A TV Cultura estreia, na próxima quarta-feira (1º/05), às 22h30, o programa semanal Sala de Cinema, com apresentação da atriz Guta Ruiz. A faixa traz 36 longas-metragens de ficção e documentário, selecionados em um edital da Spcine, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. Do total, dez filmes são inéditos em quaisquer plataformas de exibição, inclusive cinema. Já os outros 26 nunca foram exibidos na TV Cultura.

O primeiro filme da seleção é a comédia “Entre Idas e Vindas”, dirigido por José Eduardo Belmonte, que conta a história de um professor que se apaixona por uma gerente de telemarketing depois que seu carro quebra em uma viagem com o filho. Fábio Assunção, Ingrid Guimarães e Alice Braga estão no elenco.

Em 8/5, é a vez de “Era o Hotel Cambridge”, da cineasta Eliane Caffé. Vencedor de prêmios em festivais como o de San Sebastian e do Rio, o filme narra a trajetória de refugiados recém-chegados ao Brasil que, juntos com trabalhadores sem-teto, ocupam um velho edifício abandonado no centro de São Paulo.

Na sequência, estão produções como “A Cidade Onde Envelheço” (15/5), “Se Deus Vier que Venha Armado” (22/5) e “O Último Cine Drive-in” (29/5).

Entre os documentários, estão “Badi”, sobre a trajetória da cantora e compositora homônima, “Sabotage: Maestro do Canão”, que acompanha os caminhos artístico e pessoal do rapper paulistano, e “Mestre Cabelo”, sobre o instrumentista Romano Nunes, conhecido como Cabelo.

Também estão no programa os longas “Joaquim”, de Marcelo Gomes, “A Casa de Alice”, de Affonso Uchoa e João Dumans, e “Dois Perdidos numa Noite Suja”, uma adaptação de José Joffily para a clássica peça de teatro de Plínio Marcos.

Estão ainda na lista de exibição, filmes como ”Histórias de Marabaixo, ”Cildo”, ”Ela Volta na Quinta”, ”Castanha”, ”Vermelho Russo”, ”Terra Deu, Terra Come” e ”Por um Punhado de Dólares”.

O Smithsonian Channel, lançado no Brasil na última sexta-feira, 26 de abril, anunciou as duas primeiras produções originais brasileiras encomendadas pelo canal. Tratam-se de dois documentários sobre o Pantanal, totalmente filmados em 4K: Jaguarland e Brazil’s Emerald Oasis (títulos provisórios). Cada especial terá uma hora de duração e tem previsão de estreia no Smithsonian Channel para este ano, no Brasil e em outros países onde o canal está presente.

Jaguarland acompanha a população de onças-pintadas que habita uma área relativamente pequena do Pantanal, conhecida como “a terra do jaguar”. A região concentra a maior população do felino no mundo. Nessas terras úmidas e exuberantes, as onças-pintadas caçam jacarés e capivaras, e chegam a alcançar até o dobro do peso médio de indivíduos da mesma espécie que vivem em outros biomas. Os grandes felinos são um grande atrativo para os turistas que visitam o Pantanal e, embora consideradas uma ameaça em outros tempos, hoje as onças-pintadas são valorizadas para a prática do ecoturismo.

Brazil’s Emerald Oasis, por outro lado, apresentará ao público o espetáculo de vida selvagem que se forma às margens do chamado “lago rebelde”, no período da seca. Conhecido como “o lago que nunca seca”, as águas do local atraem uma impressionante variedade de animais nos meses de estiagem – incluindo antas de quase 300 quilos, graciosos colhereiros (aves pernaltas que vivem em terrenos pantanosos) e uma infinidade de jacarés e onças-pintadas.

Os documentários são coproduzidos pela produtora brasileira Canal Azul Filmes e pela britânica Plimsoll Productions Ltd. para a Smithsonian Networks. Ambos os especiais contam com a produção executiva de Luis Antonio Silveira, pelo Canal Azul, e de Martha Holmes e Andrew Jackson, pela Plimsoll Productions, e são produzidos e dirigidos por Steve Cole. Lawrence Wahba assina como diretor de fotografia, enquanto Tria Thalman e David Royle são os produtores executivos pelo Smithsonian Channel.

A retrospectiva do cineasta tcheco naturalizado americano Milos Forman exibirá, no CineSesc, em São Paulo, todos os longas-metragens do diretor feitos para o cinema. Cópias em 35mm, do início de sua carreira, virão do Arquivo Nacional do Filme, em Praga, República Tcheca, e de outras cinematecas européias, como o Deutsche Kinemathek, em Berlim. Outras cópias em digital também serão exibidas, algumas em 4K. As exibições ocorrerão de 2 a 15 de maio.

Além dos longas, haverá a exibição do curta-metrgem Saudades de Sonia Henie e o documentário Visions of Eight, feitos em parceria com outros cineastas. Esse ultimo é um filme em episódios sob encomenda do Comitê Olímpico Internacional, que conta com a participação de Claude Lelouch, Arthur Penn, Kon Ichikawa, entre outros diretores. O making of do curta Sonia Henie, também exibido, é inédito no Brasil.

Todos os títulos serão exibidos duas vezes. Um catálogo ilustrando os filmes, com as fichas técnicas, fotos, textos sobre sua obra e informação crítica acompanha a mostra. As exibições também serão acompanhados de um curso ministrado pelo critico Sérgio Alpendre, que dará um panorama da influência do cineasta desde a Nouvelle Vaghe Tcheca até a Hollywood dos anos 80.

Milos Forman é considerado um dos grandes cineastas estrangeiros que escolheram Hollywood nos anos 70 e 80, fugidos da repressão comunista de sua terra natal. Formado na academia de Filmes de Praga, se destacou no começo da carreira com outros cineastas como Ivan Passer, formando o que se convencionou chamar a Nouvelle Vague Tcheca.

Desse início em Praga, há filmes como Pedro, o Negro e O Baile dos Bombeiros, onde satirizava o regime comunista. Com Os Amores de uma Loira, entretanto, despertou a atenção internacional para sua obra. Esses filmes foram banidos de exibição por um longo período durante a ocupação soviética.

Já nos EUA, a partir de 1968, seus primeiro longa não obteve sucesso de público: Procura Insaciável, mergulhando o diretor em uma crise depressiva que apenas se livraria com o sucesso de Um Estranho no Ninho, que o catapultou para o primeiro time de Hollywood, embora sempre se manteve subversivo dentro do esquema hollywoodiano.

Um Estranho no Ninho levou alguns Oscars para casa e possibilitou escolher levar ao cinema o musical Hair, adaptação da Broadway.

Após Hair, produziu a obra-prima Amadeus (na mostra, será exibida a cópia da versão do diretor), a história de inveja e da admiração que Antonio Salieri sentia por Mozart. O filme ganhou oito Oscars e tornou-se um dos mais importantes filmes dos anos 80.

Em O Povo contra Larry Flint ganhou o Urso de Ouro em Berlim. O filme, uma biografia do controverso magnata da pornografia Larry Flint, abriu debates sobre a liberdade de expressão e da censura nos EUA.

Mios Forman obsessivamente fez uma escolha muito consciente de reportar em seus filmes a opressão que sujeitos considerados párias sociasi, desajustados, fora da ordem, sofriam perante a sociedade de suas épocas. A luta inglória do indivíduo contras as instituições.

A mostra é uma realização do Sesc São Paulo, com produção da distribuidora FJ Cines, curadoria de Giscard Luccas e apoio institucional do Consulado da República Tcheca em São Paulo.