“O Vendedor de Sonhos”, longa de Jayme Monjardim, chega aos cinemas brasileiros em 8 de dezembro. O filme traz no elenco os atores Dan Stulbach, Cesar Troncoso, Thiago Mendonça, Kaik Pereira, Leonardo Medeiros e Mallu Valle, entre outros.

O roteiro é de L.G. Bayão, com a colaboração de Augusto Cury e LG Tubaldini Jr. “O Vendedor de Sonhos” foi produzido por LG Tubaldini Jr. e André Skaf (Filmland Internacional), em parceria com Warner Bros. Pictures e Fox International Pictures. A distribuição é da Warner Bros. Pictures e Fox Film do Brasil.

Baseado no livro de autoria do escritor Augusto Cury “O Vendedor de Sonhos”, que é o maior sucesso editorial nacional da década e já foi traduzido em mais de 60 idiomas, o filme conta a história de um renomado psicólogo que, desiludido com a vida, está prestes a cometer suicídio saltando de um prédio quando é resgatado pelas palavras e atitude do mais improvável dos seres: um mendigo, conhecido como “mestre”. Apresentando-se como um vendedor de sonhos, o Mestre oferece a Júlio César um dos seus mais preciosos bens – o sonho de recomeçar. Abalado e perdido, o suicida relutantemente desiste de suas intenções e aceita o convite daquele homem intrigante para segui-lo em sua surpreendente e amorosa jornada pela cidade para levar ajuda, esclarecimento e esperança a quem precisa. Porém, justamente Júlio Cesar e outros seguidores do Mestre o levam a um desafio final, onde somente a grande lição salvará a todos.

O cineasta paulistano Paulo Machline, de 49 anos, tornou-se conhecido por causa de um curta-metragem, “Uma História de Futebol”, com descolado roteiro de José Roberto Torero. O filme disputou o Oscar em 2001. Dali em diante, o jovem torcedor do Santos, que evocara a história da infância de Pelé em singela e cativante narrativa, aguardava oportunidade de voltar ao mundo do futebol.

Quando Machline conheceu o produtor Rodrigo Teixeira, responsável pela transformação do romance “O Filho Eterno” em filme (em cartaz em 59 cinemas de várias cidades brasileiras), o futebol funcionou como elo de ligação.

“Rodrigo”, relembra o cineasta, viu “Uma História de Futebol” e resolveu me convocar para a equipe de um projeto fascinante e muito ousado, o “Camisa 13″, no qual vários cineastas dirigiriam documentários sobre treze dos mais importantes clubes do futebol brasileiro. Isto aconteceu há 18 anos. Mas o projeto não se concretizou.

Rodrigo Teixeira, porém, não abandonou a intenção de produzir filmes de Machline. O primeiro foi “Natimorto” (2009), estranha recriação do universo do escritor e quadrinista Lourenço Mutarelli. Começaram, juntos, o segundo longa-metragem, “Trinta” (2015), sobre o carnavalesco Joãozinho Trinta, com Matheus Nachtergaele. Mas o projeto acabou produzido pela dupla Joana Matias Mariani, da Primo Filmes.

O reencontro de Machline e Teixeira se reestruturou, mais uma vez, no universo dos livros. O produtor entregou ao cineasta a tarefa de adaptar para o cinema o mais laureado (sete dos mais importantes prêmios nacionais e um prêmio francês) e vendido (80 mil exemplares) livro do escritor Cristovão Tezza, de 64 anos.

O ficcionista e professor universitário, por sua vez, deu liberdade total à equipe na adaptação de seu romance, que contém elementos autobiográficos.

“Vendi os direitos totalmente, por opção pessoal”, diz Tezza. E o fez, por entender que “um filme é obra de um diretor, que deve ter sua própria leitura e seu próprio olhar sobre o livro em que se baseia”.

Como o autor de “O Filho Eterno” não participou do roteiro em nenhum momento, Paulo Machline buscou a colaboração do roteirista Leonardo Levi para recriar, livremente, o livro. Juntos, efetuaram ampla pesquisa no universo dos portadores de Síndrome de Down. Ouviram pais e mães de downianos e muitos especialistas no campo da medicina, pois queriam estar familiarizados com o tema.

Machline definiu, com Rodrigo Teixeira, que o filme seria realizado em Curitiba, espaço fundamental na história de Tezza, nascido em Lages, Santa Catarina, mas radicado no Paraná desde a infância. Convocou três atores de nome nacional – Marcos Veras (Roberto, o jovem pai), Débora Falabella, (Cláudia, a jovem mãe), e Augusto Madeira, um médico carioca que promete “curar” a Síndrome de Down, da qual o filho do casal, Fabrício (Pedro Vinícius), é portador. O restante do elenco – incluindo o ótimo Vinícius – foi convocado no Paraná.

Seleção Brasileira

Na recriação do romance de Cristovão Tezza, Machline pôde voltar com força total ao futebol, às Copas do Mundo perdidas (três) e vencidas (apenas uma) ao longo de 13 anos, marca temporal da narrativa.

O bebê downiano nasce quando o Brasil perde a Copa de 1982, sediada na Espanha. A Seleção jogava bonito com Sócrates, Zico e Falcão e era a favorita. O pai de primeira viagem e escritor em início de carreira (o comediante Marcos Veras se sai bem em seu papel mais dramático) sofre baque ao ver-se responsável por bebê portador de Síndrome de Down. Rejeita o filho a ponto de buscar conforto em (possível) morte prematura do recém-nascido.

O Brasil sofre com a derrota de 1982. O jovem pai continua cada vez mais atordoado. Ao longo da narrativa, o selecionado brasileiro perderá mais dois campeonatos mundiais (1986 e 1990). O pai, desinteressado pelo futebol, desde o traumático nascimento do filho, vê o menino crescer. E o garoto amará, cada vez mais, o esporte, ao qual assiste, de forma apaixonada, pela TV.

Intelectual e professor universitário, o pai segue sua via crucis. A esposa (Débora Falabella, em interpretação contida e nuançada) divide-se entre o filho e o trabalho. No filme, relacionamento extra-conjugal do personagem interpretado por Marcos Veras ganha significativo relevo.

Imagens Fifa

Rodrigo Teixeira conseguiu parceria com a Globo Filmes desde o início do projeto de “O Filho Eterno”. E graças a esta parceria, teve acesso “rápido, fácil e a bom preço” às imagens de arquivo das Copas do Mundo. “A Globo nos levou à Fifa (Federação Internacional de Futebol), encurtando caminhos”.

O produtor não cita valores, mas garante ter pago “preço de tabela por minutagem”, e que “tudo foi mais simples do que imaginávamos”. Os valores em questão “foram mais baratos que os que temos pago por cessão de direitos de uso de músicas em nossa trilhas sonoras”.

“O Filho Eterno” é o terceiro lançamento que Teixeira realiza neste ano. O primeiro foi “A Bruxa”, de Robert Eggers, produção norte-americana de terror (e qualidade) à qual ele se associou e que, no Brasil, vendeu 600 mil ingressos. O segundo foi “O Silêncio do Céu”, do brasileiro Marco Dutra, protagonizado pelos argentinos Leonardo Sbaraglia e Chino Darín e pela brasileira Carolina Dieckman (12 mil espectadores e ainda em cartaz), produção Brasil-Argentina, filmada no Uruguai. A adaptação do romance de Tezza é um produto 100% brasileiro.

Por Maria do Rosário Caetano

O cineasta paulistano Paulo Machline, de 49 anos, tornou-se conhecido por causa de um curta-metragem, “Uma História de Futebol”, com descolado roteiro de José Roberto Torero. O filme disputou o Oscar em 2001. Dali em diante, o jovem torcedor do Santos, que evocara a história da infância de Pelé em singela e cativante narrativa, aguardava oportunidade de voltar ao mundo do futebol.

Quando Machline conheceu o produtor Rodrigo Teixeira, responsável pela transformação do romance “O Filho Eterno” em filme (em cartaz em 59 cinemas de várias cidades brasileiras), o futebol funcionou como elo de ligação.

“Rodrigo”, relembra o cineasta, viu “Uma História de Futebol” e resolveu me convocar para a equipe de um projeto fascinante e muito ousado, o “Camisa 13″, no qual vários cineastas dirigiriam documentários sobre treze dos mais importantes clubes do futebol brasileiro. Isto aconteceu há 18 anos. Mas o projeto não se concretizou.

Rodrigo Teixeira, porém, não abandonou a intenção de produzir filmes de Machline. O primeiro foi “Natimorto” (2009), estranha recriação do universo do escritor e quadrinista Lourenço Mutarelli. Começaram, juntos, o segundo longa-metragem, “Trinta” (2015), sobre o carnavalesco Joãozinho Trinta, com Matheus Nachtergaele. Mas o projeto acabou produzido pela dupla Joana Matias Mariani, da Primo Filmes.

O reencontro de Machline e Teixeira se reestruturou, mais uma vez, no universo dos livros. O produtor entregou ao cineasta a tarefa de adaptar para o cinema o mais laureado (sete dos mais importantes prêmios nacionais e um prêmio francês) e vendido (80 mil exemplares) livro do escritor Cristovão Tezza, de 64 anos.

O ficcionista e professor universitário, por sua vez, deu liberdade total à equipe na adaptação de seu romance, que contém elementos autobiográficos.

“Vendi os direitos totalmente, por opção pessoal”, diz Tezza. E o fez, por entender que “um filme é obra de um diretor, que deve ter sua própria leitura e seu próprio olhar sobre o livro em que se baseia”.

Como o autor de “O Filho Eterno” não participou do roteiro em nenhum momento, Paulo Machline buscou a colaboração do roteirista Leonardo Levi para recriar, livremente, o livro. Juntos, efetuaram ampla pesquisa no universo dos portadores de Síndrome de Down. Ouviram pais e mães de downianos e muitos especialistas no campo da medicina, pois queriam estar familiarizados com o tema.

Machline definiu, com Rodrigo Teixeira, que o filme seria realizado em Curitiba, espaço fundamental na história de Tezza, nascido em Lages, Santa Catarina, mas radicado no Paraná desde a infância. Convocou três atores de nome nacional – Marcos Veras (Roberto, o jovem pai), Débora Falabella, (Cláudia, a jovem mãe), e Augusto Madeira, um médico carioca que promete “curar” a Síndrome de Down, da qual o filho do casal, Fabrício (Pedro Vinícius), é portador. O restante do elenco – incluindo o ótimo Vinícius – foi convocado no Paraná.

Seleção Brasileira

Na recriação do romance de Cristovão Tezza, Machline pôde voltar com força total ao futebol, às Copas do Mundo perdidas (três) e vencidas (apenas uma) ao longo de 13 anos, marca temporal da narrativa.

O bebê downiano nasce quando o Brasil perde a Copa de 1982, sediada na Espanha. A Seleção jogava bonito com Sócrates, Zico e Falcão e era a favorita. O pai de primeira viagem e escritor em início de carreira (o comediante Marcos Veras se sai bem em seu papel mais dramático) sofre baque ao ver-se responsável por bebê portador de Síndrome de Down. Rejeita o filho a ponto de buscar conforto em (possível) morte prematura do recém-nascido.

O Brasil sofre com a derrota de 1982. O jovem pai continua cada vez mais atordoado. Ao longo da narrativa, o selecionado brasileiro perderá mais dois campeonatos mundiais (1986 e 1990). O pai, desinteressado pelo futebol, desde o traumático nascimento do filho, vê o menino crescer. E o garoto amará, cada vez mais, o esporte, ao qual assiste, de forma apaixonada, pela TV.

Intelectual e professor universitário, o pai segue sua via crucis. A esposa (Débora Falabella, em interpretação contida e nuançada) divide-se entre o filho e o trabalho. No filme, relacionamento extra-conjugal do personagem interpretado por Marcos Veras ganha significativo relevo.

Imagens Fifa

Rodrigo Teixeira conseguiu parceria com a Globo Filmes desde o início do projeto de “O Filho Eterno”. E graças a esta parceria, teve acesso “rápido, fácil e a bom preço” às imagens de arquivo das Copas do Mundo. “A Globo nos levou à Fifa (Federação Internacional de Futebol), encurtando caminhos”.

O produtor não cita valores, mas garante ter pago “preço de tabela por minutagem”, e que “tudo foi mais simples do que imaginávamos”. Os valores em questão “foram mais baratos que os que temos pago por cessão de direitos de uso de músicas em nossa trilhas sonoras”.

“O Filho Eterno” é o terceiro lançamento que Teixeira realiza neste ano. O primeiro foi “A Bruxa”, de Robert Eggers, produção norte-americana de terror (e qualidade) à qual ele se associou e que, no Brasil, vendeu 600 mil ingressos. O segundo foi “O Silêncio do Céu”, do brasileiro Marco Dutra, protagonizado pelos argentinos Leonardo Sbaraglia e Chino Darín e pela brasileira Carolina Dieckman (12 mil espectadores e ainda em cartaz), produção Brasil-Argentina, filmada no Uruguai. A adaptação do romance de Tezza é um produto 100% brasileiro.

Por Maria do Rosário Caetano

Escrita por Diego Tavares, o projeto da websérie Saideira foi selecionado no Globo Lab, um laboratório de ideias lançado pela Globo para promover a escuta e a troca de experiências com a nova geração de produtores do audiovisual, além de identificar talentos criativos, fomentar a cocriação e a experimentação de linguagens e formatos. Durante o Globo Lab, ao lado de outros 20 jovens semifinalistas – selecionados a partir de 1.200 inscritos no site da Globo Universidade – Diego passou por workshops, oficinas, orientação no processo criativo e, depois de uma apresentação para a banca avaliadora, que reuniu Marcius Melhem, Adriana Falcão, Rosane Svartman e Gustavo Gontijo, soube que sua história tinha sido a escolhida para a websérie no Gshow. O laboratório ainda contou com palestras de outros renomados nomes do meio artístico, como George Moura, Maurício Farias e Marcelo Adnet.

A websérie tem direção de Daniel Tupinambá e está prevista para ser lançada no Gshow em janeiro. Além de assinar a autoria de Saideira e roteirizar a série, Diego Tavares está participando de perto de todos os processos de produção, inclusive das gravações.

Em Saideira, a atriz Julianne Trevisol será Mariana, uma jovem atraente que despertará o interesse de Lázaro (Felipe de Paula). A história contará com sete episódios e a personagem entra ao longo da trama. A série gira em torno de Lázaro, um advogado morto que precisa conquistar um lugar no Paraíso após pagar seus pecados no purgatório, que é contextualizado em um bar onde ele trabalha como atendente. Em vida, Lázaro foi envolvido em esquema fraudulento e prejudicou muitas pessoas. Agora, ele precisa aprender o valor de ajudar os outros e deixar de lado o egoísmo. A chegada de Mariana mexe com o rapaz, com quem ela tem uma conexão imediata, e Lázaro não perde tempo em convencer o dono a contratá-la como garçonete.

A Agência Nacional do Cinema – ANCINE colocou em Consulta Pública, até o dia 30 de janeiro, a minuta da Agenda Regulatória da Agência para 2017-2018. O documento aprovado pela Diretoria Colegiada inclui um conjunto de temas prioritários e estratégicos para o biênio, tornando públicas e previsíveis as principais ações que a ANCINE pretende pôr em prática no âmbito do setor audiovisual no período.

A minuta em Consulta Pública apresenta nove ações, agrupadas em seis grandes temas: distribuição cinematográfica; exibição cinematográfica; TV Paga; financiamento do setor audiovisual; mediação de conflitos; e ordem econômica. Cada uma das ações responde a objetivos do Mapa Estratégico da ANCINE, e à diretrizes do Plano de Diretrizes e Metas para o Audiovisual – PDM.

Para participar da Consulta é preciso se cadastrar no Sistema de Consulta Pública. Os documentos podem ser consultados, sem necessidade de cadastro, na página Consulta Pública. Dúvidas sobre o funcionamento do sistema devem ser encaminhadas para ouvidoria.responde@ancine.gov.br.