pouco o foco, contando metade da história da perspectiva de Quatro. Mesmo assim, parece ser unanimidade entre críticos e fãs que Roth tomou uma decisão arriscada com o fechamento da trama – e valeu a pena.

Apesar de não ter causado tanto furor no Brasil, a trilogia “Divergente” foi um enorme sucesso de vendas nos EUA, ficando várias semanas em primeiro lugar na lista de mais vendidos do The New York Times, resultado repetido a cada continuação. O romance gerou ainda dois spin-offs centrados no fan favorite Quatro, ambos inéditos no Brasil: “Free Four”, um pequeno conto que na verdade é o capítulo 13 do primeiro livro contado sob a perspectiva de Quatro; e “Four: A Divergent Collection”, uma coleção com quatro contos que mostra o mundo de “Divergente” pelos olhos de Quatro e revela detalhes de seu passado e personalidade. Este último será lançado nos EUA em julho deste ano, tendo atualmente apenas o primeiro dos quatro contos disponíveis no mercado.

A Summit Entertainment, produtora da adaptação para os cinemas, espera ter encontrado em Tris sua nova galinha dos ovos de ouro e está investindo pesado em divulgação. A continuação do filme já está garantida e tem data de estreia: 20 de março de 2015. Com um elenco de jovens semidesconhecidos e alguns nomes de peso como Shailene Woodley (“Os Descendentes”), Kate Winslet (“Contágio”), Ashley Judd (“Crimes em Primeiro Grau”) e Maggie Q (da série “Nikita”), a adaptação de “Divergente” deve alavancar as vendas dos livros no Brasil. Resta esperar que a produção mantenha o nível da obra literária.