“Meu Corpo é Político” aborda o cotidiano de quatro militantes LGBT que vivem na periferia de São Paulo: Linn da Quebrada, artista e professora de teatro, Paula Beatriz, diretora de escola pública no Capão Redondo, Giu Nonato, jovem fotógrafa em fase de transição, e Fernando Ribeiro, estudante e operador de telemarketing. A câmera de Alice Riff conduz o olhar do espectador pelas narrativas diárias desses personagens para levantar questões sobre temas relevantes do contemporâneo como transgênero, representatividade social e identidade de gênero.

O documentário traz um olhar original sobre o tema ao fugir dos padrões recorrentes e não retratar transgêneros e travestis em situações de violência e prostituição. Em “Meu Corpo é Político”, a violência surge em diversas camadas do cotidiano e a luta contra a transfobia onipresente aparece sob forma da resistência representada por atos aparentemente banais como sair de casa, frequentar faculdade, ter emprego, se relacionar e ter momentos de lazer.

A narrativa foi construída conjuntamente com os personagens, por isso a opção de um documentário controlado, no qual as cenas são encenadas por eles próprios a partir da vivência de cada um, em busca desse “corpo político”.

O documentário foi filmado no primeiro semestre de 2016 e teve sua estreia mundial em abril de 2017 no Visions du Réel, importante festival de documentários em Nyon, Suíça. Também foi exibido na Competição de Direitos Humanos do BAFICI – Festival de Cinema Independente de Buenos Aires (estreia latino-americana) e ganhou o Prêmio Olhares Brasil na estreia brasileira, no 6º Festival Internacional de Cinema de Curitiba – Olhar de Cinema, no 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e no DocSP 2017Recebeu também o prêmio Stajano no 38º Lovers Torino LGBTQI Visions em sua estreia na Itália.

O filme, uma coprodução entre Studio Riff e Paideia Filmes, será distribuído nacionalmente pela Olhar Distribuição e tem estreia comercial prevista para 30 de novembro.

“Antes o Tempo Não Acabava”, dirigido por Sérgio Andrade e Fábio Baldo, produzido pela Rio Tarumã e 3 Moinhos, com coprodução da Autentika (Berlim), ganhou os prêmios de Melhor Filme e Melhor Ator no 20° International Queer Film Festival – Queer Lisboa; Prêmios de Melhor Ator, Melhor Roteiro e Melhor Filme no 23º Festival de Cinema de Vitória; e os prêmios de Melhor filme pelo Júri da Crítica e Melhor Roteiro no 10° For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual.

O filme é uma coprodução Brasil/Alemanha e estreou internacionalmente na Berlinale, em 2016. “Antes o Tempo Não Acabava” busca inspiração na realidade de vários indígenas que se instalam em Manaus, ora expulsos de suas terras, ora atraídos pelo falso ideal da vida na cidade. Nesses espaços, são criados mundos alternativos, verdadeiros purgatórios entre a floresta e a cidade, onde as tradições das culturas desses povos não encontram respaldo nos programas culturais ou nas iniciativas sócioeducativas locais.

No longa, um jovem indígena, em conflito com as tradições do seu povo, contraria os líderes da sua comunidade para morar sozinho no centro de Manaus. Na cidade, Anderson experimenta novos sentimentos e enfrenta os desafios da descoberta da sua sexualidade.

Distribuído pela Livres Filmes “Antes o Tempo Não Acabava” estreia dia 30 de novembro nos cinemas.

Dirigido e roteirizado por Alex Duarte, o longa-metragem Cromossomo 21 se debruça sobre a rotina da jovem Vitória. E a rotina dela, na prática, é a igual a de todo jovem: ela estuda, vai às baladas, sai com as amigas, briga com a irmã, se queixa da mãe, se apaixona. Ela, no entanto, tem medo de perder a pessoa que ama, o namorado Afonso, por causa do preconceito da família dele. É questionadora, destemida e vai lutar por sua autonomia e seus ideais. Quem interpreta a protagonista é Adriele Pelentir, uma jovem com Síndrome de Down, formada em Nutrição pela Faculdade de São Luiz Gonzaga.

Alex Duarte tinha apenas esta ideia quando decidiu fazer o filme, sete anos atrás. Acabou totalmente envolvido na causa da inclusão social e hoje dá palestras sobre o tema pelo país. Cromossomo 21 deixou de ser apenas um filme e tornou-se um grande projeto. Em 2015, foi lançado o livro duplo: “21, do diagnóstico à independência” e “Cromossomo 21″, escritos pelo diretor. Em 2017, a web série Geração 21 aportou no Youtube.

Realização de baixo orçamento, produzida de forma cooperativada, o longa-metragem teve Menção Honrosa no Festival de Gramado 2016, venceu como filme destaque no Los Angeles Brazilian Festival e premiado como Melhor Filme (voto popular) no Festival Internacional de Cinema de La Mujer.

Os anos que separam o início das filmagens do lançamento do filme, transformaram não somente a vida de Adriele, mas também a do ator Luís Fernando Irgang, que elegeu como tema de seu trabalho de TCC a inclusão social nas empresas. A vida de Alex Duarte, entretanto, mudou no dia em que ele conheceu Adriele e ela lhe fez a pergunta que complementa o título do longa: O que você faria se fosse impedido de amar?

De 30 de novembro a 13 de dezembro, o público brasileiro terá a chance de conferir uma retrospectiva completa da obra dos irmãos Maysles. A mostra Irmãos Maysles – A Disciplina do Olhar exibirá 30 filmes, entre curtas, médias e longas, e promoverá debate e masterclass, na Caixa Belas Artes, em São Paulo.

Pioneiros do Cinema Direto, nas décadas de 60 e 70, Albert e David Maysles surgiram como uma revolução estilística no gênero. Apoiados, principalmente, nas novas técnicas disponíveis, eles propunham uma captação da realidade no seu estado mais puro, aproveitando do uso de uma câmera móvel no ombro e do som direto. O objetivo era retratar o mundo real como se a câmera não estivesse presente, criando uma liberdade para filmar que, até então, não se tinha.

A partir desse método de fazer cinema, os irmãos Maysles realizaram mais de 40 documentários, alguns deles de grande sucesso, como o Grey Gardens (1975), que retrata a vida das irmãs Beale, parentes de Jacqueline Kennedy, Caixeiro-Viajante (1968), que conta a história de um grupo que tenta vender bíblias caras a católicos de baixa renda, e Gimme Shelter (1970), sobre a turnê norte-americana do Rolling Stones em 1969, que terá uma exibição especial na mostra, em 35mm, no dia 2 de dezembro.

Além da exibição de filmes, a mostra discutirá o pensamento do Cinema Direto e suas implicações nas produções contemporâneas. O dramaturgo e escritor Jonathan B. Vogels dará a masterclass sobre a filmografia dos irmãos Maysles. Autor do livro The Direct Cinema of David and Albert Maysles, a maior publicação inteiramente dedicada à obra dos cineastas nos EUA, Vogels discutirá a trajetória da dupla e o Cinema Direto. As inscrições para participar do evento estão abertas através do site http://www.mostramaysles.com.br/masterclass.php.

O documentarista João Moreira Salles se junta à doutora em Cinema Patrícia Mourão no debate ”Nem moscas nem paredes: empatia e dramaticidade no cinema dos Irmãos Maysles”, para discutir o Cinema Direto, com foco na obra dos cineastas, e seus desdobramentos.

A mostra tem curadoria de Angelo Defanti, Felippe Mussel e Nina Kopko, realização da Boulevard Filmes e apoio do Maysles Films, instituto que preserva a filmografia dos irmãos Maysles.

A programação completa está disponível no site www.mostramaysles.com.br.

 

Mostra Irmãos Maysles – A Disciplina do Olhar
Data: 30 de novembro a 13 de dezembro
Local: Caixa Belas Artes Sala Aleijadinho – Rua da Consolação, 2423 – (11) 2894-5781
Ingressos: R$10,00 inteira, R$5 meia e R$35,00 passaporte para todos os filmes da mostra
Bilheteria: das 13h até 20 minutos após o início da última sessão.
Lotação: 144 lugares
Horários: 16h (todos os dias), 18h30 (todos os dias) e 23h30 (aos sábados)
Acesso para pessoas com deficiência

A Netflix acaba de divulgar algumas das novidades e estreias de filmes que farão parte do seu catálogo a partir de dezembro de 2017, são elas:

Filmes:

15/12 – “Voice from the Stone”: Uma enfermeira (Emilia Clark, de “Como Eu Era Antes de Você”) tenta ajudar um menino a superar o trauma da morte da mãe. Porém, além de apaixonar-se por Klaus (Marton Csokas, de “Sin City: A Dama Fatal”), o pai do garoto, ela logo começa a suspeitar de que existam forças misteriosas na casa da família.

01/12 – “Virando a Noite”: Recém-chegados a Los Angeles, um casal (Adam Scott, de “Pequeno Demônio” e Taylor Schilling, da série “Orange Is the New Black”) aceita o convite para levar seu filho para brincar com um amiguinho, sem sequer imaginar o tipo de jogo que os anfitriões têm em mente.

01/12 – “O Último Caçador de Bruxas”: Vin Diesel (“Velozes e Furiosos 8”) é um caçador de bruxas imortal, um padre (Elijah Wood, de “Já Não Me Sinto Em Casa Nesse Mundo”)  e uma jovem bruxa (Rose Leslie, da série “Game of Thrones”) tentam impedir que uma seita maligna lance uma praga devastadora em Nova York.

03/12 – “O Natal dos Coopers”: Sam (John Goodman, de “Rua Cloverield 10”) e Charlotte Cooper (Diane Keaton, de “Um Amor de Vizinha”) estão determinados a proporcionar o Natal perfeito para a família, mas alguns segredos podem acabar arruinando a ocasião.

27/12 – “Logan Lucky – Roubo em Família”: Dirigida pelo diretor Steven Soderbergh (“Terapia de Risco”), esta comédia de assalto traz dois irmãos atrapalhados (Channing Tatum, de “Kingsman: O Círculo Dourado” e Adam Driver, de “Paterson”) que planejam um assalto durante uma das corridas de carro mais emocionantes do planeta.

11/12 – “A Colina Escarlate”: Dirigido por Guilhermo del Toro (“O Forma da Água”), o longa traz uma garota americana (Mia Wasikowska, de “Alice Através do Espelho”) que se casa com um aristocrata britânico falido (Tom Hiddleston, de “Thor: Ragnarok” e se muda para a mansão dele. Aos poucos, a casa sinistra começa a revelar seus segredos sangrentos.

23/12 – “Creep 2”: O longa, produzido no estilo “filmagens encontradas”, conta a história de uma ousada cinegrafista que aceitar passar um dia com um assassino para alavancar sua carreira e acaba embarcando em uma aventura muito mais perigosa do que imaginava.

Filmes Originais Netflix:

01/12 – “My Happy Family”: Uma mulher de meia idade choca sua tradicional família da Inglaterra da era georgiana ao anunciar que vai sair de casa e morar sozinha.

22/12 – “Bright”: Em um filme dirigido por David Ayer (“Esquadrão Suicída”), Will Smith (“Beleza Oculta”) é um policial de Los Angeles que, acompanhado de se seu parceiro orc (Joel Edgerton, de “Loving”), envolve-se em uma batalha por território em uma realidade alternativa onde criaturas mágicas e humanos compartilham o mesmo planeta.

08/12 – “Natal em El Camino”: Quando um assalto a uma loja de conveniência na noite de Natal toma um rumo inesperado, os clientes contam seus segredos e criam laços de amizade entre si.

15/12 – “Cartão de Natal”: Para receber sua herança, Ellen precisa visitar a cidadezinha natal de seu pai e aprender sobre a importância do trabalho e da solidariedade.

29/12 – “A Escalada”: Nesta história baseada em fatos reais, um jovem otimista e inexperiente decide escalar a montanha mais alta do mundo em nome do amor.

A Netflix informa que esta é apenas uma seleção de novos títulos que chegam ao catálogo no mês e que as datas das estreia estão sujeitas a alteração.