Longa trata sobre amigas inseparáveis, bem-sucedidas, que enfrentam as dificuldades de vestirem manequim plus size.

Caroline Figueiredo, Cacau Portásio, Mariana Xavier e Liv Ziese vivem o quarteto principal da história, escrita por Vinícius Marques e dirigida por Ernani Nunes, à esquerda, na foto, com o produtor Marcelo Braga, reunidos com o elenco.

Rodado em março e abril, “Gostosas, Lindas e Sexies” tem coprodução da Paramount Pictures e distribuição da Paris Filmes, sem data de lançamento definida ainda.

As inscrições para as mostras competitivas do 44º Festival de Cinema de Gramado foram prorrogadas até o dia 20 de junho para as mostras de longas brasileiros e latinos e curtas brasileiros. As exigências para participação no festival estão no regulamento disponível no site www.festivaldegramado.net, assim como a ficha de inscrição.

A 44ª edição do Festival de Cinema de Gramado acontece de 26 de agosto a 3 de setembro, na Serra Gaúcha e segue trazendo o trio Eva Piwowarski, Marcos Santuario e Rubens Ewald Filho na curadoria de longas-metragens. Além da disputa pelo cobiçado Kikito, os filmes também concorrem a prêmios em dinheiro. Serão distribuídos R$ 280 mil entre os vencedores das mostras competitivas.

Desde 2004, diversas gerações da produção audiovisual do Rio Grande do Sul têm suas obras exibidas e celebradas no Festival de Cinema de Gramado através do Prêmio Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas. A tradicional mostra competitiva abrirá suas inscrições para a 44ª edição do evento gramadense a partir do dia 10 de junho. A mostra é exibida no Palácio dos Festivais com sessões e noite de premiação exclusivas e realizada em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado.

O longa-metragem brasileiro “Barba, Cabelo Bigode”, de Lucio Branco, e o curta-metragem italiano “Dois Pés Esquerdos”, de Isabella Salvetti, conquistaram a Taça Cinefoot. As duas mostras competitivas internacionais contaram com a participação de 23 filmes.

“Barba, Cabelo Bigode” reúne um trio de raro talento e consciência do futebol dentro e fora dos gramados: Afonsinho, Paulo Cézar Caju e Nei Conceição. “Dois Pés Esquerdos” apresenta uma linda e surpreendente história entre dois jovens que admiram o futebol intensamente.

O 7º Cinefoot reuniu milhares de espectadores e promoveu 32 sessões, entre 19 e 24 de maio, no Rio de Janeiro. A programação segue, agora, de 31 de maio a 4 de junho, ainda no Rio, e depois em outras cidades.

A Ciranda de Filmes, mostra de cinema com o foco em infância e educação, que tem sua terceira edição marcada para os dias 9 a 12 de junho, em duas salas de cinema da capital paulista, oferecerá uma oficina cinematográfica para os interessados, além de rodas de conversa e vivências. Isso sem contar com a exibição de 50 filmes, com foco em infância e educação.

A oficina, ministrada pelo jornalista e crítico Sergio Rizzo, está com inscrições abertas. Serão cinco manhãs, no anexo do Espaço Itaú de Cinema Augusta, entre os dias 3 e 9 de junho. As inscrições deverão ser feitas através do email reservas@cirandadefilmes.com.br. Os interessados devem enviar CV resumido (até 10 linhas) e um texto argumentando em que medida a oficina poderá contribuir para o desenvolvimento de suas atividades de formação, pesquisa ou profissionais. Serão 25 participantes.

A ideia que norteia esses encontros é promover a discussão e o exercício dos fundamentos, critérios e procedimentos da crítica cinematográfica. Na oficina serão apresentados textos analíticos que adotem como objeto a produção audiovisual relacionada à infância e à educação – através dos filmes exibidos na Ciranda.

Pela primeira vez, em três anos de história dos Prêmios Platino, a Egeda e Fipca, instituições ibero-americanas, que representam o audiovisual da Península Ibérica e América Latina, não indicaram nenhum filme, intérprete ou técnico brasileiro para a competição.

A lista de finalistas foi divulgada na tarde desta quinta-feira, 25 de maio, em Buenos Aires, Argentina (ver tabela abaixo, com os selecionados em 13 categorias). Um filme colombiano (“O Abraço da Serpente”) e um guatemalteco (“Excanul”), com oito indicações cada, lideram a lista. Chile, com “O Clube”, e Argentina, com “O Clã”, estão empatados com seis indicações cada. A Espanha ocupa o terceiro lugar, com cinco indicações para “Truman”, empatada com o Peru (com “Magallanes”, estreia na direção do ator Salvador del Solar, o militar Pantaleão, de “Pantaleão e as Visitadoras”).

Os prêmios serão entregues dia 24 de julho, no balneário de Punta del Este, no Uruguai, em noite de gala.

A seleção deste ano reafirma a força do Chile (vencedor da primeira edição, com “Glória), da Argentina (vencedora com “Relatos Selvagens) e da Espanha, maior parceira do cinema hispano-americano. A Colômbia, cuja cinematografia vive sua primavera, brilha com “O Abraço da Serpente”, único filme da América Latina indicado, este ano, ao Oscar da Academia de Hollywood (perdeu para o húngaro “O Filho de Saul”). Um país de cinematografia desconhecida – a Guatemala – também tem presença das mais esfusiantes, graças ao sucesso de “Ixcanul”, iniciado ano passado no Festival de Berlim.

O México chega com força total na categoria cinema de animação, área em que o Brasil sagrou-se vencedor ano passado (com “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu). O Chile, além das seis indicações do ficcional “O Clube”, marca presença com três fortes candidatos a melhor documentário (sendo um deles o franco favorito: ”O Botão de Pérola”, de Patricio Guzmán, poderosa soma de poesia e mergulho na História do país andino).

Os candidatos a melhor filme – o colombiano ”O Abraço da Serpente”, o chileno “O Clube”, o argentino “O Clã”, o guatemalteco “Ixcanul” e o espanhol “Truman” – escantearam “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert). Espantosamente, também, Regina Casé, a maior força do filme, não foi indicada a melhor atriz. O colegiado, formado com espanhóis, hispano-americanos, portugueses e brasileiros (os de fala lusitana são minoria) preferiram Antonia Zeghers (que interpreta papel de médio porte em “O Clube”), as espanholas Imma Cuesta (“A Noiva”), Penélope Cruz (“Ma Ma”) e Elena Anaya (“Memorias del Água”) e a argentina Dolores Fonzi (“Paulina”). Este filme, embora seja 100% argentino em temática e equipe artística e técnica, tem coprodução da Videofilmes dos irmãos João e Walter Salles.

Na categoria ”opera prima” (filme de diretor estreante), o Brasil tinha um forte concorrente: “A História da Eternidade”, do pernambucano Camilo Cavalcante. O colegiado de votantes, porém, preferiu “Ixcanul” (Guatemala), “Magallanes” (Peru), “600 Millas” (México), “El Desconocido” (Espanha) e – prestem atenção neste filme, um drama social denso e corajoso – ”El Patrón, Radiografia de un Crímen” (Argentina).

Na categoria melhor documentário, o Brasil tinha um semi-finalista forte: “Jia Zhangke, Um Rapaz de Fenyang”, de Walter Salles. Mas quem brilhou, mesmo, na lista de favoritos foram o Chile  (com “O Botão de Pérola”, “Mi Abuello Allende” e “La Once”), e a Espanha, com “Chicas Nuevas 24 Horas” (sobre prostituição”) e “The Propaganda Game”, sobre a Coréia do Norte, tida como “o país mais autoritário e isolado do mundo”.

Em 2014, na primeira edição dos Prêmios Platino, o Brasil marcou presença com  Sônia Braga, que fez jus a um Platino de Honor, Leandra Leal, que foi ao Panamá, primeiro palco da festa do audiovisual ibero-americano, e entregou prêmio, e os candidatos Luiz Bolognesi (finalista a melhor animação, com “Uma História de Amor e Fúria”) e Camilo Tavares (finalista a melhor documentário com “O Dia que Durou 21 Anos”).

Ano passado, na segunda edição dos Prêmios Platino, o Brasil se fez representar, na Espanha, por Leandra Leal (indicada a melhor atriz por “O Lobo Atrás da Porta”) e pelo bem-humorado Fernando Coimbra (criador do “Lobo”), que entregou prêmio e deu um show em gigantesco palco, encravado numa pedreira chamada Cantera de Nagüeles), em Marbella, na Andaluzia espanhola. O cinema se fez representar também por Otto Guerra (finalista a melhor animação com “Até que a Sbórnia nos Separe”)  e pelos produtores Tita Tessler, de ”O Menino e o Mundo”, e David Rosier, de “O Sal da Terra”, de Wim Wenders e Juliano Salgado, bem sucedida parceria franco-brasileira. Estes dois, animação e documentário, foram os vencedores, em suas respectivas categorias, do Platino.

O Platino de Honor 2015 foi, então, entregue ao astro malaguenho, Antonio Banderas. Ao contrário de Sônia Braga – em Ciudad Panamá, abalada pela morte do grande amigo, o ator José Wilker, seu parceiro em “O Casal” e “Dona Flor e seus Dois Maridos”, ela  não quis dar entrevistas à imprensa e foi concisa em seus agradecimentos à homenagem – o ator espanhol (que estava em casa e com esposa louro-escultural-novíssima ao lado) se alongou em animada coletiva de imprensa, recheou coloridas páginas de jornais sérios e mundanos e fez discurso inesquecível. Encantou o público que viu a festa ao vivo (ou pela TV) com fala arrebatadora, resumida em potentes 45 linhas. Aproveitou a presença de dois mil convidados para enaltecer o cinema feito na língua de Cervantes e cantar sua Málaga natal, terra de Pablo Picasso, personagem que planeja interpretar em um longa-metragem. O nome da personalidade ibero-americana que, este ano, fará jus ao Platino de Honor ainda não foi divulgado pela Egeda-Fipca.

VEJA ABAIXO, A LISTA COMPLETA DE INDICADOS:

MELHOR FILME (FICÇÃO) 

O Abraço da Serpente (Colômbia) – Ciro Guerra
O Clube (Chile) – Pablo Larraín
O Clã (Argentina) – Pablo Trapero
Ixcanul (Guatemala) – Jayro Bustamante
Truman (Espanha) – Cesc Gay

MELHOR DOCUMENTARIO:

O Botão de Pérola (Chile)
Mi Abuelo Allende (Chile)
La Once (Chile)
Chicas Nuevas 24 Horas (Espanha)
The Propaganda Games (Espanha)

MELHOR ANIMAÇÃO:

Un Gallo con Muchos Huevos (México)
El Americano (México)
Don Gato 2: El Inicio de la Pandilla
El Secreto de Anilla (Espanha)
Atrapa la Bandera (Espanha)

MELHOR FILME DE DIRETOR ESTREANTE (OPERA-PRIMA):

El Patrón: Radiografia de un Crímen (Argentina) – Sebastián Schindel
Excanul (Guatemala) – Jayro Bustamante
Magallanes (Peru) – Salvador del Solar
El Desconecido (Espanha) – Daniel de la Torre
600 Millas (México), Gabrile Ripstein 

MELHOR DIRETOR:

Alonso Ruizpalacios (Güeros, México)
Ciro Guerra (O Abraço da Serpente, Colômbia)
Pablo Larraín (O Clube, Chile)
Pablo Trapero (O Clã, Argentina)
Cesc Gay (Truman, Espanha)

MELHOR ATRIZ:

Imma Cuesta (La Novia, Espanha)
Penélope Cruz (Ma Ma, Espanha)
Elena Anaya (Memoria del Agua, Espanha)
Dolores Fonzi (Paulina, Argentina)
Antonia Zegers (O Clube, Chile)  

MELHOR ATOR: 

Ricardo Darín (Truman, Espanha)
Javier Cámara (Truman, Espanha)
Guillermo Francela (O Clã, Argentina)
Damian Alcázar (Magallanes, Peru)
Alfredo Castro (O Clube, Chile) 

MELHOR ROTEIRO:

Ciro Guerra e Jacques Toulemonde (Abraço da Serpente)
Salvador del Solar (Magallanes)
Jayro Bustamante (Excanul)
Cesc Gay (Truman)
Pablo Larraín, Guillermo Calderon e Daniel Villalobos (O Clube) 

MELHOR FOTOGRAFIA:

David Gallego (Abraço da Serpente)
Miguel Angel Amoedo (La Novia)
Sergio Armstrong (O Clube)
Luis Armando Arteaga (Ixcanul)
Arnaldo Rodríguez (La Memoria del Agua) 

MELHOR MONTAGEM:

Pablo Trapero e Alejandro Penovi (O Clã)
Etienne Boussac e Cristina Gallego (Abraço da Serpente)
Jorge Coira (El Desconocido)
César Diaz (Ixcanul)
Eric Williams (Magallanes) 

MELHOR MUSICA ORIGINAL:

Alberto Iglesias (Ma Ma)
Federico Jusid (Magallanes)
Lucas Vidal (Nadie Quiere la Noche)
Nascuy Linares (Abraço da Serpente)
Pascual Reys (Ixcanul) 

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:

Angelica Perea (Abraço da Serpente)
Bruno Duarte e Artur Pinheiro (1001 Noites – Parte II – O Desoaldo) – Portugal
Jesús Bosqued Maté e Pilar Quintana (La Novia)
Pilar Peredo (Ixcanul)
Sebastián Orgambide (O Clã)

MELHOR SOM:

Carlos García, Marco Salavarria (Abraço da Serpente)
David Machado, Jaime Fernández, Nacho Arenas (El Desconocido)
Eduardo Cáceres, Julien Cloquet (Ixcanul)
Vicente D’Elia, Leandro Loredano (O Clã)
Federico Esquerro, Santiago Fumagalli, Edson Secco (Paulina)

 

Por Maria do Rosário Caetano