A HBO liberou um novo vídeo que traz a dupla de criadores da série ‘Game of Thrones’, D.B. Weiss e David Benioff, comentando alguns detalhes importantes referentes ao último episódio da produção, exibido nesse domingo (13).

Confira:

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Berço do cinema mundial, a França ganha mostra inédita dedicada inteiramente ao seu legado, que continuam a influenciar novas produções mundo afora, a partir do dia 12 de agosto. As sessões serão realizadas sempre aos sábados, às 15h, no Mezanino do Centro Cultural Fiesp, até 30 de setembro. Os ingressos são gratuitos e podem ser reservados antecipadamente no site www.centroculturalfiesp.com.br.

A seleção da Cine SESI-SP no Mundo: A França e o Novo traz oito grandes filmes, que propõe reflexões sobre técnica, temática, estilo e originalidade presentes nas composições francesas do século XX. A programação conta ainda com astros das telonas, como Jeanne Moreau, Gene Kelly, Brigitte Bardot, Catherine Deneuve e Jack Palance.

De fato, a história do cinema sempre teve ligações com a França: graças ao cinematógrafo, dos irmãos Lumière, em 1892, ficou conhecida como o primeiro país a exibir imagens em movimento. Com George Méliès, foi pioneiro em efeitos especiais com o filme Viagem à Lua (1902). Nos anos 1960, sediou o movimento Nouvelle Vague (Nova Onda), que criou técnicas que romperam com aquelas utilizadas até então no cinema comercial, e sua vanguarda cinematográfica influenciou inúmeros diretores pelo mundo.

Para homenagear esse legado, a 11ª edição do Cine Sesi-SP no Mundo traça um panorama em pares, exibindo tanto os longas que inauguraram estéticas e temáticas no cinema, como aqueles que revelaram a evolução desses elementos, que permanecem evidentes nas produções contemporâneas de todo o mundo. Destacam-se produções de diretores consagrados, como Jean-Luc Godard (1930) e Jacques Tati (1907-1982), e, principalmente, a icônica performance de Jeanne Moreau (1928-2017), falecida em julho deste ano, em Ascensor para o Cadafalso (1958).

O longa Duas Garotas Românticas (1967), de Jacques Demy, destaca-se pela temática musical dos anos 60, com direito a cenários e figurinos característicos, e por um diretor que não mediu esforços ou recursos financeiros para produzir a obra. Em contrapartida, em O Desprezo (1963), Jean-Luc Godard questiona o efeito do sucesso comercial em sua expressão criativa, representada no filme pelo protagonista Paul Javal, roteirista que vê sua esposa desprezá-lo enquanto busca agradar um produtor estrangeiro. Apesar dos dois filmes retratarem o auge da carreira dos cineastas, um o faz como algo oportuno, que dá margem a novas conquistas, e o outro com um pesar, que motiva sentimentos e ações conflituosas.

Filme de maior importância histórica dentro da mostra, O Batedor de Carteiras (1959), de Robert Bresson, inova ao filmar diversos elementos, e não apenas o rosto como fonte majoritária de expressão. Enaltece o realismo do comportamento humano sem a espetacularização vista nos cinemas americanos. Vândalo (2013), de Hélier Cisterne, traz, 54 anos depois da obra de Bresson, uma produção que debate o mesmo tema: o comportamento desajustado do protagonista como forma de expressão de um jovem desalentado.

Ascensor para Cadafalso (1958), de Louis Malle, foi produzido no estilo film noir, com planos expressivos, uso de contrastes e sombras, retrato das fraquezas humanas e ambientes urbanos realistas. Além disso, torna-se um marco ao mostrar a bela atriz Jeanne Moreau sem maquiagem e utilizar o jazz de Miles Davis como trilha sonora – duas iniciativas ousadas que o distanciaram dos sucessos de Hollywood. Assim como na obra de Malle, O Pequeno Tenente (2005), de Xavier Beauvois, é um drama policial, em que os conflitos morais e psicológicos dos personagens ganham mais importância que os detalhes sórdidos dos crimes com os quais se envolvem.

Já O Carrossel da Esperança (1949) de Jacques Tati, e A Lei da Selva (2016), de Antonin Peretjatko, fazem uma crítica humorada à megalomania, zombando das instituições e da supervalorização do eu. Enquanto uma história se passa em uma cidadezinha pacata, a outra acontece na Amazônia, os dois filmes se conectam ao preservar o humor como método de crítica aos poderes e às fantasias que os sustentam.

A curadoria do projeto é uma parceria do SESI-SP e a Embaixada da França no Brasil, com apoio do Institut Français. A programação irá percorrer ainda 39 unidades do SESI-SP em todo o Estado, além do Centro Cultural Fiesp.

Mais informações sobre a programação em cartaz no Centro Cultural Fiesp podem ser conferidas em www.centroculturalfiesp.com.br.

 

Cine SESI-SP no Mundo: A França e o Novo
Data:
12 de agosto a 30 de setembro
Local: Mezanino do Centro Cultural Fiesp (Av. Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô) – 11 3146-7439
Capacidade: 50 lugares
Grátis

Quinze histórias do interior brasileiro, vindas de pequenos lugares espalhados por todas as regiões do país, compõem a sexta edição do Revelando os Brasis. Contadas por moradores de cidades com até 20 mil habitantes, as histórias (verdadeiras e inventadas) foram selecionadas no último Concurso Nacional de Histórias do projeto.

O Revelando os Brasis promove a democratização do acesso aos meios de produção audiovisual, oferecendo aos moradores das pequenas cidades a possibilidade de contar suas próprias histórias em filmes. Realizado pelo Instituto Marlin Azul, com o patrocínio da Petrobras, o projeto é um instrumento de registro da memória e da diversidade cultural do país e revela novos olhares sobre o Brasil.

Os autores participarão de oficinas de realização audiovisual, no Rio de Janeiro, entre 14 e 27 de agosto, onde estudarão todas as etapas de produção e depois voltarão para os municípios de origem para transformar as histórias em filmes.

Todas as cinco regiões brasileiras têm representantes selecionados nesta nova edição: Nordeste (05), Sudeste (05), Norte (02), Sul (02) e Centro-Oeste (01). Doze Estados têm histórias escolhidas: Bahia (02); Minas Gerais (02); Espírito Santo (02); Alagoas (01); Ceará (01); Pará (01); Mato Grosso (01); Paraíba (01); Rio Grande do Sul (01); Santa Catarina (01); São Paulo (01) e Tocantins (01).

A sexta edição selecionou histórias vindas das seguintes cidades: Lençóis e São José do Jacuípe (Bahia); Barroso e Urucuia (Minas Gerais); Laranja da Terra e Vargem Alta (Espírito Santo); Bom Jesus do Tocantins (Pará); Quebrangulo (Alagoas); Icapuí (Ceará); Nossa Senhora do Livramento (Mato Grosso); São Domingos do Cariri (Paraíba); Antônio Prado (Rio Grande do Sul); Guarujá do Sul (Santa Catarina); Águas de Lindóia (São Paulo) e Arraias (Tocantins).

Os autores das histórias selecionadas participarão das Oficinas Realização Audiovisual. O curso é composto por aulas de introdução à linguagem audiovisual, roteiro, direção, produção, direção de arte, fotografia, som, edição/finalização, pesquisa, mobilização comunitária e direitos autorais. Neste período, os autores transformam suas histórias em roteiro, elaboram um plano de produção e se preparam para dirigir o filme.

Após as oficinas, os selecionados retornam às suas cidades para transformar as histórias em filmes com até 15 minutos, com a participação da comunidade. Na pré-produção, os diretores mobilizam os moradores interessados em integrar a equipe local. Nas filmagens, os autores e a equipe contam com o apoio de profissionais contratados pelo projeto.

Nas cinco primeiras edições do projeto, entre 2004 e 2016, foram produzidas 180 obras, entre ficções, documentários e uma animação. Os filmes realizados são lançados nas comunidades e nas capitais dos Estados selecionados através do Circuito Nacional de Exibição Revelando os Brasis, que monta um cinema ao ar livre, em ruas e praças dos municípios. Ainda na fase de difusão do projeto, os filmes são lançados em DVD, com distribuição gratuita entre realizadores, secretarias, organizações sociais e culturais, cinematecas, universidades e cineclubes de todo o Brasil. As produções também são exibidas no programa de TV Revelando os Brasis, realizado em parceria com o Canal Futura.

Os selecionados da sexta edição do Revelando os Brasis foram:

Nome: Andrea Guanais Bezerra
História: Chica
Cidade/Estado: Lençóis/Bahia 

Nome: Carlos Henrique da Costa
História: A Aventura da Primeira Bicicleta
Cidade/Estado: Águas de Lindóia/São Paulo 

Nome: Cesar Luis Theis
História: História das Rodas de Chimarrão
Cidade/Estado: Guarujá do Sul/Santa Catarina

Nome: Eliabe Crispim da Silva
História: O Pescador de Memórias
Cidade/Estado: Icapuí/Ceará

Nome: Geilane de Oliveira Souza
História: Uma Escola Diferente
Cidade/Estado: São José do Jacuípe/Bahia

Nome: Joelson de Oliveira Silva
História: Nega da Costa – Uma Cultura Popular na Terra de Graciliano Ramos
Cidade/Estado: Quebrangulo/Alagoas 

Nome: Jurandir Antônio Nunes Amaral
História: Vivenciando a Cultura do Quilombo Mata Cavalo
Cidade/Estado: Nossa Senhora do Livramento/Mato Grosso

Nome: Lucrécia de Moura Dias
História: A Sússia
Cidade/Estado: Arraias/Tocantins 

Nome: Marcelo Rodrigues dos Santos
História: Carambola – O Destino de um Povo
Cidade/Estado: Urucuia/Minas Gerais 

Nome: Maria Odete Meotti de Bairros
História: Filó Italiano
Cidade/Estado: Antônio Prado/Rio Grande do Sul

Nome: Maria Patrícia de Aquino Lima
História: Rasga Mortalha
Cidade/Estado: São Domingos do Cariri/Paraíba

Nome: Paulo Alexandre Coelho
História: Jacaré, o Boi Cavalo
Cidade/Estado: Barroso/Minas Gerais

Nome: Rafael Wolfgramm Teixeira de Siqueira
História: Franz Seibel: o Surgimento da Fotografia Pomerana
Cidade/Estado: Laranja da Terra/Espírito Santo

Nome: Robson Messias Lucas Santos
História: A Guerreira Gavião
Cidade/Estado: Bom Jesus do Tocantins/Pará

Nome: Sheila Márcia Altoé
História: A Viagem do Seu Arlindo
Cidade/Estado: Vargem Alta/Espírito Santo

O Cinema da USP (CINUSP) recebe, de 14 a 25 de agosto, a mostra Trauma Cultural na Irlanda e no Brasil, com filmes reconhecidos e debates que exploram diferentes momentos históricos dos dois países. As sessões gratuitas acontecem de segunda a sexta-feira, às 16h e às 19h.

Em sua definição, um trauma cultural ocorre quando membros de um grande grupo, ou mesmo de uma nação inteira, vivenciam eventos que deixam marcas permanentes em suas memórias e em sua consciência coletiva, alterando e reconstruindo sua identidade.

Tanto o Brasil quanto a Irlanda têm momentos em sua história que se encaixam na temática, tais como os retratados em filmes presentes na mostra, como Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho, sobre a luta camponesa durante a ditadura militar brasileira e 1916: The Irish Rebellion (2016), que retrata um famoso conflito entre irlandeses e britânicos, conhecido como Levante da Páscoa.

Após a exibição deste último, no dia 24 de agosto, haverá um debate com a participação de Bríona Nic Dhiarmada, produtora do filme e professora da Universidade de Notre Dame, e Laura Izarra, professora livre-docente da USP e coordenadora da Cátedra de Estudos Irlandeses.

Um dia antes, 23, o diretor de Nós Estivemos Lá (2014), Cahal McLaughlin, também participará de um debate após a exibição do filme. A película, que retrata a história de mulheres que trabalharam nas prisões irlandesas de Maze e Long Kesh, ou que tinham familiares e amigos presos, relembra o cotidiano e o impacto dos anos de conflito em suas vidas pessoais.

Também estão presentes na mostra filmes premiados internacionalmente, como os britânico-irlandeses Fome (2008), vencedor da categoria de melhor primeira obra no Festival de Cannes, e Em Nome do Pai (1993), que recebeu o Urso de Ouro de Berlim em 1994.

A mostra do CINUSP é resultado de uma parceria com o Irish Film Institute, a Cátedra de Estudos Irlandeses William Butler Yeats e a Associação Brasileira de Estudos Irlandeses, cujo objetivo é divulgar o estudo da cultura irlandesa no Brasil. Para conferir a programação completa acesse www.usp.br/cinusp.

 

Mostra Trauma Cultural na Irlanda e no Brasil
Data: 14 a 25 de agosto – 16h e 19h
Local: CINUSP Paulo Emílio – Rua do Anfiteatro, 181, Colmeia – Favo 04 – Cidade Universitária, São Paulo – SP
Gratuito

 

O quarto episódio desta 7ª temporada de Game Of Thrones – GoT já é tratado por muito como um dos melhores de toda a série. Pessoalmente, este episódio deve fica no meu top 10 (ou top 20). O desfecho do episódio foi muito responsável pela excelente impressão que deixou no público. Diferentemente da batalha dos bastardos, na qual acompanhamos todos os seus preparativos, a batalha dos espólios surge de supetão. E sua intensidade também foi diferente.

Comparando as duas, notamos que a batalha dos bastardos teve um andamento dilatado e um episódio que foi preparando o público para o grande momento. Há na batalha dos bastardos várias linhas de tensões que são costuradas para compor o tecido da luta. Na batalha dos espólios, o episódio não faz grandes preparativos para o que virá e a ação é mais concentrada, com menos linhas de tensões e uma maior escala mais da ação. Na batalha dos bastardos, por exemplo, temos a morte de Rickon Stark, Jon Snow sendo sufocado, a chegada de Sansa, a luta mano a mano de Jon com Ramsey. Na dos espólios, esses pontos de tensões são rareados: temos o começo da batalha; Bronn (Jerome Flynn) manejando aquela grande lança; a cavalgada de Jaime, e mais um ou outro ponto de tensão breve.

Se a batalha dos espólios tem menos linhas de tensões do que a dos bastardos, ela ganhou em intensidade. É como se, ao invés de recebermos vários socos no estômago, recebêssemos um tiro no peito. Ela também foi mais grandiosa, sua escala é maior, por motivos óbvios: a presença de um dragão faz qualquer briga de vizinha ser épica!

Apesar dessa grandiosidade, a batalha dos espólios manteve uma qualidade presente na dos bastardos: o sofrimento, a tensão, o medo e a crueza que a luta impõe aos homens é palpável. Se na dos bastardos sentimos como se a lama nos sujasse, na dos espólios, vimos o medo nos olhos dos soldados com a chegada dos Dothrakis e, principalmente, pela primeira vez, vimos as consequência do fogo de dragão provoca. Já estávamos acostumados a ver corpos sendo queimados, contudo, de forma genérica. Desta vez, vimos o desespero de homens buscando água para apagar o fogo, escutamos os seus gritos de dor, e sentimos passar em nossos rostos as cinzas dos corpos carbonizados. Agora entendemos o alerta de Tyrion (Peter Dinklage) sobre atacar Porto Real com dragões.

Outro mérito deste episódio foi o sábio uso do CGI. Além do natural aprimoramento dos dragões ao longo da série, o diretor procurar mascarar a computação gráfica. Notem que a câmera não se demorava demais em cima de Drogon. Em vários momentos, ele é inserido num plano aberto e em outros, no qual ele está mais próximo, a fumaça logo o encobre. São mecanismos que a direção usa para dificultar que nossos olhos notem o CGI.

Uma batalha tão intensa colocada no final do episódio, fica clara que a proposta do roteiro de deixar o público extasiado durante os créditos. Em tempos de reder sociais, esse êxtase é importante para que o público comente e produza muitos memes. Essa técnica de encerrar uma narrativa de forma espetacular é também muito usada para disfarçar um desenvolvimento ruim: se um filme tem um andamento chinfrim, a conclusão épica deixa uma boa impressão, impedindo ou retardando que o público note os defeitos.

Claro, este não foi o caso aqui. Este quarto episódio beirou a perfeição. Em casos assim, um final épico apenas a boa experiência do público. E, ao menos para este crítico, o momento mais emocionante do episódio foi a chegada de Arya (Maisie Williams) em Winterfell.

Arya é a minha personagem favorita. O seu retorno foi um deleite para mim, um dos que mais me emocionaram em GoT. E interessante pensar em como a série produziu essa emoção. Para começar, como tantos outros personagens, Arya tem um arco dramático forte. Ela começou como uma garota, digamos, indomável, e se tornou um mulher complexa, com uma personalidade na qual o claro e o obscuro convivem uma relação perigosamente íntima. Todos os altos e baixos pelos quais ela passou voltam às nossas memórias, fazendo com que a gente se importe com ela. Todo o medo que sentimos dela entrar na lista de mortos do Titio Martin foi recompensado quando a vimos em casa. E a sequência em si foi boa: a câmera subjetiva em movimento panorâmico passeando por Winterfell, o encontro das irmãs na frente da estátua do pai, a luta com Brienne (Gwendoline Christie), suas falas, seus momentos ora infantis – como de uma criança que se sente segura para brincar – e ora adultos, tudo isso em um conjunto de cenas que resultou num dos instantes que certamente serão mais lembrados pelos fãs.

Agora, se o episódio foi tão bom, por que, no título da resenha, eu perguntei: um episódio perfeito teria algum defeito? Na verdade, é uma provocação, pois notei neste episódio uma falha e um descompaso que venho notando desde o segundo episódio.

A falha: sinto que alguns atores estão atuando no automático. Kit Harington (Jon Snow), Sophie Turner (Sansa), Aidan Gillen (Baelish), Peter Dinklage (Tyrion) são alguns dos que mais me chamam a atenção. Desses, Dinklage parece o que mais está no automático, algo que até os memes já notaram.

O descompasso: não sei se chega a ser um defeito, mas parece que os núcleos da série (ou mesmo diferentes personagens dentro do mesmo núcleo) estão em ritmos distintos. Alguns núcleos estão com desenvolvimentos mais acelerados (acima da média das outras temporadas), enquanto outros estão seguindo o ritmo tradicional da série. Sendo mais exato: os acontecimentos que envolvem a batalha pelo trono estão seguindo em ritmo acelerado; já os que envolvem a batalha contra o Rei da Noite segue num ritmo mais lento (ou mais condizente com o ritmo das temporadas anteriores).

Quando se observa isso, nota-se a estratégia do roteiro: resolver (ou quase resolver) a questão do trono, para deixar a parte final da série livre para o confronto com os White Walkers. Essa estratégia não é um pecado; podemos encontrar várias séries que seguem essa estratégia de desenvolver as suas linhas narrativas em diferentes ritmos. Ocorre que, até a temporada anterior, GoT conseguia desenvolver de forma harmônica suas tramas. O aumento de velocidade a cada temporada era gradual e em bloco – não parecia que a série estava seguindo dois ritmos, ainda que o roteiro o estivesse fazendo.

Sim, GoT adota essa estratégia de velocidades distintas de suas tramas desde sempre, mas nesta temporada, a estratégia fica perceptível demais. Talvez, a redução no número de episódio tenha obrigado a aumentar a velocidade em um ritmo maior, evidenciando o descompaso. E muitos espectadores já notaram a diferença. Se isso se confirmar, não mata a série de morte, apenas deixa o quadro geral da série um tanto disforme.

Posso estar profundamente errado sobre isso (e sobre as atuações), pois os próximos episódios – e mesmo a próxima temporada – podem me desmentir, e fica evidente que o ritmo ditado pelos produtores estava certo e o descompaso e era apenas um despacito. Esse, aliás, é uma das dificuldades de se resenhar uma série episódio por episódio: falta a visão do todo.

E, aí, o que achou do episódio? Ele entrou para o seu top top? Vibrou com a batalha? Emocionou-se com a Arya? Sentiu o clima entre Jon Snow e Daenerys na caverna? Vamos, comente, compartilhe e curta nossas redes sociais:

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