De acordo com o Deadline, a atriz inglesa Ruth Wilson, vencedora do Globo de Ouro de Melhor Atriz de Série Dramática por seu papel como protagonista de “The Affair”, irá estrelar a série dramática de fantasia “His Dark Materials”, produzida pela BBC, que adapta a série de livros conhecida no Brasil como “Fronteiras do Universo”.

A atriz viverá Marisa Coulter, uma das principais personagens da trilogia literária escrita pelo autor britânico Philip Pullman. A personagem é descrita em “A Luneta Âmbar”, a terceira parte da série, como uma bela mulher de 35 anos de idade.

Marisa Coulter é uma das principais personagens e a antiga amante de Lord Asriel, que será vivido por James McAvoy (“Fragmentado”). Ela será a responsável pela jovem Lyra, vivida por Dafne Keen (“Logan”). A princípio, Coulter é apresentada como uma vilã, mas depois ela passa por uma grande transformação, tornando-se uma anti-heroína protagonista.

A trilogia literária é formada pelos seguintes títulos: “A Bússola de Ouro” (1995), “A Faca Sutil” (1997) e “A Luneta Âmbar” (2000). Uma adaptação cinematográfica do primeiro livro foi lançada em 2006, contando em seu elenco com Nicole Kidman, Daniel Craig, Eva Green, Eric Bana e Kevin Bacon. No entanto, o insucesso do longa acabou acarretando na descontinuidade da franquia.

Na história, duas crianças, Lyra Belacqua e Will Parry, têm suas vidas conectadas durante suas aventuras por universos paralelos e uma guerra celestial envolvendo diversos mundos. A trama dos livros mistura ciência, tecnologia, mágica, feiticeiras, ursos-polares falantes e gobblers.

A série também terá em seu elenco o ator Lin-Manuel Miranda (do ainda inédito “O Retorno de Mary Poppins”), que viverá o piloto Lee Scoresby. O diretor Tom Hooper, de “A Garota Dinamarquesa” (2015) e vencedor do Oscar por “O Discurso do Rei” (2010), comandará pelo menos oito episódios. Além da BBC, o programa também será encabeçado pelas produtoras Bad Wolf New Line.

“His Dark Materials” ainda não tem previsão de estreia.

Os atores James McAvoy (“Atômica“) e Clarke Peters (“Três Anúncios Para Um Crime“) entraram para o elenco da série “Fronteiras do Universo”, adaptação televisiva da trilogia de livros homônima escrita por Philip Pullman.

Conforme noticiado pelo Deadline, McAvoy vai interpretar o pai da protagonista Lyra (Dafne Keen, de “Logan”), Lord Asriel, personagem vivido por Daniel Craig (“Logan Lucky: Roubo em Família“) no filme de 2007, que foi baseado no primeiro livro da trilogia, “A Bússola de Ouro”. Por sua vez, Peters vai interpretar o mestre responsável por criar a jovem Lyra.

Os livros de fantasia “A Bússola de Ouro”“A Faca Sutil” e “Luneta Âmbar” acompanham a história de Lyra Belacqua, uma garota de 12 anos que foi criada na cidade universitária de Oxford, na Inglaterra, quando crianças começam a desaparecer misteriosamente, sequestradas por misteriosas pessoas que são chamadas de gobblers.

Além de McAvoy, Peters e Keen, a série ainda contará com Lin-Manuel Miranda (“A Estranha Vida de Timothy Green“) no papel do aventureiro Lee Scoresby. A direção da série está à cargo de Tom Hooper (“A Garota Dinamarquesa“), ao passo em que o roteiro está sendo escrito por Jack Thorne (“Extraordinário“).

A série terá oito episódios e será uma produção conjunta da BBC OneBad Wolf e New Line Cinema. A Apple e a Netflix ainda estão disputando os direitos para disponibilizar a adaptação mundialmente.

“Fronteiras do Universo” ainda não tem previsão de estreia.

Gigante de Ferro, C-3PO, R2-D2, Wall-E, HAL 9000, Baymax, Dolores…

A palavra robô apareceu pela primeira vez em 1921, na peça teatral “R.U.R.”, do checo Karel Capek. R.U.R. são as iniciais de Rosumovi Univerzální Roboti, os Robôs Universais de Rossum. O termo, em sua origem eslava, tem como significado trabalho exercido de forma compulsória, ou escravo.

Rossum, protagonista da peça, é um cientista inglês que desenvolve uma substância que permite a criação de seres humanos mecânicos, usados para realizar todo o trabalho mundano, deixando as pessoas livres para viver uma vida de ócio criativo. Mas as coisas não funcionam como planejado, os robôs se rebelam e destroem a espécie humana.

Essa história parece familiar?

Durante as décadas de 1920 e 1930, os seres humanos artificiais foram retratados no teatro, no cinema e na literatura, como criações perigosas, com grandes chances de se voltarem contra os seus criadores. O medo dos avanços científicos e tecnológicos ditava a moral da história: o Homem não deve mexer com as leis naturais da vida.

As lendas de um monstro de Frankenstein moderno, com conflitos entre criador e criatura, tiveram variados enfoques com o passar das décadas, podendo abordar questões éticas, filosóficas e existenciais. O enfoque muda com a mudança dos temores de uma época, mas uma coisa é certa: nosso fascínio, e temor, por nossas criações animatrônicas, com seu artificial sopro da vida, parecem eternas.

Aproveitando a estreia da segunda temporada de “Westworld”, no dia 22 de abril, o Cinema com Rapadura traz um breve panorama da inteligência artificial nos cinemas.

Para continuar o texto, confirme que você não é um robô.

Metropolis

“Metropolis”, clássico de ficção científica de 1927, do austríaco Fritz Lang, co-roteirizado por ele e por Thea von Harbou, autora do romance no qual o filme é baseado, não só foi um dos primeiros filmes de ficção científica, como foi inspiração visual e conceitual para diversas produções posteriores.

Em que confusão você se meteu dessa vez C-3PO?

Um dos principais títulos do expressionismo alemão, o filme, como toda ficção científica que se preze, expõe situações extremas, em um futuro distante, para lidar com os problemas da atualidade. Situado em 2026, em um mundo devastado, na cidade de Metropolis os aristocratas vivem na superfície e a classe trabalhadora vive no subterrâneo, trabalhando para manter a vida luxuosa dos ricos. Rotwang (Rudolf Klein-Rogge), um cientista que perdeu a mulher pela qual era apaixonado, cria um robô na tentativa de trazê-la de volta a vida, mas seu chefe, Joh Federsen (Alfred Abel) ordena que o androide assuma a aparência de Maria (Brigitte Helm), uma das líderes do proletariado, com o objetivo de criar conflito entre os trabalhadores.

2001 – Uma Odisseia no Espaço

“Estou com medo, Dave. Minha consciência está se esvaindo. Estou sentindo.” – HAL-9000

Avançando para 1968, podemos vislumbrar o futuro imaginado por Kubrick e Arthur C. Clarke. Em “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, filme que acabou de completar 50 anos, o diretor e o autor usaram a evolução humana, desde a aurora do homem até a futurística exploração espacial, para lidar com diversas questões filosóficas humanas.

O computador de bordo HAL-9000, inteligência artificial da nave, é o único que sabe o real objetivo da missão em direção a Júpiter, realizada por Dave Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood). Hal consegue transmitir humanidade no filme, apesar de ser “apenas” uma voz (do ator Douglas Rain) e uma luz vermelha. Seu falar humano, seu medo de ser desligado, seus pedidos por misericórdia, fazem com que seu papel como “vilão” na história não seja assim tão óbvio. Afinal de contas, as máquinas são criadas para cumprir ordens, sem motivos ocultos em suas ações.

Blade Runner – Caçador de Androides

“Todos esses momentos vão se perder no tempo, como lágrimas na chuva.” – Roy Batty

“Blade Runner – Caçador de Androides”, filme de 1982, dirigido por Ridley Scott (“Todo o Dinheiro no Mundo”), com roteiro baseado no conto “Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?”, de Philip K. Dick, usa a temática da inteligência artificial para questionar a realidade. O longa teve uma continuação em 2017, “Blade Runner 2049”, dirigida por Dennis Villeuneve (“A Chegada”).

RAPADURACAST 520 – Duplex: Blade Runner (1982) e Blade Runner 2049 (2017)

Deckard (Harrison Ford, de “Blade Runner 2049”), um ex-caçador de androides, conhecidos no filme como replicantes, é convocado de volta à ativa após um motim que levou os replicantes mais sofisticados a se infiltraram na sociedade. Ele precisa impedir o objetivo final dos robôs: localizar seu criador e obrigá-lo a estender seu curto prazo de vida artificial. O encontro entre ambos deixa o questionamento: que direito tem o criador sobre suas criaturas?

A inteligência artificial dos replicantes é tão sofisticada que é necessário realizar um teste para identificá-los. No teste Voight-Kampff o interrogador faz séries de perguntas e mede a dilatação da pupila do paciente. O filme conseguiu transpor com sucesso a essência do conto, e da maioria das obras de K. Dick: mas afinal, o que é real?

Fora da ficção temos o teste de Turing, que determina se o objeto testado é humano ou uma máquina. Se 30% das pessoas consultadas acreditarem que se trata de outro humano, ele passa no teste. Há cerca de 4 anos, “Eugene Goostman”, uma inteligência artificial simulando um menino de 13 anos, passou no teste.

Exterminador do Futuro

Devemos nos preparar para a dominação da Skynet?

A franquia de “Exterminador do Futuro” é a primeira coisa que vem à mente de muitas pessoas quando se fala em revolta das máquinas. A temida Skynet é a grande vilã da franquia, uma inteligência artificial altamente desenvolvida que, ao se tornar autoconsciente, diagnosticou a humanidade como uma ameaça e deu início a um holocausto nuclear. Ela também enviou, muitas vezes por meio de viagens no tempo, um exército de ciborgues, conhecidos como Exterminadores, para eliminar a resistência humana que sobreviveu.

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Westworld – Onde Ninguém Tem Alma

“Temos certeza que você vai aproveitar a sua estadia em Westworld. Enquanto você estiver lá, por favor, faça o que quiser. Não há regras. E você deve se sentir livre para satisfazer todos os seus caprichos. Não tenha medo de ferir alguma coisa ou de se machucar. Nada pode dar errado” – Funcionário da Delos

Voltando para  1973, Michael Crichton, escritor dos livros que deram origem a franquia “Jurassic Park”, dirigiu e roteirizou “Westworld – Onde Ninguém Tem Alma”. Crichton teria criado o conceito para o filme durante uma viagem à Disney, onde ficou imaginando o que aconteceria se os bonecos animatrônicos do parque fugissem do controle e se voltassem contra os visitantes.

Westworld é um dos três parques temáticos da empresa Delos, que também conta com um mundo romano e um mundo medieval europeu. Ele simula uma cidade na época da ocupação do Oeste nos Estados Unidos, por volta de 1880, com androides fazendo o papel dos moradores. Com isso, Crichton une inusitadamente os gêneros de western e de ficção científica.

Os robôs do parque são indistinguíveis dos humanos, e estão ali para realizar todos os desejos dos visitantes, sejam eles heroicos, assassinos, sexuais ou simplesmente escapistas. São com alguns desses desejos em mente que Peter Martin (Richard Benjamin) e John Blane (James Brolin) decidem se aventurar em Westworld. Após algumas experiências bem realistas do velho oeste, como camas pequenas, doenças e tiroteios, a dupla entra em conflito com o androide pistoleiro (Yul Brynner). Enquanto isso, nos bastidores do parque, os engenheiros e supervisores de robôs da Delos percebem que existe algo de errado com as máquinas, como se uma doença estivesse se espalhando pelos androides, que não podem ser mais controlados e se voltam contra os humanos.

Westworld

“Estes desejos violentos têm fins violentos”.

Nesta mais nova adaptação do longa, série produzida pela HBO que estreou em 2016, os desejos humanos e o ganho de consciência das máquinas são aprofundados. Os questionamentos filosóficos e existenciais, os conflitos entre criador e criatura estão todos lá. Mas a crueldade dos atos que “pessoas normais” são capazes, quando não existem consequências visíveis, ganha destaque. A apresentação de um vilão como o personagem do Homem de Preto (Ed Harris), mostra que “Westworld”, assim como muitas obras de sci-fi atuais, afirma que no final de tudo: são aos humanos que devemos temer.

A dominação robótica só começou, o que faremos para impedir? Será que ainda temos direito ao nosso mundo? Esse mundo ainda é nosso? A segunda temporada de “Westworld” estreia na HBO neste domingo, 22 de abril, às 22h.

Após uma performance abaixo do esperado de “Star Trek: Sem Fronteiras” nas bilheterias mundiais – o longa somou US$ 343.3 milhões nas bilheterias mundiais – o futuro da franquia, apesar de garantido, ainda está com rumos por definir. Na última segunda-feira (26) o ator Simon Pegg (“Jogador Nº 1“), que dá vida ao engenheiro Montgomery Scott nas novas produções, criticou a estratégia de promoção do último longa ao portal GeekExchange, colocando-a como uma das responsáveis pelo baixo valor arrecadadado:

“Acho que foi mal promovido, para ser sincero. Se você olhar para filmes como ‘Esquadrão Suicida’, ele tinha propagandas muito antes de ser lançado, e as pessoas estavam muito ansiosas. Enquanto com ‘Star Trek: Sem Fronteiras’ foi o contrário, o marketing começou muito tarde. Ainda teve bons resultados, mas foi um pouco decepcionante se comparado com ‘Além da Escuridão’ [segundo filme da nova franquia].”

Outro fator que incomodou o ator em relação à promoção do filme foi a campanha ter incluido cenas com a música “Sabotage“, dos Beastie Boys, que seria uma surpresa para os fãs no terceiro ato:

“Fiquei muito irritado por terem usado ‘Sabotage’, era nosso momento surpresa no final. Era para ter sido uma reviravolta muito legal e emocionante, e algo que era para ser uma grande surpresa assim, foi estragado logo no primeiro trailer, me incomodou bastante. Também fizeram parecer um filme de ação besta. Acho que estavam assustados, ainda mais com o 50º aniversário da franquia. Foi meio às pressas, não sabiam direito o que fazer e é uma pena. Mas saí do filme muito, muito feliz e orgulhoso.”

Pegg ainda complementou suas últimas declarações sobre a participação de Quentin Tarantino (“Os Oito Odiados“) na franquia, esclarecendo que tudo ainda está nos estágios iniciais e aguardando definições:

“Há um roteiro sendo escrito, e há também a história de Tarantino vir e bater um papo com J.J. Abrams [produtor da franquia ], sobre uma ideia que ele tem faz tempo. Essa ideia vai para a sala de roteiristas para ser analisada. Acho que seria necessário alguém como ele para recomeçarmos. É uma proposta interessante, ainda que eu não saiba se teremos todo mundo explodindo as cabeças dos outros com phasers e chamando Klingons de ‘Filhos da p*’, mas quem sabe, seria legal.”

Os rumores sobre Tarantino são o que de mais novo há de informação sobre o futuro da franquia “Star Trek” nos cinemas por enquanto. Muito ainda há de ser conversado antes de quaisquer definições, de acordo com o relato de Pegg.

Atualmente, o diretor se dedica à produção de seu nono filme, “Once Upon a Time in Hollywood“, que mostrará acontecimentos relevantes do ano de 1969, incluindo os assassinatos realizados pela Família Manson. O longa tem previsão de estreia para o dia 9 de agosto de 2019. O próximo “Star Trek”, entretanto, ainda não tem data de estreia confirmada.

A série “Fronteiras do Universo” acaba de contratar Dafne Keen, a X-23 de “Logan” e Lin-Manuel Miranda, responsável pelas músicas de “Moana”, e do vindouro “Mary Poppins Returns”, para integrar o elenco. As informações são do Deadline.

“Fronteiras do Universo” adaptará para a televisão a trilogia de livros homônima escrita por Philip Pullman. Os livros de fantasia “A Bússola de Ouro”, “A Faca Sutil” e a “Luneta Âmbar” acompanham Lyra Belacqua (Dafne Keen), uma garota de 12 anos que foi criada por na cidade universitária de Oxford, na Inglaterra, quando crianças começam a desaparecer misteriosamente, sequestradas por misteriosas pessoas que são chamadas de gobblers. O primeiro livro, “A Bússola de Ouro”, foi adaptado para os cinemas em 2007.

A série terá oito episódios e será produzida pela BBC One, Bad Wolf e a New Line Cinema. A Apple e a Netflix estão disputando os direitos para disponibilizar a adaptação mundialmente.

“Fronteiras do Universo” ainda não possui previsão de estreia.