“50 Tons Mais Escuros”, a continuação de “50 Tons de Cinza“, teve um novo comercial divulgado. A prévia em português mostra uma ex-amante de Christian Grey perseguindo ele e sua nova namorada, Anastasia. Veja logo abaixo:

“Cinquenta Tons Mais Escuros” é o segundo filme da trilogia Cinquenta Tons, baseada nos livros homônimos de drama erótico da escritora E.L. James. Na trama, incomodada com os hábitos e atitudes de Christian Grey (Jamie Dornan), Anastasia (Dakota Johnson) decide terminar o relacionamento e focar no desenvolvimento de sua carreira. O desejo, porém, fala mais alto e ela logo volta aos jogos sexuais do conturbado empresário.

Além de  Jamie Dornan e Dakota Johnson, também estão no elenco Kim Basinger (Dois Caras Legais) e Tyler Hoechlin (Passe Livre) . A direção é de James Foley (Billions).

A sequência chega aos cinemas em 09 de fevereiro de 2017.

 

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Na terceira semana de Janeiro (19/01) temos a estreia de um ganhador de vários prêmios conceituados e certamente um dos favoritos ao Oscar 2017, o musical “La La Land – Cantando Estações”,  com Emma Stone e Ryan Gosling. Vemos ainda “Manchester À Beira Mar”, um drama estrelado por Casey Affleck e Michelle Williams, que segue também na corrida do Oscar 2017. Para os amantes de ação acompanhamos a volta de Vin Diesel em “XxX: Reativado”, além dos destaques nacionais “Saltimbancos Trapalhões” e “Os Penetras 2 – Quem dá mais?”.

Assista aos trailers e confira as sinopses dos longas que estreiam nessa quinta (19/01):

La La Land – Cantando Estações (La La Land, 2016) | Crítica

Mia, uma aspirante a atriz, e Sebastian, um pianista de jazz terão que conciliar uma forte paixão com a dura jornada para alcançarem o sucesso na cidade de Los Angeles. O longa ainda explora muito bem todas as alegrias e tristezas que você passa durante a caminhada para realizar um sonho.

XxX: Reativado (XxX: Return Of Xander Cage, 2017)

No terceiro filme da franquia vemos o retorno do agente Xander Cage, que vai lutar junto com os melhores soldados para impedir que uma arma mortal conhecida como A Caixa de Pandora caia nas mãos do perigoso XiangNessa grande missão Xander se encontra no meio de uma conspiração que coloca em jogo sua vida, ameaçada por pessoas dos mais altos níveis do governo.

Manchester À Beira Mar (Manchester By The Sea, 2016)

Lee Chandler é um homem despreocupado com a vida até receber a notícia da morte precoce do seu irmão. Diante do fato doloroso ele decide voltar para sua cidade natal e tomar conta de seu sobrinho adolescente. Tudo começa a se complicar quando Lee precisar enfrentar os motivos que o fizeram deixar a sua família para trás.

Saltimbancos Trapalhões (2017)

Didi é um funcionário humilde que logo se torna a principal atração do circo Bartolo. Sabendo disto, o dono do circo encontra um jeito de passá-lo para trás e embolsar o dinheiro ganho a partir de suas apresentações. A decisão faz com que sua filha, Karina, fique contra o próprio pai.

Os Penetras 2 – Quem dá mais? (2017)

Beto está desolado por ter sido enganado por Marco, o malandro profissional, internado em uma clínica psiquiátrica. Beto é surpreendido por uma notícia que muda os rumos de sua vida e de seus parceiros Laura e Nelson . Em seguida, os três conhecem Santiago, um milionário sedutor, e Oleg, um mafioso russo. De golpe em golpe, eles vivem uma das maiores confusões de suas vidas.

Qual você está ansioso para assistir?

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A Sony Pictures Animation revelou que Julia Roberts (“Comer, Rezar, Amar”) se juntou ao elenco de “Os Smurfs: A Ilha Perdida”, segundo informações do site Comingsoon.

A vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 2001 por “Erin Brockovich” vai dublar SmurfWillow, uma nova personagem do universo Smurf.

“Os Smurfs são uma parte tão divertida de nossa cultura de animação”, disse Roberts. “Eles eram populares quando eu era criança e eles eram populares quando meus filhos eram pequenos. É divertido fazer parte de um grupo tão doce que continua a divertir os jovens.”

No terceiro filme da franquia, Smurfette (Demi Lovato) não está contente: ela começa a perceber que todos os homens do vilarejo dos Smurfs têm uma função precisa na comunidade, menos ela. Indignada, ela parte em busca de novas descobertas, e conhece uma Floresta Encantada, com diversas criaturas mágicas. Enquanto isso, o vilão Gargamel (Rainn Wilson) segue os seus passos.

O filme é inteiramente feito em animação, diferente dos dois primeiros, que tinham atores e locações reais, onde apenas os Smurfs eram feitos por computação gráfica. O restante do elenco é composto por Demi Lovato (“Camp Rock”), Rainn Wilson (da série “The Office”), Jack McBrayer (“Meu Malvado Favorito”), Danny Pudi (“Capitão América: O Soldado Invernal”), Mandy Patinkin (da série “Homeland”) e Joe Manganiello (“Magic Mike XXL”).

Dirigido por Kelly Asbury (“Shrek 2“), “Os Smurfs: A Vila Perdida” chegará aos cinemas no dia 7 de abril de 2017 no Brasil.

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Logan‘ terá seu novo trailer divulgado hoje, trazendo um Wolverine envelhecido. Para os fãs da franquia, fica a pergunta de como este novo filme se encaixará com os demais. Sendo assim, é a oportunidade perfeita para fazer um ranking com todos os filmes e ver quais são os melhores e os piores.

Jennifer Lawrence deve retornar no próximo ‘X-Men’ 

Tudo começou no já longínquo ano de 2000 quando um diretor ainda novato chamado ‘Bryan Singer’ foi escalado para trazer à telona um dos grupos de super-heróis mais famosos dos quadrinhos: os X-Men. Mesmo quem não leu os gibis deve ter se familiarizado com os personagens graças ao excelente desenho animado da década de 90 que fez muito sucesso na televisão brasileira e retratou a “Era Jim Lee” dos mutantes. Eu sou um grande fã dos X-Men e acompanhei justamente esta era fantástica deles nos quadrinhos e na TV.

‘Logan’: Em que lugar da linha do tempo de ‘X-Men’ o novo Wolverine se encaixa? 

Apesar dos personagens serem propriedade da Marvel, os direitos para seus filmes estão com a Fox. Nesses anos desde que debutaram no cinema, existiram altos e baixos. Ainda assim, diferente do que fez com outros heróis cujos direitos detém (como o Quarteto Fantástico, por exemplo), a Fox não decepcionou e no geral os filmes do X-Men mantiveram uma boa qualidade e alcançaram o sucesso de bilheteria que garantiu sua continuidade. Os últimos, inclusive, foram sucesso de crítica e público imensos.

Conheça os novos heróis de ‘X-Men: Apocalipse’ 

Como estamos falando do “universo X-Men”, é bom deixar claro que farão parte da lista todos os filmes que foram estrelados por mutantes e não só os do grupo principal, ou seja, foram incluídos os filmes solo do ‘Wolverine’ e o recente filme de ‘Deadpool’. Contando com o último filme, isto nos dá um total de 9 longas para serem ranqueados. Sem mais delongas, vamos à lista! Por favor compartilhe a sua opinião e o seu ranking pessoal na seção de comentários!

Tudo o que você precisa saber sobre ‘X-Men: Apocalipse’ 

 

9. X-Men Origens: Wolverine (2009)

Não há dúvidas de que um dos maiores responsáveis pelo sucesso dos filmes dos X-Men foi o Wolverine interpretado por Hugh Jackman. Sendo assim, e considerando também todo o legado do personagem nos quadrinhos, nada mais natural do que ele ganhar seu filme solo. Após a primeira trilogia do grupo de mutantes, foi a vez de Wolverine brilhar em carreira solo. A expectativa era enorme, principalmente pela questão da história de origem que traria as “garras de osso” e pela oportunidade de vermos um “Dentes-de-Sabre”, um dos maiores vilões dele nos quadrinhos, feito da forma correta. No entanto, o resultado final foi muito decepcionante, principalmente no terceiro ato que ficou marcado pela transformação de Deadpool em um misto de “Baraka” e “Ciclope” com a boca costurada. Nem mesmo as aparições de Gambit e de um Ciclope adolescente ajudaram a diminuir o estrago. Para completar a bagunça, o filme vazou meses antes de ter seus efeitos finalizados e uma versão com efeitos toscos e fios aparecendo foi assistida por muitos, o que acabou piorando a recepção.

 

8. X-Men: O Confronto Final (2006)

Após ter alcançado enorme sucesso dirigindo os dois primeiros filmes dos X-Men e ter elevado seu nome ao status de um dos diretores mais promissores do cinema, Bryan Singer decidiu “mudar de lado” e foi comandar o novo filme do Superman. Desta forma, a Fox o substituiu por Brett Ratner e seguiu em frente com sua franquia de mutantes. O terceiro filme da série veio e, para a tristeza de muitos, foi muito inferior aos dois primeiros. Apesar de contar com os mesmos atores principais já apresentados antes e com algumas adições interessantes (como a Kitty Pride de Ellen Page), o filme padeceu de uma trama muita rasa e genérica e que significou um retrocesso para os filmes de super-heróis em geral com sua pegada excessivamente leve. A forma como foi tratada a “Saga da Fênix” também não agradou os fãs, tanto que o penúltimo filme dos X-Men aproveitou o conceito de viagem no tempo para apagar este terrível erro do passado da franquia.

 

7. Wolverine: Imortal (2013)

O fato do segundo filme solo do Wolverine ter sido bem melhor do que o primeiro não diz muita coisa e a verdade é que a Fox ainda está nos devendo um filme digno do talento de Hugh Jackman e da importância do personagem. A ideia de usar a história de Logan no Japão foi bem interessante, mas a execução dela foi fraca. Mais uma vez se perdeu a oportunidade de explorar mais a fundo os conflitos psicológicos de Logan e o roteiro nos deu um vilão clichê, isso sem falar da atrocidade de transformar o “Samurai de Prata” em um robô. Hugh Jackman já disse que o próximo filme solo de Wolverine será seu último na pele do mutante canadense e estou torcendo para que ela possa se despedir de forma magistral.

 

6. X-Men: Apocalipse (2016)

Já na cena pós-créditos do filme anterior ficou claro que o próximo filme dos X-Men iria explorar um dos vilões mais famosos dos quadrinhos: Apocalipse. A expectativa era enorme, mas logo depois dos primeiros trailers algumas pessoas já começaram a torcer o nariz para o que parecia ser uma tradução muito literal do gibi. Na minha opinião, o filme inseriu esse “mutante Deus” no universo dos X-Men da melhor forma possível, mas infelizmente isso não quer dizer que o filme seja perfeito. Muito pelo contrário. Um mutante que é praticamente um Deus, com poucas expressões humanas e poderes ilimitados, dificilmente causará uma empatia com o público. Considerando tudo isso, até que Bryan Singer conseguiu superar minhas expectativas e dar alguns traços humanos ao vilão, mas suas motivações e personalidade ainda continuaram esvaziadas e genéricas. Outro problema enfrentado pelo filme é ter que lidar com muitas novidades ao mesmo tempo. As “estreias” de mutantes nesta linha de tempo são numerosas e infelizmente não há tempo de desenvolver todos da forma necessária. Personagens interessantes como Tempestade, Psylocke e Anjo tem pouquíssimas falas e são relegados a capangas acéfalos. O excesso de conteúdo também retirou tempo para a evolução de relacionamentos pré-existentes como o de Xavier com Magneto e dos dois com a Mística. Problemas à parte, é inegável o fato deste filme ser o mais ambicioso da franquia em termos de escala e de cenas de ação. E, neste quesito, o filme não decepciona. Temos batalhas épicas individuais e grupais que elevam alguns desses mutantes ao status de deuses e um desfecho que irá arrancar gritos dos mais empolgados e deixar os fãs com água na boca. Tanto que, quando os créditos rolaram, eu pensei: “espere, eu quero ver esse filme aí!”. No final das contas, para mim ficou a lição de que nem tudo que dá certo nos quadrinhos necessariamente irá funcionar também no cinema. Eu só espero que o pessoal da Marvel também tenha visto isso e nos poupe de cometer os mesmos erros com a próxima saga da “Guerra Infinita” que está sendo preparada e que trará outro “supervilão” com Thanos.

 

5. X-Men: O Filme (2000)

Para entender a importância deste filme é preciso voltar a um tempo onde os filmes de super-heróis ainda eram tratados como entretenimento bobo e juvenil. Seguindo o embalo do excelente “Blade”, de 1998, que marcou o ressurgimento dos heróis da Marvel nos cinemas, o diretor Bryan Singer conseguiu superar a enorme desconfiança sobre o projeto e nos presentear com uma versão realista desse universo que revolucionou a forma de se fazer filmes do gênero e formou a base para esta franquia de sucesso. A própria escalação de Hugh Jackman para o papel de Wolverine foi algo polêmico devido à clara diferença de estatura entre ele e o personagem nos quadrinhos, mas nos primeiros segundos em cena o ator australiano conquistou os fãs e provou que Singer estava certo. Claro que existem defeitos no filme, como por exemplo a transformação de “Dentes-de-Sabre” em um monstro acéfalo e sem nenhuma relação com Wolverine, mas sem dúvidas os pontos positivos se sobressaem e o resultado é um filme que soube explorar bem o tema de discriminação e que se mantém atual até hoje.

 

4. Deadpool (2016)

Quem conhece o personagem Deadpool nos quadrinhos sabe que a sua versão que foi retratada no primeiro filme solo do Wolverine é totalmente absurda e ofensiva aos fãs. O único acerto foi escalar Ryan Reynolds para o papel, uma vez que ele sempre confessou ser fã do personagem. Porém, após aquele desastre, foram preciso anos de insistência e muito trabalho da parte dele e do diretor Tim Miller para convencer a Fox a fazer um filme solo do mercenário falastrão. Felizmente para nós, o filme foi feito com a devida censura de 18 anos e pudemos ver na telona o verdadeiro Deadpool que conversa com o espectador e o quão criminoso foi “costurar sua boca” no filme de 2009. O filme fez tanto sucesso que parece ter disparado uma onda de “filmes de super-heróis para adultos” com essa classificação prometida para o próximo filme do Wolverine e uma “versão adulta” do recente “Batman vs Superman”. A parte do humor e da ação são representados de forma perfeita e este filme só não está mais acima na lista devido à sua trama genérica que acabou cedendo a muitos clichês do gênero tão criticados em muitas falas do protagonista.

 

3. X-Men: Primeira Classe (2011)

Depois da fraca recepção ao filme de 2006, ficou claro que os X-Men precisavam se reinventar e foi exatamente isso que aconteceu com este filme de 2011. O roteiro é muito bem escrito e, além de desenvolver bem os personagens, ele insere de forma muito inteligente a temática mutante em um dos incidentes mais tensos da guerra fria: a crise dos mísseis em Cuba. Mesmo um excelente roteiro não poderia obter sucesso sem bons atores para trazê-lo à vida e podemos dizer que o filme é extremamente afortunado neste quesito. Se aproveitando bem da ousadia de atores promissores e em ascensão (algo que parece ser uma das marcas dos filmes da equipe mutante, como diziam Halle Berry e Hugh Jackman), os produtores e o diretor conseguiram montar um elenco de luxo. Quem não ficaria empolgado para assistir a um filme que reúne James McAvoy, Michael Fassbender e Jennifer Lawrence? Com este elenco estelar e uma direção excepcional de Matthew Vaughn, realmente eu colocaria esta película no hall dos filmes de super-heróis que transcendem este universo e conseguem agradar a um público mais tradicional, assim como a trilogia do Cavaleiro das Trevas de Nolan.

 

2. X-Men 2 (2003)

Depois do inesperado sucesso da estreia dos mutantes no cinema, era só uma questão de tempo até que tivéssemos uma continuação. A diferença é que a cobrança e a expectativa eram bem maiores, mas Bryan Singer não decepcionou e conseguiu entregar um filme bem superior e que desenvolveu de forma ainda melhor seus personagens. Ele fez isso se aprofundando na questão da intolerância ao “fenômeno mutante” e no impacto que isso teria no governo e na sociedade. Além disso, ele elevou o nível das cenas de ação e nos mostrou o quão intenso poderia ser um filme de super-heróis em uma época ainda anterior aos filmes de Nolan e do universo cinematográfico da Marvel. Para fechar o pacote, ainda tivemos um excelente gancho para a ‘Saga da Fênix Negra” que prometia muitas emoções. Infelizmente, “tiraram o doce da nossa boca” no filme seguinte, mas como esse erro já foi “apagado” ainda há esperança de vermos essa saga aparecer nas telonas da forma que merece.

 

1. X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014)

Aproveitando uma saga famosa dos quadrinhos, “Dias de um Futuro Esquecido”, surgiu a ideia de juntar as “duas fases” dos X-Men nas telonas. Mesmo modificando a história original dos quadrinhos, isto é feito de forma inteligente para adequar ao que já havia sido feito no cinema nos filmes anteriores. Ainda assim, alguns acontecimentos são ignorados, principalmente do fiasco ‘X-Men: O Confronto Final’, mas isso não prejudicou em nada a experiência, muito pelo contrário, serviu para dar novo sopro de vida à franquia nos cinemas. Além da união de atores da primeira trilogia e de Primeira Classe para formar os protagonistas, temos participações especiais de praticamente todos os atores dos filmes da franquia. É preciso destacar a forma magistral como o diretor conseguiu homenagear o elenco antigo e criar uma consistência de todo o legado já estabelecido anteriormente. Mais uma vez, os atores de Primeira Classe roubam a cena e esbanjam talento, com destaque para James MacAvoy e Jennifer Lawrence. Isso sem falar da fantástica cena do Mercúrio que, por si só, já valeria o ingresso, ou da aguardada aparição das sentinelas. Em minha modesta opinião, não há dúvidas que este foi o ponto mais alto dos mutantes no cinema que aperfeiçoou a fórmula definida antes e nos deu um dos melhores filmes de super-heróis recentes.

 

 

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Destaque de festivais em 2016 e trazendo um postulante ao Oscar de Melhor Ator, ‘Manchester À Beira Mar‘ é um melodrama contado de uma forma diferente do que a maioria dos filmes do gênero, e acaba provocando reações inusitadas perante os seus acontecimentos.

Casey Affleck vive um personagem apático, que perdeu o carisma e carrega uma carga dramática enorme em seus ombros. O perfil do protagonista combina com a proposta visual do longa: uma fotografia gélida, com o tempo sempre nublado e frio. Vendo assim, parece que não há nenhuma ligação entre o personagem e essas especificações visuais, mas conceitualmente é tudo encaixado perfeitamente.

O filme carrega o peso do personagem junto com ele, ao contrário do que seria normal em ver o protagonista explodindo aos berros e se mostrando totalmente perturbado. Acontece que ele mostra o retrato de alguém que aprisiona todas essas perturbações em um coração de gelo, mas que bate e continua sentindo um trauma que nunca será superado.

Lee Chandler (Affleck) precisa voltar à sua cidade natal depois da morte do irmão, interpretado por Kyle Chandler (da série ‘Bloodline‘), e com isso precisa cuidar do sobrinho, o qual herdou a tutela. A história se apresenta bem, lhe dá todas as cartas necessárias para acompanhá-la, o que não significa que é possível entendê-la desde o início. Há elementos confusos que prejudicam esse mesmo entendimento, porém, se explicar não está dentro da proposta da trama. Ainda assim, o longa consegue apresentar respostas para aquilo que faltava no início, mas de forma totalmente involuntária.

Kenneth Lonergan traz uma direção diferente, com um formato indie, usando ângulos que privilegiam os personagens, deixando a câmera imóvel e com poucas variações na filmagem. A escolha do diretor foi correta porque o conceito da filmagem combina com o drama, não há aqui uma câmera dinâmica e sim uma apática, que reforça o conceito do filme e do seu protagonista. Isso afeta até mesmo a forma como os personagens lidam com a morte, que parece algo tão natural e até mesmo normal, sem demonstrar a dor habitual que uma notícia como essa costuma causar.

O longa ainda consegue dar atenção a outros acontecimentos, como as situações da adolescência de Patrick (Lucas Hedges). O personagem é bem desenvolvido e apresenta situações que quebram a dureza do filme com momentos de alívio e até mesmo ternura. É o personagem capaz de envolver o público, de fazer as pessoas relembrarem das imprudências da juventude, seguindo a proposta de provocar no espectador diversas reações diferentes para cada acontecimento apresentado na película.

Michelle Williams faz jus as suas indicações em premiações e aos elogios da imprensa internacional. A atriz tem pouquíssimas aparições no filme, mas uma, em especial, mostra uma das cenas mais marcantes e fortes do longa. O acontecimento do passado, que perturba totalmente Randi (Williams) e Lee (Affleck) fica em evidência e demonstra muito bem a fragilidade escondida em ambos os personagens. Resumindo, Michelle Williams precisa de uma única participação para roubar a cena no filme, que tem boas atuações de modo geral. Casey Affleck consegue passar bem os sentimentos do personagem, que precisa de um contato “olho no olho” para mostrar as suas perturbações. Mesmo assim há momentos que a história cria expectativas de algo grandioso para os olhos do público, e isso Affleck não demonstra.

Manchester À Beira Mar‘ é um longa-metragem bem feito, que precisa ser entendido e sentido. Não é o tipo de filme que mostrará seus sentimentos, pois sua proposta é mostrar que nem tudo que acontece as pessoas conseguem superar, há feridas que nunca curam, há momentos que nunca serão esquecidos. Trata-se, na verdade, de um homem incapaz de superar suas perdas, incapaz de aliviar a sua culpa, e mostrar como isso afetou e afetará para sempre o seu modo de vida.

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