Por Maria do Rosário Caetano, de Fortaleza (CE)

Se continuar no embalo de sua noite inaugural, o Cine Ceará vai superar a politização que marcou a recém-concluída edição do Festival de Gramado. A festa cearense, que acontece em Fortaleza, somou, aos protestos, os mais fervorosos aplausos já ouvidos por aqui numa única noite.

O cineasta cearense Karim Aïnouz, homenageado com o Troféu Euzélio de Oliveira, entrou no Cine São Luiz com o público de pé e sob explosão de palmas. Palmas para o filho ilustre e professor de cinema do Instituto Dragão do Mar – Escola Porto Iracema. Palmas para os dois feitos de “A Vida Invisível”, premiado em Cannes (melhor filme da mostra Un Certain Regard) e candidato brasileiro a uma vaga entre os finalistas ao Oscar internacional.

Para transformar o Cine Ceará, que realiza até seis de setembro sua vigésima-nona edição, em uma explosiva soma de protestos e aplausos, contribuiram vários fatores. Um deles, fortuito. O candidato derrotado à Presidência da República, Fernando Haddad, passava pela capital cearense com sua Caravana da Cidadania. Convidado pelo governador petista Camilo Santana a juntar-se ao público, que abarrotou o Cine São Luiz, Haddad entrou no cinema sob palmas apoteóticas e fortes gritos de “Lula Livre”. Foi o mais aplaudido da sessão inaugural, junto com Fernanda Montenegro (atriz de “A Vida Invisível”) e Karim Aïnouz. Os aplausos soaram também vigorosos em três momentos.

Primeiro, quando a diretora (em parceria com Wolney Oliveira) do Cine Ceará, Margarita Hernandez, avisou que desta edição em diante, “o festival cearense vai reservar 30% de suas vagas para filmes dirigidos por mulheres”. Este ano, o número foi ainda mais generoso: “44% dos longas da competição ibero-americana trazem assinatura feminina”.

No segundo momento, veio o agradecimento à professora Bete Jaguaribe, diretora da escola de cinema Porto Iracema, mantida pelo Instituto Dragão do Mar. A explosão de longas (sete) e curtas cearenses (20 entre os 102 inscritos) nos diversos segmentos do Cine Ceará foi explicada por Margarita como “consequência do ensino ministrado por universidades e cursos de cinema”. Ela citou a Universidade Federal do Ceará, a Unifor (Universidade de Fortaleza), a Vila das Artes e, claro, o Porto Iracema, onde Karim Aïnouz dá aulas junto com Marcelo Gomes e Sergio Machado. A este trio tutorial, que dá as coordenadas conceituais da escola mantida pelo governo do Estado, se somará Nina Kopko. Ou seja, um nome feminino. A ordem, no Ceará, é empoderar cada vez mais as minorias.

O terceiro momento de aplausos calorosos se deu quando o governador Camilo Santana deixou, por instantes, a companhia de Haddad e do ex-governador Ciro Gomes, para subir ao palco e avisar que vai “dobrar os investimentos no audiovisual cearense”. E mais — desafiou — “a cada ataque à cultura, mais nós investiremos no setor. Vamos criar a Empresa Ceará Filmes”.

Antes de concluir sua fala, o governador celebrou “os oito Kikitos conquistados por Allan Deberton em Gramado, com seu filme de estreia, ‘Pacarrete’”. E arrematou com história doméstica, dirigindo-se ao cineasta Karim Aïnouz. “No dia em que ‘A Vida Invisível’ foi escolhido pelo júri da Academia Brasileira de Cinema, nossa empregada me recebeu entusiasmada: “Governador, o Ceará ganhou o Oscar!” A alegria dela era tanta, que fiquei constrangido em dizer que o filme do Karim conquistou, por enquanto, apenas o direito de disputar, em nome do Brasil, uma vaga entre os finalistas a melhor filme internacional. Até porque esta escolha já nos deixou muito felizes”.

Karim Aïnouz lembrou aos conterrâneos que nasceu em Fortaleza (em 1966) e viu o primeiro filme de sua vida naquele cinema, o São Luiz, no qual recebia duas homenagens. Que no Ceará realizara seus primeiros curtas-metragens e que estava feliz de ver, num momento em que a Cultura, a Educação, o Meio Ambiente e a Inovação Científica são vistos como inimigos, no Ceará verifica-se o contrário. Ou seja, “aposta-se na diversidade e o artista não é visto como vilão”. O diretor de “A Vida Invisível” avisou, então, que leria carta, bem sintética, a pedido dos estudantes da Universidade Federal do Ceará. Em essência, o texto protesta contra a “nomeação de um interventor na Reitoria da instituição” e contra a privatização de uma universidade pública, patrimônio do povo cearense”. Em nome próprio, Karim defendeu a Ancine, hoje “alvo do obscurantismo”.

Fernanda Montenegro, recebida com aplausos dignos de uma diva de Hollywood, entrou em cena para entregar o troféu Eusélio Oliveira a Karim Aïnouz. E roubou a cena. A quase nonagenária atriz, que faz participação especial (e arrebatadora) em ‘A Vida Invisível’ avisou que leria trechos curtos de uma carta. A carta (“não foi e-mail”, reforçou) tinha Karim Aïnouz como remetente. Os trechos lidos contavam do pedido que ele fizera a ela para aceitar o papel de Eurídice (na juventude interpretada por Carol Duarte, o transgênero Ivan, da telenovela “A Força do Querer”), em participação especial. Além de grande admirador de Fernanda, o cineasta contava ter descoberto que ela nascera no mesmo ano (1929) de sua mãe, Iracema, “uma mulher feminista que me criou num mundo patriarcal e que me serviu de inspiração para estas vidas invisíveis”.

Com simplicidade e sem nenhum estrelismo, Fernanda contou que conhecia “O Céu de Suely”, entre outros filmes de Aïnouz, e que aceitou com prazer o papel de Eurídice já bem envelhecida.

Com o Troféu Eusélio de Oliveira nas mãos, Karim Aïnouz dedicou o prêmio a uma tia, Guida, que estava na plateia, à Carolina de Jesus, Chiquinha Gonzaga, Suzana Amaral, Madame Satã e Lin da Quebrada.

O cineasta e seu elenco se preparavam, orientados pela mestre de cerimônia Danielle Yones, a descer do palco quando Fernanda Montenegro pegou o microfone e avisou: “não é assim que devemos nos proceder em um palco. Tenho 70 anos de experiência. Deu a mão ao diretor e todos fizeram o mesmo gesto. De mãos dadas, dobraram-se na mesura do agradecimento teatral, diversas vezes. Os aplausos explodiram. Só, então, eles desceram.

Começava, naquele momento, a esperada sessão de “A Vida Invisível”, recriação do livro de “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Martha Batalha. A expectativa era imensa, pois o filme chegava ao Ceará com o prêmio de Cannes (Un Certain Regard) e com o triunfo sobre “Bacurau” (por placar apertado de 5×4) na disputa pelo direito de pleitear vaga no Oscar da Academia de Hollywood.

O público assistiu com imenso interesse à história de duas irmãs (Eurídice e Guida), interpretadas pela compridona e contida Carol Duarte e pela baixinha e atrevida Júlia Stockler. Um ardil (o filme, um melodrama assumido, traz influências explícitas de Douglas Sirkis, Almodóvar e Fassbinder) vai separar as duas moças. Uma (Guida) vai viver aventura amorosa com um marinheiro grego e a outra (Eurídice), que sonha em ser pianista, vai encerrar-se nas “grades” de matrimônio pouco desejado (o marido é interpretado por Gregório Duvivier). Aliás, coube a ele o momento comédia da noite. O marido, que só pensa em sexo e no próprio gozo, aproxima-se da esposa com o pau duro, muito duro (e mostrado em um quase close). A plateia veio abaixo. Divertiu-se a valer.

Findos os 139 minutos de narrativa, os aplausos explodiram. Flávio Bauraqui, intérprete, no filme, de detetive meio sonso (e também mestre de cerimônia da noite, ao lado da atriz Danielle Yones), diretor e atrizes foram mais uma vez festejados, de pé, com palmas calorosas. Claro que a noite era de festa e o Ceará agradecia a seu filho ilustre, cidadão do mundo (Karim, filho de pai argelino e mãe cearense vive entre a Alemanha e o Brasil). Mas tudo indica que este melodrama, que bebeu em fontes como “Imitação da Vida” (Sirkis, 1959) e “O Medo Devora a Alma” (Fassbinder, 1974) e, muito, nas calorosas histórias almodovarianas e nas telenovelas brasileiras (das quais o adolescente Karim era fã juramentado) parece ter mesmo capacidade de dialogar com o público.

A prova dos nove chegará no próximo dia 19 setembro, quando “A Vida Invisível” será lançado no Nordeste e, depois, em 31 de outubro (data do lançamento nas outras quatro regiões brasileiras). Quanto à chegada ao Oscar (primeiro entre os dez semi-finalistas e depois entre os cinco), há que se esperar janeiro, quando a Academia de Artes e Ciências de Hollywood anunciará seus concorrentes. E aí, com mais de cem candidatos, só quem tem bola de cristal poderá arriscar um palpite.

FILMOGRAFIA DE KARIM AÏNOUZ
(Fortaleza, Ceará, 1966)

. 2002 – “Madame Satã”
. 2006 – “O Céu de Suely”
. 2009 – “Viajo Porque Preciso, Volto Porque de te Amo”(com Marcelo Gomes)
. 2011 – “Abismo Prateado”
. 2014 – “Praia do Futuro”
. 2018 – “THF: Aeroporto Central”
. 2019 – “A Vida Invisível”
. 2020 – “Argelino por Acaso”(“Todos se Chamam Aïnouz”) – em finalização
. 2020 – “Revolução Argelina” (nome provisório) – em finalização

Por Maria do Rosário Caetano, de Fortaleza (CE)

Se continuar no embalo de sua noite inaugural, o Cine Ceará vai superar a politização que marcou a recém-concluída edição do Festival de Gramado. A festa cearense, que acontece em Fortaleza, somou, aos protestos, os mais fervorosos aplausos já ouvidos por aqui numa única noite.

O cineasta cearense Karim Aïnouz, homenageado com o Troféu Euzélio de Oliveira, entrou no Cine São Luiz com o público de pé e sob explosão de palmas. Palmas para o filho ilustre e professor de cinema do Instituto Dragão do Mar – Escola Porto Iracema. Palmas para os dois feitos de “A Vida Invisível”, premiado em Cannes (melhor filme da mostra Un Certain Regard) e candidato brasileiro a uma vaga entre os finalistas ao Oscar internacional.

Para transformar o Cine Ceará, que realiza até seis de setembro sua vigésima-nona edição, em uma explosiva soma de protestos e aplausos, contribuiram vários fatores. Um deles, fortuito. O candidato derrotado à Presidência da República, Fernando Haddad, passava pela capital cearense com sua Caravana da Cidadania. Convidado pelo governador petista Camilo Santana a juntar-se ao público, que abarrotou o Cine São Luiz, Haddad entrou no cinema sob palmas apoteóticas e fortes gritos de “Lula Livre”. Foi o mais aplaudido da sessão inaugural, junto com Fernanda Montenegro (atriz de “A Vida Invisível”) e Karim Aïnouz. Os aplausos soaram também vigorosos em três momentos.

Primeiro, quando a diretora (em parceria com Wolney Oliveira) do Cine Ceará, Margarita Hernandez, avisou que desta edição em diante, “o festival cearense vai reservar 30% de suas vagas para filmes dirigidos por mulheres”. Este ano, o número foi ainda mais generoso: “44% dos longas da competição ibero-americana trazem assinatura feminina”.

No segundo momento, veio o agradecimento à professora Bete Jaguaribe, diretora da escola de cinema Porto Iracema, mantida pelo Instituto Dragão do Mar. A explosão de longas (sete) e curtas cearenses (20 entre os 102 inscritos) nos diversos segmentos do Cine Ceará foi explicada por Margarita como “consequência do ensino ministrado por universidades e cursos de cinema”. Ela citou a Universidade Federal do Ceará, a Unifor (Universidade de Fortaleza), a Vila das Artes e, claro, o Porto Iracema, onde Karim Aïnouz dá aulas junto com Marcelo Gomes e Sergio Machado. A este trio tutorial, que dá as coordenadas conceituais da escola mantida pelo governo do Estado, se somará Nina Kopko. Ou seja, um nome feminino. A ordem, no Ceará, é empoderar cada vez mais as minorias.

O terceiro momento de aplausos calorosos se deu quando o governador Camilo Santana deixou, por instantes, a companhia de Haddad e do ex-governador Ciro Gomes, para subir ao palco e avisar que vai “dobrar os investimentos no audiovisual cearense”. E mais — desafiou — “a cada ataque à cultura, mais nós investiremos no setor. Vamos criar a Empresa Ceará Filmes”.

Antes de concluir sua fala, o governador celebrou “os oito Kikitos conquistados por Allan Deberton em Gramado, com seu filme de estreia, ‘Pacarrete’”. E arrematou com história doméstica, dirigindo-se ao cineasta Karim Aïnouz. “No dia em que ‘A Vida Invisível’ foi escolhido pelo júri da Academia Brasileira de Cinema, nossa empregada me recebeu entusiasmada: “Governador, o Ceará ganhou o Oscar!” A alegria dela era tanta, que fiquei constrangido em dizer que o filme do Karim conquistou, por enquanto, apenas o direito de disputar, em nome do Brasil, uma vaga entre os finalistas a melhor filme internacional. Até porque esta escolha já nos deixou muito felizes”.

Karim Aïnouz lembrou aos conterrâneos que nasceu em Fortaleza (em 1966) e viu o primeiro filme de sua vida naquele cinema, o São Luiz, no qual recebia duas homenagens. Que no Ceará realizara seus primeiros curtas-metragens e que estava feliz de ver, num momento em que a Cultura, a Educação, o Meio Ambiente e a Inovação Científica são vistos como inimigos, no Ceará verifica-se o contrário. Ou seja, “aposta-se na diversidade e o artista não é visto como vilão”. O diretor de “A Vida Invisível” avisou, então, que leria carta, bem sintética, a pedido dos estudantes da Universidade Federal do Ceará. Em essência, o texto protesta contra a “nomeação de um interventor na Reitoria da instituição” e contra a privatização de uma universidade pública, patrimônio do povo cearense”. Em nome próprio, Karim defendeu a Ancine, hoje “alvo do obscurantismo”.

Fernanda Montenegro, recebida com aplausos dignos de uma diva de Hollywood, entrou em cena para entregar o troféu Eusélio Oliveira a Karim Aïnouz. E roubou a cena. A quase nonagenária atriz, que faz participação especial (e arrebatadora) em ‘A Vida Invisível’ avisou que leria trechos curtos de uma carta. A carta (“não foi e-mail”, reforçou) tinha Karim Aïnouz como remetente. Os trechos lidos contavam do pedido que ele fizera a ela para aceitar o papel de Eurídice (na juventude interpretada por Carol Duarte, o transgênero Ivan, da telenovela “A Força do Querer”), em participação especial. Além de grande admirador de Fernanda, o cineasta contava ter descoberto que ela nascera no mesmo ano (1929) de sua mãe, Iracema, “uma mulher feminista que me criou num mundo patriarcal e que me serviu de inspiração para estas vidas invisíveis”.

Com simplicidade e sem nenhum estrelismo, Fernanda contou que conhecia “O Céu de Suely”, entre outros filmes de Aïnouz, e que aceitou com prazer o papel de Eurídice já bem envelhecida.

Com o Troféu Eusélio de Oliveira nas mãos, Karim Aïnouz dedicou o prêmio a uma tia, Guida, que estava na plateia, à Carolina de Jesus, Chiquinha Gonzaga, Suzana Amaral, Madame Satã e Lin da Quebrada.

O cineasta e seu elenco se preparavam, orientados pela mestre de cerimônia Danielle Yones, a descer do palco quando Fernanda Montenegro pegou o microfone e avisou: “não é assim que devemos nos proceder em um palco. Tenho 70 anos de experiência. Deu a mão ao diretor e todos fizeram o mesmo gesto. De mãos dadas, dobraram-se na mesura do agradecimento teatral, diversas vezes. Os aplausos explodiram. Só, então, eles desceram.

Começava, naquele momento, a esperada sessão de “A Vida Invisível”, recriação do livro de “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Martha Batalha. A expectativa era imensa, pois o filme chegava ao Ceará com o prêmio de Cannes (Un Certain Regard) e com o triunfo sobre “Bacurau” (por placar apertado de 5×4) na disputa pelo direito de pleitear vaga no Oscar da Academia de Hollywood.

O público assistiu com imenso interesse à história de duas irmãs (Eurídice e Guida), interpretadas pela compridona e contida Carol Duarte e pela baixinha e atrevida Júlia Stockler. Um ardil (o filme, um melodrama assumido, traz influências explícitas de Douglas Sirkis, Almodóvar e Fassbinder) vai separar as duas moças. Uma (Guida) vai viver aventura amorosa com um marinheiro grego e a outra (Eurídice), que sonha em ser pianista, vai encerrar-se nas “grades” de matrimônio pouco desejado (o marido é interpretado por Gregório Duvivier). Aliás, coube a ele o momento comédia da noite. O marido, que só pensa em sexo e no próprio gozo, aproxima-se da esposa com o pau duro, muito duro (e mostrado em um quase close). A plateia veio abaixo. Divertiu-se a valer.

Findos os 139 minutos de narrativa, os aplausos explodiram. Flávio Bauraqui, intérprete, no filme, de detetive meio sonso (e também mestre de cerimônia da noite, ao lado da atriz Danielle Yones), diretor e atrizes foram mais uma vez festejados, de pé, com palmas calorosas. Claro que a noite era de festa e o Ceará agradecia a seu filho ilustre, cidadão do mundo (Karim, filho de pai argelino e mãe cearense vive entre a Alemanha e o Brasil). Mas tudo indica que este melodrama, que bebeu em fontes como “Imitação da Vida” (Sirkis, 1959) e “O Medo Devora a Alma” (Fassbinder, 1974) e, muito, nas calorosas histórias almodovarianas e nas telenovelas brasileiras (das quais o adolescente Karim era fã juramentado) parece ter mesmo capacidade de dialogar com o público.

A prova dos nove chegará no próximo dia 19 setembro, quando “A Vida Invisível” será lançado no Nordeste e, depois, em 31 de outubro (data do lançamento nas outras quatro regiões brasileiras). Quanto à chegada ao Oscar (primeiro entre os dez semi-finalistas e depois entre os cinco), há que se esperar janeiro, quando a Academia de Artes e Ciências de Hollywood anunciará seus concorrentes. E aí, com mais de cem candidatos, só quem tem bola de cristal poderá arriscar um palpite.

FILMOGRAFIA DE KARIM AÏNOUZ
(Fortaleza, Ceará, 1966)

. 2002 – “Madame Satã”
. 2006 – “O Céu de Suely”
. 2009 – “Viajo Porque Preciso, Volto Porque de te Amo”(com Marcelo Gomes)
. 2011 – “Abismo Prateado”
. 2014 – “Praia do Futuro”
. 2018 – “THF: Aeroporto Central”
. 2019 – “A Vida Invisível”
. 2020 – “Argelino por Acaso”(“Todos se Chamam Aïnouz”) – em finalização
. 2020 – “Revolução Argelina” (nome provisório) – em finalização

Em cerimônia realizada na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, na noite de sexta-feira, 30 de agosto, o Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo anunciou os filmes premiados de sua 30ª edição.

Dirigido por Zita Carvalhosa e organizado pela Associação Cultural Kinoforum, o evento teve pela primeira vez uma Mostra Competitiva, destinada apenas a filmes brasileiros, e o título vencedor foi escolhido por um júri de convidados.

Confira os premiados do festival:

MOSTRA COMPETIVIVA

  • Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (PE)

PRÊMIO REVELAÇÃO

  • Sávio Fernandes, por Tommy Brilho (CE)

PRÊMIO ITAMARATY

  • Sangro, de Tiago Minamisawa, Bruno H. Castro e Guto BR (SP)

Prêmios Aquisição

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS

  • Bonde, de Asaph Luccas (SP)

PRÊMIO TV CULTURA

  • Tea for Two, de Julia Katherine (SP)

SESCTV

  • Nacional: Sangro, de Tiago Minamisawa, Bruno H. Castro e Guto BR (SP)
  • Internacional: Uma Brisa em seus Cabelos, de Shazia Iqbal (Índia)

CURTA! E PORTA CURTAS

  • Baile, de Cíntia Domit Bittar (SC)

PLAYKIDS 

  • Vivi Lobo e o Quarto Mágico, de Isabelle Santos e Edu MZ Camargo (PR)
  • Menção honrosa: Lé com Cré, de Cassandra Reis (SP)

Troféus e destaques 

MENÇÃO TV CULTURA PARA NOVOS OLHARES

  • Filho de Peixe, de Igor Ribeiro (RN)
  • Sorriso Negro, de Laís Motta (SP)

DESTAQUE LGBT: TROFÉUS “BORBOLETA DE OURO”

  • Nacional: Bonde, de Asaph Luccas (SP)
  • Internacional: Alma, de Santiago León Cuéllar (Colômbia)
  • Prêmio especial: Wallie Ruy, atriz do filme Marie, de Leo Tabosa (PE)
  • Menção honrosa: Oficinas Kinoforum

PRÊMIO ABD-SP (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTARISTAS E CURTA-METRAGISTAS)

  • Mostra Limite: Spacewalkers, de Juan Pablo Caballero (Colômbia)
  • Latino: Kalunga, de Lara Sousa (Cuba)
  • Menção honrosa: A Rotina Terá seu Enquanto, de Carlos Adriano (SP)

DESTAQUE ABCA PARA MELHOR ANIMADOR(A)

  • Muedra, de Cesar Diaz Meléndez (Espanha)

Em cerimônia realizada na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, na noite de sexta-feira, 30 de agosto, o Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo anunciou os filmes premiados de sua 30ª edição.

Dirigido por Zita Carvalhosa e organizado pela Associação Cultural Kinoforum, o evento teve pela primeira vez uma Mostra Competitiva, destinada apenas a filmes brasileiros, e o título vencedor foi escolhido por um júri de convidados.

Confira os premiados do festival:

MOSTRA COMPETIVIVA

  • Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (PE)

PRÊMIO REVELAÇÃO

  • Sávio Fernandes, por Tommy Brilho (CE)

PRÊMIO ITAMARATY

  • Sangro, de Tiago Minamisawa, Bruno H. Castro e Guto BR (SP)

Prêmios Aquisição

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS

  • Bonde, de Asaph Luccas (SP)

PRÊMIO TV CULTURA

  • Tea for Two, de Julia Katherine (SP)

SESCTV

  • Nacional: Sangro, de Tiago Minamisawa, Bruno H. Castro e Guto BR (SP)
  • Internacional: Uma Brisa em seus Cabelos, de Shazia Iqbal (Índia)

CURTA! E PORTA CURTAS

  • Baile, de Cíntia Domit Bittar (SC)

PLAYKIDS 

  • Vivi Lobo e o Quarto Mágico, de Isabelle Santos e Edu MZ Camargo (PR)
  • Menção honrosa: Lé com Cré, de Cassandra Reis (SP)

Troféus e destaques 

MENÇÃO TV CULTURA PARA NOVOS OLHARES

  • Filho de Peixe, de Igor Ribeiro (RN)
  • Sorriso Negro, de Laís Motta (SP)

DESTAQUE LGBT: TROFÉUS “BORBOLETA DE OURO”

  • Nacional: Bonde, de Asaph Luccas (SP)
  • Internacional: Alma, de Santiago León Cuéllar (Colômbia)
  • Prêmio especial: Wallie Ruy, atriz do filme Marie, de Leo Tabosa (PE)
  • Menção honrosa: Oficinas Kinoforum

PRÊMIO ABD-SP (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTARISTAS E CURTA-METRAGISTAS)

  • Mostra Limite: Spacewalkers, de Juan Pablo Caballero (Colômbia)
  • Latino: Kalunga, de Lara Sousa (Cuba)
  • Menção honrosa: A Rotina Terá seu Enquanto, de Carlos Adriano (SP)

DESTAQUE ABCA PARA MELHOR ANIMADOR(A)

  • Muedra, de Cesar Diaz Meléndez (Espanha)