Cataguases, Minas Gerais, Brasil, 2005. Depois de um casamento frustrado, que o faz perder o emprego e o contato com o filho, Sérgio decide emigrar para Lisboa, Portugal. Lá, ele imagina, é possível recompor a vida e fazer um bom pé de meia para depois retornar à terra natal. Cheio de sonhos, Sérgio parte para Lisboa, onde é confrontado com a dura realidade da imigração: o dia-a-dia, o submundo e as diferenças culturais vão revelar um lugar diferente daquele com que sonhara.

Baseado no romance homônimo de Luiz Ruffato, “Estive em Lisboa e Lembrei de Você” é uma coprodução Brasil-Portugal, dirigida por José Barahona, que estreia nos cinemas em 30 de junho.

 

Em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, que aconteceu nesta terça-feira, 28, na sede da Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão (ABPITV), em São Paulo, a entidade dá início às atividades do período 2016-2019 com o Conselho Federal renovado e ampliado de acordo com o novo estatuto recentemente aprovado.

A associação, que representa mais de 600 empresas, terá um Conselho Federal com 16 membros, sendo nove titulares e sete suplentes. Trata-se de um grupo de iguais, sem a nomeação de cargos, extinguindo-se as funções de presidente, vice-presidente e secretário geral. Na nova estrutura do Conselho, a cada mandato, agora de três anos, ocorrerá a renovação obrigatória de 1/4 do grupo de 16 conselheiros, ou seja, a cada mandato, quatro membros serão renovados. Haverá também no Conselho a representação obrigatória de, no mínimo, 1/4 de associados de fora do eixo Rio/São Paulo.

Tais mudanças foram estabelecidas com o intuito de atender ao crescimento da ABPITV, em busca de uma maior eficiência profissional e melhor representação política de todas as regiões do país, ampliando a participação dos associados e também possibilitando a renovação. A maior representatividade de empresas produtoras de fora do eixo Rio/São Paulo também vai ao encontro da descentralização de recursos e linhas de fomento do setor audiovisual.

O novo estatuto também estabeleceu a criação de Comitês fortes com as principais temáticas e demandas do setor, como o de questões regulatórias, jurídicas, econômicas, de comunicação, desenvolvimento regional, dentre outras. Liderados por um dos Conselheiros e formados por representantes das empresas associadas e, eventualmente, de especialistas convidados para contribuir nas discussões e decisões da Associação.

A atual Diretoria Executiva se transforma em Presidência Executiva, liderada sempre por profissional de reconhecida competência, sem pertencer nem ter ligações com qualquer empresa produtora e que será orientado pelas diretrizes geradas pelos Comitês, através de deliberação consensual do Conselho Federal.

Conheça os representantes do Conselho Federal e Fiscal da ABPITV. Eles compõem a Chapa Produtoras Independentes Brasileiras, a única a se inscrever para as eleições, processo conduzido pelo escritório Cesnik, Quintino Salinas Advogados, responsável por assessorar a Associação.

Conselho Federal

Membros

Marco Altberg, da Indiana Produções (Rio de Janeiro)
Adriano Civita, da Prodigo Films (São Paulo)
Belisário Franca, da Giros (Rio de Janeiro)
Luis Antonio Silveira, da Cine Group (Brasília)
Fernando Dias, da Grifa Filmes (São Paulo)
Kiko Mistrorigo, da TV PinGuim (São Paulo)
Georgia Costa Araújo, da Coração da Selva (São Paulo)
Chico Ribeiro, da REC Produtores Associados (Pernambuco)
Adrien Muselet, da Glaz Entretenimento (Rio de Janeiro)
Copa Studio (Rio de Janeiro)

Suplentes

André Breitman, da 2DLab (Rio de Janeiro)
Márcio Yatsuda, da Movioca Content House (São Paulo)
João Roni, da Ocean Films (Santa Catarina)
Breno Nogueira, da Aldeia (Minas Gerais)
Tiago Melo, da Boutique Filmes (São Paulo)
Leo Sassen, da Clip Produtora (Rio Grande do Sul)
Paulo Munhoz, da Tecnokena (Paraná)

Conselho Fiscal

Clélia Bessa, da Raccord (Rio de Janeiro)
Rodrigo Guimarães, da Panorâmica (Rio de Janeiro)
Mario Nakamura, da Cinerama Brasilis (Rio de Janeiro)

Rio de Janeiro e São Paulo recebem, em julho, a mostra A Vilania no Cinema Brasileiro. Com mais de trinta filmes na programação, o projeto propõe uma reflexão sobre as representações do mal na cinematografia nacional. A mostra chega ao Centro Cultural Banco do Brasil do Rio no dia 1º de julho e segue em cartaz até 25 de julho. No CCBB de São Paulo, a estreia está marcada para 6 de julho e a programação segue até 20 de julho.

Entre os filmes escolhidos, estão clássicos do cinema brasileiro, como Essa Noite Encarnarei teu Cadáver, Ópera do Malandro e Cidade de Deus. Na lista, há títulos que representam vertentes e épocas distintas da sétima arte do Brasil e diretores como Paulo César Saraceni, Anselmo Duarte, Neville D’Almeida e Anna Muylaert. A diversidade na programação reforça a proposta de análise em torno da noção de vilania construída pelo imaginário cultural do país.

O público terá acesso a um levantamento de personagens, situações e conflitos caracterizados como expressões do mal em sua intensidade máxima, proporcionando assim uma galeria de comportamentos vilanescos. A intenção é identificar e apresentar traços recorrentes, como a figura feminina feroz, diabólica e redentora ou as trágicas maledicências “pacíficas” do dia-a-dia, fugindo um pouco do óbvio, como a violência do Estado autoritário. O que interessa são as outras vilanias, mais difusas, mais profundas, mais presentes no imaginário e nas práticas cotidianas brasileiras.

As diferentes manifestações simbólicas do mal na arte serão tema também de duas masterclasses, como parte da programação da mostra. A intenção é buscar uma compreensão do comportamento ético-político brasileiro com mais nuances, debate providencial para o atual momento de transformação dos paradigmas da sociedade brasileira. Estarão presentes questionamentos que desafiam o público a entender qual a ideia de mal difundida, quais seus agentes típicos e como julgar a partir apenas do estereótipo ou da aplicação cega da letra da “lei” (civil, religiosa, bélica, ideológica).

As duas masterclasses serão conduzidas pelo especialista em história do cinema, Hernani Heffner. Conhecido por ser umas das personalidades mais representativas da área de preservação de filmes no Brasil, Hernani hoje é conservador-chefe da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e professor da PUC RJ. Na mostra, A Vilania no Cinema Brasileiro ele atua como curador.

A mostra foi idealizada pela produtora Roberta Sauerbronn durante pesquisas para desenvolvimento do roteiro do longa-metragem “Meu Nome é Katia Flavia”, adaptado do sucesso de Fausto Fawcett. O filme narra as peripécias de uma anti-heroína pelas ruas do Rio de Janeiro dos anos 1980. A construção de uma protagonista com ares vilanescos trouxe a reflexão que dá tema à mostra.

A programação completa dos filmes está em http://culturabancodobrasil.com.br.

 

Mostra A Vilania no Cinema Brasileiro

CCBB Rio de Janeiro
Data: de 1º de julho a 25 de julho
Segunda, quarta, quinta e sexta: sessões às 17h e às 19h
Sábados e domingos: Sessões às 15h,17h e 19h
OBS: Nos dias 03, 13, 15, 17, 21, 23 e 24/07 às sessões das 19h serão antecipadas para às 18h30. As mudanças ocorrem devido à duração dos filmes.
Ingressos: R$ 10,00 (inteira), R$ 5,00 (meia). Funcionários e clientes do BB, estudante, sênior acima de 60 anos, professor, PNE e usuários dos convênios Cartão Metrô recarregável, SESC, clube de assinantes O Globo, PUC e Clasp pagam meia-entrada, mediante apresentação de documento comprobatório. 

CCBB São Paulo
Data: de 6 a 20 de julho
De quarta a segunda: Sessões às 15h, 17h e 19h
Sábado 09 de julho: Sessão de curtas a partir das 14h
OBS: Nos dias 07, 11, 17/07 às sessões das 19h serão antecipadas para às 18h30 devido à duração dos filmes. No dia 06 de julho a sessão das 15h será antecipada para às 14h30. No dia 09 de julho a sessão das 15h será adiada para às 15h30. As mudanças ocorrem devido à duração dos filmes.
Ingressos: R$10,00 (inteira), R$5,00 (meia). Clientes e funcionários do Banco do Brasil, estudantes, professores da rede pública, pessoas com deficiência e maiores de 60 anos pagam meia-entrada, mediante apresentação de documento comprobatório.

Masterclass com Hernani Heffner – Rio de Janeiro
Data: 16 de julho
Horário: 17h
Entrada Franca

Masterclass com Hernani Heffner – São Paulo
Data: 09 de julho
Horário: 17h
Entrada Franca

A obra de arte tal qual estamos acostumados a nos deparar, em seu estado final, acabado, em exposição em espaço público ou privado, omite, muitas vezes, a estória por trás dela, do processo que levou o artista a chegar àquele resultado. O chamado processo criativo é o que se pretende explorar na série Se Cria Assim, realizada pela produtora pernambucana Perdidas Ilusões, leia-se Cláudio Assis.

Criada para a TV, o documentário, que homenageia o poeta e ceramista caruaruense Manuel Galdino, é formado por quatro episódios que percorrem as idiossincrasias, modos, manias, vivências e experiências de artistas pernambucanos, de diferentes gerações: Paulo Bruscky, Rodrigo Braga, Marcelo Silveira e Bruno Vilela. Após a estreia, e única exibição, no último Cine PE, do episódio Paulo Bruscky, Se Cria Assim ganha as telas da TV brasileira e será exibida, durante dois anos, no canal Arte 1, a partir de julho.

A série reuniu um time de peso, como os cineastas Cláudio Assis (Amarelo Manga, Baixio das Bestas, Febre do Rato), que assina a direção-geral, Walter Carvalho (Cazuza, Carandiru, Central do Brasil) e Beto Brant (O Invasor, Cão Sem Dono), responsáveis pela coprodução, além de direções de Fotografia de Pedro Sotero (Aquarius, Permanência, O Som ao Redor) e de Marcelo Lordello (Eles Voltam). A Produção foi de Camila Valença, com curadoria da ex-galerista Mariana Moura.

A produtora Perdidas Ilusões pretende executar mais uma temporada para a série, o Se Cria Assim 2. Inclusive com algumas pílulas já gravadas, exploraria a obra de quatro outros artistas, pré-selecionados, sendo eles: Cristina Machado, Mauricio Silva, Cuquinha e Kilian Glasner.

Estão abertas a partir desta segunda, até as 23h59 do dia 10 de julho, as inscrições para a décima sétima edição do Programa Encontros com o Cinema Brasileiro. Nesta etapa, os Encontros serão com o Festival Internacional de Documentários de Amsterdã – IDFA, que acontece de 16 a 27 de novembro, na Holanda. Devido ao perfil do evento, totalmente dedicado ao documentário, o programa receberá apenas inscrições de filmes do gênero.

O Programa Encontros com o Cinema Brasileiro é uma iniciativa da ANCINE, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), e com o apoio do Programa Cinema do Brasil, com o objetivo de aumentar a visibilidade do cinema brasileiro no mercado internacional, investindo na aproximação das relações com os curadores dos principais festivais do mundo.

Excepcionalmente, o curador do IDFA não virá ao Brasil para esta edição. Ele selecionará, a partir do material das inscrições, de dez a doze filmes que serão avaliados pela curadoria do festival e para os quais serão retirados os custos de inscrição no evento.

O programa aceita inscrições de documentários de longa-metragem de produção independente já finalizados e ainda inéditos fora do território nacional, ou obras em fase de finalização que já possuam corte provisório de imagem e som. Os interessados em participar devem preencher o formulário de inscrição online no Portal ANCINE, indicando um link onde esteja disponível para visualização um teaser/trailer, com duração entre 2 e 5 minutos, legendado em inglês. As informações das inscrições e os respectivos links serão repassados ao curador, que selecionará de dez a doze filmes, dos quais ao menos dois devem ser de associados do Programa Cinema do Brasil, parceiro institucional do programa.