Foi anunciado pela Netflix que a atriz Imelda Staunton interpretará a Rainha Elizabeth II na quinta e última temporada de “The Crown”. O papel já foi de Claire Foy nas duas primeiras temporadas, seguiu com Olivia Colman na terceira, e também será da mesma na quarta. Staunton será a última a interpretar a Rainha na série. Em declaração, a atriz afirmou:

“Eu tenho amado assistir ‘The Crown’ desde o início. Como uma atriz, foi uma alegria ver como tanto Claire Foy quanto Olivia Colman trouxeram algo especial e único para os roteiros de Peter Morgan [roteirista e criador da série]. Eu estou genuinamente honrada em estar se juntando a um time criativo excepcional e por estar levando ‘The Crown’ a sua conclusão”.

Imelda Staunton é conhecida por interpretar Dolores Umbridge na franquia “Harry Potter”, mas a atriz é consagrada por papéis em peças e filmes britânicos. Ela foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz por “O Segredo de Vera Drake”, participou de “Shakespeare Apaixonado”, “Orgulho e Esperança”, e esteve recentemente no filme de “Downton Abbey”.

“The Crown” narra os dramas vividos pela rainha Elizabeth II, abordando as questões políticas e os relacionamentos de amizade e rivalidade da soberana, culminando nos eventos históricos que impactaram toda a realeza britânica. A terceira temporada estreou em novembro de 2019 na Netflix. A quarta temporada está atualmente em produção, com Gillian Anderson e Emma Corrin confirmadas como as novas adições ao elenco.

“Um Lugar Silencioso – Parte 2” teve um novo comercial divulgado, que será exibido durante o Super Bowl neste domingo (02). O vídeo de 30 segundos mostra uma cena de flashback no início e algumas cenas rápidas da sequência. Assista acima (sem legendas).

A Paramount também divulgou um vídeo de bastidores do longa, dando mais detalhes sobre a trama da continuação, também com cernas inéditas. Assista abaixo.

Depois dos eventos fatais do primeiro filme, a família Abbott (Emily Blunt e as crianças Millicent Simmonds e Noah Jupe) deixa sua casa e agora encaram os terrores do mundo afora, enquanto continuam a lutar pela sobrevivência em silêncio. Explorando território desconhecido, eles descobrem que as criaturas não são a única ameaça que os espreita.

Cillian Murphy e Djimon Hounson completa o elenco. John Krasinski, que estrelou, dirigiu e co-roteirizou o primeiro filme, volta para o cargo de direção e também roteiriza a sequência. Andrew Form, Brad Fuller e Michael Bay também retornam como produtores.

“Um Lugar Silencioso – Parte 2” tem sua data de estreia prevista para 19 de março de 2020 no Brasil.

“Mulan”, a próxima adaptação live-action da Disney, teve um novo comercial divulgado, focado na jornada da heroína. Além disso, foi confirmado que o trailer final do longa será lançado no domingo (2), no intervalo do Super Bowl. Assista ao comercial acima.

A trama do live-action é baseada na lenda chinesa de Hua Mulan. A história se passa na China, durante a Dinastia Han, e mostra a jovem Mulan se disfarçando de homem para ajudar o pai, que, mesmo doente, é recrutado para lutar por seu país após este ter sido invadido. Com as habilidades de um soldado corajoso e valente, Mulan segue sua jornada para se tornar uma das maiores guerreiras de toda a China.

O elenco conta com Liu Yifei no papel principal, Jimmy Wong como Ling, Doua Moua como Chien-Po, Chen Tang como Yao, Jason Scott Lee como Bori Khan, e Jet Li como o imperador da China. Entre personagens que não estavam presentes na animação estão Gong Li como Xianniang, Donnie Yen como o comandante Tung e Yoson An como Cheng Honghui. Outros nomes do elenco são os de Utkarsh Ambudkar, Ron Yuan, Chum Ehelepola, Xana Tang e Tzi Ma.

Com a direção de Niki Caro (“O Zoológico de Varsóvia”), o roteiro fica por conta de Rick Jaffa, Amanda Silver, Lauren Hynek e Elizabeth Martin.

“Mulan” estreia em 26 de março no Brasil.

Qual é sua primeira reação ao pensar em Adam Sandler? Simplesmente faz sempre o mesmo filme? É um comediante para ser acompanhado? Tem bons projetos, mas, em geral, se rende a clichês? Não entende o porquê de reclamarem tanto dele? Desistiu de assistir ao que ele faz? Independentemente da resposta, o ator tomou de assalto o meio cinematográfico com a produção “Joias Brutas“, disponibilizada no Brasil pela Netflix, e colocou uma pulga na orelha naqueles que duvidavam de seu talento. Apesar dos diretores Benny e Josh Safdie terem grande influência na narrativa provocativa, pulsante e caótica de um estudo de personagem controverso, é o protagonista que carrega os méritos dessa adrenalina audiovisual.

Seu nome é Howard Ratner, sua profissão trambiqueiro. O personagem trabalha em uma loja de joias atolada em dívidas por todo canto graças a negociatas duvidosas em que penhora, vende, compra e se envolve com sujeitos que colocam sua vida em risco. A esperança para se livrar da situação é vender uma pedra não lapidada vinda da Etiópia, repleta de minerais preciosos. O que parecia ser uma jogada de mestre rumo ao enriquecimento, contudo, se transforma numa jornada desgovernada que incluiu um leilão conturbado, cobradores perigosos e o jogador de basquete Kevin Garnett (vivido pelo próprio jogador em participação surpreendente).

Os irmãos cineastas deixam sempre seu estilo histriônico a serviço da caracterização de Howard. Cada sequência e transformação do ritmo da narrativa ajudam a mostrar como o negociante é um falastrão vazio, metido a malandro, movido a dinheiro e a sucesso individual que não sabe parar nem quando o caos se apresenta em seu caminho. Mesmo nas passagens mais alucinógenas e aparentemente gratuitas, há um efeito dramático revelado posteriormente. É o caso, por exemplo, da lisérgica transição do interior da opala para o organismo do homem durante um exame médico, algo sintomático de como ele é composto basicamente por ambição e lucro – características que se refletem na tumultuada vida em que mantém um casamento de fachada, vive um romance às escondidas com uma funcionária e ainda circula ininterruptamente por negócios nada promissores.

Após essa inusitada apresentação, o filme acompanha a profusão de enrascadas em que o protagonista se coloca através da sucessão de figuras ambíguas que cruzam seu percurso: há parentes exigindo o pagamento de dívidas, pessoas comuns querendo receber por relógios ou cruzes entalhadas com Michael Jackson, um astro da NBA obcecado pela opala, além da própria família e da amante que exigem de Howard o discernimento que lhe falta. Um mosaico de personagens que faz com que ele esteja constantemente saindo de um impasse para entrar em outro, conduzidos com maestria pelos Safdies que estimulam Adam Sandler a elevar a voz e partir para discussões e brigas a qualquer instante – esse detalhe de sua performance não equivale ao esterótipo visto antes em suas comédias, quando interpreta o sujeito infantilizado prestes a explodir, já que aqui se trata da representação de uma personalidade execrável nas mais absurdas situações (o que falar da sequência que desemboca em um porta-mala?!).

A descida para a anarquia também está presente no inconfundível estilo da dupla de diretores. O que já haviam feito anteriormente em “Bom Comportamento” se intensifica aqui: as cenas são filmadas para ilustrar a confusão na vida de Howard através dos cortes frenéticos, das discussões acaloradas, da simultaneidade de fatos conflituosos acontecendo, enfim de uma energia que extravasa a tela e chega aos espectadores; a trilha sonora pulsa na intensidade e na urgência de tudo que se impõe ao protagonista como numa contagem regressiva; e luzes neon, observadas no show de The Weeknd, reforçam a impressão de que tudo não passa de uma grande alucinação por drogas. Este último aspecto, por sinal, é resgatado pelos realizadores, fazendo o público mergulhar no modo de vida dos personagens que parece estar sob efeito de narcóticos, porém apenas é recoberto pelo desespero do imediatismo.

Seguir essa jornada igualmente significa atravessar uma gama variada de tons e sentimentos que assinala como o cotidiano de Howard é uma montanha-russa imprevisível. A sensação de que uma dificuldade pode ser superada é contrariada com o surgimento de um novo problema e a de que um fracasso é garantido pode ser subvertido por um golpe do destino, numa quebra de expectativas que foge da relação causa e consequência tradicional. São subversões que preenchem a narrativa com o trágico, o cômico nonsense, o melancólico, o dramático e o tenso a ponto de levar Adam Sandler a cenas que comprovam seu carisma e talento interpretativo. Ele passa pela exaltação nervosa dos confrontos com os coadjuvantes, pela tentativa de persuasão a favor de seus interesses, pela vibração acalorada diante do prenúncio do sucesso, pela tristeza frente a uma derrota pessoal e pela vergonha decepcionada escancarada em lágrimas incontidas.

Entretanto, o próprio homem é uma avalanche de contradições que o direciona para caminhos inesperados. Isso fica claro no último diálogo com Kevin Garnett, capaz tanto de demonstrar como ele transita por oportunidades e emoções paradoxais quanto de se autodefinir usando metáforas esportivas com conotações egoístas e ambiciosas – o monólogo do intérprete é o momento em que definitivamente se apropria do papel e chega ao auge da evolução narrativa. Além disso, essa mesma cena também consolida o domínio narrativo dos irmãos Safdie ao direcionar o filme para o encerramento com uma tensa montagem paralela que fortalece o imponderável do que pode ocorrer e novamente rompe expectativas, agora de forma chocante.

Após as duas horas e quinze minutos de duração, o mais novo recente trabalho dos cineastas reafirma a qualidade de tão breves carreiras. Eles voltam a dar sentido para a assinatura visual, para a potência do ritmo narrativo e para a coleção de personagens incomuns que os atraem, tendo um controle absoluto sobre as escolhas estéticas (a última transição, tão lisérgica quanto à primeira, carrega uma ironia fina sobre seu protagonista e a tese do self-made man norte-americano). Acima de tudo, eles conseguem dar outras possibilidades de resposta à pergunta do primeira parágrafo, retirando certezas ou visões pré-concebidas e colocando dúvidas e chances de elogios. Portanto, após assistir a “Joias Brutas”, qual é sua reação ao pensar em Adam Sandler?

Ele avisou, ninguém escutou. Após ser ignorado pela Academia e não receber indicações por sua atuação em “Jóias Brutas“, Adam Sandler e sua produtora Happy Madison acabam de renovar sua parceria com a Netflix para mais quatro filmes. O anúncio veio por meio de uma conta humorística da gigante do streaming. Veja abaixo:

“Vocês assistiram dois bilhões de horas de filmes do Adam Sandler, o que é bom já que ele está fazendo mais!”

Além do anúncio – que fala de Sandler como sendo parte da “família Netflix” -, o tweet fornece um dado interessante: os usuários assistiram mais de dois bilhões de horas de filmes do ator. A fidelidade dos assinantes do streaming a Sandler é tamanha que a renovação era o caminho natural, de acordo com o chefe de conteúdo da Netflix Ted Sarandos (via Deadline):

“Você pode conhecê-lo como Sandman, Water Boy, Billy Madison, Happy Gilmore, Nick Spitz ou simplesmente Adam, mas uma coisa é clara: nossos assinantes não se cansam dele. Eles amam suas histórias e seu humor, como vimos em ‘Mistério no Mediterrâneo’. Então eu não poderia estar mais animado por estender nossa parceria com Adam e a equipe da Happy Madison para entregar mais risadas mundo afora.”

Sandler e a Netflix trabalham junto desde 2015, com o lançamento de “Os 6 Ridículos“. Desde então a parceria rendeu como frutos os filmes “Zerando a Vida“, “Sandy Wexler“, “Lá Vêm Os Pais” e “Mistério no Mediterrâneo“, além do primeiro especial de stand-up do ator e comediante em mais de 22 anos. Atualmente ele trabalha em duas produções para o streaming: a comédia “Hubie Halloween” e uma animação ainda sem nome.

Em dezembro de 2019, Sandler fez uma brincadeira com o público, prometendo fazer “um filme ruim de propósito” caso não ganhasse o Oscar de Melhor Ator por sua atuação em “Jóias Brutas“. O filme vem sendo elogiado e ganhando diversos prêmios ao longo da temporada de premiações nos Estados Unidos, mas acabou não sendo contemplado em nenhuma categoria no Oscar.

Brincadeiras à parte, “Jóias Brutas” chega ao catálogo da Netflix nesta sexta-feira (31). Leia nossa crítica.