A minha infância tem tanta história bizarra, que daria pra escrever um livro ou fazer um filme só contando as peripécias do jovem Juras. Teve uma na época da escola que eu nunca vou esquecer. Eu estava na 5ª série e pela primeira vez a matéria Ciências tinha virado Biologia. Pra mim era uma grande novidade e fiquei muito empolgado com essa mudança. Meu professor Lima, conhecido como Limão, passava uma tarefa no final de cada aula para os alunos trazerem na aula seguinte. Eu tinha uma aula de Biologia por semana, ou seja, ele passava a tarefa em uma semana para você trazer na outra semana.

Normalmente, 90% da sala fazia a tarefa de boa, afinal eram deveres bem simples. Um dia mais de 50% da sala decidiu não fazer a tarefa (inclusive eu), pois o professor passou na quarta, sendo que quinta e sexta eram feriados, e na terça seguinte também era feriado. Foi quase uma semana de férias. Na quarta seguinte, metade da sala não trouxe o dever e o professor Limão não gostou nada disso. Ele sempre trazia um violão para a sala de aula, pois alguns tópicos que ele comentava sobre Biologia sempre tinham músicas atreladas, criadas por ele mesmo. Nesse dia ele decidiu punir a metade da sala (cerca de 20 alunos): todos foram lá pra frente e ficaram lado a lado, preenchendo a frente da sala inteira. Eu estava com muita vergonha, afinal ninguém gosta de ficar na frente da sala, ainda mais na 5ª série. O professor obrigou a gente a cantar a seguinte música:

“Não fiz o questionáaaaario do Limão
Foi uma decepção
Todo mundo olhou pra mim
Vixe, como foi ruim
Repete o Vixe
Vixe, como foi ruim”

Foi horrível, mas muito engraçado. Hoje em dia, com certeza absoluta, o professor seria repreendido por causa dessa “humilhação”. Até aí, tudo ok. O problema é que quando voltei pra minha cadeira, abri o caderno e vi que EU TINHA FEITO A TAREFA, mas esqueci disso porque eu fiz em outra matéria do caderno (lembra que a gente dividia o caderno por matéria?). Fiquei com muita raiva e fui mostrar pro professor, enquanto os demais alunos ainda voltavam para as suas cadeiras. O Limão viu, deu uma risada altíssima e decidiu mostrar pra todo mundo. Eu fiquei de todas as cores do arco íris, ardendo de raiva e ainda chamei o professor de Alex Kidd (porque ele era pequeno e tinha a cabeça grande). Resultado? Fui mandado para a coordenação e levei um carimbo de advertência na agenda. É, fui humilhado e ainda fui punido. Eram outros tempos. Haha!

Contei toda essa história pra lembra que no dia 2 de julho estreia a sequência “Meu Passado Me Condena 2”, com Fábio Porchat e Miá Mello. O primeiro filme foi um sucesso de público levando mais de 3 milhões de pessoas aos cinemas.

O filme mostra que, para tentar de salvar o casamento, Fábio (Fábio Porchat) convence Miá (Miá Mello) a ir com ele a Portugal para consolar o avô (Antônio Pedro), que acabou de ficar viúvo. O desenrolar da história se passa em Lisboa e na aldeia de Sortelha, próxima da Serra da Estrela, local mítico e romântico. Lá, Fábio reencontra uma antiga namorada, Ritinha (a atriz portuguesa Mafalda Rodilles), e Alvaro (o português Ricardo Pereira), com quem foi criado e rivaliza desde garoto. Longe de casa, os dois passam, mais uma vez, pelas provações típicas dos jovens casais. Inez Viana (Suzana) e Marcelo Valle (Wilson), que se destacaram no primeiro filme como um adorável casal de trambiqueiros, também estão no elenco. Agora, eles abriram uma agência funerária em Portugal e dão golpes em velhinhos.

Se liga no trailer do filme:

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Com um investimento de cerca de 100 mil dólares, a primeira fase do Prêmio de Apoio à Distribuição, iniciativa do Cinema do Brasil em parceria com a APEX-Brasil, contemplou 10 distribuidoras internacionais que levarão 8 filmes nacionais às telas de cinema de 21 países no segundo semestre.

Para que a diversidade das 45 inscrições recebidas correspondesse ao resultado final, a seleção da 1ª fase do prêmio prezou o equilíbrio territorial entre as empresas solicitantes e, consequentemente, a diversidade das regiões nas quais os filmes serão distribuídos.

A variedade de linguagem e gênero dos títulos contemplados também foi levada em consideração. Filmes com carreira internacional já iniciada, como “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Augusto (Lacuna Filmes), produções que apenas iniciaram sua carreira internacional, mas que já contam com sucesso de público como “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert (Gullane), se juntam a filmes que estão participando de circuitos independentes, como “Casa Grande”, de Fellipe Barbosa (Migdal Filmes), e “Beira-Mar”, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon (Vitrine Filmes, FiGa/Br), e a animação “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu (Elo Company), ganhadora do Prêmio Cristal de Melhor Longa e o Prêmio do Público da edição 2014 do Festival de Annecy.

Os filmes escolhidos apresentam um recorte promissor da produção nacional e serão vistos em cinemas da Albânia, Bósnia, Canadá, Coréia do Sul, Croácia, Escócia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Grécia, França, Inglaterra, Irlanda, Israel, Kosovo, Macedônia, Montenegro, Polônia e Portugal.

Confira a lista completa dos filmes selecionados abaixo:

“The Second Mother”, (Que Horas Ela Volta?) de Anna Muylaert (Gullane)
Distributora: Bloomsbury Resources – Coreia do Sul

“The Second Mother”, (Que Horas Ela Volta?) de Anna Muylaert (Gullane)
Distributora: Soda Pictures – UK, Canadá, Irlanda

“The Second Mother”, (Que Horas Ela Volta?) de Anna Muylaert (Gullane)
Distributora: Oscilloscope Pictures – Estados Unidos

“The Second Mother”, (Que Horas Ela Volta?) de Anna Muylaert (Gullane)
Distributora: Aurora Films – Polônia

“The Pilgrim: Paulo Coelho´s Best Story” (Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho) de Daniel Augusto (Dama Filmes)
Distributora: 2i Film – Croácia, Eslovênia, Sérvia, Bósnia e Herzegovina, Kosovo, Montenegro, Macedônia, Albânia

“The Pilgrim: Paulo Coelho´s Best Story”, de Daniel Augusto (Dama Filmes)
Distributora: IBEX Films – Israel

“Casa Grande”, de Fellipe Barbosa (Migdal Filmes)
Distributora: Damned Films – França

“Seashore”, (Beira-Mar) de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon (Vitrine Filmes, FiGa/Br)
Distributora: Nitrato Filmes – Portugal

“The Way He Looks”, (Hoje eu Quero Voltar Sozinho) de Daniel Augusto (Lacuna Filmes)
Distributora: Strada Films – Grécia

“August Winds”, (Ventos de Agosto) de Gabriel Mascaro (Desvia Produções, Vitrine Filmes, FiGa/Br)
Distributora: Mosaico Films – Espanha

“Hard Labor”, (Trabalhar Cansa) de Marco Dutra, Juliana Rojas (Dezenove Som e Imagens)
Distributora: Cinema Slate – Estados Unidos

“The Boy and The World”, (O Menino e o Mundo) de Alê Abreu (Elo Company)
Distributora: Filmtopia – Eslováquia, República Checa

Roteirista de filmes como os premiados Gladiador e Os Miseráveis, William Nicholson estreia na literatura jovem com uma envolvente história sobre o primeiro romance e as descobertas da primeira relação sexual. Elogiado pelo New York Times, Rich e Mad conta a história de dois jovens que, em meio à confusão da vida adolescente, buscam o amor.

Maddy Fisher e Rich Ross decidiram se apaixonar por outros pares. Maddy acha que é só se soltar um pouco mais e deixará de ser a “esquisita” solitária com Joe. Já Rich é um menino diferente. Escreve em seu diário e não sabe muito bem como investir em Grace. Porém, eles acabam se esquecendo que a paixão não é busca e sim encontro. Com uma reviravolta, os caminhos dos dois se entrelaçam e eles começam, mesmo sem imaginar, a se apaixonar um pelo outro.

Com honestidade e delicadeza, Nicholson cria um romance repleto de descobertas e aprendizado. Um retrato sincero e contemporâneo sobre a descoberta da sexualidade, a obra é, segundo o próprio autor, uma tentativa de mostrar aos leitores os sentimentos já conturbados o bastante da adolescência. 

Sobre o autor: William Nicholson trabalhou durante anos como produtor de TV, fazendo documentários. Logo, acabou escrevendo roteiros para séries, peças de teatro e filmes, entre eles o ganhador do Oscar Gladiador. É casado e tem três filhos.

Rich e Mad
Autor: William Nicholson
Tradução: Sabrina Garcia
Editora: Galera / Record
Páginas: 304
Preço: R$ 35,00

A mostra África, Cinema – Um Olhar Contemporâneo, que acontece na Caixa Cultural Rio de Janeiro, de 30 de junho a 12 de julho, apresenta 17 filmes dos principais nomes do cinema atual realizado na chamada “África Negra”, região ao sul do Saara, uma das mais carentes do mundo. Apesar de não ter tradição de produção cinematográfica, os filmes locais têm surpreendido público e crítica em festivais internacionais.

A mostra vai exibir produções de Burkina Faso, Congo, Chade, Mali, Mauritânia, Moçambique e Senegal. O mauritano Abderrahmane Sissako e o chadiano Mahamat-Saleh Haroun, que já tiveram filmes em exibição comercial no Brasil – respectivamente, Timbuktu (indicado ao Oscar de filme estrangeiro em 2015) e Um Homem que Grita –, são os mais reconhecidos autores da região e terão retrospectivas de suas obras no evento.

Entre os destaques da mostra, também estão Virgem Margarida (2012), de Licínio Azevedo, brasileiro radicado em Moçambique e um dos nomes mais importantes do cinema deste país; O Barco da Esperança (2012), de Moussa Touré, que foi exibido na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes, e conta a história de um grupo de africanos que tenta entrar ilegalmente, pelo mar, na Espanha; e Viva Riva! (2010), de Djo Munga, que foi comparado à Pulp Fiction e Cidade de Deus quando foi exibido no Festival de Berlim.

No dia 4 de julho (sábado), será realizado, às 18h, um debate gratuito sobre o cinema africano, com o ator Milton Gonçalves, o curador da mostra João Juarez Guimarães e o crítico de cinema Leonardo Luiz Ferreira.

No sábado seguinte (11), às 14h, o cineasta e pesquisador Joel Zito Araújo ministrará a oficina As Quatro Escolas do Cinema Africano, que discorrerá sobre as aproximações e diferenças da produção de cada região da África. Para participar da oficina, basta se inscrever através do email oficina@laffilmes.com.br e fazer a doação de um livro.

A programação completa dos filmes e horários pode ser conferida no site www.africacinema.com.br.

 

Mostra África, Cinema – Um Olhar Contemporâneo
Data: 30 de junho a 12 de julho (terça-feira a domingo)
Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro – Cinema 1 – Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca) – Telefone: (21) 3980-3815
Ingressos: R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes Caixa pagam meia.
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Lotação: 80 lugares (mais três para cadeirantes)
Classificação Indicativa: consultar programação
Acesso para pessoas com deficiência

Naomi e Ely cresceram juntos, mas tão juntos que não têm a menor ideia do que é a vida sem o outro. Moram no mesmo prédio, compartilham segredos e noitadas, escolheram entrar para a mesma universidade, aprenderam a beijar praticando um com o outro, fazem planos (imaginários) sobre seu futuro casamento. Eles se amam de verdade. Só tem um detalhe: Ely é gay. As medidas desses amores, portanto, são um pouco diferentes em cada ponta.

Naomi é linda e tem todos os homens a seus pés, mas só pensa em Ely. Está apaixonada pelo amigo e tem certeza de que um dia ele vai cair na real, casar e ter filhos com ela. Já Ely é do tipo conquistador, que coleciona corações partidos de rapazes. No dia a dia, para evitar conflitos desnecessários, os dois criam a famosa lista do não beijo. Trata-se de um catálogo de todos os meninos que a dupla se compromete a nunca beijar. Garotos que, digamos, interessam tanto a Naomi quanto a Ely. As coisas se complicam quando Ely quebra a regra sagrada e beija Bruce, o namorado de Naomi.

A partir daí, a sólida amizade vai sofrer seu maior abalo, com consequências para quem estiver no entorno do furacão. Naomi e Ely finalmente terão que descobrir quem são sem a companhia um do outro – e enfrentar alguns de seus maiores medos. Juntando a escrita sensível de David Levithan e o humor de Rachel Cohn, a trama acompanha o amadurecimento tanto de Naomi, com sua libertação das fantasias infantis; e o de Ely, que finalmente se abre e se apaixona.

A versão cinematográfica de “Naomy Ely e a Lista do Não Beijo” é protagonizada por Victoria Justice e Pierson Fode, e estreia nos EUA em julho. Ainda não tem previsão de estreia no Brasil.

Esta é a segunda parceria entre Levithan e Cohn. A primeira, “Nick e Nora: uma Noite de Amor e Música”, também foi lançada pela editora Galera e chegou às telas num filme estrelado por Kat Dennings e Michael Cera.

O mais recente livro escrito em conjunto pela dupla, “O Caderninho de Desafios de Dash e Lily” chega às livrarias pela Galera no segundo semestre.

Sobre os autores: David Levithan é autor de “Will Will: um Nome, um Destino”, escrito em parceria com John Green, o primeiro livro jovem adulto com protagonistas gays a entrar na lista de mais vendidos do New York Times, que vendeu 130 mil exemplares no Brasil. Escreveu ainda “Dois Garotos se Beijando”, “Todo Dia” e “Garoto Encontra Garoto”, entre outros. Também é editor de livros do gênero jovem adulto.

Rachel Cohn é autora de “Pão de Mel”, eleito o livro do ano pela Publishers Weekly e pelo School Library Journal, além das sequências “Siri” e “Cupcake”.

Naomy Ely e a Lista do Não Beijo
Autores: David Levithan e Rachel Cohn
Tradução: Ana Carolina Mesquita
Editora: Galera / Record
Páginas: 256
Preço: R$ 29,00